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As notícias. Jornal da Uma com Miguel Cordeiro. Miguel, está em fuga por Lisboa um recluso argelino que estava detido em Portugal.
E estava a ser transportado para o Tribunal da Relação de Lisboa. Fugiu quando os agentes policiais abriram as portas da carrinha celular que transportava este recluso. De acordo com informações apuradas pelo Observador, este recluso conseguiu ainda retirar as algemas enquanto corria, apesar da perseguição que já tinha sido iniciada pelos polícias. O cidadão tem nacionalidade argelina e ia ser presente a um tribunal depois de ser detido na sequência de um mandado de detenção europeu. É acusado de fogo posto na Alemanha. Esta fuga aconteceu no Tribunal da Relação de Lisboa, no centro da capital portuguesa. Junto ao tribunal está a repórter Maria João Brás, agora em direto. Maria João, é uma zona muito turística, estamos a falar do centro da capital portuguesa, mas para já, tudo tranquilo, nesta altura, uma fuga que aconteceu a meio da manhã. Poucas pessoas eram por isto.
Precisamente, Miguel. Bom dia. Estamos na Praça do Município, onde fica a Câmara Municipal de Lisboa e também o Tribunal da Relação e está tudo pacífico. Aliás, como se nada tivesse passado. Esta zona, como dizias, é um local muito turístico, portanto, há aqui muitos turistas. Falámos, há aqui um quiosque, tentámos falar com os colaboradores que trabalham no quiosque, também algumas das pessoas sentadas na esplanada, mas disseram-nos que não viram nada, não ouviram nada e, portanto, terá sido, por aquilo que percebemos das pessoas que aqui estavam nessa altura, uma fuga com pouco aparato. A informação que temos para já é que o detido deveria ter sido presente a juiz para uma audiência, mas quando a carrinha da PSP parou à porta do tribunal, o homem de nacionalidade argelina saltou e pôs-se em fuga. Chegou mesmo a tirar as algemas enquanto corria. Os agentes da PSP ainda o tentaram alcançar, mas o recluso fugiu e, pelo que sabemos, até agora não foi encontrado. Já tentámos contactar também fontes da PSP, mas ainda não obtivemos nenhuma resposta. Pelo que sabemos, a informação também, para já, é escassa. De acordo com o que apurou o Observador, no entanto, sabemos que junto da PSP, até ao momento, não existem informações de que o recluso tenha tido ajuda para a fuga. Portanto, o aparato aqui não existe na Praça do Município, são mesmo turistas. Alguns jornalistas, é certo, mas parece que nada aconteceu e ainda não se sabe o paradeiro deste recluso.
A fuga aconteceu precisamente nessa praça, junto à Praça do Município. Este homem, adiantou fonte da PSP à Agência Luz, o cidadão argelino tinha 36 anos e tinha sido detido no domingo, na zona das partidas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, abrigo desse mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades alemãs. Era perseguido por fogo posto. O recluso conseguiu hoje fugir de uma carrinha da Polícia de Segurança Pública junto ao Tribunal da Relação de Lisboa.
A ministra da Saúde admite concentrar urgências de obstetrícia na região de Lisboa.
Ana Paula Martins garante que não quer encerrar urgências, mas admite concentrar serviços na área metropolitana da capital portuguesa. Quando respondia aos deputados na Assembleia da República, a ministra disse que há um nível dois de intervenção que passa por concentrar o funcionamento de urgências de obstetrícia.
Nós não queremos encerrar urgências. Eu queria começar por dizer isto, e agora estou a falar em Lisboa e Vale do Tejo. Não queremos. É mesmo não queremos. Mas eu não posso, em rigor da verdade, excluir a possibilidade de, nomeadamente, em determinadas zonas muito carenciadas, mais uma vez, temos reuniões com autarcas na próxima semana, exatamente para conversarmos sobre esta reorganização. Nós não podemos, a um nível dois, excluir a possibilidade de poder ter que vir a concentrar urgências.
A ministra esteve hoje na audição, na Assembleia da República sobre o orçamento do Estado na especialidade, mas falou bastante sobre o INEM. Começou a audição por falar precisamente essa questão do INEM para admitir falhas nos serviços mínimos, mas para dizer que se os inquéritos em curso determinarem responsabilidades políticas, então vai saber interpretar as conclusões.
Quando o Ministério Público e a IGAS puserem cá fora os relatórios que têm que pôr, que eu penso que nem o senhor deputado, nem nenhum dos deputados, mesmo os que são médicos aqui, penso eu, terão a infelicidade de relacionar com os meios de socorro sem as devidas peritagens, porque isso seria de uma irresponsabilidade muito grave. Então, nessa altura, senhor deputado Miguel Cristino, olhos nos olhos lhe digo: saberei retirar as consequências.
