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Pré-meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com edição do José Rafael Lopes. José, uma falha informática está a paralisar hospitais e centros de saúde de norte a sul do país. Os profissionais de saúde não estão a conseguir prescrever receitas eletrónicas, nem aceder a processos clínicos.
Uma situação que já foi confirmada pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde, empresa responsável pela gestão dos sistemas informáticos do SNS. Ao longo desta manhã, os serviços e sistemas começaram a ser repostos. Entretanto, voltaram a ir abaixo. O presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, explica à Rádio Observador o que está a acontecer efetivamente no SNS.
Neste momento está a condicionar a atividade, não só nos hospitais como também nos centros de saúde, um pouco por todo o país e, portanto, teremos que aguardar até a SPMS nos dizer quando é que vai conseguir repor o sistema. Neste momento, os clínicos não têm acesso à informação clínica, têm acesso apenas a uma pequena parte. Alguns médicos estão a conseguir fazer receitas em papel, mas quando não têm a informação clínica que é relevante para o caso, quando não conseguem aceder a essa informação clínica no processo eletrónico, obviamente, que a consulta não pode acontecer em condições de segurança.
As declarações de Xavier Barreto na Rádio Observador. Também as farmácias estão a enfrentar problemas.
A informação que nós vamos dando às pessoas é que, no caso de ser possível, para voltarem à farmácia mais tarde para procedermos à dispensa dos medicamentos. A grande maioria das receitas hoje em dia são eletrónicas e, portanto, não podendo aceder a essa base de dados, também não conseguimos aceder à base de dados que determina qual é que é a comparticipação dos medicamentos para aquela pessoa em particular e, portanto, não conseguimos fazer essa dispensa. É verdade que nós conseguimos continuar a garantir a continuidade dos tratamentos em situações de urgência e porque continuamos a dispensar os medicamentos e regularizamos eletronicamente depois.
As falhas informáticas no SNS, hospitais e centros de saúde voltam a recorrer ao papel.
Mário Campos vai ser o próximo diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira.
Assume funções no dia 1 de agosto deste ano. É o que anuncia o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. Mário Campos é subdiretor-geral da Autoridade Tributária para a área dos sistemas de informação há 10 anos. Foi escolhido pelo governo para assumir agora este cargo de diretor-geral do Fisco. Sucede a Helena Borges.
No Parlamento, a ministra do Trabalho e PS trocam culpas pela obrigatoriedade do trabalho social para pessoas com incapacidades. A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho garante que a Prestação Social Única, PSU, vai criar incentivos ao trabalho.
A proposta do governo para a criação da PSU foi hoje a debate no Parlamento, já com a certeza de que governo e Chega têm acordo para aprovar a descida à especialidade sem votação. Vasco Maldonado Correia, o debate acabou por ficar marcado por acusações de parte a parte entre Executivo e o Partido Socialista.
Maria do Rosário Palma Ramalho abriu o debate de apresentação da proposta da Prestação Social Única com a garantia de que o governo quer dar incentivos ao trabalho.
O regime da PSU incentiva ativamente o regresso ao mercado de trabalho para que permanecer na inatividade não seja financeiramente mais vantajoso do que trabalhar.
E garante que a obrigatoriedade de trabalho social para pessoas com deficiência ou com cancro é responsabilidade do PS.
Não são uma novidade deste diploma. Decorrem do atual regime do RSI desde 2012 e quando os senhores estiveram aqui, não o quiseram alterar.
Para ajudar a ministra do Trabalho, Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, traz um exemplo.
Aquilo que está na Prestação Social Única, senhoras e senhores deputados, é letra por letra daquilo que estava na letra da lei do Partido Socialista, que com a geringonça, nos últimos oito anos, nunca quiseram mudar.
Na resposta à ministra, o socialista Miguel Cabrita lamenta o rumo que o governo quer seguir.
Hoje devíamos estar a falar de combate à pobreza, de melhorar apoios para incluir, para integrar, mas o governo escolheu fazer não este debate, mas outro, sobre estigmatizar, excluir, denunciar, punir.
E acusa o Executivo de crueldade.
Em vez de Prestação Social Única, o governo brinda-nos uma vez mais com total insensibilidade e com um preconceito antissocial único contra os pobres. Nem a Troika conseguiu ser tão cruel.
O Chega acordou com o governo a descida da proposta à especialidade, sem votação, mas André Ventura tem uma última crítica a fazer.
Como é que podemos pedir a mães e pais com cancro e outras doenças que trabalhem quando deixamos ciganos e imigrantes por esse país sem fazerem nada há não sei quantos anos?
No final do debate, o PSD ainda se mostrou disponível para olhar para a exigência do Chega, para reavaliar o prazo para imigrantes acederem a apoios sociais e para rever os limites das obrigações de pessoas com incapacidades para acederem à Prestação Social Única.
Um trabalho do repórter Vasco Maldonado Correia a acompanhar os trabalhos parlamentares esta manhã. Para esta hora, na Assembleia da República está marcado também o fim do período de votação para a eleição dos quatro juízes do Tribunal Constitucional.
E com a época de incêndios a aproximar-se, a Proteção Civil garante que no próximo verão vão estar disponíveis todos os meios aéreos para combate aos fogos.
