Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias com Miguel Vidara. Miguel, começamos este jornal do meio-dia com Marques Mendes acaba de lançar um novo trunfo na corrida às presidenciais do próximo ano.
O candidato Belém revela quem vai ser o mandatário nacional da candidatura presidencial.
O mandatário nacional da minha candidatura será o Dr. Rui Moreira, aquele que é ainda o presidente da Câmara Municipal do Porto. É fácil de explicar esta minha escolha. O Dr. Rui Moreira é uma personalidade independente, sem partido. Desta maneira, vai contribuir decisivamente para que a minha candidatura seja ainda mais alargada, mais abrangente e mais agregadora, ou seja, uma candidatura capaz de representar e unir todos os portugueses.
Luís Marques Mendes, declarações há instante captadas pela Sic Notícias, o candidato a presidencial a anunciar que Rui Moreira é o mandatário nacional desta candidatura. Rui Moreira, que equacionou a possibilidade de ele próprio ser candidato a Belém, acabou por considerar que não reunia as condições ideais para dar esse passo em frente.
A Comissão Permanente do PSD está reunida esta manhã, dois dias depois das autárquicas, que ditaram a conquista pelos social-democratas da maioria das câmaras municipais.
Para além de ter vencido também nos concelhos com mais população, Lisboa, Porto, Gaia e Sintra. Para esta hora, está agendada uma declaração à imprensa da vice-presidente do partido, a Leonor Beleza, momento que nos vai ser trazido pelo jornalista Miguel Viterbo Dias. Miguel, já terminou essa reunião? Já há sinais de Leonor Beleza?
Não, ainda não. Ainda vai decorrendo o encontro da cúpula do PSD, ainda que decorra sem a presença do presidente do partido e primeiro-ministro Luís Montenegro, que não marca presença nesta reunião. Hugo Soares é um dos nomes de topo que está neste encontro, para o qual foi também convidado o coordenador nacional autárquico Pedro Alves. É esse o balanço que está a ser feito dentro da sala de reuniões aqui do Hotel Sana Malhoa, em Lisboa. Para o fim do encontro, estão previstas declarações da primeira vice-presidente do partido, Leonor Beleza, mas para já, ainda vai sendo feita essa avaliação das eleições autárquicas, que Luís Montenegro deu conta de que o PSD venceu em toda a linha, conseguindo ou cumprindo o objetivo de reconquistar a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Ainda assim, esse balanço ainda vai para já decorrendo, sem que Luís Montenegro marque presença, depois de ter cantado vitória no domingo à noite.
Aí voltaremos, Miguel Viterbo Dias, ao Hotel Sana Malhoa, em Lisboa, caso a vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, dê início a essas declarações, onde vai dar conta do balanço feito pela Comissão Permanente do partido ao desfecho das eleições autárquicas do passado domingo.
E depois do PSD, também o PCP e o Partido Socialista analisam hoje os resultados autárquicos.
Primeiro o PCP. Há uma conferência de imprensa do secretário-geral Paulo Raimundo agendada para às 18h. Às 21h, é a vez da Comissão Política Nacional do PS juntar-se para dissecar os resultados autárquicos, que ditaram a perda de perto de duas dezenas de câmaras, embora o Partido Socialista possa reclamar a conquista de algumas capitais de distrito, caso de Viseu, Coimbra, Bragança, Évora e Faro.
A antecipar o debate mais logo, o presidente da Câmara de Loures considera que o PS tem de mudar de rumo e lança farpas aos críticos, nomeadamente a António Costa e Alexandra Leitão.
Que criticaram abertamente o autarca pela proposta de despejo de inquilinos de habitações municipais que sejam condenados. Foi também criticado por companheiros do partido a plataforma como conduziu o processo de demolição de barracas no bairro do Taludo. Ricardo Leão, autarca reeleito com maioria absoluta, foi o convidado da Comissão de Inquérito desta manhã, das manhãs "360", e opinou que o PS tem de reorientar a bússola.
Eu acho que, felizmente, o PS já está a começar a perceber que tem que mudar esse discurso. Tem que olhar para a classe média, tem que olhar para os jovens que trabalham, que têm dificuldades e que cumprem com as suas obrigações. Quando se fala de justiça social, é para todos, não é só para alguns. O PS tem que mudar. Acho que tem que mudar, obrigatoriamente, tem que mudar, porque se não mudar, eu não quero que o PS ao fim de cada ato eleitoral diga que respira ainda. Isso é muito poucochinho. E esta palavra poucochinho usei-a bem.
A expressão usada por António Costa para se referir ao resultado de António José Seguro nas europeias de 2014, anteceder a ascensão do atual presidente ao Conselho Europeu à liderança do PS. António Costa que, como disse, foi um dos críticos do autarca de Loures e não foi o único.
Há muita gente do partido que está comigo, não tenho a menor dúvida disso. Tive os autarcas comigo, tive a Associação Nacional de Municípios comigo, tive o presidente da ANAPS comigo, tive a comissão política de minha federação toda comigo.
Ricardo Leão, também lhe citamos outros nomes de pessoas que não estiveram consigo.
Isabel Moreira, Alexandra Leitão.
Leitão, António Costa assinou uma carta também com outros camaradas do PS em que também era crítico.
O António Costa que se entretenha lá na Europa, que não faz sequer falta nenhuma.
