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Para meio-dia. Vamos às notícias, edição do Miguel Cordeiro. Dia de eleições presidenciais no Brasil. Há 12 candidatos ao cargo de chefe de Estado. As urnas já estão abertas em Portugal e o cônsul-geral do Brasil acredita que hoje vão votar em território nacional 40 mil brasileiros.
Essa é a expectativa deixada na última hora, em declarações à imprensa. Há cerca de 135 mil cidadãos brasileiros inscritos em Portugal, mas tal como em 2022, a participação deve ficar bastante abaixo desse número. Na última hora, na Cidade Universitária, em Lisboa, onde há três locais de voto, o cônsul-geral brasileiro Alexandro Candeias colocou a fasquia para 40 mil eleitores votantes.
Realisticamente, é possível que ao longo das 08h às 17h passem por aqui 35, 40 mil eleitores. Eu acredito que devem já estar perto dos 20, 25 mil, mas de fato não há como comprovar isso agora. Somente as urnas eletrônicas têm esse dado preciso.
Dados oficiais só depois das 17h. Esta é a estimativa para as votações em Lisboa, cerca de 40 mil eleitores votantes, sendo que nas eleições de 2022 votaram 46% dos cidadãos brasileiros inscritos em Portugal. Alexandro Candeias foi também questionado sobre alegadas dificuldades de alguns brasileiros em exercerem o direito de voto. O cônsul-geral do Brasil em Portugal explica alguns casos.
Há uma renovação de títulos, há pessoas que aparecem com títulos mais antigos ou que mudaram. Como disse, antigamente era só a faculdade de Direito, hoje temos três lugares. Então há uma certa indecisão em alguns casos, mas isso é muito raro e para esses casos, nós temos uma sala logo atrás da reitoria, uma sala de orientação, com funcionários já capacitados a dar essa orientação final, checar a listagem atualizada e solucionar as dúvidas.
Ao lado de Alexandro Candeias, nestas declarações à imprensa, ao lado do cônsul-geral do Brasil em Lisboa, estava o embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Silva, que realçou o esforço feito para dar hoje todas as condições de voto aos brasileiros.
O consulado, juntamente com a embaixada, como o embaixador acabou de falar, organizou todo esse aparato, alargamos os espaços para que os brasileiros que se habilitaram a votar tivessem um espaço de conforto e sem filas e sem tumulto. Alargamos o espaço para votação com a reitoria, a faculdade de Letras, e como você vê, está funcionando tudo muito bem, não é, embaixador? No sentido de que as filas sejam menores no tempo mútuo. E isso é muito importante para que o brasileiro exerça o seu direito de voto com muita tranquilidade.
E pela primeira vez, há três meses de voto em Lisboa para as eleições presidenciais brasileiras, três locais onde é possível votar em Lisboa, tudo concentrado na Cidade Universitária, na Faculdade de Letras, na Ala Magna e na Faculdade de Direito. Lisboa é a cidade com mais brasileiros recenseados em todo o mundo. Como ouvimos anteriormente, milhares já votaram esta manhã na capital portuguesa. Essa votação começou por volta das 08h e está a ser acompanhada pelo repórter do Observador, David Biléu, na Alameda das Universidades. David, novamente em direto. Como está a correr esta votação, sendo que há vários brasileiros que depois ou antes de votarem, vão protestando um pouco por essa zona e vão deixando gritos de apelo às diferentes candidaturas. É algo que se tem registado também ao longo desta manhã.
De fato, é algo que tem se visto muito aqui na Universidade de Lisboa, na Alameda Universitária. O ambiente no início da manhã começou bastante calmo, tranquilo, mas entretanto, já se viveram alguns momentos de tensão entre apoiantes de Lula da Silva e apoiantes de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com muitos cânticos entoados de apoio, mas também insultos dirigidos, principalmente ao atual presidente do Brasil. Os insultos, apesar de serem de dois lados diferentes, vão dar todos muito no mesmo, em corrupção, em traição ao país. O difícil é mesmo encontrar alguém que fale numa terceira via, numa via que não envolva nem Lula, nem Bolsonaro. Continuamos também a ouvir aqui testemunhos de eleitores brasileiros que votaram ou estão prestes a votar nestas eleições. Uma delas, Flora, diz que a questão principal é a questão da soberania do país.
No momento, eu acredito que a soberania do Brasil está em risco. E nós também temos toda a questão das terras raras e no Brasil, muito polarizado atualmente, nós temos uma divisão muito grande e todas as ideias e todos os pontos que cada candidato está colocando são muito diferentes e levam o Brasil para caminhos extremamente diferentes politicamente, economicamente, em todos os sentidos possíveis.
Já a Léa Santos também fala sobre os problemas que assolam o país e diz que o direito ao voto favorece a igualdade social.
Estamos vivendo tempos muito difíceis, a inflação está surreal, a educação já não existe, a violência está extrema. O único modo de você se igualar é agora, é votando. É onde todas as classes sociais têm o mesmo poder. É agora
Ficamos aqui com mais dois testemunhos de duas eleitoras brasileiras. Mais pessoas vão chegando, outras pessoas vão saindo, algo que vai repetir-se até às 17h, hora em que fecham as urnas e hora também em que o embaixador do Brasil em Lisboa, o cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alexandro Candeias, vai falar aos jornalistas para fazer um balanço final sobre os números reais de votação nestas eleições, Miguel.
