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Vamos ao Jornal do Meio-Dia. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque a morte de um dos cinco bombeiros que ficou ferido na sequência de um despiste na quarta-feira à noite em Odemira.

Homem de 38 anos estava internado no Hospital de São José, em Lisboa, e acabou por não resistir aos ferimentos. Uma informação confirmada à Rádio Observador pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Odemira. O primeiro-ministro reagiu através de uma publicação na rede social X. Luís Montenegro diz que recebeu a notícia com profunda consternação. Luís Montenegro presta também as condolências e solidariedades à família e à Corporação de Bombeiros de Odemira. O despiste aconteceu na quarta-feira, quando os bombeiros voltavam de uma ocorrência entre Boa Vista dos Pinheiros e Sabóia, num veículo de combate a incêndios. Dentro da viatura seguiam cinco bombeiros. Dois continuam internados no Hospital de Portimão com ferimentos graves. O quinto elemento sofreu ferimentos ligeiros e já teve alta.

E a criação de um movimento de apoio à candidatura presidencial de Henrique Gouveia e Melo foi precipitada. A opinião é de José Manuel Anes, o maçom, que reconhece até que o próprio almirante pode não ter gostado da ideia.

Ontem à tarde, meio da tarde, o Observador noticiou a constituição deste movimento de apoio do almirante à presidência. O movimento foi confirmado pelo próprio José Manuel Anes, maçom, e também por Paulo Nogueira. São dois influentes membros da Maçonaria portuguesa. Esta manhã, na Rádio Observador, José Manuel Anes admite que foi precipitado e revela também que nem sequer falou com Henrique Gouveia e Melo.

Nós não comunicamos. E de facto, creio que até poderá haver uma restrição da parte do nosso almirante, que nós admiramos e que nos conhece, a este grupo, mas de facto houve aqui uma precipitação da nossa parte. Isto no fim contra seria apenas um núcleo para a futura organização da estrutura da campanha.

Mas existe algum contacto entre o grupo e o almirante?

Sim, ele conhece-nos já. Tivemos vários contactos, sem dúvida nenhuma.

José Manuel Anes não confirma a candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República, mas diz que acha que vai mesmo acontecer. Ainda assim, compreende que o almirante não tenha gostado deste timing.

Tudo depende da sua decisão e penso que estará para breve, mas é ele que decide e eu penso que ele até terá ficado talvez um pouquinho aborrecido com a nossa atitude, mas eu conheço-o muito bem.

Por que diz isso, José Manuel Anes?

Porque ele gosta de manter os ritmos e tem todo o direito. Ele não gosta de ser pressionado para nada. De qualquer modo, acho que ele já percebeu que isto é apenas um movimento das bases e que não há pressão nenhuma. Nós estamos tranquilos quanto ao timing que ele escolher para anúncio da candidatura.

José Manuel Anes garante também que Henrique Gouveia e Melo não faz parte da Maçonaria. São declarações desta manhã, no programa Explicador, aqui na Rádio Observador.

As presidenciais acontecem apenas em janeiro de 2026, mas continua a discussão em torno de eventuais candidatos. Hoje, o ministro adjunto e da Coesão Territorial afirmou que acredita que Luís Marques Mendes vai mesmo ser candidato à Presidência da República.

Considera Manuel Castro Almeida que Luís Marques Mendes será um bom candidato e que encaixa perfeitamente nos critérios definidos pelo PSD. É uma entrevista ao jornal Sol, em que o ministro lembra também que falta muito tempo para as presidenciais e adianta que não sabe quando é que o antigo líder do PSD vai anunciar essa candidatura, mas Castro Almeida não tem dúvidas. Marques Mendes tem todas as condições para exercer bem o cargo de presidente da República.

Seguimos com a Secretaria-Geral do Governo. João Bilhim, antigo presidente da CRESAP, disse aqui na Rádio Observador que é normal o governo ter nomeado quatro novos secretários-adjuntos em regime de substituição.

Sendo que, ao contrário do secretário-geral do governo, que é escolhido diretamente pelo primeiro-ministro, os secretários-gerais adjuntos devem passar pelo concurso da CRESAP. Mas questionado pelo Observador, o Ministério da Presidência não diz se já pediu a abertura dos concursos, nem quando o fará. E na Rádio Observador, João Bilhim fala num procedimento normal.

Todos os cargos, de acordo com o estatuto do dirigente da administração pública, até os diretores de serviço e os chefes de divisão, podem concretamente ser designados em regime de substituição. No caso específico dos dirigentes superiores, tem este limite de 90 dias. Os outros não têm limite nenhum. Portanto, este limite foi mais para aqueles que estão concretamente obrigados a uma abertura de concurso pela CRESAP. Para a substituição, eu diria assim, do secretário-geral, na prática, o que vai ocorrer é que um destes secretários-gerais adjuntos vai desempenhar o cargo de substituto e vai, na prática, coordenar os restantes secretários-gerais.

