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Notícias. Jornal do Meio-Dia na Rádio Observador com Miguel Videira. Miguel, o presidente dos TSD sugere que se fosse hoje, os membros da Tendência Social-Democrata com assento no Secretariado Nacional da UGT votariam de forma diferente essa última versão das alterações ao Código do Trabalho.

A proposta acabou por ser rejeitada por unanimidade. Pedro Roque, presidente dos Trabalhadores Social-Democratas, salienta que este sentido de voto pode ter conduzido muita gente a uma interpretação errada.

Pensa que a Tendência Social-Democrata, constituída por militantes dos TSD e na sua esmagadora maioria também do PSD, que estão a alinhar com os socialistas. Ora, não foi isso que se passou. Mas esse risco existiu. Provavelmente, se o desfecho fosse conhecido, isto é, se se soubesse que passado uns dias não haveria acordo, provavelmente os sentidos de voto teriam sido diferentes e teria sido cobrada essa unidade.

Aqui uma falha de comunicação no momento exato em que Pedro Roque dizia que o desfecho podia ter sido diferente, ou seja, podia a Tendência Social-Democrata dar luz verde a um acordo em concertação social, ao contrário do que veio a acontecer. A proposta foi rejeitada por unanimidade. Face ao desfecho, o governo vai agora fazer chegar ao Parlamento uma nova proposta, antecipa Pedro Roque, menos equilibrada.

Quando existe um acordo em termos de concertação social, quando o governo por um lado, os empregadores por outro e os sindicatos por outro chegam a entendimento, significa que em termos de rigidez, flexibilidade, proteção dos direitos dos trabalhadores, interesse empresarial, de dinâmica empresarial, há um ponto de equilíbrio. No Parlamento, eu creio que é mais difícil que isso venha a acontecer.

Sem especificar para que lado vai pender esta balança, se para o lado dos trabalhadores, se para o lado dos patrões. Sobre a greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho, Pedro Roque considera que não faz sentido.

Uma coisa é fazer uma greve geral contra entidades patronais ou contra o governo, como aconteceu na anterior, relativamente à discussão do pacote laboral. Isso é entendível e é legítimo. Agora, fazer greves contra o Parlamento, porque a partir do momento em que a proposta der entrada no Parlamento, ela deixa de ser da responsabilidade do governo. Ela é da responsabilidade do Parlamento e dos partidos, dos grupos parlamentares que aí estão. E, portanto, fazer uma greve contra o Parlamento, que representa o universo das sensibilidades ideológicas dos eleitores expressas através do seu sentido voto, creio que é uma coisa que não fará muito sentido.

Pedro Roque, presidente dos Trabalhadores Social-Democratas, foi entrevistado há pouco aqui no Explicador da Rádio Observador.

O programa que já está disponível em podcast. O secretário-geral do PS insiste na necessidade de adotar medidas face ao aumento do custo de vida. José Luís Carneiro queixa-se de ser ignorado pela direita.

Sim, o líder socialista lembra que foram várias as propostas apresentadas pelo PS que não viram luz verde do governo.

Eu repito, nós apresentámos propostas para reduzir o IVA sobre os custos com os combustíveis, os custos com a eletricidade, os custos com o gás e simultaneamente também para começar a acautelar os custos com os bens alimentares e com o agroalimentar. O primeiro-ministro e a direita, e vale a pena lembrar, AD, os Liberais e o Chega, repito, o Chega, os Liberais e a AD chumbaram as propostas do PS. O PS até agora foi o único partido que se mostrou desde a primeira hora sensível a este problema e apresentou propostas.

Foi o que disse esta manhã em Matosinhos, José Luís Carneiro.

Hoje celebra-se o Dia da Europa. O presidente da República reitera que se opõe à regra da unanimidade na União Europeia.

