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Notícias . Começamos este jornal com o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal. Saúda o apoio da União Europeia a Kiev, mas considera que vem tarde.

No dia em que se celebram 35 anos da independência da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o novo pacote de ajuda para o combate contra a Rússia. O valor é acima de 6.000 milhões de euros. Pavlo Sadoka considera que este é um bom apoio, mas tardio, uma vez que a guerra com a Rússia dura já há quatro anos.

Este apoio foi hoje mesmo uma grande, entre aspas, prenda para os ucranianos, porque já foi declarado pelo Putin que este inverno vai ser muito duro para a Ucrânia. E este pacote dá-nos grande apoio e esperança que vamos conseguir, pelo menos, diminuir essa agressão russa. Achamos que este apoio é muito importante, mas é muito atrasado.

Pavlo Sadoka, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, aqui numa conversa com a jornalista Teresa Freire. Quanto à ajuda de Portugal na guerra, Pavlo Sadoka faz uma avaliação positiva, mas diz que só quando o conflito terminar é que se pode fazer um balanço mais realístico. Hoje, para celebrar o aniversário da independência ucraniana, Kiev recebe a reunião da Coligação da Boa Vontade.

O presidente da República reitera o apoio político, humanitário, financeiro e militar de Portugal à Ucrânia.

Uma declaração em comunicado de António José Seguro, no âmbito dos 35 anos da independência da Ucrânia e no dia em que se realiza esse encontro da Coligação da Boa Vontade em Kiev. António José Seguro diz também esperar que o aniversário do próximo ano seja já celebrado em tempo de paz. Também esta manhã, o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros reafirmou apoio à soberania da Ucrânia.

E Volodymyr Zelensky diz acreditar que os Estados Unidos finalmente perceberam de que lado da guerra devem estar, sem ilusões relativamente às intenções da Rússia.

O chefe de Estado ucraniano pede ainda que a Casa Branca volte a levar o Kremlin à mesa das negociações. O presidente da Ucrânia publicou uma mensagem na rede social X a propósito deste aniversário da independência da Ucrânia e antes do encontro da Coligação da Boa Vontade. Zelensky pede sanções mais fortes para a Rússia e apela unidade no combate ao Kremlin.

Temos de nos manter unidos e exercer pressão sobre eles. A Ucrânia, a Europa, os Estados Unidos, o mundo. Fico contente que os Estados Unidos tenham acabado com todas as ilusões sobre se a Rússia quer realmente por fim a esta guerra. Acredito que os Estados Unidos irão superar todas as suas contradições e todos os seus receios em relação à Rússia. Temos de levar os russos à mesa das negociações. Por fim, são necessárias sanções que os façam gritar de dor. A Ucrânia deve receber tudo o que for preciso para os obrigar a pôr fim à guerra. E isso é possível.

O presidente da Ucrânia, que vai hoje reunir com os aliados em Kiev, os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, já estão na capital ucraniana.

No Brasil, uma nova sondagem dá um empate técnico entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro numa potencial segunda volta para as eleições presidenciais.

O atual chefe de Estado, Lula da Silva, regista um empate técnico, uma divisão na segunda volta contra o candidato do PL, numa pesquisa das empresas Nexus BTG, divulgada na CNN Brasil. Lula da Silva consegue 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 45%. Isto num cenário de segunda volta. O presidente brasileiro também regista um empate técnico na segunda volta, caso concorra contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Lula da Silva aí tem 46% das intenções de voto, Caiado tem 42%. Para esta segunda-feira, o candidato do PT não tem agenda devido aos compromissos oficiais enquanto presidente do Brasil. Já Flávio Bolsonaro vai estar em duas reuniões com empresários em São Paulo. As eleições presidenciais no Brasil estão marcadas para 4 de outubro. Há 13 candidatos na corrida.

O PS diz que o estudo encomendado pelo governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social serviu apenas para criar medo às pessoas.

André Mó Caldas diz que o Executivo está a criar o pânico, particularmente nas gerações mais novas. Em conferência de imprensa na sede nacional do partido, o PS acusa os autores do relatório de construírem uma narrativa a favor dos sistemas privados de segurança social.

Colocar medo às pessoas é aquilo que o governo fez ao encomendar um relatório, precisamente a quem sabia que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de segurança social e contra a segurança social pública. Isso é que é criar medo. O que o governo fez na semana passada gera o pânico das pessoas relativamente à possibilidade de manterem as pensões que estão em pagamento e, muito em particular, nas gerações mais jovens, da possibilidade de construírem uma pensão que lhes permita ter uma vida digna nas fases mais adiantadas da sua vida. Isso, sim, é meter medo.

André Mó Caldas, aqui um registo da Agência Lusa. O governo já garantiu que não vai fazer nenhuma reforma estrutural na Segurança Social nesta legislatura. Os socialistas querem então saber com que intuito é que o governo encomendou este estudo.

