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11 horas. Está a começar o Jornal das 11 na Rádio Observador, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o presidente da Ucrânia volta a rejeitar convocar eleições enquanto a guerra com a Rússia não terminar. Alerta que esse cenário iria levar a uma divisão no país.

"É um enorme risco". É desta forma que Zelenskyy olha para a hipótese de uma ida às urnas em tempo de guerra. Responde desta forma ao antigo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, que foi afastado do governo no mês passado e tem pedido a convocação de eleições. Publicou um vídeo nas redes sociais a apelar a isso mesmo, já durante esta semana, em que argumenta que a democracia não pode ser tomada refém pela Rússia. A Ucrânia está em lei marcial desde fevereiro de 2022, o que proíbe a realização de eleições. No gabinete de guerra, esta manhã aqui na Rádio Observador, a especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, concorda com as razões que são invocadas por Volodymyr Zelenskyy.

Como é que Zelenskyy poderia efetivamente assegurar que essas eleições eram não apenas livres como justas, mas depois não terem sobre si o risco de qualquer tipo de ameaça, nomeadamente de um míssil? Ora, como é possível que haja efetivamente eleições livres e justas num país que, desde 2022, vive num cenário de guerra?

Explicações de Liliana Reis no gabinete de guerra da Rádio Observador. Das últimas horas, a informação de uma nova jornada de ataques que provoca nove mortos na Ucrânia. Pelo menos nove pessoas morreram este sábado num ataque com drones e mísseis russos. Houve também uma ofensiva ucraniana a território russo com drones. Aconteceu na região russa de Krasnodar e na Crimeia. Essas ofensivas provocaram quatro mortes. Continua ativo o conflito entre Rússia e Ucrânia.

E Donald Trump acusa o Canadá de querer ter os benefícios de um Estado norte-americano. Os dois países estão em guerra comercial.

É exatamente isso. A guerra comercial que está em curso entre Estados Unidos da América e Canadá e a adensar-se desde o dia de ontem. Entraram em vigor tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos da América ao Canadá, por não ter sido possível chegar a um acordo comercial. E o Canadá respondeu na mesma moeda, aplicou também tarifas de 50%. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, explica em que setores vão se centrar estas novas taxas.

A nossa resposta vai centrar-se em setores como o aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamento agrícola, papel e eletrônica. É uma resposta direcionada para proteger e defender as nossas indústrias e permitir-lhes competir com os produtos dos Estados Unidos no mercado canadiano. Nos próximos dias, vamos divulgar detalhes sobre estas medidas tarifárias, que vão entrar em vigor na terça-feira.

E Donald Trump, perante este anúncio do líder canadiano, já escreveu que o Canadá quer obter os benefícios do mercado norte-americano de forma abusiva e diz que o Canadá tem sujeitado os agricultores norte-americanos a muitas tarifas durante vários anos. Este tema também esteve em análise esta manhã aqui na Rádio Observador, com Liliana Reis, especialista em assuntos internacionais, a considerar que esta nova guerra tarifária pode ter consequências para Donald Trump e para o Partido Republicano nas eleições intercalares já na reta final deste ano.

Este aumento das tarifas por ambos os lados pode também ter consequências políticas dos dois lados da fronteira. E naturalmente, que também poderá prejudicar Donald Trump relativamente às eleições que terá em breve, as midterm elections, que o próprio Partido Republicano também começa a contestar, não o próprio presidente, mas algumas das medidas, sobretudo do ponto de vista econômico, que terão reflexo inevitavelmente nos bolsos dos norte-americanos. Pode efetivamente também contribuir para um desgaste, não apenas do presidente, mas também do Partido Republicano.

E Mark Carney já considerou que o Canadá foi atacado pelos Estados Unidos da América com estas tarifas. Garante também que alertou Donald Trump para a importância crucial que o Canadá tem enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos da América.

E há no horizonte também uma guerra econômica entre os Estados Unidos e Irão. Teerão avisa os países que alinharem com Donald Trump que vão sofrer consequências.

