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Rádio Internacional. Edição da Uma, na Rádio Observador, com Luís Soares. Trinta e sete anos depois, o Académico de Viseu está de regresso à Primeira Liga de futebol.

Ontem de manhã, o Estádio do Fontelo viveu horas de festa com a confirmação da subida do Académico de Viseu à Primeira Liga. Isto apesar do empate a zero frente ao Sporting B. Importa perceber se a festa se estendeu por mais horas na cidade e por isso mesmo está em direto conosco o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo. Boa tarde, João Azevedo, obrigado por se juntar a nós. Houve festa até tarde ontem por aí em Viseu?

Eu é que agradeço esta oportunidade. Foi um dia muito especial, uma grande festa. Esta conquista é um cimento social. O Rossio de Viseu estava completamente abarrotado de pessoas, de várias faixas etárias, de vários estratos sociais, de pessoas da região. Esta é uma vitória da região e para mim foi uma enorme satisfação. Estou muito feliz, estamos todos muito felizes. Foi de uma violência emocional muito grande. É um dia histórico para Viseu, porque reconquistamos o espaço passados 37 anos, foi um encher de alma muito importante para todos nós e a região também vai aproveitar certamente esta grande oportunidade.

Precisamente, ia lhe perguntar que significado é que isto vai ter para a cidade, que vai receber vários jogos importantes, os chamados grandes vão passar por Viseu. Naturalmente, espera que isso dê também algum impacto positivo para a região, nomeadamente a nível económico?

Naturalmente, sim, isso é óbvio. O fato de nós termos hoje um clube no patamar principal do futebol profissional em Portugal é ótimo. Em primeiro lugar, porque garante confiança aos sócios, aos adeptos, aos atletas, à formação, aos investidores, à SAD e ao clube, que estão todos de parabéns, naturalmente. Essa é a primeira parte importante, porque ajuda a criar a esperança para o futuro. A segunda parte é que o território ganha várias razões e várias medidas. A primeira tem a ver com a economia. O fato de vir mais gente, de 15 em 15 dias termos aqui vários jogos importantes durante uma época inteira, termos mais vendas da hotelaria, da restauração e depois a marca territorial também é importante. Nós hoje sabemos que o desporto é muito importante para a divulgação dos territórios. E naturalmente que o futebol, que é o desporto rei no país, traz muita marca. Isso traz investimento, traz economia, traz visibilidade ao território e traz uma coisa que é importante, a alma de todos nós, que também nos afirmamos no território. E o Académico de Viseu certamente que vai, com esta capacidade que tem apostado nos últimos tempos, vai certamente ir à procura de novos sonhos. Novos sonhos é ter outro tipo de ambição, uma ambição maior do que esta.

João Azevedo, já explicou aqui que houve ontem festejos pelas ruas da cidade. Não sei se entretanto já recebeu a equipa, nomeadamente na Câmara, ou se vai haver mais alguma homenagem à equipa.

Ontem houve um grande espaço de decoração pública em todo o espaço da cidade, no Estádio do Fontelo, que foi até à noite, em vários momentos. Vamos receber os sub-23, que foram campeões nacionais, que é importante referir que aconteceu isso há poucas semanas, foram campeões nacionais pela primeira vez. Vamos recebê-los amanhã nos Paços do Conselho e depois a equipa que subiu ao primeiro escalão do futebol português vai ser recebida na terça-feira à tarde, nos Paços do Conselho, no Salão Nobre. Viseu de primeira, é essa a nossa ambição.

João Azevedo, muito obrigado por ter estado em direto conosco aqui na Rádio Observador, presidente da Câmara de Viseu, a ajudar-nos aqui a fazer um pouco o rescaldo da festa depois da subida da equipa à Primeira Liga de futebol.

E Luís, quem também já felicitou o Académico de Viseu foi Paulo Sousa.

Ele que é nascido em Viseu e adepto do clube, Paulo Sousa, treinador português do Shabab Al-Ahli, deu os parabéns a todos os envolvidos pelo regresso do clube de infância à Primeira Liga, uma mensagem nas redes sociais em que Paulo Sousa descreve uma alegria especial.

E estão prestes a arrancar os trabalhos do segundo dia do Congresso do CDS, em Alcobaça. Nuno Melo vai ser, nas próximas horas, reeleito presidente do partido.

A moção da estratégia global do líder centrista obteve 97% dos votos. Já Nuno Correia e Silva, único candidato opositor, conseguiu apenas oito votos a favor. O discurso de vitória estava previsto para 12h30, mas os trabalhos nesta altura em Alcobaça ainda estão atrasados. O certo é que, Vasco Maldonado Correia, agora em direto, Nuno Melo já chegou ao local do congresso.

Já chegou, já votou e já falou aos jornalistas. Isto já depois, como dizias, Luís, de conhecidos antes de madrugada os resultados das votações das moções que foram apresentadas. Havia quatro, passaram a duas e Nuno Melo teve esse resultado arrebatador, 97%. O presidente do partido vai, por isso, ser reeleito e fala em números expressivos que indicam que o caminho ou que o partido segue correto e vai entrar agora numa nova fase.

