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Ta fára são 10 da manhã. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde vai abrir um inquérito ao caso do homem de 87 anos que morreu no Hospital de Portimão depois de ter esperado 12 horas nas urgências. A informação é apurada pela Rádio Observador. A Ordem dos Médicos também quer esclarecimentos e, por isso, enviou um e-mail à ULS do Algarve a pedir mais informações, até agora sem resposta. Teresa Freire, tens estado a reunir mais informação esta manhã. Vamos recuperar o que aconteceu.

O homem deu entrada nas urgências do Hospital de Portimão às 17h de terça-feira. Quando o utente se queixou de dores abdominais e vômitos, atribuíram-lhe pulseira amarela na triagem. A Rádio Observador apurou junto de fonte dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, que foram eles que transportaram o homem, que vivia em Sagres.

O utente só foi chamado para a primeira observação médica praticamente 12 horas depois de ter chegado ao hospital.

Sim, perto das 5h desta quarta-feira. Essa hora foi encontrado por uma enfermeira já inconsciente, acabou por morrer. Em declarações à SIC, a diretora clínica da ULS do Algarve, Lígia Pires, explica que o homem não estava acompanhado por familiares, mas garante que nunca esteve sozinho.

Estamos a averiguar. De qualquer forma, ele nunca esteve sozinho, estava acompanhado. E quando se vê que o estado clínico dele agravou, ele foi logo socorrido.

Não estava acompanhado por familiar?

Não, nessa altura não estava acompanhado por familiares. Estavam outros utentes e estavam os enfermeiros. Aquela é uma sala que está sob vigilância. É em frente à sala de tratamentos, ao lado da triagem, portanto está acompanhado com enfermeiros, está sempre em vigilância.

Mas só mesmo quando ele não respondeu à chamada é que perceberam que ele estava inconsciente.

Eu não tenho essa informação.

A diretora clínica da ULS do Algarve, Lígia Pires, a sublinhar que o hospital está a tentar perceber o que aconteceu. A Unidade Local de Saúde do Algarve avançou logo que ia abrir um inquérito para averiguar o que aconteceu. Não há uma data prevista para a conclusão destas averiguações. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde também vai abrir o inquérito. A Ordem dos Médicos também quer esclarecimentos.

Teresa Freire, com as informações que foi conseguindo ao longo desta manhã sobre este caso. A Rádio Observador contactou também o Ministério da Saúde, que remete explicações para a direção executiva do SNS. Aguardamos também uma resposta do presidente da Câmara Municipal de Portimão. Fernando Negrão, antigo ministro da Justiça do PSD, não acredita no sucesso das negociações com o Chega na habitação. O social-democrata afirma que o partido, liderado por André Ventura, aceitou as reuniões com o primeiro-ministro por motivos táticos. Fernando Negrão considera que o Chega vai escolher distanciar-se dos partidos nestes encontros marcados por Luís Montenegro, lá em São Bento, e fala, por isso, em outros motivos que levaram o partido da oposição a aceitar estas reuniões.

Por causa da intervenção pública do presidente e porque sentiu que os portugueses querem não só que terminem estes episódios sucessivos de manifestações, como também quer ver soluções, que os partidos políticos apresentem soluções para o problema da habitação.

Já com o PS, Fernando Negrão afasta que possa haver um acordo entre os socialistas e o PSD. Ainda assim, fala em entendimentos necessários entre os dois partidos.

Se vir o PS e o PSD a negociarem e a tentar resolver os problemas do país, eu e a maioria dos portugueses já ficamos muito satisfeitos. Por isso, eu considero que um acordo não, mas uma aproximação em três ou quatro matérias decisivas e importantes do país são fundamentais pra nós recuperarmos a saúde democrática.

Fernando Negrão, convidado do Explicador desta manhã. O antigo-ministro social-democrata diz ainda que António José Seguro falou demasiado tarde. Carla, importa percebermos o que vão levar ao cerne dos partidos para este encontro em São Bento. PS e Chega já mostraram disponibilidade para se sentarem à mesma mesa com o governo, negociar medidas que resolvam a crise na habitação. No entanto, os dois partidos partem com posições e condições distintas. Vamos perceber que propostas devem ser apresentadas logo à tarde ao governo. Miguel Gato, começamos com o Partido Socialista.

