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São 11h . As notícias das 11h com o João Gama. João, o presidente da República promete aos trabalhadores que não vai ficar indiferente às causas de quem trabalha e com uma greve geral anunciada, António José Seguro diz que a resposta dos trabalhadores aos momentos mais adversos nunca foi a resignação.

Foi, sim, a organização, exigência e a luta por direitos. Numa mensagem a assinalar o 1º de Maio, António José Seguro promete nunca estar em silêncio enquanto quem trabalha não conseguir viver com dignidade. O presidente da República dirige esta mensagem a todos os trabalhadores, a quem promete nunca ficar indiferente. No site da presidência, Seguro escreve que as decisões políticas podem moldar os resultados para combater a precariedade e encontrar soluções para a vida de quem trabalha. Isto numa altura em que o governo ainda tem uma última reunião com os parceiros sociais para tentar chegar a acordo para a reforma da lei laboral, vai acontecer na próxima semana.

E isto no dia em que a CGTP anunciou uma greve geral para o dia 3 de junho. Já a UGT vai esperar pelas conclusões da próxima reunião com a Ministra do Trabalho.

Mário Mourão não se compromete, mas também não exclui nenhuma das opções.

Neste momento, não está excluída nenhuma forma de luta para a UGT. Achamos que este não é ainda o momento para fazer o anúncio de qualquer iniciativa de resposta a este pacote laboral. O pacote laboral irá, naturalmente, para o Parlamento. A UGT não vai acabar o seu trabalho, se no dia 7 chegarmos ao final deste processo, a UGT não vai acabar o seu trabalho no dia 7, vamos para o Parlamento.

Justificações do secretário-geral da UGT esta manhã na RTP.

E o secretário-geral da CGTP espera que outros sindicatos se venham a juntar ao protesto agendado para 3 de junho.

Tal como aconteceu no dia 11 de dezembro, quando as duas centrais sindicais promoveram uma greve geral. A greve geral está marcada para esse dia 3 de junho, apenas do lado da CGTP. O anúncio foi feito de viva voz esta manhã pelo secretário-geral Tiago Oliveira, em entrevista à Rádio Observador, diz que espera ver outros sindicatos a juntar-se ao protesto.

A esperança é que a gente continue a trilhar todos o caminho que permita a derrota deste projeto do governo. E quantos mais trilharem este caminho, obviamente, mais força irá haver. Temos todas as condições para derrotar este projeto do governo. Serão os trabalhadores a definir todo e qualquer desfecho. E, portanto, neste processo, neste percurso, os contactos foram feitos com um conjunto alargadíssimo de estruturas sindicais que, mesmo não sendo da CGTP, conosco partilharam deste percurso e de construção da greve geral do ano de dezembro e, portanto, contamos com todos para dar continuidade ao combate.

Confirma. A greve geral, tal como em dezembro, os trabalhadores vão voltar a sair à rua. O objetivo continua a ser derrotar o pacote laboral.

Passado nove meses, aquilo que entendemos é que os trabalhadores rejeitaram o pacote laboral, a sociedade em geral rejeitou o pacote laboral, mas nós precisamos de derrotar o pacote laboral. A questão é essa. E só há uma maneira: é dar continuidade à luta. E por isso é que a CGTP hoje irá anunciar a convocação de uma greve geral para o dia 3 de junho.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, esta manhã, em entrevista ao jornalista da Rádio Observador, António José Soares. As centrais sindicais esperam milhares de pessoas nas ruas. Há manifestações a acontecer de norte a sul do país. Em Lisboa, daqui a algumas horas, a CGTP organiza um desfile do Martim Moniz em direção à Alameda D. Afonso Henriques, quando forem 14h. Pouco depois, 14h45, a UGT organiza um protesto no Estádio do Jamor.

E João, Portugal é o quinto país da União Europeia onde mais horas se trabalham por semana. Os trabalhadores portugueses trabalham 39,7 horas.

Mais duas do que a média do bloco europeu, que se fica pelas 37 horas de trabalho por semana. São dados da Pordata, num retrato estatístico publicado a propósito do Dia do Trabalhador, que se assinala hoje. É o que nos conta o António José Soares.