Eu acho que é pelo menos um partido que sai mobilizado, como bem se viu pela importante expressão de confiança em relação a um caminho que começou em Guimarães, foi confirmado em Viseu e agora desde Alcobaça nos relança para um novo momento, que é mais virado para dentro, de um partido que vai ganhar músculo junto das estruturas locais, a correr o país, com novas formas de organização interna, que também assegurarão que o governo não prejudicará esta dinâmica.

Nuno Melo, que está como presidente do CDS, mas é também claro o ministro da Defesa e reagiu à notícia de que o abastecimento de combustível na Base das Lajes para aviões civis está suspensa devido a uma contaminação. Diz o ministro que só pode responder pela parte militar e que aí está tudo bem.

A única informação que eu tenho é na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares. Não há qualquer problema, os combustíveis existem. No que tem a ver com os combustíveis civis, esse abastecimento está na dependência de outra área de tutela, não é da minha e, portanto, não vou dar informações sobre aquilo que não tenho como conhecer.

Nuno Melo, aqui desta vez como fato de ministro da Defesa, numa altura em que está prestes a ser reeleito o líder do CDS. Os trabalhos estão atrasados há mais de uma hora, mas já não vai demorar muito até arrancarem. Por aqui há mais caras conhecidas. Em representação do governo, está o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim. O PS e o Chega enviaram os líderes parlamentares, Eurico Brilhante Dias e Pedro Pinto. Já o PSD, parceiro de coligação do CDS, faz-se representar pelo deputado Alexandre Poço.

Vasco Malvado Correia aqui em direto, repórter da Rádio Observador, que está a acompanhar este segundo e último dia do Congresso do CDS em Alcobaça.

A OMS declarou hoje, Luís, o novo surto de Ébola em África como uma emergência de saúde pública internacional. A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública diz que o risco, ainda assim, de expansão geral do vírus é baixo.

A nesta altura regista-se pelo menos 80 mortes na República Democrática do Congo, oito casos confirmados e ainda mais de 240 suspeitos. Um surto que já chegou também à Uganda. A vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Joana Moreno, explica à Rádio Observador que esta decisão da OMS é normal e não há motivos para preocupação.

Neste momento, o risco de se expandir de forma larga para os outros países é baixo e daí que a Organização Mundial de Saúde o classificou como não tendo critérios de emergência pandémica. Nós devemos estar, acima de tudo, informados. Devemos estar informados do que é esta doença, de como é que ela se transmite e devemos não criar o pânico quando este tipo de coisas acontece.

Joana Moreno, a vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, ouvida pelo jornalista Miguel Pina Andrada. A OMS esclarece na nota que publicou hoje que este surto de Ébola em África não atende aos critérios de uma emergência pandémica, apesar de ter declarado o vírus como uma emergência de saúde pública internacional.

Volodymyr Zelenskyy diz que os ataques da Ucrânia contra a Rússia desta madrugada foram totalmente justificados.

As forças ucranianas atacaram hoje a capital russa com mais de 80 drones. Três pessoas morreram e 17 ficaram feridas nos arredores da capital. A Ucrânia atingiu o território russo com mais de 500 drones em várias regiões. Nas redes sociais, o presidente ucraniano diz que este é um ataque justificado e uma forma de dizer ao governo russo para acabar com a guerra. Já o Kremlin fala num dos maiores ataques de Kiev nos quatro anos de conflito. Para o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, este é um sinal de que a Ucrânia agora tem mais capacidade militar para responder à Rússia.

Aquilo que estamos a observar, especialmente desde o início do ano, é um desenvolvimento das capacidades de resposta da própria Ucrânia, não só neutralizando os ataques russos, mas especialmente com os seus drones, congelando a linha da frente e em alguns pontos dessa mesma linha da frente, conseguindo inclusivamente conquistar algum território à Rússia.

Análise de Francisco Pereira Coutinho no Gabinete de Guerra desta manhã. Por causa do ataque da Ucrânia, as operações no aeroporto de Moscovo foram temporariamente suspensas. Mais de 50 voos foram desviados para aeroportos alternativos.

Uma hora, nove minutos, Luís. Há outras notícias em destaque também a esta hora.

O presidente do BCP é favorável a uma descida da taxa de esforço no crédito à habitação. O Banco de Portugal anunciou para breve medidas no sentido de arrefecer a concessão de crédito à habitação no país. Entre elas, pode estar a redução da taxa de esforço exigida. O Expresso noticia que poderá descer entre cinco e 10 pontos percentuais. Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Rádio Antena Um, o presidente do BCP diz que concorda e percebe a medida. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, considera que a administração Trump claramente não gosta da União Europeia, isto porque existe o receio de que os 27 Estados-membros possam tornar-se numa potência equivalente aos Estados Unidos. Kaja Kallas critica ainda a posição da administração Trump face às negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia. A alta representante europeia não concorda com a posição dos Estados Unidos de obrigar Kiev a ceder território ao Kremlin. Declarações de Kaja Kallas numa conferência hoje na Estónia. Israel voltou a bombardear o leste e o sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor no Médio Oriente. É o que avança a imprensa libanesa. Na sexta-feira, os Estados Unidos tinham anunciado a prorrogação da trégua, que terminava precisamente hoje, mas os ataques continuam dos dois lados. O Hezbollah também reivindica ataques no sul do Líbano e em Israel.

Ponto final na edição da Uma com o Luís Soares.