David Biléu, na Alameda das Universidades, em Lisboa, onde estão estes seis locais de voto: a Faculdade de Letras, a Faculdade de Direito e também a Aula Magna. É uma eleição para a primeira volta das presidenciais do Brasil. As sondagens dão uma vantagem muito curta a Lula da Silva, mas sem essa maioria absoluta, muito colada a Flávio Bolsonaro. Tudo aponta para uma segunda volta, que está já agendada para o dia 25 deste mês de outubro. As urnas fecham às 17h. Já se vota também no horário de Brasília, no território brasileiro. As urnas vão encerrar também às 17h no horário de Brasília, serão 21h em Portugal. Os primeiros resultados vão ser conhecidos logo depois das 21h, até porque a votação no Brasil é eletrônica.
Ainda lá por fora, o chanceler alemão Friedrich Merz está hoje na Ucrânia numa visita surpresa. A especialista Liliana Reis, especialista em Relações Internacionais, diz que é a prova de que a Ucrânia é o parceiro mais importante para o futuro da defesa europeia.
Posição defendida no programa Gabinete de Guerra esta manhã aqui na Rádio Observador. Friedrich Merz chegou a Kiev numa visita não anunciada, com o objetivo de demonstrar apoio da Alemanha à Ucrânia. Mas Liliana Reis diz que não há dúvidas que a Ucrânia, nesta altura, é importantíssima para a segurança na Europa e que Friedrich Merz quer mostrar isso e apresentar mais linhas de apoio.
A Ucrânia está a se tornar o parceiro mais importante do ponto de vista tecnológico e militar. O que com as debilidades do ponto de vista da defesa que a Europa tem, isto é importantíssimo, porque pode efetivamente fornecer conhecimento e tecnologia à Europa, que nós precisamos sobremaneira. E Merz, aquilo que hoje está a fazer não é apenas uma visita diplomática. Também parece que é uma visita com uma ambição ao nível estratégico e militar muito importante.
Liliana Reis esta manhã no Gabinete de Guerra da Rádio Observador, que já é possível ouvir em podcast. Na chegada a Kiev, o chanceler alemão deixou um alerta para a possibilidade de a Rússia estender o conflito pelo continente europeu.
A presidente do Tribunal de Contas admite recorrer da reforma na instituição para o Tribunal Constitucional.
Falou Filipa Urbano Galvão, numa entrevista à Antena Um e ao Jornal de Negócios, sobre essa reforma da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas. É uma reforma que o governo quer fazer avançar. Filipa Urbano Galvão diz que há razões para o Presidente da República levar este diploma ao Tribunal Constitucional. Mas se este aviso deixado a António José Surpo, Filipa Urbano Galvão, se levar o Presidente da República a pensar de outra forma, nesse caso, o presidente do Tribunal de Contas vai ponderar não aplicar as normas que considerem inconstitucionais e depois pedir a apreciação dessas mesmas normas junto do Tribunal Constitucional. Uma posição deixada hoje nesta entrevista à Antena Um e ao Jornal de Negócios por Filipa Urbano Galvão, presidente do Tribunal de Contas.
E o presidente do Sporting Clube de Braga deixa críticas à saída de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção Nacional.
António Salvador considera que Ronaldo não teve a melhor atitude.
Cristiano Ronaldo é uma lenda do futebol português, é o melhor jogador de sempre e vai ser sempre lembrado como o melhor jogador de sempre. Agora, a atitude que o Cristiano Ronaldo teve, eu entendo que não foi a melhor atitude que teve, o capitão abandonar a seleção, independentemente se houve divergências ou não, não sei, porque não estou por dentro delas. Agora, acho que não foi uma atitude bem refletida. Acho que, se calhar, a partir desta altura, provavelmente o Cristiano Ronaldo não tomaria essa decisão. Foi uma decisão talvez a quente.
Palavras do presidente do Sporting Clube de Braga. Hoje Portugal joga às 19h45 frente à Noruega, jogo no Estádio do Dragão. Jogo para ouvir com relato em direto aqui na Rádio Observador.
Agora 12h10, a seguir em 40 minutos. Para já, Miguel, que outras notícias estão em destaque?
Fórmula 1: Max Verstappen venceu hoje o Grande Prêmio do Bahrein, correu na Malásia. O neerlandês igualou Schumacher em vitórias numa só equipa, 72 triunfos pela Red Bull para Verstappen. Foi a primeira vitória de Verstappen na temporada e voltou a vencer o Grande Prêmio do Bahrein, algo que não acontecia desde 2017. Kimi Antonelli fechou na segunda posição, Lewis Hamilton ocupou o último lugar do pódio. Em Espanha, a Polícia Nacional iniciou esta madrugada uma operação para desmantelar o acampamento na praia de Trampolin, onde vivem mais de 3 mil migrantes. A notícia é da Agência Internacional EFE e indica que esta primeira fase da operação já envolve um grande número de agentes e recursos. Os migrantes estão a ser transportados de autocarro para o Centro Temporário de Estrangeiros, localizado na fronteira de Tarajal, onde serão submetidos a uma triagem para identificação. Toda a zona da praia onde vivem pelo menos 3 mil migrantes está isolada.