Enquanto a média no conjunto dos 27 países da União Europeia foi de 37 horas de trabalho por semana, em 2025, Portugal registou uma média de 39,7, uma das mais elevadas da União, revela a Pordata. O nosso país é apenas ultrapassado pela Grécia, com uma média de 41 horas de trabalho semanais, Polónia e Roménia com 40 e Bulgária 39,9 horas. Os dados dizem respeito ao universo da população empregada dos 15 aos 64 anos. A Pordata avança ainda que países com maior prevalência de trabalho a tempo parcial, como Holanda, Dinamarca ou Alemanha, registam cargas horárias médias significativamente mais baixas. Entre o leque dos cinco Estados-membros com números mais baixos, a média é inferior a 36 horas. O estudo revela ainda que o salário médio ajustado a tempo completo era, em 2024, de 2.068,2 € em Portugal, bastante abaixo dos 3.317,3 € na média dos 27 países da União Europeia. Entre os 27, quase 13% dos trabalhadores por conta de outrem têm contratos temporários, enquanto em Portugal a percentagem está nos 15,1%, o que o coloca no grupo de cinco países com valores mais altos, tal como a Holanda, Polónia, França e Espanha. A Pordata refere ainda que entre os jovens a precariedade é relativamente elevada em Portugal, é o quarto país com mais trabalho precário entre os jovens, quase quatro em cada 10 trabalhadores com menos de 30 anos têm contratos temporários.

O resumo do António José Soares destes números da Portdata conhecidos hoje, dia do trabalhador.

E as ameaças de Donald Trump estão a apanhar os aliados europeus de surpresa. O ministro da Defesa italiano diz que não consegue compreender os motivos do presidente norte-americano.

Ou seja, depois da Alemanha, a Itália esta semana. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a guerra no Médio Oriente estava a ser uma humilhação para os Estados Unidos. Agora, o ministro da Defesa italiano acusa Washington de ter criado um desastre e um caos total com a guerra na Ucrânia. Trump já ameaçou reduzir a presença militar dos Estados Unidos em países europeus, precisamente como Itália, Espanha e também a Alemanha. Convidado desta manhã do Gabinete de Guerra, o historiador Bruno Cardoso Reis explica que quem sairia a perder com esta decisão seriam mesmo os Estados Unidos da América.

Isto é de tal forma irracional e é um tiro no pé, e são militares ou antigos militares, analistas estratégicos americanos que dizem isto, que realmente é difícil acreditar que ele é visto adiante, porque realmente as bases na Europa, em particular estas na Alemanha e em Itália, são absolutamente centrais na estrutura logística global de projeção de poder dos Estados Unidos. São fundamentais para a capacidade dos Estados Unidos projetarem poder militar com eficácia e com rapidez, com segurança, em África, no Médio Oriente, em particular, onde fazem isso com muita frequência, no Índico.

Bruno Cardoso Reis a descrever o tiro no pé de Donald Trump.

No Gabinete de Guerra, que já está disponível em podcast. 11 horas e 7 minutos, desporto, agora na Rádio Observador. É oficial, Frederico Varandas oficializa a renovação do técnico Rui Borges.

Vai continuar ligado aos Leões até junho de 2028 e também duplicar o ordenado. Depois de meses de negociação, Rui Borges continua a ser uma figura do projeto de Frederico Varandas para o clube de Alvalade. O contrato é assim prolongado por mais uma temporada e cerca de um ano depois da extensão no seu contrato, ter sido ativado até 2027 por conta da conquista do título de campeão nacional. Neste sentido, o novo vínculo contempla um aumento do salário de Rui Borges, que vai passar de €500 mil para cerca de um milhão.

E o Sporting de Braga venceu ontem à noite, e que noite, os alemães do Friburgo, e João está a um passo da final da Liga Europa.

A partida só ficou decidida aos 92 minutos com um gol de Mário Durgelas, que deu a vitória aos arsenalistas em casa. Teve António José Seguro, Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro na bancada a apoiar os arsenalistas. Na reação a esta partida, o técnico do Braga, Carlos Vinicius, teve apenas elogios a tecer aos guerreiros do Minho.

A equipa nunca deixou de acreditar. Acho que tem sido uma das marcas de identidade da equipa ao longo de toda a época. No final, tivemos a recompensa do 2 x 1, que nos coloca com uma vantagem mínima para o resto desta eliminatória. Jogámos a primeira mão, restam-nos pelo menos 100 minutos de futebol na próxima semana na Alemanha, onde o Friburgo vai certamente tentar dar a volta ao resultado.

Carlos Vinicius acredita que os destinos do Sporting de Braga vão a Istambul, à final da Liga Europa. Acontecer-se-á a segunda vez na história do clube, repete assim, João Miguel, o feito que aconteceu em 2001.

Será seguramente tema em destaque na edição de hoje de "E o Campeão É?", depois do Jornal da Uma, com comentários do Augusto Inácio, do Pedro Henriques, também do João Pinto. A moderação é do jornalista Miguel Viterbo Dias. E assim termina o Jornal das 11.