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Na Rádio Observador. Jornal da Uma com Miguel Videira. Começamos com o Presidente da República. António José Seguro lamenta que não saiam da gaveta muitas das recomendações feitas ano após ano para melhorar a prevenção dos incêndios.

Lamento manifestado há instantes, durante a cerimónia que assinala os 150 anos dos Bombeiros Voluntários da Guarda.

Tenho transmitido a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta. O relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado e foi revelado há poucos dias, vai no mesmo sentido. E aponta algo ainda mais preocupante. Muito ficou por fazer depois dos relatórios interiores dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado.

António José Seguro aponta também o dedo aos anúncios que ficam por cumprir. Dá o exemplo do incêndio de 2022 na Serra da Estrela. O governo anunciou na altura uma verba para avançar com a revitalização do Parque Natural. O balanço é este.

Quase nada foi investido dos €155 milhões anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez de passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger o nosso património natural, que é também um dos principais ativos desta região do interior do nosso país. A Serra da Estrela merece mais do que promessas.

É o que sentencia o chefe de Estado, que anunciou por esta ocasião a atribuição da Ordem de Mérito à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Guarda, que assinala 150 anos.

E continuamos nos incêndios. Quase três centenas de operacionais continuam envolvidos no combate a dois focos que começaram ontem à tarde no Conselho de Carrazeda de Ansiães.

Dois incêndios que estão em fase de resolução. O primeiro na freguesia de Linhares. Não há risco de propagação para lá do perímetro definido pelos bombeiros. Os operacionais contam com a ajuda no terreno de dois meios aéreos. Já está também em fase de resolução o incêndio em Parambos, localidade do Conselho, igualmente de Carrazeda de Ansiães. No local, e de acordo com a informação disponibilizada no site da Proteção Civil, mantêm-se 90 operacionais que contam com o apoio de cinco meios aéreos. Este domingo volta a ser, à semelhança do que aconteceu ontem, um dia de muito calor. Há mais de 40 conselhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro em perigo máximo de incêndio.

E Miguel Videira destaca agora para o eclipse solar da próxima quarta-feira. As urgências de oftalmologia dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde não têm previsto um reforço do número de profissionais para a noite em que vai acontecer este fenómeno.

É essa a indicação da Direção Executiva do SNS, questionada pela jornalista do Observador, Tiago Cairo.

A Direção Executiva do SNS diz que não se espera um aumento significativo da afluência às urgências e que, por isso, não está a ser equacionado um reforço dos profissionais. Para se perceber, até porque não é comum ouvirmos falar de urgências de oftalmologia, os hospitais do SNS têm, nos dias úteis e durante o dia, o apoio de oftalmologistas na urgência. Mas durante a noite e aos fins de semana e feriados, o que acontece é que há uma concentração da resposta, ou seja, está concentrada nas urgências metropolitanas em Lisboa e no Porto. E na noite do eclipse, portanto, de quarta para quinta-feira, serão os hospitais de São José, em Lisboa, e de São João, no Porto, a assegurar a urgência e onde estarão escalados dois médicos oftalmologistas.

Os hospitais acreditam que a campanha de sensibilização que tem sido feita nos últimos dias deve ser suficiente para evitar um aumento significativo de afluência às urgências. Se não for, fica a garantia.

Os hospitais garantem que, caso seja necessário, poderão sempre mobilizar mais médicos, caso haja o tal aumento grande de procura pelas urgências.

A direção executiva acredita que não vai ser necessário, tendo em conta que têm sobrado os avisos nos últimos dias para os riscos associados à observação do eclipse sem os óculos adequados. Desde logo, o risco de desenvolver uma retinopatia solar.

No fundo, é a morte das células da retina. Se essa observação for prolongada, essa lesão pode ser definitiva, pode ser permanente, ou seja, causa uma diminuição permanente da capacidade visual. E atenção que a morte celular é indolor, ou seja, a pessoa só se apercebe de que algo não está bem nas horas seguintes e não no momento em que está a observar o sol.

O risco associado à observação do eclipse, acredita a direção executiva do SNS, que não há necessidade de reforçar o número de médicos nas urgências, em particular oftalmologistas, face aos avisos que têm sido feitos à população nos últimos dias.

