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Jornal do Meio-Dia. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Videira. Miguel, foi há 40 anos.

Que este dia fique a assinalar, na história da Comunidade Europeia, uma data de bom augúrio para o futuro europeu.

Nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, o então primeiro-ministro Mário Soares assinava o tratado de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, a CEE. A 1 de janeiro de 1986 consuma-se a entrada, uma efeméride assinalada ao final desta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Contou com a presença do presidente da República, que já se dirigiu ao Hemiciclo. Uma intervenção acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias. Miguel, agora aqui em direto de Estrasburgo, o que disse Marcelo Rebelo de Sousa?

Garantiu, desde logo, que Portugal nunca vai virar as costas à Europa, porque a União Europeia é uma parte importante da história do país. O presidente da República recuou ao passado longínquo, como é também habitual nestes discursos de fundo, para dizer que as raízes de Portugal estão na Europa e para alertar que apesar de hoje em dia ser mais fácil ceder ao populismo e ao dizer mal do modelo de vida e de organização europeia, os países estados-membros não devem perder tempo com isso e concentrar na construção da Europa.

É hoje moda do momento esquecer, minimizar, diminuir a Europa e o seu papel no mundo. Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos. Temos mais liberdade, democracia e Estado de direito do que tantos outros.

E falou também nos aliados da Europa, não só o Reino Unido, com quem Portugal tem uma aliança com 650 anos de história, mas também os Estados Unidos, para dizer que preferia ter o país liderado por Donald Trump como aliado, sem hiatos nem intermitências. Marcelo Rebelo de Sousa, que atirou ainda aos nacionalismos nesta comunhão europeia, para explicar, também com base na história de Portugal, que não há portugueses puros.

Caldo de etnias, culturas e religiões. Somos europeus desde as raízes e essas raízes mesclaram-se logo à partida com as de outros continentes, de outros universos. Por isso, não há portugueses puros. Há portugueses diversos na sua riqueza cultural.

O discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, aplaudido de pé pela larga maioria dos eurodeputados, interrompido até duas vezes para aplausos, sucedeu à intervenção do rei Felipe VI de Espanha, que também falou em português. Disse que juntos, Portugal e Espanha deram mais um passo na história comum. Falou e agradeceu ao querido e admirado Marcelo Rebelo de Sousa e também à nação irmã que é Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa e o rei Felipe VI que foram recebidos há pouco pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, discursaram, entretanto, ao plenário do Parlamento Europeu e o chefe de Estado português vai ainda ter um encontro com todos os eurodeputados portugueses que estão aqui em Estrasburgo.

É um momento que também vai ser acompanhado pelo jornalista do Observador, enviado especial Miguel Viterbo Dias, que aqui nos trouxe alguns dos excertos da intervenção do Presidente da República nesta cerimónia evocativa da adesão de Portugal e também de Espanha à Comunidade Económica Europeia. Assinalou-se a 1 de janeiro de 1986.

E nesta sessão marcou também presença o presidente do Conselho Europeu, antes da cerimónia de evocação da adesão de Portugal e Espanha à então CEE. António Costa foi confrontado por deputados europeus com a ameaça dos Estados Unidos de anexar a Gronelândia.

E sem se referir de forma direta a este caso, António Costa sublinha que a Europa não está indefesa.

Uma ameaça à soberania e integridade territorial dos nossos Estados-membros é simplesmente inaceitável. Uma coisa é certa: a Europa e a União Europeia não cedem à coerção. A União Europeia tem os meios para se defender de forma efetiva, se assim o precisar.

António Costa: "A Europa não está indefesa", foi o que disse o presidente do Conselho Europeu em resposta a perguntas feitas por deputados do Hemiciclo. O presidente do Conselho defendeu também o recém-firmado acordo com o Mercosul, que ontem motivou um protesto de agricultores em Bruxelas.

