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O Jornal da Uma. O Jornal da Uma, na Rádio Observador, tem edição do Miguel Vidar. Miguel, o Ministério dos Negócios Estrangeiros retirou das redes sociais a publicação em que dava conta da morte de um cidadão português na Croácia.

Um dos quatro cidadãos nacionais que seguiam a bordo de uma embarcação insuflável apanhada por uma tempestade na última madrugada. A indicação do Ministério dos Negócios Estrangeiros era de que as autoridades croatas tinham encontrado sem vida um dos cidadãos nacionais. Não se sabe se a informação é incorreta e terá sido esse o motivo para a retirada da publicação. Não se sabe se se confirma a morte deste cidadão português. Aguardamos por um esclarecimento do governo, em particular do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De resto, há pouco, Miguel, o primeiro-ministro lamentava a morte deste cidadão português. Foi no final de uma viagem a bordo do navio-patrulha oceânico NRP Setúbal, da Marinha Portuguesa.

Tive apenas conhecimento há poucos instantes desse acidente. Quero expressar o nosso lamento e pesar em nome do governo para a vítima mortal que já foi identificada e desejar que as pessoas que se encontram desaparecidas possam ser encontradas rapidamente e com vida.

Era esta a declaração do primeiro-ministro Luís Montenegro, há instantes, na Marina de Cascais, no final dessa viagem a bordo do navio-patrulha oceânico NRP Setúbal, da Marinha Portuguesa. Uma declaração acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Pina-Andrade. Miguel Pina-Andrade, para lá deste tema, o primeiro-ministro falou também sobre a polêmica em torno do negócio da aquisição de fragatas pela Marinha Portuguesa e para garantir, Miguel, total transparência no negócio.

Sim, até porque é um investimento muito avultado. São quase € 4 mil milhões, que de acordo com o primeiro-ministro, é um investimento imediato de cerca de € 3.100 milhões, mais 800 milhões que se vão projetar na próxima década. O chefe de governo refere que esta estratégia não é apenas de passar um cheque e comprar material, é sim uma estratégia de investimento a longo prazo. E sobre este assunto, e face às polêmicas, Luís Montenegro garante clareza absoluta.

Nós garantimos clareza e transparência absolutos. Não vale a pena estarmos a poupar nas palavras. Tudo, mas tudo o que puder ser feito, e vai ser feito, para garantir a transparência deste processo, nós vamos assegurar. Vamos assegurar, desde logo, do ponto de vista técnico, com a estrutura de missão que acompanha o desenvolvimento do programa e depois com uma comissão de acompanhamento, onde estão também não só os outros órgãos de soberania, em particular a Assembleia da República, mas também todas as autoridades que superintendem as investigações e a monitorização da regularidade dos procedimentos, que naturalmente envolvem um dispêndio muito significativo de recursos públicos.

Luís Montenegro, que falava aos jornalistas depois de acompanhar essas operações de um navio-patrulha da Marinha Portuguesa ao largo de Cascais, de que falavas, Miguel. De volta à terra e acompanhado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, o primeiro-ministro foi questionado sobre o processo do líder do CDS a André Ventura e a Pedro Frazão, e também ao jornal "24 Horas". Em causa está uma notícia sobre a aquisição destas três fragatas italianas. Ora, o chefe de Estado defende que a lei e a decência pública se aplica a toda a gente.

Eu creio que nós não devemos ter dúvidas de que a lei e a decência política e pública se deve aplicar a todos. Não é exclusivo dos políticos. Os jornalistas e os políticos dos outros partidos, naturalmente, também têm de cumprir a lei e respeitar a lei. E portanto, é totalmente legítimo, creio que ninguém põe isso em causa, que alguém que sente a ofensa dos seus direitos, incluindo o seu direito ao bom nome, possa reagir. Isso também é democrático.

Democrático. É assim que o primeiro-ministro considera o processo instaurado por Nuno Melo, André Ventura e Pedro Frazão. O Ministério da Defesa acusa os dois dirigentes do Chega de ultrapassar todos os limites do combate público, acusa-os de mentir e deturpar factos e também de danificar o bom nome, honra e consideração do ministério.

É um entendimento partilhado por Luís Montenegro, primeiro-ministro. Entendimento partilhado com os jornalistas no final de uma viagem a bordo do navio-patrulha oceânico NRP Setúbal. Reportagem aqui em direto de Cascais, do jornalista do Observador, Miguel Pina-Andrade.

E a poucas horas do eclipse solar, não está a ser fácil encontrar nas farmácias óculos para observar o fenômeno em segurança.