As críticas de Ricardo Leão estendem-se à candidata do PS em Lisboa, derrotada nas eleições autárquicas.
A senhora Leitão, eu vou dizer no sítio certo o que é que tenho a dizer. A coisa que eu mais critiquei nela foi ir arrasar-me na televisão sem ter tido o cuidado de me ligar antes e perguntar o que é que aconteceu. Nas barracas foi isso, não foi o que pintaram. Eu tinha os bombeiros à noite a passar lá e não vi ninguém a dormir na rua, porque a televisão ia lá e eles faziam aqueles movimentos de vida justa. O Bloco de Esquerda e o PCP agora estão caladinhos. Quando a televisão estava lá, eles aproveitavam. Isso foi um aproveitamento político que se fez, mas as pessoas não são parvas.
Sobre o resultado das autárquicas em que o PS perdeu a maioria das câmaras do país, o autarca de Loures diz que a responsabilidade dos maus resultados é dos candidatos. Ricardo Leão foi o convidado da comissão de inquérito da Rádio Observador. Pode ouvir esta entrevista na íntegra em observador.pt.
Miguel, não. O procurador-geral da República nega qualquer desentendimento com os procuradores do DCIAP, responsáveis pela averiguação preventiva ao caso Spin off Viva.
É isso que garante Amadeu Guerra, mas também o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Rui Cardoso. Em causa a notícia que dava conta da intenção dos procuradores responsáveis pela investigação à empresa familiar de Luís Montenegro, de avançarem com a abertura de um inquérito. O procurador-geral da República veio logo a seguir negar em comunicado essa intenção. Esta manhã, à margem de uma conferência organizada pela Polícia Judiciária, Amadeu Guerra afastou qualquer divergência com os procuradores que têm em mão a investigação à Spin off Viva.
Não há qualquer difendo entre nós e estamos determinados em acabar essa averiguação preventiva. É isso que temos fazer, mas não há qualquer difendo entre mim e os magistrados do DCIAP.
O diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal também se pronunciou. Rui Cardoso diz que está a ser analisada a documentação entretanto recebida e confirma a relação saudável entre procurador-geral e DCIAP.
Tem havido uma comunicação constante entre os magistrados que têm o processo. E não são muitos magistrados, é uma procuradora com meu acompanhamento e o senhor procurador-geral sempre informado. Não há qualquer divergência, sintonia total. Não há qualquer razão para as notícias que saíram na semana passada. Sintonia total. Estamos a fazer o nosso trabalho com seriedade, com toda a objetividade, tentando terminá-lo o mais depressa possível. Estamos nesta altura, como acabou de dizer o senhor procurador-geral, a analisar documentação entretanto recebida de diversas entidades.
Rui Cardoso não explica se esta documentação corresponde aos novos documentos solicitados a Luís Montenegro e que três semanas depois de expedido e ter sido feito, ainda não tinham chegado às mãos do Ministério Público.
Miguel, há esta terça-feira uma nuvem negra a ensombrar o acordo de cessar-fogo no Médio Oriente.
Sim, o exército de Israel confirma que abriu fogo na direção de um grupo de palestinianos que se dirigia de forma suspeita ao encontro de militares de Israel no norte da cidade de Gaza. De acordo com o comunicado da IDF, os militares israelitas avisaram o grupo palestiniano para travar a marcha e afastar-se, um pedido a que não terão acedido os cidadãos palestinianos que acabaram por ser alvejados. A agência de notícias palestiniana WAFA dá conta de quatro mortos.
Vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
E começamos em França. O governo de Sébastien Lecornu já desvendou o projeto orçamental para o próximo ano. O objetivo é baixar o déficit público para 4,7% do PIB. O orçamento está a ser apresentado a esta hora, em reunião de Conselho de Ministros. Lecornu estima que as despesas vão descer do lado das receitas. O primeiro-ministro quer que o esforço seja feito essencialmente pelos mais ricos, com contribuições a alcançarem os 6,5 mil milhões de euros, de acordo com a Agência France-Presse. Entretanto, a análise às moções de censura dos partidos da oposição, a França Insoumise à esquerda e a União Nacional, partido de extrema-direita, foi adiada para quinta-feira. Na Bélgica, dia de protesto nacional, milhares de pessoas marcham a esta hora pelas ruas de Bruxelas, manifestam-se a favor de empregos de qualidade e pensões mais justas, em causa as decisões tomadas recentemente pelo governo federal da Bélgica, que quer promover uma reforma no sistema de Segurança Social, bem como diminuir o prazo de atribuição do subsídio de desemprego para dois anos. O governo belga quer também avançar com cortes orçamentais, que vão ser apresentados ainda esta semana. O protesto foi convocado pelos três principais sindicatos. Há vários constrangimentos nos transportes do país, voos cancelados nos principais aeroportos, também as ligações ferroviárias estão a ser afetadas. Há instantes, um grupo de manifestantes mascarados entraram em confronto com a polícia. As unidades antimotim intervieram de imediato com recurso à utilização de gases lacrimogêneos. Espera-se que 120 mil pessoas participem na manifestação agendada para hoje, é o que adianta o jornal Le Soir.
Miguel Videira, com o Jornal do Meio-Dia, traz mais notícias à Rádio Observador na síntese do meio-dia e meia. Já de seguida, há a Justiça Cega, conduzido pelo Luís Rosa e pelo Luís Soares.