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As notícias com Luís Soares.
O Ministério Português dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a situação na Suíça, mas não tem, para já, qualquer informação sobre portugueses entre as vítimas de um incêndio num bar de uma estância de esqui. Dezenas de pessoas morreram, mais de 100 ficaram feridas. É o mais recente balanço da polícia da Suíça numa conferência de imprensa que, no entanto, não avança com números concretos. Já o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros diz ter a informação de pelo menos 40 mortos na sequência deste incêndio. O alarme foi acionado pela 01h30 da manhã, hora local. O incêndio terá sido um incêndio apenas. Não há indícios de que se tenha tratado de qualquer ataque, de acordo com as autoridades. Assim que o fumo foi identificado no bar, foram também chamados os serviços de emergência. Foram acionados para o local 10 helicópteros, 40 ambulâncias e 150 operacionais. Há, nesta altura, mais de 100 pessoas feridas, algumas delas em estado grave. As vítimas foram levadas para vários hospitais, ainda estão internadas, algumas delas, nomeadamente, em cuidados intensivos. De acordo com o chefe de segurança da região, as vítimas do acidente são de diversas nacionalidades. Há, para já, a confirmação de dois franceses entre os feridos. Este é um caso que está agora a ser investigado pelas autoridades. O resort suíço onde aconteceu este incêndio é popular entre os turistas. Crans-Montana é uma estância de esqui sofisticada da região suíça de Valais. Para já, não há então informação sobre portugueses entre as vítimas deste incêndio. Na atualidade nacional, olhamos para a saúde, o tempo de espera para doentes muito urgentes no Serviço de Urgência Geral de Santa Maria, em Lisboa, era esta manhã de 13 horas e 46 minutos. Doentes com pulseira laranja são situações em que o tempo máximo de atendimento devia ser de 10 minutos. São dados avançados no portal do SNS. Quanto aos doentes urgentes de pulseira amarela, que têm o tempo recomendado para a primeira observação de 60 minutos, a situação mais crítica era esta manhã a do Amadora-Sintra, em que os doentes esperavam, em média, cerca de 19 horas, com 24 doentes a aguardar por primeira observação no Amadora-Sintra. Na atualidade política, o primeiro-ministro dedica o tradicional artigo de opinião de Ano Novo à reforma laboral. Defende Luís Montenegro que é uma reforma fundamental para salários dignos. O primeiro-ministro defende a proposta apresentada pelo governo para conseguir melhores empregos e melhores salários, mesmo que admita que não tenha conquistado os sindicatos. No artigo de opinião para o "Jornal de Notícias", publicado hoje, Luís Montenegro tranquiliza o país. Escreve mesmo que não há que ter medo deste anteprojeto de reforma laboral. Para o chefe do governo, não há dúvidas: uma proposta que inclua menos impostos e a flexibilidade laboral é a chave para salários dignos. Já numa outra mensagem de Ano Novo, nesta em vídeo, divulgada nas redes sociais do PSD, Luís Montenegro prometeu cumprir um programa de transformações na saúde, educação, habitação e transportes nos próximos três anos e meio. Volta, assim, a afastar a possibilidade de haver eleições legislativas antecipadas depois das presidenciais de janeiro.
Vamos depois ter um período de cerca de três anos e meio sem eleições nacionais, onde nos podemos, devemos concentrar em cumprir o nosso programa de reforma e transformação de Portugal, levado a cabo com coragem, com capacidade de iniciativa política, com capacidade também de diálogo, com humildade democrática, mas cumprindo este desígnio de dar a Portugal condições para criarmos mais riqueza, de levarmos o nosso talento mais longe, de corporizarmos aquela mentalidade Cristiano Ronaldo que vos falei no Natal, de trabalharmos o nosso talento.
A mensagem de Ano Novo de Luís Montenegro, num vídeo publicado nas redes sociais do PSD, pede coragem, capacidade de iniciativa política, diálogo e humildade democrática para os próximos três anos e meio. Já Marcelo Rebelo de Sousa faz hoje a última mensagem de Ano Novo enquanto presidente da República, uma mensagem que promete ser mais curta devido à proximidade das eleições presidenciais. O chefe de Estado fala ao país às 20h, em direto do Palácio de Belém, em Lisboa. Na véspera de Natal, Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito que estava hesitante entre dirigir ou não essa mensagem de Ano Novo, neste contexto pré-eleitoral, referindo que houve presidentes que o fizeram e houve um que não o fez. Há um ano, nesta data, Marcelo Rebelo de Sousa realçou a importância de manter a solidariedade institucional e até a cooperação estratégica entre órgãos de soberania, nomeadamente entre o presidente da República e o primeiro-ministro. E precisamente os candidatos presidenciais também têm deixado votos para o ano que agora começa. À meia-noite foi publicada uma mensagem em vídeo de António José Seguro, que considera urgente recuperar o sentido de comunidade em Portugal e apela à união dos portugueses entre diferentes gerações e regiões no ano que agora começa. Nesta mensagem de Ano Novo gravada em vídeo, António José Seguro defende uma mudança que espera que seja tranquila.
Se acreditam em Portugal como eu acredito, é tempo de agir. Melhorar o que está bem e mudar o que está mal. E há tanto para mudar. Defendo uma mudança tranquila, onde cada geração tenha uma vida melhor do que a geração anterior. Na minha visão de Portugal, todos contam e cada um de nós tem um papel a desempenhar. É urgente recuperarmos o sentido de comunidade e restaurar o nosso chão comum, que nos permite viver em paz e harmonia uns com os outros, que nos permite progredir e viver vidas melhores.
António José Seguro deseja um país onde há acesso à saúde a tempo e horas e onde arrendar e comprar casa não seja um luxo. Outros candidatos deixaram votos ao longo do dia de ontem. Luís Marques Mendes esteve no Terreiro do Paço, em Lisboa, ao lado do presidente da Câmara, Carlos Moedas, disse que não queria fazer campanha, mas desejou um feliz Ano Novo aos portugueses com a palavra de esperança. O candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, optou por destacar numa mensagem a importância de votar nas eleições presidenciais e Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco, deixa uma receita para um ano melhor: paz, salário e pensões dignas e habitação para todos. Também Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, deixou uma mensagem de Ano Novo ao país em que coloca a saúde e a habitação como os principais desafios do ano que agora começa. Chipre assume entre hoje e final de junho a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. A presidência cipriota defende uma união autónoma, aberta ao mundo, focada no apoio à Ucrânia, na questão migratória e também no orçamento europeu. Nicósia pretende realçar a força interna para cooperar com parceiros externos sempre que possível, agindo também de forma independente e quando necessário. Também hoje a Bulgária passa a ser o mais recente país a adotar o euro, torna-se o 21º membro da zona euro. É um marco histórico para o país, mas é contestado pela população e ocorre numa altura de fortes tensões políticas no país. Isto no dia em que Portugal assinala os 40 anos de entrada na Comunidade Económica Europeia, a atual União Europeia. Portugal assinou o tratado de adesão em 12 de junho de 1985, mas entrou em vigor a dia 1 de janeiro do ano seguinte, de 86. Desde então, Portugal foi representado em várias ocasiões nas instituições europeias, com Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, entre 2004 e 2014, e com António Costa, por exemplo, presidente do Conselho Europeu desde 2024. Mário Centeno foi também presidente do Eurogrupo.