Dia 1 de julho começa a fase Delta, altura do reforço máximo do combate aos incêndios. No Explicador desta manhã, aqui na Rádio Observador, o comandante operacional nacional da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, garante que todos os dispositivos de combate vão estar disponíveis.
Nós, neste momento, temos a informação de que todo o dispositivo estará disponível. Falta-nos um helicóptero em Santa Comba Dão que, em princípio, penso que semana que vem, já estará disponível. E este ano, o que estamos a fazer é, no fundo, aumentar essa capacidade para mais 400 meios aéreos. O que pretendemos com isto é termos uma maior capacidade de extinçãoEstamos em crer que a utilização desse tipo de agente extintor irá aumentar a eficácia dos meios aéreos, sobretudo na fase inicial dos incêndios e depois na fase de consolidação e rescaldo, evitando que tenhamos reativações ou reacendimentos.
Mário Silvestre, que explica ainda que a Proteção Civil elevou o estado de prontidão especial para o grau dois, devido ao risco de incêndio para os próximos dias, perante o calor e o vento que se está a fazer sentir em Portugal. Garante ainda que o SIRESP, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, está a funcionar normalmente. Diz Mário Silvestre que não há preocupações com este mecanismo.
A preparação para a época de incêndios foi o tema do explicador desta manhã, um episódio que fica entretanto disponível em podcast. 12h07. A Seleção Nacional realizou esta manhã o último treino na Cidade do Futebol, antes da partida para o Campeonato do Mundo, nos Estados Unidos.
Um treino que ficou marcado por um minuto de silêncio, de homenagem ao adepto que morreu no jogo particular frente à Nigéria. Houve 15 minutos abertos à comunicação social. A sessão contou ainda com adeptos nas bancadas. É o arranque de um dia muito atarefado para a Seleção Nacional, até porque hoje partem rumo aos Estados Unidos. Ainda assim, Miguel Gato, agora em direto, a agenda da equipa portuguesa está bastante preenchida.
Está bastante preenchida e a seguir a esse treino que acabaste de mencionar, José, há uma cerimônia de despedida da comitiva portuguesa, com declarações previstas do selecionador nacional Roberto Martínez e também de um dos jogadores do plantel. Essa declaração está prevista para daqui a mais ou menos 15 minutos. Não é bem uma conferência de imprensa, é mais uma curta declaração, tanto do selecionador como do jogador que ainda vai ser escolhido. E para terem uma noção, cá fora, à frente de uma das portas do edifício da Cidade do Futebol e atrás estão dezenas de adeptos com bandeiras de Portugal, muito provavelmente aqueles adeptos que estiveram também a assistir ao treino desta manhã, que começou por volta das 10h. Depois a Seleção Nacional vai sair daqui da Cidade do Futebol em direção ao Palácio de São Bento, onde vai ser recebida pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro. Também deverá ser uma cerimônia curta, uma vez que está prevista para às 13h10, 13h15 e depois, às 14h, a Seleção está já no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para então essa viagem para os Estados Unidos, que está previsto o avião que levante voo a partir das 15h, em direção a Palm Beach, na Flórida. Uma viagem que muito provavelmente vai ser longa. Estimam-se nove, 10h e, portanto, a Seleção Nacional vai chegar aos Estados Unidos muito provavelmente já à meia-noite, hora de Lisboa. Para já, vamos aguardar essas declarações, tanto do selecionador nacional como do jogador escolhido pela comitiva para falar aos jornalistas antes dessa partida pro Mundial.
Miguel Gato com a agenda da Seleção Nacional. Parte hoje para os Estados Unidos. A estreia dia 17, frente à República Democrática do Congo.
E na atualidade internacional, foram divulgados os 14 pontos do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão.
A informação é dada pela agência iraniana Mera. Este documento pode abrir caminho à paz entre os dois países, sendo que, Teresa Freire, o documento prevê o compromisso de Washington levantar as sanções contra Teerão e também o prolongamento do cessar-fogo.
O primeiro ponto incide exatamente sobre a questão de um cessar-fogo imediato e permanente em todas as frentes, até no Líbano. Os Estados Unidos comprometem-se a várias coisas: não aumentar e retirar as forças das proximidades do Irão, não interferir nos assuntos internos e respeitar a soberania da República Islâmica do Irão, não impor novas sanções e suspender as atuais sobre as vendas do petróleo.
E sobre o Estreito de Ormuz, Teresa?
O memorando exige a reabertura do estreito num prazo de 30 dias, sob a coordenação iraniana. Além disso, o acordo também prevê um levantamento total do bloqueio naval, também no prazo de 30 dias.
E em termos de exigências, quais são as que chegam por parte do Irão?
Exigem que os Estados Unidos e respectivos aliados apresentem um plano de reconstrução para o Irão, no valor de, pelo menos, 300 mil milhões de dólares. Pedem também a libertação de 24 mil milhões de dólares dos ativos congelados durante o período final de negociação de 60 dias, tendo em conta que metade deste valor deve ser disponibilizada antes de as negociações arrancarem. Em contrapartida, o Irão tem de reafirmar o compromisso de não produzir armas nucleares.
E ambas as partes têm agora 60 dias para chegar a um acordo final, sendo que esse acordo vai ser ratificado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. A jornalista Teresa Freire, com os pontos deste memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão.
É o ponto final do Jornal do Meio-Dia.