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Notícias. Jornal da Uma, com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, já é conhecida a identidade do quarto detido da Operação Emergente. É espanhol, foi porta-voz do PSOE na Galiza e vive há vários anos no nosso país.
Depois de Duarte Morais, Rute Raimão e Rui Pedro Nascimento, o quarto detido chama-se Emílio Vazquez Blanco, esta é uma notícia Observador. Foi deputado e também vice-porta-voz do PSOE no Parlamento da Galiza e está radicado há vários anos em Portugal, onde tem atividade numa empresa de comunicação de marketing político. O socialista espanhol é suspeito de ter sido cúmplice de Duarte Morais na alegada manipulação das regras de contratação pública. A empresa de Vazquez Blanco, a Secobometrics, participou no concurso por consulta prévia da Junta de Freguesia da Misericórdia, que foi ganho pela empresa Diálogo Emergente, empresa de Duarte Morais e Rui Pedro Nascimento. Esta empresa de Vazquez Blanco foi também contratada pelo Partido Socialista em 2019 na campanha para o Parlamento Europeu. Nessa altura, foi abrangida por quatro contratos mensais de quase €25 mil cada, entre abril e junho desse ano, isto num período em que Duarte Morais estaria a trabalhar com o PS.
Depois da Carris, também o Ministério Público já confirmou as buscas na sede da empresa.
A Procuradoria-Geral da República confirma a realização de diligências de busca, entre as quais a um posto de trabalho na Carris. Antes, já a empresa tinha também confirmado essa operação, garantindo que estava a colaborar com as autoridades. Em causa está o acidente do Elevador da Glória, que resultou na morte de 16 pessoas no ano passado. Em curso estão cerca de 10 buscas domiciliares aos visados nesta investigação. Estão a ser investigados crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança.
O Partido Socialista e o Chega acusam o governo de falhanço no plano de emergência e transformação na saúde. O executivo responde com medidas bem-sucedidas.
Decorre a esta hora um debate promovido pelo PS sobre os resultados deste plano para a saúde, também intitulado de PETS, o debate que decorre na Assembleia da República. A deputada e vice-presidente do grupo parlamentar socialista, Mariana Vieira da Silva, considera que o governo criou expectativas que agora não estão a ser cumpridas.
Porque as promessas foram muitas e as expectativas criadas foram altas. Ignorando ou desconsiderando problemas estruturais que são comuns a todos os países ocidentais, como o envelhecimento populacional, a carência de profissionais de saúde, a maior procura dos cuidados de saúde desde a pandemia, prometeu respostas fáceis, planos rápidos, passes de mágica e soluções evidentes. E essa gestão de expectativas explica boa parte da desilusão dos portugueses.
O deputado do Chega, Pedro Pinto, vai mais longe, acusa o executivo de repetir os erros dos governos socialistas no setor da saúde.
Dois anos depois, a pergunta que se faz em relação ao Partido Socialista é: o que é que mudou com o governo da AD? A verdade é que não mudou nada. Os portugueses continuam sem médico de família, as filas nos hospitais continuam cada vez maiores, as listas de espera também, as maternidades continuam fechadas e estão pessoas a morrer nos corredores dos hospitais.
Da mesma opinião é a bancada liberal. A deputada Joana Cordeiro acusa também o governo de se assemelhar ao anterior executivo do Partido Socialista. Do lado do governo, a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, salienta que o executivo já fez muito mais do que aquilo que estava previsto no plano para o setor.
As medidas que pensamos, preparamos e executamos no âmbito de dois programas de governo vão muito além do PETS. Este foi o ponto de partida, nunca um destino. As reformas estruturais que temos em curso são, acima de tudo, essenciais para devolver aos portugueses o SNS que merecem. Mas voltando ao PETS, importa sublinhar que não prometemos milagres, prometemos trabalho e cumprimos.
A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, neste debate sobre o estado do setor promovido pelo Partido Socialista.
O Instituto Nacional de Estatística avançou esta manhã com vários dados relevantes para o desempenho da economia portuguesa, a começar pela inflação, que estabilizou no último mês.
E para nos ajudar a olhar para estes números, contamos com a ajuda do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Hugo, agora conosco em estúdio, a inflação está a fixar-se em que valor?
