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Do Meio Dia. O Jornal do Meio Dia tem edição do José Rafael Lopes. José, o Irão garante que o Estreito de Ormuz vai continuar fechado até ordem em contrário.
É isso que avisa a autoridade do estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem, depois de os Estados Unidos terem desmentido Teerão ainda durante esta noite, através das redes sociais. O Comando Central norte-americano afirmou que os navios estavam a circular normalmente em Ormuz. As autoridades iranianas decidiram voltar a fechar o estreito de Ormuz face ao escalar das tensões na região. Na última madrugada, os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irão pela segunda noite consecutiva. Além de várias cidades iranianas, também a região do Estreito de Ormuz foi alvo de bombardeamentos do exército norte-americano. O presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado Teerão com novos ataques e disse que o Irão ia pagar pelo impasse nas negociações. Em resposta, as Forças Armadas iranianas atacaram várias bases militares na região do Golfo Pérsico, em países como o Bahrein e o Kuwait.
E face aos novos ataques norte-americanos, Teerão considera que o cessar-fogo com os Estados Unidos ficou sem efeito depois dos novos ataques norte-americanos.
As tréguas estavam em vigor desde o dia 8 de abril. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão classifica os ataques levados a cabo pelos Estados Unidos como ilegais e criminosos. Denuncia também, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. A diplomacia iraniana incentiva ainda os países da ONU a tomar medidas contra as ações dos Estados Unidos e de Israel, e diz que o silêncio e a inação perante os atos destes dois Estados vão mergulhar o mundo no caos e na insegurança.
E apesar desta escalada no Médio Oriente, continuam os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.
Esforços esses que se intensificaram nas últimas horas. É o que avança a agência Reuters, que falou com três fontes iranianas e um dirigente europeu. Essas fontes confirmam que Teerão e Washington mantêm as conversações para terminar a guerra e avançam que o entendimento político já terá sido alcançado. Ainda assim, continuam a existir pontos de discórdia, como a libertação de milhares de dólares da venda de petróleo congelados em bancos estrangeiros.
Meio-dia e três. Vamos à atualidade nacional. O Chega está reunido a esta hora com o Governo e o PSD no Parlamento sobre a nova prestação social única.
É o que se lê numa nota enviada à imprensa pelo partido. Vai ser uma reunião formal entre o Chega e o Governo, bem como o PSD, na sala do Governo da Assembleia da República. Nessa nota, lê-se que é a reunião que tinha sido anunciada pelo presidente do Chega. No entanto, na segunda-feira, o André Ventura, o presidente do Chega, tinha anunciado que iria ter hoje uma reunião final com o primeiro-ministro e o líder do PSD sobre o pacote laboral. André Ventura já ameaçou votar contra a proposta do Governo na generalidade, mas diz que mantém abertura para dialogar sem abdicar de pontos como a descida da idade da reforma. No entanto, a reunião anunciada pelo Chega vai ser sobre a prestação social única, que vai estar em debate amanhã no Parlamento.
PS e Chega têm visões diferentes sobre o discurso do Presidente da República, ontem, na cerimónia de 10 de junho. Pedro Frazão considera um discurso populista, enquanto Francisco César deixa rasgados elogios às palavras de António José Seguro.
São declarações no Explicador desta manhã, aqui na Rádio Observador. Ontem, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, falou num discurso realista do presidente da República, mas o deputado Pedro Frazão diz que António José Seguro foi o maior populista de centro do país.
António José Seguro ontem foi elevado ao cargo de maior populista de centro de Portugal, porque de facto o discurso dele, que apontava para as palavras do meio, são palavras do meio altamente populistas, que é aquele populismo central que não quer mudar nada, que quer deixar tudo exatamente na mesma e que quer agradar a tudo e a todos. E ele tentou falar de reformas, é verdade, mas a pergunta que fica a seguir ao discurso do senhor presidente da República é uma pergunta muito simples e muito direta: mas quais reformas?
As palavras de Pedro Frazão no Explicador da Rádio Observador, um discurso do chefe de Estado sem indicar o caminho para Portugal, é a ideia deixada por Pedro Frazão, deputado do Chega. Em sentido contrário, o socialista Francisco César dá exemplos em como o discurso de António José Seguro em nada foi vazio.
O discurso do presidente da República teve muito conteúdo, muito mesmo. Para já, houve uma referência clara às autonomias regionais e à importância que elas têm nos últimos 50 anos e no trabalho que desenvolveram e na importância de serem financiadas e respeitadas pelo país. Segundo lugar, falar sobre o posicionamento de Portugal. Qual é que deve ser o posicionamento de Portugal no âmbito internacional? Isto é importante. Outro, dizer claramente que unidade nacional não é uniformidade.
Francisco César, do PS, no Explicador. Ontem, no Dia de Portugal, o presidente da República defendeu a continuação da cooperação com os aliados, referindo-se aos Estados Unidos e também à Europa, e pediu coragem aos políticos para fazerem escolhas complicadas.
E um fogo em Terras de Bouro, no Conselho de Braga, José, já conta com o apoio de três meios aéreos.
De acordo com a Lusa, o incêndio deflagrou perto das oito da noite de ontem. Está ainda a ser combatido hoje por mais de 110 operacionais, que estão no terreno apoiados por 30 viaturas e agora esses três meios aéreos. Há um reforço de meios neste incêndio no Conselho de Braga. O Comando Sub-regional de Vale do Cende adianta que o incêndio continua ativo, está a ser combatido de forma favorável, mas para já ainda longe de estar dominado. O Comando adianta também que os três apoios aéreos chegaram ao local por volta das nove da manhã de hoje.
Isto num dia em que se antevê muito calor em todo o território do continente. Há muitos distritos, José, sob aviso meteorológico amarelo devido à previsão de tempo quente. Meio-dia e sete, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora, José?
A prestação social única obriga jovens com deficiência ou cancro a fazerem até 15 horas de trabalho social. A proposta do Governo só vai ser discutida amanhã no Parlamento e só exclui, aliás, da obrigação de trabalho social, deficiências mais severas com incapacidade igual ou superior a 80% de incapacidade. Foi o que adiantou esta manhã o Jornal de Notícias, entretanto confirmado pela Rádio Observador, que contactou o Ministério do Trabalho, que confirma essa mesma questão. Apenas incapacidades de 80% ou superiores é que vão ficar de fora desta prestação social única. Explica ainda o Ministério do Trabalho que cada caso é avaliado de forma individual. As fronteiras da União Europeia vão passar a ter um maior controle a partir de amanhã. As novas regras fazem parte do pacto para as migrações e asilo e são uma resposta ao número crescente de chegadas irregulares à União Europeia. Os Estados-membros passam a ser obrigados a fazer número mínimo de análise de pedidos de entrada e a poder repatriar um requerente de asilo para outro país considerado seguro. E o Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que interceptou mais de 300 drones ucranianos durante a noite. O relatório militar refere que os drones foram abatidos sobre várias regiões russas, com destaque para a capital da Rússia, Moscovo. As autoridades regionais da Rússia asseguram ainda que vários fragmentos dos drones abatidos atingiram edifícios de habitação e provocaram ligeiros incêndios.
José Rafael Lopes e o Jornal do Meio-Dia.