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Notícias. Edição da Uma com Miguel Cordeiro. Em destaque, o Presidente da República, Miguel, que já deixou o Hospital de São João.

Faltavam 15 minutos para a 13h quando Marcelo Rebelo de Sousa surgiu perante os jornalistas. Saiu pelo próprio pé, acompanhado pela equipe médica, falou à imprensa, disse que se sentia bem e falou do historial de hérnias com que teve de lidar nos últimos anos. Marcelo Rebelo de Sousa confirmou também que a agenda vai ter alguns ajustes durante as próximas semanas. No Hospital de São João está a repórter Maria Rego, agora novamente em direto. Maria, Marcelo Rebelo de Sousa deixou, entretanto, essa unidade hospitalar e inicia a viagem para Lisboa.

Exatamente. Marcelo Rebelo de Sousa saiu do próprio pé, como dizias, e neste momento já foi para o carro e já rumou a Lisboa. Veio até aqui ao púlpito montado no Hospital de São João deixar essa garantia aos portugueses de que está bem de saúde. O presidente da República aproveitou também para agradecer ao hospital pela eficiência, pela forma como o trataram e veio justamente fazer essa declaração ao púlpito, também acompanhado pela equipe de médicos que o foram tratando. E falou ainda sobre o Serviço Nacional de Saúde, fala de um serviço que tem provas dadas e um Serviço Nacional de Saúde que está de parabéns. Sobre toda esta cirurgia que ocorreu, fala de uma intervenção muito rápida e decidida da unidade para seguir para cirurgia. Tece vários elogios a esta decisão rápida. Ainda assim, reconhece alguns problemas do SNS, mas fala de um serviço que é a garantia da saúde de milhões de portugueses. Falou ainda das duas visitas que foram adiadas, a visita a Madri e a visita também ao Vaticano, que aconteceriam entre os dias 10 de dezembro e dia 15. Fala de uma decisão prudente e mostrou também que esta decisão surgiu para respeitar o pedido dos médicos de repouso pelos próximos 15 dias, pelo menos. E fora esta decisão das viagens, mostrou também que mesmo no pós-operatório esteve sempre a trabalhar. Falou também que promulgou inclusive algumas leis e não se mostrou satisfeito. Diz que há muito trabalho ainda para fazer e até ao final do mandato vai continuar a exercê-lo, claro, com alguma prudência pelo ritmo de vida que leva, e mostra também que vai ter alguma precaução. Como dizias, esta já não é a primeira vez que Marcelo Rebelo de Sousa tem de ter alguma cirurgia por causa de hérnias. E então há essa preocupação por acalmar o ritmo de vida acelerado, pelo menos até à altura do Natal. Ainda duas notas de pesar de Marcelo Rebelo de Sousa. Fala de Olga Cardoso, que partiu hoje como mais do que uma apresentadora, como uma companheira diária de vários portugueses. Evoca com saudade a partida de Olga Cardoso e tal como a partida de Constança Cunha e Sá, que também fez questão de mencionar aqui aos jornalistas. Fica então essa nota, Miguel, de que Marcelo Rebelo de Sousa está bem e neste momento já abandonou o Hospital de São João.

E está a fazer a viagem para Lisboa. Estava internado, Marcelo Rebelo de Sousa, desde segunda-feira à noite. Acabou por ter alta esta manhã e já deixou o Hospital de São João.

José Luís Carneiro desvaloriza as escutas realizadas no âmbito da Operação Influencer, onde terá pedido a Matos Fernandes emprego para um ex-autarca.

Estas informações são avançadas pela revista Sábado, num artigo publicado hoje, e detalham que o atual secretário-geral do Partido Socialista terá pedido, na altura destas escutas, ao antigo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, um emprego para o antigo autarca de Aljustrel, Nelson Brito. Hoje, falou aos jornalistas José Luís Carneiro sobre este assunto para desvalorizar as escutas.

Recomendar perfil de pessoas para desempenhar funções, quem está na vida pública, na vida cívica, na vida política, não é todos os dias, mas falo com muita regularidade. Recomendar pessoas que têm perfil para desempenhar determinada tipo de funções. Eu era, na altura, secretário-geral adjunto do PS e portanto, era uma prática muito regular no desempenho de funções, ou seja, recomendar perfis de pessoas para desempenhar funções.

Não foi pedir um favor, foi uma recomendação.

Não, com certeza.

Diz José Luís Carneiro que não vê qualquer gravidade especial nisto.

O PS vai requerer a audição de várias entidades ligadas ao programa de recuperação e resiliência para avaliar a execução dos fundos comunitários. Entre elas, Miguel, a estrutura da missão Recuperar Portugal, a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR ou a Agência para o Desenvolvimento e Coesão.

Para além disso, o Partido Socialista vai para o terreno com visitas programadas aos promotores com projetos financiados por fundos europeus. Vai enviar uma série de perguntas ao governo. Quer saber, por exemplo, em que projetos foram ultrapassados os prazos de decisão e de comunicação e que projetos do PRR foram retirados. Em conferência de imprensa, no início desta tarde, na Assembleia da República, o deputado socialista Nuno Fazenda faz uma avaliação negativa do trabalho do governo nesta matéria.

