Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Na Rádio Observador.
Jornal das 11, na Rádio Observador, a edição é do José Rafael Lopes e hoje, dia 4 de maio, termina o período de luto dedicado ao Papa Francisco pelo Vaticano.
Chegam ao fim os nove dias de luto. À semelhança dos últimos oito dias, hoje vai ser celebrada uma missa na Basílica de São Pedro, vai ser presidida pelo cardeal protodiácono Dom Dominique de Malebrale, a quem vai caber também a responsabilidade de anunciar a eleição do novo papa. Para já, a Igreja Católica continua num período chamado de sede vacante. Recebemos em direto neste jornal Filipe Avilez, jornalista e especialista em assuntos religiosos. Bom dia, Filipe Avilez, obrigado por ter aceitado este nosso convite. O conclave só tem início na quarta-feira. O que é que acontece até lá nestes dias, depois do fim do período de luto?
Na verdade, aquilo que vai acontecer de mais importante é a continuação das congregações gerais, que são os encontros de todos os cardeais que estão em Roma, já devem ter chegado todos, e que vão discutindo não só os assuntos do dia a dia para a gestão da Santa Sé, mas também vão propondo as suas prioridades, as suas ideias para aquilo que a Igreja deve ser, aquilo que tem que acontecer no próximo pontificado. E é nesta fase que os cardeais estão verdadeiramente a avaliar-se um ao outro, a recolher ideias, a tomar notas para ver quem é que, na sua opinião, pode ser um bom candidato. Isso já acontece desde o primeiro dia depois da morte do Papa. Claro que nessas primeiras congregações gerais estavam presentes ainda poucos cardeais e tratavam-se mais só de questões logísticas. À medida que vão chegando mais, os assuntos vão se intensificando e isso continua. Isso não muda com o fim dos nove dias de luto. Continua e é algo que já está a decorrer há algum tempo. Estas reuniões não têm o peso do segredo que tem o conclave, obviamente. Tem também uma grande diferença que é a participação de todos os cardeais, incluindo os que não vão votar. Portanto, esses também podem dar as suas opiniões e contribuir com as suas ideias. E depois, no conclave é que só vão estar mesmo os cardeais eleitores que vão decidir quem é que será o próximo papa.
Filipe Avilez, os últimos conclaves que elegeram o Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI e também o Papa Francisco, foram relativamente breves. É isso que podemos esperar quando arrancar este conclave?
Parece ser essa a opinião da maior parte dos especialistas. Espera-se um conclave breve. As congregações gerais também servem para isso, para evitar que depois chegando ao conclave, se demore muito tempo, porque isso transmite sempre para fora a ideia de uma igreja dividida, e os cardeais querem muito evitar isso. E portanto, o que é mais natural é que logo na primeira votação, ou na primeira e segunda votação, se calhar, já se compreende que há um ou dois, no máximo três candidatos mais fortes, e depois começa um período de negociação. Se acontecer como aconteceu com Bento XVI, se calhar há um dos cardeais que diz: "Lamento, eu não estou disponível e se os que estavam a pensar votar em mim, eventualmente votem noutro", e a coisa costuma se resolver no segundo ou no terceiro dia. Eu penso que é isso que se espera. O fator diferente este ano é a quantidade de cardeais que não se conhecem bem. Vamos ver se as congregações gerais terão servido para poderem, durante esta semana e picos, aprender a conhecer-se, alinhar-se também por grupos de preferência e de prioridades para ultrapassar essa barreira de desconhecimento, que depois, se se mantiver, pode funcionar de duas maneiras completamente diferentes.
Para concluir, Filipe Avilez.
Dependendo dos cardeais, ou pode se prolongar o conclave porque os cardeais não se conhecem, portanto, não votam em alguém em particular, ou então vão dar preferência àqueles que conhecem bem e aí o mais provável é sair um cardeal que já trabalhe na Cúria Romana, que são os que são mais conhecidos por todos.
Muito obrigado, Filipe Avilez, é jornalista e também especialista em assuntos religiosos. Obrigado por ter estado na Rádio Observador a olhar para este período entre o fim dos dias de luto pelo Papa e o início do conclave, início esse que está marcado para quarta-feira, a reunião que vai eleger o sucessor do Papa Francisco.
Entretanto, hoje já é possível fazer a inscrição para o voto antecipado para as eleições legislativas.
O voto em mobilidade realiza-se daqui a uma semana, no próximo domingo, a 11 de maio. Os eleitores podem escolher qualquer município, seja do continente ou da Região Autónoma dos Açores e da Madeira. Quem quiser votar mais cedo, ou seja, uma semana antes das eleições, deve inscrever-se entre hoje e quinta-feira, seja em votoantecipado.pt ou por via postal dirigida à administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Caso o eleitor se inscreva para votar antecipadamente e não o consiga fazer, nada muda. Pode votar no dia das eleições, 18 de maio, na assembleia ou seção de voto onde se encontra recenseado.