É isso mesmo que tem sido testemunhado, João, pela reportagem do Observador. O Ricardo Lopes esteve esta manhã em algumas farmácias da cidade de Lisboa. Por exemplo, na Farmácia Alentejo, a diretora técnica, Alexandra Matos, dá conta de uma grande procura nas últimas horas. E claro, a farmácia queria dar resposta, mas-

Lamentavelmente, não iremos conseguir.

De resto, a farmacêutica explica que esta farmácia procura, desde o mês passado, adquirir os óculos junto de fornecedores certificados, sem sucesso.

Farmácia Alentejo, desde o final do mês de julho, início do mês de agosto, que contactou esses distribuidores e fornecedores e nunca obteve a resposta de disponibilidade dos mesmos óculos.

Não é opção para quem ainda tenta adquirir óculos que permitam observar o eclipse sem pôr em risco a saúde ocular. Ora, o jornalista Ricardo Lopes esteve nesta e noutras farmácias e contactou também diversas farmácias de norte a sul do país para tentar perceber se há ou não óculos ainda disponíveis esta manhã.

Eu liguei para uma farmácia em todas as capitais de distrito. O cenário é muito semelhante por todo o país. Não obtive uma única resposta positiva, Miguel. Todas me explicaram que não tinham óculos e que não receberam qualquer reforço de stock durante esta manhã. Tanto na região Centro, como a Sul ou a Norte, pelo menos uma vez, atenderam-me o telemóvel e sem me deixar dizer rigorosamente nada, respondiam logo: "Bom dia, Farmácia Central, não temos óculos para o eclipse. Tem mais alguma questão?" Ou seja, percebe-se que os farmacêuticos têm passado o dia nisto, atende o telefone, desliga o telefone. Lá está, as farmácias tornaram-se neste autêntico call center durante esta manhã. O barulho do toque do telefone tornou-se praticamente som de ambiente.

Ora, este retrato aqui traçado pelo jornalista do Observador, Ricardo Lopes, vai contrariar a expectativa criada pela presidente da Associação Nacional de Farmácias, que ontem, ao final do dia, dava conta de um reforço do stock de óculos esta manhã. Afinal, Ema Paulino, não se concretizou o reforço?

De facto, concretizou-se o reforço em algumas farmácias que conseguiram contactar os fornecedores para entregas ainda durante o dia de hoje. Como eu disse ontem, também não havia forma de a Associação Nacional das Farmácias saber se o reforço que algumas farmácias iam receber hoje não estaria já direcionado para reservas já feitas nessas mesmas farmácias.

A explicação de Ema Paulino, é presidente da Associação Nacional de Farmácias, que pelo simples não, deixa este apelo: o melhor mesmo é partilhar os óculos.

E a importância da utilização dos óculos tem sido, Miguel, sublinhada nos últimos dias. O vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública pede à população que siga à letra as recomendações das autoridades.

Uma à cabeça, sublinha João Paulo Magalhães, não olhar diretamente para o eclipse, ainda que apenas por alguns segundos.

Não tendo óculos, por favor, evitem mesmo olhar, porque no nosso dia a dia nós tendemos a não olhar diretamente para o sol. Não olhamos para o sol porque nos causa desconforto imediato. E quando acontecem estes fenômenos do eclipse, ou seja, em que se remove esse desconforto, a radiação não deixa de lá estar. E bastam pequenos segundos, é que são mesmo segundos, em que nós estamos a olhar diretamente para ele, para nos causarem danos que podem potencialmente ser irreversíveis na nossa visão.

João Paulo Magalhães, vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, sugere que cada um de nós esteja atento a sintomas como a diminuição da visão ou dor ocular intensa. Se assim for, então o conselho é ligar o quanto antes para a linha SNS 24.

O sol é demasiado brilhante e vai brilhar na emissão especial da Rádio Observador a partir das 17h. Vamos estar em direto a partir do telhado do Mate, junto ao Tejo, em Belém, em Lisboa, com reportagem também em todo o país, em especial em Bragança, porque lá é o único ponto que se vai conseguir vislumbrar este fenômeno astronómico a 100%. Passam agora nove minutos da uma. Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Um eclipse a despertar já em ti o teu lado mais poético. A taxa de inflação abrandou para 3% em julho, face ao mesmo período do ano passado. O Instituto Nacional de Estatística confirma a estimativa rápida de algumas semanas, que apontava precisamente para este abrandamento da inflação. Em junho, a inflação fixou-se nos 3,2%. Assim, contas feitas, há agora uma descida de 0,2 pontos percentuais. Os dados do INE divulgados esta manhã mostram também uma elevada percentagem de pessoas desempregadas, com dificuldade em encontrar emprego. Mais de metade dos desempregados no primeiro trimestre deste ano continuaram sem emprego no segundo trimestre. São também dados do Instituto Nacional de Estatística.

Miguel Vidara e o Jornal da Uma.