No PRR, houve manifestamente um agravamento dos investimentos em risco, demonstrado pelas várias entidades. Há uma incapacidade de abrir projetos já concluídos pelos promotores, que em alguns casos com mais de um ano. Houve uma reprogramação do PRR sem qualquer diálogo com a sociedade civil. Temos o risco de perda de devolução de fundos europeus pelo potencial incumprimento de promotores dos seus projetos dentro dos prazos definidos. E tivemos também a eliminação de projetos em áreas-chave, sem que o governo tenha encontrado qualquer solução, nomeadamente para lares, creches e também para a saúde.

Ao lado de Nuno Fazenda, nesta conferência de imprensa, estava Eurico Brilhante Dias, o líder do grupo parlamentar do PS. Também mostrou preocupação com uma das principais decisões da última reprogramação do PRR: o reforço do investimento no Banco Português de Fomento, em detrimento de vários outros setores.

Eu penso que ficou clara a opção do governo. O governo retirou dinheiro das infraestruturas, da saúde, do setor social, para colocar com menos escrutínio no Banco Português de Fomento. Nalguns casos, com fundos que são concorrenciais com aquilo que já temos no PT2030 e que têm outro escrutínio.

Com a reprogramação do PRR anunciada em outubro, o Banco Português de Fomento passa a ter cerca de 930 milhões de euros alocados.

A execução do Portugal 2030 ultrapassou, até o final de novembro, os 14%.

Dados revelados pela presidenta da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, Cláudia Joaquim, adianta que até o final de novembro foram lançados mais de 1200 avisos e aprovadas cerca de 18 mil operações.

Significa isto que no final de novembro estávamos já a concurso com 67% do fundo programado para o Portugal 2030, que mais de 48% do fundo programado já foi aprovado, que mais de 29% do fundo aprovado já foi executado e que a execução do Portugal 2030 ultrapassa os 14%.

Declarações na segunda mostra dos fundos europeus no Convento de São Francisco, em Coimbra. Morreu Olga Cardoso, a antiga locutora de rádio tinha 91 anos.

A amiga Olga não resistiu a um AVC que sofreu esta terça-feira. Estava internada no Hospital de Santo António, no Porto. Olga Cardoso nasceu a 7 de julho de 1934, em Miragaia, e começou no mundo radiofónico nos anos 60 a dar voz a radionovelas. Mais tarde, ingressou na Rádio Renascença, onde se destacou nas décadas de 80 e 90, no programa "Despertar", ao lado de António Sala. Para além da rádio, Olga Cardoso também se dedicava ao teatro. Entrou numa peça chamada "Hotel Sarilhos", que foi levada à cena no Teatro Sá da Bandeira. Em 1993, a locutora de rádio passou para o mundo da televisão. Apresentou o concurso "A Amiga Olga", da TVI, que esteve no ar durante um ano e três meses.

Entretanto, Miguel, um dos principais parceiros de rádio de Olga Cardoso, também já reagiu à morte da antiga locutora e apresentadora.

António Sala, através de uma publicação nas redes sociais, recorda Olga Cardoso como amiga e companheira de tantos e tantos anos de aventuras inesquecíveis. Agradece também a amizade, companheirismo e ternura de Olga Cardoso ao longo dos últimos anos. Marcelo Rebelo de Sousa também falou à saída do Hospital de São João de Olga Cardoso. Antes, já tinha publicado uma nota no site da presidência em que deixou essa lembrança de Olga Cardoso. Escreve que deixou um traço de simpatia e amizade em muitos milhares de ouvintes de uma das principais estações de rádio portuguesa.

E passam agora 10 minutos da 13h. Miguel Cordeiro, que outras notícias estão em destaque?

O Parlamento aprovou hoje novas regras para prevenir atividades ilícitas com criptoativos. O diploma de combate à lavagem de dinheiro através de criptoativos para prevenir atividades ilícitas neste setor foi aprovado na especialidade. Recebeu luz verde por unanimidade na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública. Com as novas medidas, os prestadores de serviços de criptoativos com sede em Portugal passam a ser considerados entidades financeiras para efeitos da supervisão realizada pelo Banco de Portugal. Têm, por isso, de cumprir as mesmas regras que os bancos. A proposta entra em vigor a 1 de julho do próximo ano. Os três maiores partidos na Assembleia Legislativa da Madeira apresentaram hoje votos de protesto contra a decisão do governo da Venezuela de revogar a licença de voo da TAP. PS, JPP e PSD caracterizam a decisão do governo de Nicolás Maduro como injustificável e um golpe direto na vida da comunidade portuguesa nesse país. Os medicamentos para o tratamento da obesidade podem vir a ser comparticipados. O Infarmed está a analisar a possibilidade após as novas recomendações da Organização Mundial de Saúde. Esta informação é avançada pela ministra da Saúde portuguesa. Falou hoje numa farmácia em Porto Salvo, em Oeiras, depois de receber a vacinação contra a gripe e contra a Covid-19. Ana Paula Martins diz que a situação tem de estar dentro das indicações definidas pela DGS para casos graves, onde se comprove o custo e efetividade. Foi a primeira vez que a OMS sugeriu alargar o uso de medicamentos para a diabetes e perda de peso para tratar a obesidade. Para fechar, os apoios aos agricultores afetados pelos incêndios de 2024 já foram pagos na totalidade, garantia do governo num comunicado conjunto. Os Ministérios da Economia e da Agricultura explicam que estes apoios abrangem mais de 5 mil pequenos agricultores e foram superiores a 19 milhões de euros.

É o ponto final no Jornal da Uma, TV edição do Miguel Cordeiro.