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Ora é 1 hora. Está a começar o Jornal da Uma com a edição do Miguel Vieira. Miguel, já vamos escutar o presidente norte-americano decretar o fim do cessar-fogo com o Irão, mas começamos este jornal com o presidente da República. António José Seguro espera uma resolução rápida dos problemas em torno da avaliação dos exames nacionais.

O presidente diz que está a acompanhar a situação e que vai falar sobre o tema com o primeiro-ministro ainda esta semana. Declarações do chefe de Estado aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração da nova sede do Mecanismo Nacional Anticorrupção em Lisboa. O presidente da República espera que a confiança no sistema de avaliação não saia beliscada deste processo. Quanto à existência de condições para o ministro da Educação manter-se no cargo, António José Seguro diz que não responde a este tipo de questões.

Ao contrário da FENPROF, que não tem dúvidas: Fernando Alexandre deve sair.

É o que defende Francisco Gonçalves, um dos secretários-gerais da Federação Nacional de Professores.

Tendo em conta os erros, a postura e o comportamento do ministro Fernando Alexandre, constatamos que não tem condições políticas para o exercício desta profissão.

Ontem o ministro admitiu ressarcir os pais afetados pelo atraso na divulgação das notas. A FENPROF entende que não é solução, admite, pelo contrário, anular as provas, acusando ainda o governo de amadorismo ao não ter conseguido corrigir os erros detectados nos testes-piloto feitos no ano passado.

Fizeram um teste com mil ou duas mil provas, não sei, mas a dimensão foi essa, e que correu mal. A partir daí induziu-se que podia correr bem. Ou seja, correndo mal com centenas de provas, podia correr bem com milhares de provas. Não correu.

A FENPROF, a Federação Nacional de Professores, com críticas ao governo, com esta acusação em particular: o Executivo não conseguiu corrigir os problemas detectados nos testes-piloto realizados o ano passado.

E o Estado português terá perdido cerca de € 460 milhões em impostos no ano passado, devido à fraude fiscal nos combustíveis.

De acordo com o estudo da Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, a fuga ao fisco nas importações através das fronteiras terrestres, sobretudo Espanha, tem vindo a crescer de forma contínua desde 2021. Para travar o avanço desta criminalidade económica associada aos combustíveis, há várias medidas previstas pelas autoridades, mas a adoção dessas medidas ainda vai demorar algum tempo. A quebra de receita em sede de ISP IVA prejudica gravemente os cofres públicos. O estudo revela que as maiores perdas fiscais são no imposto sobre produtos petrolíferos, cujo peso no preço final é mais elevado. Mas de acordo com os operadores contactados pelo Observador, foi a fraude no IVA que mais aumentou o ano passado.

E o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia considera que existe cada vez mais intolerância à atuação policial.

É a reação de Bruno Pereira aos dados do relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna, hoje conhecidos e que apontam para um aumento de queixas contra a atuação dos agentes da PSP e militares da GNR. O presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia considera que estes indicadores não refletem aquela que é a atuação dos agentes policiais.

O facto de haver mais denúncias não necessariamente se retira daí mais responsabilidade ou mais condenações. Tem que se fazer uma análise fina naquilo que são o resultado dos inquéritos disciplinares e também das queixas-crime. Quando nós depois fizermos essa análise fina, nomeadamente no plano disciplinar, vamos ver que é calage e a percentagem é ínfima. O que eu quero dizer com isto? Que o aumento do número de queixas não se repercute no aumento de condenações relativamente à atuação e à potencial violação de deveres funcionais.

Sendo que Bruno Pereira diz também que o aumento do número de queixas resulta da subida do aumento da fragmentação social e da crescente intolerância ao trabalho da polícia. Relativamente ao caso da agressão a um agente da PSP no Aeroporto de Lisboa, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia afirma que as agressões têm aumentado ao longo dos últimos anos e critica a aplicação da Justiça.

Se os tribunais continuarem a aplicar de forma mesiana a lei e a atribuir responsabilidade dentro deste quadro e destes intervalos que os limites das penas permitem e continuar a aplicar penas baixas e leves, naturalmente que a impunidade permanecerá e quem agredir polícias sentir-se-á legitimado a voltar a fazê-lo. Portanto, o que tem que haver é uma mudança também na mentalidade dos tribunais.

É isso que defende Bruno Pereira, o Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, a reboque deste relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna, que aponta para o aumento do número de queixas contra a atuação das forças de segurança.

Agora sim, Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, declarou o fim do cessar-fogo acordado com o Irão.