Estas declarações surgem numa entrevista à televisão estatal iraniana. O líder do Conselho Nacional de Segurança avisa que quem alinhar nesta altura com Donald Trump passa a ser considerado um inimigo do Irão.

Se Trump decidir tomar novas medidas, a nossa resposta, a nossa retaliação, vai ser devastadora. Em primeiro lugar, aconselhamos todos os países vizinhos e todos os países do mundo a não seguirem os Estados Unidos nesta guerra econômica. Qualquer país que imponha sanções econômicas ao Irão vai ser considerado um inimigo. É claro que primeiro vamos negociar com esses países, vamos realizar conversações e vamos solicitar que se distanciem dos Estados Unidos, mas se não agirem em conformidade, vamos atacar e os interesses desses países vão ser visados.

Mohsen Rezaei, líder do Conselho Nacional de Segurança do Irão. Donald Trump, na última noite, recorreu à Truth Social para voltar a partilhar uma imagem que mostra o Estreito de Ormuz como um território norte-americano.

Vamos olhar para o tempo previsto para hoje e para os próximos dias. Atípico para esta altura do ano, 14 distritos estão hoje sob aviso meteorológico amarelo, por risco de aguaceiros e trovoada. E Miguel, a chuva parece que vem para ficar.

Vai ser assim durante toda a semana. Hoje espera-se que seja o pior dia. Só Évora, Beja, Portalegre e Faro acabam por escapar ao aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, aviso por causa da chuva forte e da trovoada. Calor de verão a terminar e uma mudança significativa no tempo, motivada por uma depressão a nordeste dos Açores. Patrícia Gomes é meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, falou à Rádio Observador esta manhã e explicou que é este cenário de chuva que vamos ter para os próximos dias.

Vamos continuar sempre com precipitação, que não significa que seja uma precipitação persistente. Não estará sempre a chover, mas chove todos os dias, por assim dizer, com períodos em que não ocorre precipitação. Tudo indica que essa precipitação será essencialmente, ou em especial, nas regiões Norte e Centro. A região Sul sempre com quantidades menores de precipitação e o vento com alguma intensidade apenas nas terras altas.

O dia de hoje vai ser o mais complicado, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

O período mais crítico será sensivelmente entre as 9h e o final do dia, com precipitação, que pode ser por vezes forte, acompanhada de trovoada. Pontualmente, pode ocorrer queda de granizo em alguns locais. E o vento também vai soprar com um pouco mais de intensidade, principalmente nas terras altas e no litoral oeste. Consequentemente, vamos ter também um aumento da agitação marítima na costa ocidental.

Cuidado com a chuva, com a trovoada e com o vento. Cuidado também com a agitação marítima. As ondas devem passar até aos dois metros e meio de altura a partir desta tarde. Sol, em agosto, só mesmo nos últimos dias, diz o IPMA.

Política agora no Jornal das 11, com um aviso do secretário-geral do PCP. Diz Paulo Raimundo que se o PS viabilizar o Orçamento do Estado, torna-se responsável pelas consequências das políticas do governo.

O líder do Partido Comunista falou ontem à noite em Olhão, num jantar comício. Criticou o Partido Socialista, disse que se o PS viabilizar o Orçamento do Estado, torna-se responsável pelas consequências políticas desse documento e defende que acaba por ser o Chega um dos principais beneficiados.

Se o Partido Socialista, em nome da sua suposta responsabilidade perante o país, seja lá o que isso for, se viabilizar esta política e o seu instrumento, que é o Orçamento do Estado, não só está a apoiar a política, não só está a ser responsável por esta política, mas também está a libertar o Chega de vir a jogo e de apoiar aquilo que o Chega apoia. Esta política desastrosa, este caminho desastroso para os trabalhadores, para o povo e para o país.