O antigo presidente da CRESAP desvaloriza também a polêmica em torno do elevado salário que Alder Rosalino iria receber como secretário-geral do governo. Isto porque, explica os reguladores de várias outras áreas da administração pública ganham mais do que o primeiro-ministro.

E Carlos Moedas pede responsabilidade aos sindicatos que representam os trabalhadores da higiene urbana em Lisboa. O presidente da Câmara Municipal Lisboeta insiste que os sindicatos não devem colocar interesses partidários à frente dos interesses dos trabalhadores.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa diz mais, diz que na maioria dos dias a adesão à greve não foi além dos 50%, contrariando assim os números avançados pelos próprios sindicatos, que chegaram a avançar com 70% de adesão. Lisboa atravessou nos últimos dias uma greve à recolha do lixo, incluindo no período de Natal e Ano Novo. Carlos Moedas fez nos últimos minutos, acabou há minutos, uma conferência de imprensa para avançar com o balanço da recolha do lixo nestes dias Um momento acompanhado pelo jornalista João Gama, agora junta-se em direto neste jornal do meio-dia. João, com um ano de eleições autárquicas pela frente, Carlos Moedas deixa vários reparos aos sindicatos.

E uma pergunta, Miguel Cordeiro. Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, diz que há um ano esta greve não aconteceu, 2023, há dois, em 2022, a greve também não tinha acontecido, por isso pergunta aos sindicatos que representam os trabalhadores da recolha do lixo, da higiene urbana da capital, da cidade de Lisboa, por que é que aconteceu no final de 2024. O Carlos Moedas espera, por isso, de 2025, um ano igualmente difícil, questiona os motivos dos sindicatos, fala de uma greve injusta e lembra a estes sindicatos que devem representar os trabalhadores e não interesses partidários num ano que vai ser, evidentemente, marcado por eleições autárquicas. Foi aqui no Salão Nobre, na Praça do Município, na Câmara Municipal de Lisboa, que o presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, fez um balanço dos últimos dias de greve. Disse, como já referiste, Miguel, que a adesão à greve, na larga maioria dos dias, apenas com uma exceção, nunca foi além dos 50%. São números que contrastam com o que tem sido avançado pelos sindicatos e apesar destas críticas ríspidas, o presidente, o autarca de Lisboa, diz que está disponível para falar com os sindicatos. Diz que é presidente da Câmara e não recandidato ao cargo, pelo menos para já, e por isso quer sentar-se à mesa. Não sabe quando. Não tem ainda, em 2025, nenhuma reunião marcada com os sindicatos que representam estes trabalhadores do lixo.

Carlos Moedas, depois de um período de greve à recolha do lixo em Lisboa.

E nas estradas portuguesas, balanço da PSP e da GNR, cruzando os dados das duas operações, registaram-se 25 mortes, 747 feridos e mais de cinco mil acidentes nas estradas portuguesas durante o período do Natal e Ano Novo.

O número de acidentes diminuiu. O número de vítimas mortais e feridos graves aumentou. Mafalda Almeida, tenente-coronel da GNR, faz o balanço à Rádio Observador no final desta operação.

A guarda registou 3234 acidentes, com 20 vítimas mortais e 87 feridos graves, 972 feridos leves. Em período homólogo do ano passado, a Operação Natal e Ano Novo 2023/2024, registaram-se mais acidentes, mas menos uma vítima mortal, portanto 19, e menos um ferido grave, 86 feridos graves, e 1024 feridos leves.

Foram detidas também duas mil pessoas durante este período. Infrações na estrada como excesso de velocidade e álcool, tráfico de estupefacientes e posse ilegal de arma são os crimes mais registados nas estradas portuguesas.

Meio-dia e 10, Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?

O suspeito de esfaqueamento de um homem ontem à noite no bairro da Musgueira, em Lisboa, vai ser hoje presente a tribunal. A vítima, de 30 anos, acabou por morrer. Uma criança de 13 anos ficou ferida. De acordo com a fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, o suspeito foi detido e vai ser hoje presente a um primeiro interrogatório judicial. O exército libanês acusa Israel de continuar a violar o cessar-fogo no sul do Líbano. De acordo com a Al Jazeera, as tropas israelitas têm utilizado tratores de esteira para destruir habitações em bairros na cidade de Naqora. É aqui que se localiza a sede da missão das Nações Unidas, no Líbano. As autoridades libanesas acusam Israel de querer atrasar a passagem do controle destas localidades no sul para as forças libanesas.

Miguel Cordeiro e o Jornal do Meio-Dia.