O Partido Socialista quer a garantia do governo de que não o fará e quer, acima de tudo, que o governo explique por que razão é que encomendou e divulgou um estudo, se não tinha nenhuma intenção nesta legislatura de tomar medidas na Segurança Social, porque isso, constatarão, é, de facto, causa de perplexidade.

André Mó Caldas sublinha a necessidade de ouvir esclarecimentos diretamente da ministra do Trabalho. Como tal, o PS pretende ouvir Maria do Rosário Palma Ramalho no Parlamento.

A Ordem dos Médicos está preocupada com a situação no INEM e pede que seja feita uma reforma estrutural centrada nos doentes.

Em causa os resultados do relatório de atividade do Instituto Nacional de Emergência Médica. Segundo esse relatório, mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados no ano passado, ano em que a taxa de paragem das ambulâncias de emergência médica melhorou, mas ainda assim ficou acima dos 38%. Em comunicado, a Ordem dos Médicos sublinha que o país precisa de um INEM forte, moderno e resiliente, que seja capaz de responder às necessidades das pessoas. Por isso, defende a Ordem dos Médicos medidas focadas na resposta às pessoas, afastando-se das questões relacionadas com o funcionamento do instituto.

A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa considera lamentáveis as avarias dos elevadores e escadas rolantes no metro da capital.

Em fevereiro deste ano, foi batido o recorde do número de equipamentos avariados. Segundo os dados recolhidos pelo Observador, quem andava no metro da capital no início do ano não podia utilizar 30% dos elevadores, nem quase 20% das escadas rolantes. Tiago Gonçalves é membro da Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa e condena esta situação.

A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa tem noção de que essa é uma realidade e achamos profundamente lamentável que assim seja, que passageiros diários do metro, nomeadamente mais idosos ou com mobilidade reduzida, sejam sujeitos a esse tipo de situação.

Declarações de Tiago Gonçalves, da Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa, a dar conta da situação complicada para os utilizadores do metro. Quase 30% dos elevadores e quase 20% das escadas rolantes não funcionam. A grande repórter do Observador, Ana Suspiro, explica o que é que está em causa neste caso.

Coincidiu com o período em que o Metropolitano de Lisboa fez um contrato único de manutenção com uma empresa, que era um contrato anual que foi prolongado durante mais ou menos cinco anos. Portanto, aquilo entrou em vigor salvo erro em 2021 e terminou precisamente no final de 2025. E durante esse período, de fato, nós assistimos a um agravamento do problema de avarias. Há também outros sinais que nós podemos apontar. Nós tivemos, sobretudo na fase final de vigência deste contrato, uma administração do Metropolitano reduzida. Primeiro a três pessoas, portanto, de cinco para três, e depois a duas pessoas durante vários meses.

As explicações da grande repórter do Observador, Ana Suspiro, aqui no segmento da História do Dia. Há escadas rolantes no metro de Lisboa que estão avariadas há mais de três anos e meio. O caso mais grave é no Cais do Sodré. Nesta estação de metro, há escadas rolantes que não funcionam desde 2019. No entanto, segundo apurou o Observador, a situação tem vindo a melhorar. Nos últimos tempos, o número de equipamentos avariados tem também vindo a diminuir.

Pode saber mais sobre este assunto na História do Dia desta segunda-feira. Está disponível no site do Observador, vai passar aqui na rádio depois da 13h30. Vamos a outras notícias que também estão em destaque a esta hora.

A Lei das Burcas vai entrar em vigor a 23 de setembro. O diploma que proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos foi hoje publicado em Diário da República. A lei determina também que é proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de gênero, religião, idade ou origem. O não cumprimento da lei é punível com uma multa de €150 a €750 em caso de negligência e entre €400 a €3.000 em caso de dolo. Os Países Baixos mantêm a recusa de participar no próximo Festival da Eurovisão da Canção, devido à presença de Israel. Anúncio feito pela estação pública de televisão neerlandesa. Em comunicado, a estação aponta a falta de neutralidade do concurso pela participação de um país envolvido num conflito militar de grande escala. O diretor da estação pública dos Países Baixos diz que a Eurovisão se transformou numa plataforma para dividir, distanciando-se da missão inicial de unir as pessoas e os países através da música. E o ChatGPT começa a ter publicidade a partir de hoje. É a confirmação da empresa de inteligência artificial OpenAI, criadora do ChatGPT, diz que esta novidade chega a 31 mercados europeus e para quem utiliza a plataforma de forma gratuita. A publicidade integrada consiste em anúncios por baixo das respostas do ChatGPT, devidamente identificadas como conteúdo patrocinado. A OpenAI garante que os anúncios não vão interferir com as respostas apresentadas pela plataforma de inteligência artificial.

Esteve em destaque no Máquinas que Pensam?

Estará.

Estará. É um assunto para ouvir no programa dedicado à inteligência artificial da Rádio Observador, que encontra no nosso site.