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Vamos às notícias . Jornal da Uma com Luís Soares. Luís, o ministro português dos Negócios Estrangeiros apela ao entendimento e à capacidade de diálogo entre as forças sírias e a comunidade internacional. Isto depois da queda do regime de Bashar al-Assad.

Paulo Rangel considera que esta é uma situação incerta e que pede prudência. O ministro português dos Negócios Estrangeiros sublinha que é fundamental existir diálogo entre as várias forças que espelham a capacidade militar das comunidades sírias, para que possam trabalhar em conjunto com vista à construção de um sistema institucional.

É evidente que a situação é incerta e, portanto, reclama prudência. É fundamental que as diferentes forças, porque a Síria é um conjunto de comunidades muito diversas, e as diferentes forças que espelham a capacidade militar dessas comunidades possam, de facto, dialogar e trabalhar para construir um sistema institucional.

Paulo Rangel sublinha também que a situação na Síria é motivo de grande preocupação. Ainda assim, fala numa boa oportunidade para o diálogo entre a comunidade internacional e também os novos poderes do país.

Neste momento, é evidente que, isso é o que eu estou sempre a dizer, é motivo de grande preocupação aquilo que nós temos relativamente à situação atual, mas ela é seguramente melhor que a anterior e ela abre uma oportunidade. Toda a comunidade internacional está a dizer: "Há aqui uma oportunidade, nós temos que aproveitar". E, portanto, não pode ficar, obviamente, na mão de forças radicais extremistas. Isso não pode acontecer. Mas vamos ver como é que esta capacidade de diálogo, porque é disso que se tem que tratar. Repare, ainda não houve contactos sérios da comunidade internacional com os novos poderes, que são poderes de facto afirmados na Síria. Portanto, vamos aguardar e ver, e depois todos os desenvolvimentos estarão em formação.

Quanto à reunião do Conselho de Segurança, o ministro português dos Negócios Estrangeiros espera que a ONU afirme a posição que tem defendido ao longo dos vários conflitos no Médio Oriente. São declarações de Paulo Rangel aos jornalistas ao início da tarde, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros apela à formação de um governo inclusivo depois da queda de Bashar al-Assad.

O chefe da diplomacia turca diz esperar que os atores internacionais, em particular as Nações Unidas, se aproximem do povo sírio e apoiem a formação de um governo inclusivo. Numa audiência de embaixadores em Ancara, o responsável turco sublinhou que quer ver uma Síria onde os diferentes grupos étnicos e religiosos vivam em paz. A Turquia apoia os grupos rebeldes que participaram na ofensiva relâmpago contra o regime sírio. Já ontem tinha sublinhado que queria ajudar a Síria a garantir a unidade e a segurança.

Já a Rússia admite que quer discutir com as futuras autoridades sírias a questão das bases militares que ainda detém no país.

Este é um tema das discussões com aqueles que estarão no poder na Síria, ao que admite o porta-voz do Kremlin. Dmitry Peskov disse que a Rússia está a fazer tudo o que é possível e também necessário para entrar em contacto com aqueles que podem garantir a segurança dessas bases que se situam na costa do Mar Mediterrâneo. O porta-voz presidencial ressalvou que ainda é demasiado cedo para tratar do futuro dessas bases. O canal turco NTV noticiou hoje que a Turquia vai ajudar a Rússia a retirar as tropas russas que permaneceram na Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad. A Rússia, juntamente com o Irão, era o principal apoiante externo de Assad, que fugiu para Moscovo, onde o presidente Vladimir Putin lhe concedeu asilo.

O Presidente da República pede um sobressalto de cidadania e um maior esforço nacional para uma luta mais eficaz contra a corrupção.

Numa nota publicada no site da Presidência, neste que é o Dia Internacional contra a Corrupção, Marcelo Rebelo de Sousa considera imperioso dotar as instituições dos meios necessários para combater este fenómeno. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu um maior esforço nacional de cidadãos, empresas, comunicação social e instituições em defesa da transparência e também da integridade. O Presidente da República considera imperioso progredir institucional, jurídica e operacionalmente, dotando as várias instituições dos meios necessários a uma ação célere e também eficiente.

O Mecanismo Nacional de Anticorrupção foi criado há três anos, mas ainda não se conhece qualquer sanção por infrações a esse regime geral de prevenção desse fenómeno.

