Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

De Braga. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Vidar. Miguel, sim, tem razão. O Educa recuou e face aos alertas da Sociedade Portuguesa de Química e Associação de Professores de Física e Química, decidiu aceitar como válidas duas respostas a uma pergunta do exame da segunda fase.

Um recuo face à posição tornada pública durante o fim de semana. Em causa está o exame de Química A, da segunda fase dos exames nacionais, em concreto, a alínea 5.2. A Sociedade Portuguesa de Química e a Associação de Professores da disciplina vieram alertar que, para além da opção de resposta considerada correta na grelha de avaliação, a opção D, também a opção B devia ser tida como certa. Num primeiro momento, o Educa, o instituto público responsável pela avaliação, considerou que só uma resposta devia ser validada. Três dias depois, vem dar razão aos professores de Física e Química.

E termina hoje o prazo para concluir a correção dos exames da segunda fase e pedidos de recurso referentes à primeira fase. O movimento Missão Escola Pública não acredita no cumprimento do prazo.

A Cristina Mota diz mesmo que há escolas que já comunicaram aos professores o prolongamento do prazo para a correção e reapreciação dos exames até à próxima quinta-feira, dia 6. A porta-voz da Missão Escola Pública adianta à Rádio Observador que ainda há professores a receberem itens para avaliação.

Temos confirmação que nem todos os relatores têm condições para terminar o seu trabalho no dia de hoje. Portanto, as escolas já indicaram o prolongamento do prazo para o trabalho desses professores até dia 6. Temos informação, inclusive, que ontem chegaram convocatórias para mais professores conseguirem fazer a reapreciação de provas que estão em falta. E também no que diz respeito aos classificadores que estão a classificar os exames da segunda fase, também ontem ainda tivemos indicação que alguns vão receber mais itens. Portanto, consideramos impossível o trabalho estar concluído no dia de hoje, aliás, à semelhança do que aconteceu na primeira fase.

A data limite hoje para a correção dos exames, a Missão Escola Pública também sugere que as pautas afixadas na sexta-feira podem ter erros. Ontem, no Parlamento, o ministro da Educação dava conta que 97% dos exames da segunda fase estavam corrigidos. Também cerca de metade das provas de reapreciação da primeira fase já estavam corrigidas e classificadas.

E o histórico deputado do PSD, Duarte Pacheco, considera que Luís Neves não tem condições para se manter no governo.

E sugere que a saída do Executivo deva acontecer no próximo mês de setembro. Duarte Pacheco entende que está posta em causa a autoridade do ministro aos olhos dos portugueses.

Eu tenho muitas dúvidas que haja capacidade de ele permanecer durante muito mais tempo. Eu percebo que os primeiros-ministros não gostam de fazer nenhuma remodelação sob pressão. Não gostam de fazer sequer por afirmações públicas do presidente da República, relembremos o caso Galamba. Mas o primeiro-ministro também tem a perceção, porque é um político experiente, do qual é a sensação da sociedade portuguesa. E alguém com esta pasta tem que ter uma grande autoridade. Não é este o momento, muito bem, aguardemos pelo mês de setembro.

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, disse há uns dias que espera que o governo chegue a setembro sem qualquer mudança no elenco, o mês agora apontado por Duarte Pacheco para que o ministro da Administração Interna deixe o Executivo. Uma expectativa manifestada esta manhã num explicador que teve também como convidado o socialista Pedro Costa. O antigo autarca também sugere que é inevitável a saída de Luís Neves, que por estes dias, diz Pedro Costa, vai servindo para desviar a atenção de outros problemas de outro ministro.

Na minha opinião, já não cumpriu mais nenhuma função política que não seja a de servir de cortina de fumo ao caos que o ministro Fernando Alexandre fez instalar nos exames nacionais, que se vai prolongar para o acesso à faculdade. E é isso que Luís Neves continua a fazer no governo.

Nessa lógica, na sua opinião, devia sair.

Não, eu acho que é inevitável que saia, mas vamos lá ver. Eu acho que é inevitável que saia. A grande maioria que elegeu o presidente da República deseja que esta legislatura dure até o seu final. Nada disto será possível se o governo continuar a acelerar esta degradação da sua autoridade política como um todo.

Pedro Costa sugere que o cumprimento da legislatura é nesta altura ameaçado pela presença de Luís Neves no governo.

E Miguel, o primeiro-ministro participa a esta hora na inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar de tipo C, ou seja, gerida por privados.

É a USF de São Pedro da Cadeira, no Conselho de Torres Vedras. É uma cerimônia que está a ser acompanhada pela jornalista do Observador, Martim Mateira, numa altura, Martim, em que Luís Montenegro já faz uso da palavra.