Desafia José Luís Carneiro a não viabilizar a proposta do Orçamento do Estado. Paulo Raimundo deixa esse desafio ao Partido Socialista no momento em que for apresentada essa proposta de Orçamento do Estado pelo governo.

11 horas e 9 minutos, Miguel, há outras notícias a destacar a esta hora.

Desporto. O Sporting venceu o Alverca por 3x1, gols de Max Era Uro, Luís Soares e um autogol do guarda-redes Matheus Mendes. Figueiredo marcou para o Futebol Clube de Alverca. Com este resultado, a equipa leonina passa a ter sete pontos, lidera o campeonato, a par do recém-promovido Marítimo, que empatou frente ao Académico de Viseu. É uma liderança provisória. Hoje, o Futebol Clube do Porto e o Arouca enfrentam-se no Estádio do Dragão, a partir das 20h30. São as únicas duas equipas que têm seis pontos, ou seja, que venceram as duas primeiras partidas da Liga. Quem vencer este encontro pode chegar à liderança isolada do campeonato. O JPP acusa o governo da Madeira de não ter enviado qualquer ajuda financeira para as vítimas dos sismos na Venezuela. O secretário-geral do partido, Hélvio Sousa, lembra o apoio de € 150 mil prometido pelo executivo regional, que passados dois meses da tragédia, ainda não avançou. O dirigente do JPP considera lamentável a falta de compromisso e acusa o governo regional da falta de consideração e credibilidade. A presidenta da Venezuela anunciou a ativação do sistema de proteção civil devido às grandes chuvas que estão a provocar estragos em Caracas. Há um áudio divulgado na rede social Telegram por Delcy Rodríguez, em que explica que estão em causa danos significativos em várias zonas da capital e sublinha que as autoridades permanecem em alerta e a acompanhar a situação. João Miguel, para fechar, achas que está a chegar o dia em que vamos ser definitivamente ultrapassados pelos robôs?

Caminhamos a largos passos para lá, mas acho que vai demorar muito tempo ainda.

Mas vai chegar, não é?

Talvez.

Esse dia pode estar mais perto do que pensamos, pelo menos no atletismo. Já há robôs a passar-nos à frente. Está a decorrer na China a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides. Acontece em Pequim. É uma espécie de Jogos Olímpicos, mas com robôs humanoides. Há umas categorias um pouco estranhas, mas entre as categorias está também atletismo e os 100 metros.

E há pouco passavam aqui imagens nas televisões e nós comentávamos que são impressionantes as imagens e os números, não é?

Sim, este evento reúne mais de 2000 robôs de 16 países diferentes. Competem em várias modalidades, incluindo futebol, boxe, atletismo e dança. Na prova dos 100 metros, a tradicional prova de atletismo, onde o Usain Bolt é recordista, um robô chinês com pernas e braços, tal como um humano, portanto, um robô humanoide, bateu o recorde mundial de Usain Bolt de 9,58 segundos.

E de quanto tempo é que precisou esse robô para percorrer os 100 metros?

9,39.

Ui!

Mas acabou depois a ir contra uma espécie de colchão. Portanto, não conseguiu travar como-

Há uma falha de travagem

...como o Usain Bolt, acabou num colchão, mas nos 100 metros fez menos do que Usain Bolt. É uma marca impressionante, mas também ajuda a pôr em perspectiva esse feito de Usain Bolt. De facto, o mais rápido que um robô está a conseguir fazer nesta altura é 9,38. Bolt consegue 9,58, que é de facto também sobre-humano, podemos dizer assim. Essa marca foi alcançada em 2008. Foram precisos quase 20 anos para bater este recorde. Quem o fez acabou por ser uma máquina e por muito, muito pouco.

Portanto, valerá tudo por aquela frase: "Foge que vem aí o robô."

Mas se quiseres, nas categorias destes robôs, há também algumas coisas interessantes, como por exemplo, cozinhar bolos, trabalhos de cozinha, trabalhos de limpeza. Tudo está envolvido nestes Jogos Olímpicos de Robôs.