O PS, que já garantiu que vai entrar na residência oficial do primeiro-ministro sem linhas vermelhas e com espírito aberto, mas também já afirmou que quer que o governo deixe cair a lei do arrendamento acordada com o Chega e comece a negociar do zero. Os socialistas querem também acabar com o valor de referência de €2300 para a renda moderada, opõem-se ao fim dos limites das cauções e das rendas antecipadas e defendem a criação de uma garantia pública para um seguro de renda acessível. Entre as propostas do PS, está ainda um travão ao aumento das rendas, tendo como limite a inflação a mais de 2%. De resto, o partido propõe moratória até 31 de dezembro de 2027 para todos os contratos de arrendamento que terminam até o final deste ano, entre outras medidas que vão ser apresentadas esta tarde a Luís Montenegro, por parte do PS, está ainda a isenção de mais-valias na venda de uma segunda casa, se o valor de venda for até €300 mil.

Miguel, o Chega tem também várias medidas fiscais para apresentar esta tarde ao primeiro-ministro.

Como, por exemplo, o regresso das deduções de juros no crédito à habitação para jovens até aos 35 anos e a subida da percentagem que os contribuintes podem descontar na renda da casa. O Diário de Notícias conta esta manhã que o Chega vai também propor a isenção de mais-valias para quem vende imóveis com habitabilidade imediata, até um certo limite de preço, o alargamento do regime do IVA a 6% para toda a construção nova, isenções de compensações nos licenciamentos, a libertação de áreas de reserva em ambiente urbano para construção e ainda a colocação rápida dos imóveis do Estado no mercado.

Miguel Gato, com algumas das propostas dos partidos para a habitação. As reuniões vão acontecer esta tarde em São Bento. O Observador apurou que esta intervenção do Presidente da República é vista tanto pelo governo quanto pelos apoiantes de António José Seguro, como uma vitória do chefe de Estado. Entretanto, continuam montadas dezenas de tendas, tanto em Lisboa como no Porto, sendo que os manifestantes estão agora preocupados com o impacto da chuva e do frio nos protestos. São 10h07, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã? Um voo que ia de Dublin para Roma foi desviado para a França após uma ameaça de bomba a bordo. A informação foi confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro francês. O avião, um Airbus A320, aterrou em segurança numa base aérea. Este incidente surge no seguimento de outros alertas de segurança registrados no início da semana, que envolveram sete aviões, incluindo um voo vindo de Lisboa com destino a Roma. A Ucrânia acusa a Rússia de lançar 128 drones contra o país durante a madrugada. A Força Aérea de Kiev afirma que a maioria dos aparelhos foi neutralizada. Esta manhã também registo de novos ataques russos em várias regiões ucranianas, Kiev, Dnipro, Zaporíjia, Odessa e também Kherson. Vinte e oito anos a pé, a caminhar para chegar a casa, foi o que fez um britânico que acaba desta forma de completar a volta ao mundo a pé. Eu vi as imagens quando ele se encontrou com a mãe. Eu admiro estas pessoas que um dia dizem assim: "Que maneira que eu posso arranjar para nunca trabalhar na vida?" E foi assim. 28 anos, quantos quilómetros, Carla? Cinquenta mil quilómetros, passou por 29 países, partiu do sul do Chile em 1998. Vocês lembram-se da Expo? Foi quando ele começou e tinha duas regras: não usar qualquer meio de transporte e não voltar a casa enquanto não terminasse a viagem. E pelos vistos conseguiu mesmo. Conseguiu. Fantástico. Portanto, apanhou tudo. Eu estou a falar da Expo, mas apanhou o 11 de Setembro, a epidemia, Covid. E aos 57 anos regressa a casa, encontra-se com a mãe e conhece pessoalmente a neta, que tem 12 anos. Ele registou isto de alguma maneira, porque isto com certeza há de dar um documento. Isto vai dar. Vai estar prometido um documentário, está a ser preparado este documentário. Não vai durar 28 anos a ser produzido. Não, há de ser mais rápido e podemos vê-lo aí. Em breve. Um dia destes. Em breve. Inspirarmo-nos. Perto si ou não, longe. Ou não, a pé.