Sim, depois de ter falado o presidente da Câmara de Torres Vedras, vamos ouvir então agora o primeiro-ministro.

Numa conjuntura que nem sempre tem sido favorável, nomeadamente do ponto de vista das adversidades que este território muitas vezes tem enfrentado. E vamos continuar esse trabalho em todos os domínios, também no domínio da saúde e também no objetivo que é comum de podermos efetivamente tomar uma decisão final para a construção do Hospital do Oeste e para que essa decisão possa ser depois transportada de forma rápida para a realidade desta região. Sabemos bem aqueles que são os constrangimentos que hoje advêm da falta desta infraestrutura. E sabemos também bem que as pessoas estão um pouquinho cansadas das discussões à volta da localização, à volta, muitas vezes, da promoção do investimento O que as pessoas querem é uma obra que possa ultrapassar as dificuldades que hoje se sentem em toda a região Oeste. Também quero cumprimentar o representante da Nok Health, parceiro desta unidade de saúde e também o nosso parceiro em termos de serviço que prestamos às pessoas no Serviço Nacional de Saúde, com o aproveitamento de todas as capacidades. As capacidades do ponto de vista dos profissionais de saúde e as capacidades também do ponto de vista dos modelos de gestão, da possibilidade, como agora foi aqui dito, de inovarmos com novos modelos que possam resolver os problemas que os modelos anteriores não conseguiram resolver. A bem de quê? A bem da saúde das pessoas. A bem da capacidade de resposta. Eu ontem estava noutro sítio, longe, e fui assistindo a algumas reportagens sobre a entrada em funcionamento desta unidade de saúde familiar.

Aqui algumas declarações do primeiro-ministro sobre esta unidade de saúde, o USF C, a primeira unidade de saúde que vai ser gerida com recurso de setor privado, neste caso, o parceiro desta unidade de saúde em São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, será a Nok Health.

Com esta expectativa aqui manifestada pelo primeiro-ministro, que este novo modelo de organização possa ajudar a resolver os problemas que outros modelos não tiveram o condão de resolver. Também aqui a abordar a questão da construção do novo Hospital do Oeste, sendo que o anterior governo do PS determinou que o hospital deveria ser construído no município do Bombarral. Não é uma opção acolhida com satisfação pelos autarcas, por todos os autarcas da região, em particular Caldas da Rainha.

E o Livre defende que Portugal não deve aceitar organizar o Mundial de Futebol 2030 com Marrocos.

Na sequência da entrada massiva de migrantes em Ceuta, o porta-voz do Livre, Jorge Pinto, diz que Portugal não deve pactuar com atitudes de desrespeito pelos direitos humanos por parte de Marrocos e que assim deve rejeitar uma organização conjunta do próximo Campeonato do Mundo com o país do Norte de África.

Este episódio de Ceuta é apenas o mais visível e mais recente nesta estratégia de utilização das suas próprias pessoas para ganhos políticos. E, portanto, aquilo que ficou claro é que tanto a nível organizativo, Marrocos não parece ter a capacidade para organizar um evento deste tamanho, mas sobretudo a nível político, por aquilo que está a fazer no Sahara Ocidental, por aquilo que está a fazer com o seu próprio povo, parece-nos que Portugal não deve estar ao lado de Marrocos na coorganização deste Campeonato do Mundo. E é essa mensagem que levaremos, em primeiro lugar, ao governo e à própria Federação Portuguesa de Futebol e depois, eventualmente, com uma proposta a nível da Assembleia da República.

Jorge Pinto, porta-voz do Livre. O partido não quer que Portugal organize em parceria com Marrocos o Campeonato do Mundo de Futebol de 2030.

Meio-dia e nove, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora.

Pelo menos 44 pessoas foram dadas como desaparecidas na sequência da tentativa de entrada em Ceuta. O número é avançado pelas autoridades espanholas e indicam que a maioria dos desaparecidos são jovens e menores de idade. Os dados divulgados na sequência da abertura de um gabinete especial por parte da Guarda Civil, com o objetivo de registrar denúncias de desaparecimentos de migrantes que tenham feito a travessia marítima entre Marrocos e Espanha. Arrancaram há cerca de uma hora as negociações entre as delegações do Líbano e de Israel, em Roma, em cima da mesa o acordo assinado em Washington, para expandir as chamadas zonas-piloto no Líbano, com uma transferência progressiva do controle do território dos militares de Israel para as forças libanesas. Os incêndios florestais na Grécia dão sinal de aparentemente, ao fim de cinco dias. Ainda assim, há novos focos que inspiram preocupações junto às autoridades. O incêndio que mais preocupações inspira continua a ser um incêndio nos arredores de Monte Citerão, a cerca de 60 km da capital, Atenas.