Também hoje arranca a campanha oficial para as eleições legislativas. À noite, os oito partidos com assento parlamentar encontram-se no último debate das televisões.
Agendado para às 21h30 da noite, na Nova SBE, em Carcavelos. Até lá, os partidos estão na estrada. As três maiores forças políticas começam a campanha a norte. Os restantes partidos com assento parlamentar vão estar mais perto do local do debate. Têm agendas distribuídas entre os distritos de Lisboa e de Setúbal.
E amanhã também é não perder aqui na Rádio Observador o debate das rádios a partir das 21h30, que junta os oito partidos com assento parlamentar. Portugal esgota amanhã, segunda-feira, os recursos naturais disponíveis para este ano. O presidente da Associação Zero avisa que o país está a usar um cartão de crédito a nível ambiental.
É a reação à notícia de que Portugal está prestes a esgotar os recursos naturais para este ano, de acordo com os dados avançados hoje pela Organização Internacional Global Footprint Network. Já na passada terça-feira, a União Europeia tinha atingido o dia da sobrecarga do planeta. Na Rádio Observador, Francisco Ferreira, presidente da Associação Zero, explica o que está em causa com este cartão de crédito ambiental.
Se este padrão fosse válido à escala mundial, nós
necessitaríamos de 2,9 planetas. No fundo, temos esta ideia de que nós estamos em sobrecarga, estamos a usar um cartão de crédito, estamos a ir aos nossos depósitos a prazo, estamos a ir às nossas reservas, o que efetivamente é aquilo que acontece em vários domínios. Nós não conseguimos viver apenas com a energia renovável que temos no país.
Declarações de Francisco Ferreira, na Rádio Observador. De acordo com a Global Footprint Network, o primeiro país a esgotar os recursos este ano foi o Qatar. Aconteceu logo em fevereiro. 11 horas, 7 minutos. Temos outras notícias em destaque ainda a esta hora, Zé.
A Polícia Judiciária tem aberto vários inquéritos relacionados com o aliciamento sexual de crianças e adolescentes em plataformas de jogos como a Roblox. É o que avisa a PJ em comunicado. Este tipo de plataformas são usadas por utilizadores a partir dos oito anos. O Fortnite e o Discord são outros dos jogos e plataformas que são aproveitadas por predadores online. É irresponsável culpar as energias renováveis pelo apagão. Quem o diz é a Ministra da Transição Ecológica de Espanha. Fala numa explicação simplista, numa entrevista publicada este domingo, Sara Aagesen admite que vão ser necessários muitos dias para determinar a origem da falha que provocou o apagão e não descarta nenhuma causa, incluindo um ciberataque. E para fechar, João, hoje no Brasil, Lady Gaga deu um concerto mais de dois milhões de pessoas na praia de Copacabana.
Essas pessoas foram umas sortudas e é um concerto, podemos dizer, histórico.
Gostavas?
Eu gostava.
No meio daquela multidão toda? Dois milhões de pessoas.
No meio daquela multidão toda, se calhar, não é o mais agradável.
Eu não sei, mas muita gente. Nem consigo imaginar dois milhões de pessoas.
Eu há bocado estava a fazer um paralelismo com o Guilherme Pires na nossa redação. Lembras-te das Jornadas Mundiais da Juventude? Quando o Papa veio a Portugal, recebemos no Parque tejo um milhão de pessoas. Era o dobro. E tu lembras-te das imagens que nos chegavam?
Sim, lembro-me bem.
E da confusão que houve.
Mas sim, eu gostava de estar lá.
Bem, como tal, vamos ouvir um bocadinho?
Vamos a isso.
Este é o maior hit do momento da Lady Gaga, Abracadabra, do novo álbum Mayhen. Eu sei algumas coisas sobre isto.
É a diferença aqui entre o animador e o jornalista.
Sim.
E o que eu te sei dizer é que este concerto de Lady Gaga terá então ultrapassado a audiência de Madonna no ano passado, na mesma praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Também um concerto gratuito, de entrada gratuita. Contudo, ainda assim, e já há pouco aqui no Vencedor o Pedro Novides falou disso mesmo, não bateu o recorde. Esse continua a pertencer a Rod Stewart, que no Réveillon de 1994, ou seja, há mais de 30 anos, juntou mais de 3 milhões de pessoas em Copacabana. Há também um artista brasileiro que conseguiu fazer semelhante, cerca de 3,5 milhões de pessoas, que é ainda mais. Ainda assim, parabéns a Lady Gaga, 2 milhões de pessoas.
Isto não é para todos. E tenho a certeza que ela vai querer voltar e se quiser fazer em Portugal, também estamos cá para recebê-la. Foi o Jornal das 11, com o José Rafael Lopes.