Um anúncio que se segue aos ataques norte-americanos da última noite contra o território iraniano. Foram atingidos os sistemas de defesa aérea, perto de 60 embarcações usadas pela Guarda Revolucionária Iraniana para controlar o Estreito de Ormuz e também instalações nucleares. Uma resposta aos ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz, um deles com bandeira do Qatar. O regime qatari responsabiliza o Irão. Esta manhã, Donald Trump sentenciou o fim do cessar-fogo.

"Para mim, acho que acabou. Não quero ter nada a ver com eles. São escumalha, são pessoas doentes, cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, usavam-na. No que a mim diz respeito, acabou. Vou falar com os negociadores, o Steve Witkoff, o Jared Kushner. É uma perda de tempo falar com eles, são mentirosos. Para mim, acabou".

Teerão ainda não reagiu a este decretar do fim da trégua. Na sequência dos ataques da última noite dos Estados Unidos, o Irão tentou atingir vários alvos militares no Bahrein e no Kuwait. Um porta-voz do exército do Kuwait afirma que foram interceptados dois mísseis balísticos e 13 drones. Não há vítimas a registar.

E a escalada do conflito no Médio Oriente coincide com a Cimeira da NATO, que decorre em Ancara, na Turquia. O secretário-geral da Aliança Atlântica considera que o ataque dos Estados Unidos é justificável.

À luz, diz Mark Rutte, da violação do acordo de cessar-fogo do Irão.

"Penso que o ataque norte-americano foi totalmente necessário. Quando temos um cessar-fogo e o Irão viola esse cessar-fogo, como vimos ontem, penso que é crucial a reação dos Estados Unidos".

É a opinião expressa pelo secretário-geral da NATO à entrada para o segundo dia de cimeira da Aliança Atlântica.

E o anúncio do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão está a ter reflexos na cotação do barril de Brent.

Há pouco estava a registar perdas de 5% face à cotação de abertura, negociado a quase US$ 78. Também as principais bolsas europeias estavam há cerca de uma hora a negociar em terreno negativo. O principal índice da Bolsa de Lisboa, o PSI, perdia mais de 1%. Paris, Madrid, Frankfurt registavam desvalorizações superiores a 2%.

Uma hora e oito minutos. Futebol agora no Jornal da Uma. A CF acabou. Terminou o contrato com Roberto Martínez.

É isso que revela a Federação Portuguesa de Futebol em comunicado. A Federação agradece ao agora ex-selecionador e à equipa técnica, recorda a vitória na Liga das Nações no ano passado e sublinha a dedicação, profissionalismo e compromisso com que Roberto Martínez abraçou o projeto e pela forma como sempre respeitou o país e o futebol português.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol garante que o perfil do novo selecionador nacional está traçado e afirma que o nome vai ser anunciado nos próximos dias. Pedro Proença responsabiliza Roberto Martínez pela prestação de Portugal no Mundial.

Sim, foi isso que disse Pedro Proença, que foi questionado várias vezes sobre a possibilidade de Jorge Jesus vir a sentar-se no banco da seleção. Não confirma, nem desmente, diz apenas que a sucessão será rápida.

O perfil do novo treinador tem que ser alguém que conheça muito bem o futebol português, que se identifique com esta dinâmica de vitória da Federação Portuguesa de Futebol da nossa seleção. Portanto, é com esse perfil que nós vamos procurar e que vamos encontrar uma solução que queremos, obviamente, que nos próximos dias possamos apresentar.

Mas a solução é o novo presidente.

Neste momento, obviamente que há várias hipóteses. Como disse, o perfil está definido. Ainda hoje irei para a cidade do futebol para tratar eu pessoalmente desse dossiê e espero que até o final desta semana tenhamos novidades concretas e objetivas.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol sublinha também que Roberto Martínez não era a principal opção da atual direção.

Este Campeonato do Mundo ficou muito aquém daquilo que nós pretenderíamos. Tínhamos a plena consciência que quando assumimos a Federação Portuguesa de Futebol, esta também não era uma nossa opção. Assumimo-la, reconhecemos, demos todas as condições a esta direção técnica e agora cabe-nos a nós dar uma resposta o quanto antes para que isso possa acontecer.

Pedro Proença, em declarações aos jornalistas esta manhã no Aeroporto General Humberto Delgado, onde chegou precisamente esta manhã. Eram sensivelmente 06:00, a comitiva portuguesa que participou no Campeonato do Mundo de Futebol. Campeonato do Mundo que hoje cumpre um dia de descanso. Ontem, Suíça e Argentina garantiram a passagem às quartas-de-final da competição.

É o ponto final no Jornal da Uma.