Ministra Ana Paula Martins, na Assembleia da República, na audição sobre o orçamento do Estado para o setor da saúde.
Os hospitais universitários vão deixar de ser unidades locais de saúde para se tornarem centros acadêmicos clínicos. A ministra da Saúde reverte, assim, uma decisão feita pelo anterior diretor-executivo do SNS.
Era, na verdade, a grande reforma concretizada por Fernando Araújo. Agora, tem como sinal uma reversão nos hospitais universitários, a decisão do Ministério da Saúde, que deverá acontecer depois de uma recomendação da Comissão Técnica Independente, uma comissão nomeada precisamente por Ana Paula Martins. A reversão, que poderá acontecer já no próximo ano, o que diz uma fonte próxima do processo ao Observador, é uma mudança que vai acontecer em sete unidades hospitalares. É o que nos conta o jornalista Miguel Gato.
Em Lisboa, as ULS de São José e Santa Maria, e no Porto, as de Santo António e São João, sendo que a lista é alargada à Covilhã, a Coimbra e também ao Algarve. Os novos centros acadêmicos clínicos diferenciam-se das unidades locais de saúde porque envolvem vários setores da sociedade, hospitais, faculdades e institutos de investigação, sendo que no sul do país os cuidados do SNS vão ser articulados com o setor privado e social. O modelo está a ser inspirado em exemplos que existem em vários países da Europa, como é o caso de Espanha, Reino Unido e Países Baixos. O governo considera que o Centro Acadêmico Clínico é um modelo mais sustentável do ponto de vista financeiro, tendo em conta que, segundo o Ministério da Saúde, as ULS registam défices de dezenas de milhões de euros todos os anos. O problema fica resolvido, é o que acredita a ministra da Saúde, com o modelo que é defendido por Ana Paula Martins desde os tempos em que era presidente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, a atual Unidade Local de Saúde de Santa Maria.
O Observador sabe que esta medida deverá entrar em vigor no próximo ano, por sugestão da Comissão Técnica Independente e com o aval da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Entretanto, Carlos das Neves Martins, membro da Comissão Técnica Independente, afirma que o governo ainda não tomou uma decisão definitiva em relação aos centros acadêmicos clínicos. Esclarece que a comissão técnica ainda não apresentou um relatório final e que esse parecer só deve ser entregue ao governo no final do ano, ou seja, só a partir daí é que o executivo estará em condições de tomar uma decisão sobre o novo modelo.
E Carlos das Neves Martins, membro da Comissão Técnica Independente, afirma que o governo ainda não tomou uma decisão definitiva relativamente aos centros académicos clínicos.
O especialista, como já referi, desmente que o modelo dos centros académicos clínicos seja uma solução definitiva. É uma declaração à Rádio Observador esta manhã.
A equipe portuguesa de apoio já partiu para Valência. São mais de 100 operacionais.
A equipe enviada por Portugal conta com membros da Proteção Civil e das Forças Armadas. São 101 operacionais e cerca de 40 veículos para apoiar a região de Valência, que foi afetada drasticamente por inundações. De acordo com o comunicado do governo, vão estar no terreno agentes da Proteção Civil, dos bombeiros, do INEM e também militares dos três ramos das Forças Armadas. O comandante operacional desta força disse esta manhã à CNN Portugal que a equipe vai atuar na recuperação da comunidade valenciana. É o que diz José Ribeiro.
Essencialmente em duas áreas que são, nesta altura, principalmente críticas, que é a área da recuperação e da reposição da normalidade. Portanto, os meios técnicos que temos ao dispor servirão essencialmente para essas funções. Só esta força ou poderá ir outra força daqui a uns dias? Não. Esta força tem um total de 101 operacionais das entidades que referi, apoiada por 40 veículos, 40 meios técnicos, e portanto, é esta força que prevemos despachar e permanecer no teatro de operações num período que estimamos de sete dias.
José Ribeiro, operacional responsável pelas forças portuguesas que vão apoiar a comunidade valenciana depois das inundações que devastaram a região.
Olhamos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
Em Espinho, o antigo vereador Quirino Jesus e mais três arguidos foram hoje absolvidos dos crimes de prevaricação e falsificação agravada. Isto num caso relacionado com a atribuição de dois lugares de estacionamento privativo a uma empresa. Portugal foi o terceiro Estado-membro da União Europeia com menor consumo de sacos de plástico. Dados de 2022, publicados pelo gabinete estatístico da organização e que indicam que uma pessoa utiliza, em média, em Portugal, 13 sacos de plástico por ano. Apenas Polónia e Bélgica têm números mais baixos do que Portugal. A média europeia é superior a 66 sacos de plástico por ano, por pessoa. A Lituânia foi o país que consumiu mais sacos de plástico nesse ano de 2022. Números por pessoa, quase 250 sacos de plástico por ano.