Também não são conhecidos os procedimentos de fiscalização às entidades públicas e empresas privadas abrangidas. O Observador presidente do MNAC, o juiz conselheiro jubilado António Pires da Graça, assegura que a instituição tem estado a cumprir o que diz a lei. Também refuta o que classifica de boatos de que não se faz nada e garante que é apenas um órgão de prevenção e não de repressão. Sobre um eventual afastamento da presidência do MNAC, o juiz conselheiro jubilado é taxativo, diz que isso é um disparate. Ainda hoje, no artigo da opinião publicado no Observador, a ministra da Justiça anuncia que quer mudar a orgânica e a liderança do Mecanismo Nacional Anticorrupção. Rita Lara Conjuro diz, explica que vai apresentar em breve uma proposta em Conselho de Ministros. As alterações passam pelo fim do mandato único de seis anos do líder do MNAC. Em alternativa, a criação de um mandato de quatro, com a possibilidade de uma renovação.

E o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considera que o combate à corrupção depende da vontade do poder político.

Foi nas comemorações do Dia Internacional contra a Corrupção. Paulo Lona considera que é necessário dotar esta magistratura de polícias e também de mais.

Vontade real e efetiva do poder político que o leva a dotar o Ministério Público, titular da ação penal, e as polícias dos meios de que depende um combate efetivo da corrupção. Depois de pequenas alterações, algumas legislativas, que agilizem o processo e eliminem entropias existentes. Que meios dependentes do poder político são estes? Recursos humanos, recursos materiais e tecnológicos e uma questão importante, a questão da autonomia financeira do Ministério Público. Quanto aos recursos humanos, o atual governo colocou como prioridade o combate à corrupção. O combate à corrupção exige um Ministério Público institucionalmente independente e magistrados funcionalmente autónomos, bem como recursos materiais, humanos e tecnológicos.

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considera que o atual governo tem colocado como prioridade o combate à corrupção, mas afirma que isso exige um Ministério Público institucionalmente independente. Paulo Lona defende que polícias, técnicos, peritos e também magistrados especializados possam trabalhar, por vezes, em exclusividade de funções.

No desporto, Telma Monteiro anunciou o final da carreira aos 38 anos. A antiga judoca vai assim assumir uma posição de coordenação da modalidade no Benfica.

Passou mais de duas décadas ao mais alto nível no judo mundial. A conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2016 foi o ponto alto de uma carreira recheada de várias medalhas noutras competições, como em Campeonatos da Europa e também do Mundo. Em entrevista à BTV, Telma Monteiro não esconde o orgulho, diz que se sente muito feliz no dia em que diz adeus à carreira de atleta.

É uma questão que me fazem muito, como é que eu me sinto, se estou triste. Eu não estou, eu estou muito feliz, porque para mim terminar a carreira em grande e terminar da melhor maneira possível era saber que dei tudo, que esgotei todas as minhas reservas físicas e emocionais. Sinto muita gratidão por tudo, pela vida que eu tive enquanto atleta de alta competição. Acho que foi um privilégio representar a Seleção Nacional, foi um privilégio representar o Sport Lisboa e Benfica, uma honra. Portanto, fui tão feliz que agora termino só com boas memórias.

Telma Monteiro, no dia em que diz adeus à carreira de judoca, aqui em declarações à BTV. O clube faz saber que Telma Monteiro, apesar de tudo, não sai do judo, é a nova coordenadora da modalidade no Benfica.

Luís Soares, olhamos agora para outras notícias também em destaque a esta hora.

Uma explosão num depósito de combustível perto da cidade de Florença, em Itália, fez pelo menos dois mortos. Há também nove feridos. É o que avança a agência italiana Ansa. Há ainda três pessoas desaparecidas. Esta explosão aconteceu numa instalação da companhia petrolífera Eni, perto de Florença. Todos os hospitais e salas de emergência foram colocados em alerta na sequência desta explosão. Foi atualizado para quatro o número de detidos em Oeiras e na Amadora, no âmbito de uma operação policial desta manhã. Em causa, processos relacionados com os tumultos que se seguiram à morte de Odair Moniz e também por tentativa de homicídio e roubo agravado. Além dos três suspeitos detidos inicialmente, há ainda um quarto homem detido mais tarde na zona de Carnaxide, que está envolvido nos tumultos da Portela. O árbitro romeno Radu Petrescu foi nomeado para dirigir o encontro de quarta-feira entre o Benfica e o Bolonha, na Luz. Jogo a contar para a Liga dos Campeões de futebol. Petrescu volta a cruzar-se com o Benfica após ter dirigido o empate a dois dos encarnados com os escoceses do Rangers em 2020, a contar para a Liga Europa.