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O Observador. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Videira. As empresas de transporte de mercadorias e de passageiros pedem ajuda para enfrentarem a subida dos combustíveis.

Sim, é isso que pede, por exemplo, a vice-presidenta da ANTROP, a Associação Nacional de Transportes de Passageiros, que esteve há pouco aqui na antena do Observador. Sónia Ferreira afirma que as empresas não conseguem responder à atual escalada do preço dos combustíveis.

As empresas de transporte de passageiros não têm a mínima hipótese de impactar este extraordinário aumento do combustível. Isto por quê? Porque o nosso setor tem uma especificidade muito própria, no que diz respeito quer à questão da forma como o serviço é prestado, à regulação do mercado, quer às próprias tarifas.

Sem possibilidade de as empresas do setor dos transportes conseguirem refletir no imediato o aumento do preço dos combustíveis e consequente aumento de despesas por parte destas empresas. É uma preocupação também para os transportadores de mercadorias. O porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida, especifica o impacto que está a ter esta escalada do preço do gasóleo.

O impacto é absolutamente imediato. Isto é, estas empresas têm o combustível que precisam para trabalhar e fazer o transporte rodoviário de mercadorias e esse combustível representa entre 30% a 35% da estrutura de custos destas empresas. Agora, nós estamos a falar de um aumento de mais de 15% nessa estrutura de custos, imediato.

André Matias de Almeida considera que é inevitável que este aumento de custos seja refletido no valor cobrado aos clientes. Tanto a ANTROP como a ANTRAM reclamam apoios por parte do Estado. Sónia Ferreira, da ANTROP, representativa das empresas transportadoras de passageiros, quer um apoio extraordinário que deve ser calculado tendo em conta a evolução do preço do combustível nas últimas semanas.

Neste caso, a base zero seria a semana imediatamente, por exemplo, anterior à escalada do conflito. E, portanto, a partir daí, o mecanismo seria acionado para poder, em função do número de autocarros que as empresas detinham na altura, devidamente matriculados, naturalmente, e atribuir um valor correspondente no sentido de mitigar ou de ajudar a mitigar este acréscimo extraordinário.

A ANTRAM também pede uma ajuda do Estado, mas o porta-voz André Matias de Almeida prefere não abrir o jogo. Diz que há negociações em curso com o governo.

É claro que há medidas e claro que a ANTRAM está a discutir essas medidas, não as apresentou ontem, nem recentemente, vem a discuti-las há anos com o governo sobre esta matéria. O que achamos é que, não obstante ter de haver uma resposta nacional do governo imediata para este setor, a resposta tem de ser europeia, porque este problema é um problema mundial.

É preciso uma resposta mais global, defende o porta-voz da associação que representa os transportadores de mercadorias. Esteve com a vice-presidente da ANTROP, que representa as empresas de transporte de passageiros, esta manhã aqui no explicador da Rádio Observador.

No Meio Oriente, os Estados Unidos dizem que foram 90 os alvos militares atingidos no ataque à ilha de Kharg.

Ilha que serve de ponto de partida de mais de 90% das exportações de petróleo do Irão. Num breve comunicado publicado há instantes na rede social X, o CENTCOM, Comando Central dos Estados Unidos, descreve os ataques da noite passada como ataques de precisão em grande escala. Diz que destruiu instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de armazenamento de mísseis e vários outros locais de natureza militar, mas garante que preservou as infraestruturas de petróleo. Trump já ameaçou que esse pode ser o próximo alvo se o regime iraniano continuar a bloquear a passagem de navios no Estreito de Ormuz.

E Teerão avisa que pode atingir os Emirados Árabes Unidos como retaliação por esse eventual ataque.

De resto, já identificou um alvo. A Guarda Revolucionária do Irão adverte que os esconderijos norte-americanos nos Emirados Árabes Unidos são encarados por Teerão como alvos legítimos. Alerta, por isso, os habitantes do país para que se mantenham afastados dos portos, docas e áreas militares norte-americanas para evitar quaisquer danos.

Entretanto, a imprensa iraniana garante que as exportações de petróleo na ilha de Kharg continuam a decorrer com normalidade.

Ininterruptas e em pleno andamento. É isso que descreve um responsável iraniano à agência de notícias local. Explica que apesar dos ataques e das ameaças do presidente norte-americano, as empresas petrolíferas continuam a trabalhar sem quaisquer constrangimentos.

O conflito do Meio Oriente, que vai estar em destaque nos "Cinco Continentes", já a seguir a este Jornal do Meio-Dia. Esta semana é nosso convidado especial o Francisco Pereira Coutinho, especialista em direito internacional. Por cá, Miguel, hoje é dia de eleições no Sporting e o candidato Bruno Sá já votou.