E o secretário-geral da NATO recusou hoje tomar posição sobre as ameaças de Donald Trump em relação à Gronelândia.

Mark Rutte diz que não quer prejudicar o trabalho de bastidores.

Os meus antecessores sempre acharam que não deviam comentar tensões entre membros da União em público. É algo impossível. Por quê? Porque assim que o fizer, já não posso ajudar a reduzir a tensão. É por isso que não me vão ouvir a comentar. Podem ter a certeza que estou a trabalhar nesta questão nos bastidores, mas não o posso fazer em público.

Declaração do secretário-geral da NATO durante uma conferência no âmbito do Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça.

E Miguel, está agora na hora de rumarmos até à residência oficial do primeiro-ministro.

Palco da assinatura do acordo plurianual de valorização de rendimentos dos trabalhadores do Estado. Um acordo subscrito pelo governo, Frente Sindical da Administração Pública e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado. A Frente Comum, afeta à CGTP, ficou de fora. É uma cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, está a ser acompanhada pelo jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia. Vasco, o acordo já assumiu a forma de preto no branco?

Está assinado o acordo. O Miguel está agora a terminar essa cerimónia. Nesta altura é tirada também a fotografia final entre o Governo, o Primeiro-Ministro, a Secretária de Estado da Administração Pública e os representantes das estruturas sindicais que assinaram o acordo, acordo que relembro, celebra, por exemplo, a subida do salário mínimo no Estado até aos 1.117 € em 2029, também a subida do subsídio de refeição, que estava nos €6, que vai subir à razão de €0,15 ao ano até chegar aos €6,60 em 2029. Este valor por dia trabalhado. Acabou agora mesmo o discurso do Primeiro-Ministro, também para celebrar este acordo. Diz o Primeiro-Ministro que o acordo vem dar previsibilidade aos trabalhadores da administração pública e que se enquadra numa máxima que o Governo quer trabalhar ao longo desta legislatura, a máxima de que na função pública devem estar os melhores quadros possíveis e que para isso é preciso também ter boas remunerações e boas condições. O Primeiro-Ministro deixou também aqui um recado, numa altura em que se vai continuando a discutir o pacote laboral, um recado a quem considera essa reforma do direito do trabalho um retrocesso civilizacional. Diz Montenegro que o país não precisa dessa querela, não precisa desse tremendismo, mas sim de ver no reformismo positivo a hipótese de fazer crescer a economia.

Vasco Maldonado Correia aqui com a síntese da intervenção do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, durante esta cerimónia de assinatura do acordo plurianual de valorização de rendimentos dos trabalhadores do Estado.

E Duarte Marques, o diretor de campanha de Luís Marques Mendes, não tem dúvidas: o candidato que ficou pela primeira volta vai votar em António José Seguro.

E o anúncio pode estar por dias, é o que diz o diretor de campanha de Marques Mendes, que foi convidado desta manhã da comissão de inquérito da Rádio Observador.

É óbvio que é que Marques Mendes vai votar, até pela sua postura, por tudo aquilo que disse na campanha eleitoral, não tenho dúvidas que o irá dizer. Eu acho que não o disse na noite eleitoral, porque se o dissesse, estaria a dizer que os meus votantes devem votar ali. E ele não é dono dos votos de ninguém e isso podia ser, de alguma forma, até mal interpretado. Eu acho que ele quis reservar para um momento mais tarde, revelar, se quiser revelar, onde é que vai votar. Não tenham dúvidas.

Acha que vai aparecer ainda?

Eu diria que sim.

Só para verbalizar, é em Seguro.

Não, não vou verbalizar nada.

Duarte Marques foi diretor de campanha de Luís Marques Mendes na primeira volta da corrida a Belém. Foi convidado à comissão de inquérito das manhãs 360 do Observador, diz que Luís Marques Mendes deve votar em António José Seguro e o anúncio pode estar por dias.

É o ponto final no jornal do meio-dia com edição do Miguel Videira.