Está iminente um acordo entre Irão e Omã para o Estreito de Ormuz. Na Rádio Observador, o tenente-general Marcos Serronha aponta ainda assim que há exigências iranianas a atrasarem a reabertura do canal.

Exigências que já foram transmitidas pelo regime de Teerão às autoridades norte-americanas. O tenente-general considera que sim, a iminência de um acordo entre Omã e o Irão é um bom sinal. Falta depois o resto, ou seja, o cumprimento por parte dos Estados Unidos, das exigências do Irão, para que seja possível uma reabertura total e sem restrições do estreito de Ormuz.

Além de parar com a guerra, por assim dizer, exige a paragem do bloqueio naval e a saída do dispositivo militar do Médio Oriente.

Portanto, o que me parece difícil nesta fase que os Estados Unidos possam aceitar naturalmente.

Vai ser mais difícil essa interpretação e leitura feita pelo tenente-general Marco Cerrone, foi convidado desta manhã do Gabinete de Guerra.

É tempo agora neste Jornal da Uma para o futebol. Dia de estreias para Benfica e Futebol Clube do Porto na edição deste ano da Primeira Liga. Os Dragões entram primeiro em campo com o objetivo de aproveitar o deslize do Sporting.

O empate dos Leões ontem à noite na Reboleira frente ao Estrela da Amadora. O Porto vai enfrentar o Arouca no Estádio do Dragão a partir das 18h. Francesco Farioli pede aos atletas azuis e brancos que esqueçam tudo o que fizeram no ano passado.

Temos de parar de fazer comparações com a época passada, porque ela já passou. Temos alguns troféus no museu, mas o que fizemos agora foi embarcar nos nossos barcos. Já não vamos comparar com o passado e agora vamos colocar todos os pés no chão para atacar o que está à nossa frente.

Pietrzewski e Alberto Costa são baixas para o duelo deste final de tarde, mas há uma boa notícia para Farioli: Bednarek está recuperado. O central polaco é opção para o encontro frente ao Arouca.

Jogo que arranca às 18h. Logo a seguir são os encarnados com jogo, o Benfica, mas Miguel, hoje sem adeptos nas bancadas.

Uma consequência de um castigo aplicado pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e que tem por base um cúmulo jurídico de vários processos entre 2022 e 2023 relativos a jogos contra os dinamarqueses do Midtjylland, também contra o Arouca e Sporting. A decisão mereceu comentários por parte de Marco Silva na conferência de imprensa de antevisão deste encontro. O técnico sublinha que foi retirado ao clube a sua maior força.

Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, mas é o próprio espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.

O lamento de Marco Silva, técnico do Benfica, foi tema também comentado pelo treinador do Académico de Viseu, equipa que está de regresso ao principal escalão do futebol português 37 anos depois. O treinador Bruno Pinheiro diz que as bancadas vazias na Luz, sim, podem vir a ser uma ajuda para a equipa visense.

Vamos ter relato em direto também desse Benfica-Académico de Viseu, sem adeptos nas bancadas, mas pode ouvir tudo aqui na Rádio Observador. Agora, Miguel, 13h08, vamos ainda a outras notícias em destaque.

Começamos com uma notícia com poucos minutos. Israel rejeita o plano de paz com 15 pontos para a Faixa de Gaza, um plano elaborado pelo Conselho de Paz, criado por Donald Trump, que teve luz verde do Hamas. Esta posição foi confirmada por Benjamin Netanyahu, chefe do governo de Israel, e que garante que o exército do país não vai sair de Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado. Diz também que enquanto for chefe de governo, não vamos ter uma Palestina, um Estado palestiniano em Gaza ou na Cisjordânia ocupada. De resto, esta manhã, a notícia de ataques contra casas de palestinianos em Ramallah, na Cisjordânia. Onze pessoas foram detidas na última madrugada por condução sob efeito de álcool, outras três por diferentes crimes. As detenções ocorreram durante uma operação de fiscalização rodoviária realizada pela polícia na madrugada de hoje em Lisboa. De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, a operação envolveu perto de meia centena de agentes da Divisão de Trânsito.