Alerta que o bloco comunitário só se move quando há consenso. É um problema, corre atrás do prejuízo. Numa mensagem publicada nas redes sociais, António José Seguro salienta que numa união criada para responder às consequências da guerra, a resposta não está agora em recuar, fragmentar ou desistir. O presidente da República pede coragem e ambição política. Também José Pedro Aguiar Branco, o presidente da Assembleia, assinalou o Dia da Europa nas redes sociais. O presidente do Parlamento defende que o projeto europeu representa a paz e a cooperação. O primeiro-ministro, na mesma plataforma, garante que Portugal vai continuar empenhado na construção de uma União Europeia mais forte, competitiva e coesa.

Na Rússia celebra-se outra marca histórica, o Dia da Vitória. Num discurso em Moscovo, Vladimir Putin justificou o que chama de operação especial na Ucrânia com o que considera ser a ameaça da NATO.

Garante que os russos continuam a avançar na Ucrânia, apesar do apoio a Kiev da Aliança Atlântica. No dia em que a Rússia assinala a queda do regime de Hitler na Segunda Guerra Mundial, Putin compara o nazismo à NATO.

O grande feito da geração vitoriosa é inspirador. Guerreiros que atualmente desempenham tarefas de uma operação militar especial. Enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da NATO. E apesar disso, os nossos heróis russos seguem em frente.

Vladimir Putin nesta celebração em Moscovo, que contou com a presença de alguns chefes de Estado, o caso, sem surpresa, do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. Também o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, marcou presença.

Miguel, ainda neste jornal olhamos para essa análise que foi feita aqui na rádio, o Observador, ao discurso de Vladimir Putin. Jorge Rodrigues, especialista em geopolítica, afirma que é um discurso que serve apenas para consumo interno.

Muito em particular esta comparação entre o regime nazi e a NATO.

Há aqui uma ligação entre os dois conflitos e que ambos irão terminar, ou um terminou em vitória ou o outro irá terminar em vitória. Fazer esta ligação com o nazismo e com o conflito da Segunda Guerra Mundial é nitidamente apelar internamente para uma mobilização e para um esforço comum, e que na Segunda Guerra Mundial ficou evidente essa capacidade que Moscovo tem.

Sobre o cessar-fogo de três dias, aceite pela Ucrânia, Jorge Rodrigues, coordenador de risco geopolítico da Porto Business School, acredita que resultou da pressão exercida pelo presidente norte-americano.

Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora.

Teve início há pouco mais de meia hora a segunda etapa da Volta à Itália em bicicleta, que passa também por outros países. O caso da tirada de hoje, 220 km a ligar Burgas, na Bulgária, a Valico Tarnovo. É uma etapa de sobe e desce. À partida, o francês Paul Magnier, da Quick-Step, segue de camisola rosa, símbolo da liderança do Giro, com uma vantagem de quatro segundos para Tobias Andersen. O português António Morgado, da Team Emirates, é sexto a oito segundos do primeiro. Arranca a esta hora o jogo entre Porto e Oquei de Barcelos, a contar para as meias-finais da Liga dos Campeões de hóquei em patins. A outra meia-final arranca às 16h e coloca frente a frente Benfica e Barcelona. Três equipas portuguesas e uma espanhola entram em ação no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, em Coimbra. Importa relembrar que o Oquei de Barcelos é o atual campeão europeu, tenta revalidar esse estatuto. No Rally de Portugal, ainda se corre a última especial desta manhã, não é, Nelson? Já não? Já terminou?

Não, já terminou.

Já terminou.

Estão os carros a regressar à Expo Norte para uma pausa.

Ogier, ainda na frente?

Não, há mudanças na classificação geral, agora com o novo líder, Oliver Solberg, que passa de quarto para primeiro lugar, mas tem uma vantagem de meio segundo sobre Sébastien Ogier, Thierry Neuville em terceiro e Sami Pajari desce a quarto lugar. Muitas mudanças nestas últimas classificativas no final da manhã, principalmente esta última em Paredes. Agora o rally regressa apenas às 14h para percorrer a etapa de Felgueiras 2.

Muitas mudanças e muita lama também, com a chuva que caiu nas últimas horas.

E que parece que vai continuar no Norte durante esta tarde.