Vasco, manteve-se nos 3,3%, uma vez mais impulsionada pelos preços dos combustíveis. Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, em maio, os preços dos produtos energéticos aceleraram para os 13,2%, depois de no mês passado se terem fixado nos 11,7%. Já o índice referente aos produtos alimentares não transformados caiu para os 5,7%. Em abril, estava nos 7,5. Estes dados relativos à inflação deste mês de maio, que está prestes a terminar, são provisórios. Os dados finais serão conhecidos na segunda semana de junho.
Isto numa altura em que, Hugo, confirma-se, a economia portuguesa estagnou nos primeiros três meses do ano.
Apesar de, em comparação com 2025, ter crescido 2,3%, ainda assim, entre janeiro e março deste ano, os dados do INE dão conta de uma variação nula em cadeia. Quer isto dizer que, face ao final do ano passado, o trimestre anterior, não houve crescimento econômico.
Já a taxa de desemprego recuou para os 5,7%.
Isto relativamente ao mês de abril, é uma variação de -0,5 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado e uma ligeira descida de 0,1% em relação ao mês anterior de março, em que o indicador se fixou nos 5,8%.
Hugo Fortunato de Oliveira, muito obrigado, aqui com o essencial dos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
E para a próxima semana está prevista uma descida do preço dos combustíveis.
É o que explica à Rádio Observador, o especialista em mercados energéticos, Ricardo Marques. E em que valores se fixa essa descida?
Olhando para o preço no mercado europeu do gasóleo e da gasolina face ao que estava na sexta-feira passadaEu tenho uma descida de 8 cêntimos no gasóleo e de 6 cêntimos na gasolina, nesta altura.
Ricardo Marques acredita que só um eventual cessar-fogo no Médio Oriente pode trazer descidas mais acentuadas.
Os fluxos no estreito de Ormuz são basicamente iguais aos que estavam há três, quatro, cinco semanas. Há aqui dois fatores relevantes. Primeiro, que continua a libertar-se reservas, quer nos Estados Unidos, quer na Europa. E, por outro lado, tem havido uma queda do consumo, muito em particular por parte da China, que tem ajudado a equilibrar o mercado. Agora, obviamente, se o cessar-fogo for avante e se a situação normalizar, poderemos ter quedas mais acentuadas.
Análise de Ricardo Marques, especialista em mercados energéticos, sobre a descida prevista dos preços dos combustíveis, aqui ouvido na Rádio Observador. Entretanto, a ACP está a prever uma descida ainda maior, de 12 cêntimos por litro, tanto para a gasolina como para o gasóleo.
Vasco, vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade a esta hora.
Está no mínimo duas horas atrasado o briefing do Conselho de Ministros, em que Luís Montenegro vai anunciar que o governo aprovou a Prestação Social Única. A medida aprovada hoje em Conselho de Ministros pretende juntar debaixo das mesmas condições de acesso 13 prestações sociais, entre elas o Rendimento Social de Inserção. Uma dessas condições vai ser a obrigatoriedade de pôr os beneficiários a realizar trabalho social, sem ainda ser conhecido a que tipo de trabalho se refere o Executivo. O presidente romeno convocou de urgência esta manhã o Conselho Supremo de Defesa Nacional, depois de um prédio residencial no país ter sido atingido por um drone russo que atacava perto da fronteira com a Ucrânia ou entre a Ucrânia e a Roménia. Duas pessoas ficaram feridas. Num comunicado, a presidência romena justifica a reunião com o caráter sem precedentes deste evento, que exige uma resposta firme, coordenada e proporcionada aos níveis nacional e internacional. Entretanto, o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros já veio condenar fortemente este ataque russo que atingiu a cidade romena de Galați. Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro húngaro Péter Magyar estão reunidos em Bruxelas a esta hora. Magyar espera assinar hoje um acordo político para a libertação de 17 mil milhões de euros em fundos europeus para a Hungria. Esses fundos foram congelados durante o mandato de Viktor Orbán. O líder do governo húngaro afirma à Reuters que um acordo sobre esses fundos está muito próximo. Nessa reunião entre von der Leyen e Magyar está em cima da mesa também a adesão da Ucrânia à União Europeia.