Sim, no Pavilhão João Rocha, o único local onde é possível exercer o direito de voto durante o dia de hoje para eleger o presidente do clube leonino. Ora, junto ao Pavilhão João Rocha, tem estado ao longo desta manhã a jornalista do Observador, Carlos Pedro. Carlos, agora aqui em direto. O candidato à presidência dos Leões falou aos jornalistas depois de votar. Qual o estado de espírito de Bruno Sá?

Calmo quanto ao ato eleitoral, muito feliz com a afluência dos sportinguistas às urnas, mas também confessou estar um bocadinho nervoso com as câmaras. De resto, Bruno Sá limitou-se a apelar ao voto para este dia, que descreve como de extrema importância para o clube. Já o tinha feito o presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Palma. Agora foi a vez de Bruno Sá, que encabeça a lista A para a presidência do Sporting. Ora, o candidato falou aos jornalistas para dizer também que está aqui pela democracia e para ser uma voz dos sócios sportinguistas.

Basicamente, a essência do meu projeto e da minha ideia é devolver o clube aos sócios e a democracia, que é o que estamos aqui hoje a fazer.

Como é que vai passar o dia, Bruno?

Vou passar o dia em família, com a minha mãe. Para mim, isto é uma alegria muito grande, um orgulho muito grande. Não sei, vamos ver. Eu não vou lá estar, vou estar com a família. Têm sido uns meses desgastantes. Estive com muita pessoa, ouvi muita gente, muito tempo fora de casa. É o amor pelo Sporting, por isso hoje é desfrutar e os sócios é que decidem, como sempre, e a democracia. E é muito importante que os sócios voltem a sentir parte do clube e é isso que eu defendo e é por eles que eu estou aqui.

Devolver o Sporting aos sócios foi a prioridade elencada por Bruno Sá durante esta campanha eleitoral para as eleições para a presidência do Sporting. Bruno Sá, que acusou várias vezes o presidente incumbente, Frederico Varandas, de querer um Sporting para os clientes. De resto, o candidato da lista A vai passar a noite em família, admitiu o mesmo, tranquilo, à espera dos resultados. Ele, que não quis fazer previsões, não quis também falar em objetivos, diz que o dia é dos sócios e para os sócios do Sporting. Para daqui a pouco. Está previsto um balanço destas primeiras três horas de votação. Vai ser feito pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Palma, sendo que o próprio já apontou para resultados finais só por volta das 11 da noite. Dar conta de que as urnas fecham aqui no Pavilhão João Rocha às 8h. Também Frederico Varandas, presidente e candidato da lista B, deverá votar durante esta próxima hora. Dar só aqui notas de reportagem. Há instantes, chegou ao Pavilhão João Rocha o treinador da equipe de futsal do Sporting, Nuno Dias. Já tínhamos visto também outros atletas das modalidades leoninas durante esta manhã, nomeadamente da equipe de andebol. E por aqui passou também, durante a última hora, o antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting em dois momentos, Rogério Alves. Um desses momentos já foi com Frederico Varandas como presidente. Falando do plantel de futebol, ainda não houve sinal de nenhum jogador do Sporting, nem mesmo do treinador Rui Borges. A equipe leonina que tinha treino esta manhã na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, sendo que não há jogo este fim de semana para o Sporting devido aos compromissos internacionais. Mas, por agora, não passou aqui nenhum jogador do plantel, também nenhum treinador. Não há, de resto, indicação sobre se vem ou não e também em relação às horas. É para acompanharmos ao longo desta tarde aqui junto do Pavilhão João Rocha.

Com a tua ajuda. Jornalista Carlos Pedro, a esta hora, junto a este pavilhão dos Leões, a acompanhar este ato eleitoral. Há dois candidatos à liderança leonina, o atual presidente Frederico Varandas e Bruno Sá.

Meio-dia e 10, a seguir Cinco Continentes, mas antes, Miguel, há outras notícias em destaque.

O presidente francês está disposto a facilitar as negociações em Paris entre Israel e o Líbano. Numa publicação na rede social X, Emmanuel Macron referiu que falou ontem com os principais líderes políticos libaneses, que manifestaram abertura para o início de discussões diretas com Israel. Apela a Tel Aviv que abandone os ataques em curso e ao Hezbollah ponha fim ao que chama de escalada imprudente do conflito. Uma explosão atingiu uma escola judaica em Amsterdã na última noite. O ataque não foi reivindicado. A presidente da Câmara da cidade fala no ato cobarde de agressão contra a comunidade judaica, acrescenta que o incidente não causou feridos. Os danos materiais são limitados. Prisão preventiva é a medida de equação aplicada aos oito estrangeiros detidos esta semana pela Polícia Judiciária com 1.800 quilos de cocaína ao largo dos Açores. Quatro são de nacionalidade brasileira, três vêm do Suriname e um cidadão dos Países Baixos. Foram presentes esta sexta-feira a um juiz para primeiro interrogatório judicial e vão acordar agora o desenrolar do processo no estabelecimento prisional de Ponta Delgada.