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Jornal da Uma. O Jornal da Uma, na Rádio Observador, tem edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, começamos com o orçamento do Estado. O secretário-geral do PS avisa que o governo ainda está a meio caminho para o partido poder viabilizar a proposta do executivo.

Proposta que ainda não é conhecida. José Luís Carneiro iniciou hoje uma visita a Moçambique, juntamente com o líder da bancada parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, e reconhece que a palavra pública dada por Luís Montenegro sobre as pensões foi importante para o PS, mas ainda não é suficiente. A segunda metade do caminho ainda está por fazer, diz José Luís Carneiro, que diz também que é preciso esperar para avaliar a proposta do executivo para o orçamento do Estado e lembra as quatro condições necessárias para o diálogo. Duas delas já tiveram uma palavra pública do primeiro-ministro, a segurança das pensões e o financiamento de projetos em curso ao abrigo do PRR, mas o secretário-geral do PS quer ainda garantias sobre a revisão da Constituição e a resposta às tempestades.

E a Ordem dos Enfermeiros apela à ministra da Saúde para que trave o que diz ser o desperdício de enfermeiros.

Avisa que o país está a desperdiçar mais de 3 mil novos profissionais. O Jornal Público avança hoje que até o final do mês Portugal vai ter mais 3 mil enfermeiros. No entanto, os hospitais continuam impedidos de contratar, em causa os planos de desenvolvimento organizacional deste ano, que definem os recursos humanos que as unidades locais de saúde e os hospitais podem dispor e que este ano não foram aprovados. Ora, Luís Filipe Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros, lamenta a demora no processo para a aprovação. Pede à ministra Ana Paula Martins que faça pressão para concluir o processo.

Estamos a falar de um documento tão estrutural para as instituições, estamos a falar de um plano de desenvolvimento, como é possível ser aprovado no fim do ano? Portanto, aquilo que eu peço é a intervenção urgente da senhora ministra da Saúde, no sentido de fazer pressão para concluir este processo dos planos de desenvolvimento e que as ULS possam assegurar a contratação necessária de enfermeiros.

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, que garante que não estão a ser autorizados novos pedidos, alerta que a situação está a agravar a carência de enfermeiros em todo o país. O bastonário explica que neste momento as unidades locais de saúde só podem contratar a seis meses e que quando esse prazo termina, os enfermeiros têm que deixar as unidades.

E a inflação acelerou para 3,3% no último mês. Esta evolução, Vasco, é explicada quase na totalidade pelo aumento do preço dos combustíveis.

É o que se pode ler num comunicado divulgado esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. No mês anterior, em termos homólogos, a inflação fixou-se nos 3%, ou seja, estamos a falar de uma subida de 0,3 pontos percentuais. Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2%. No mês anterior, estava abaixo dos nove pontos percentuais. Além dessa aceleração, à boleia do aumento do preço dos combustíveis, também o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação de 2,7%. A inflação relativa ao mês de agosto, é bom lembrar, é a que determina a variação das rendas no ano seguinte e assim, de acordo com estes dados preliminares do INE, as rendas em 2027 vão poder aumentar acima dos 2,5%.

E quanto à economia portuguesa, cresceu 2,5% no segundo trimestre do ano.

Há, por isso, margem para o governo atingir a meta traçada para este ano, meta de 2% para o crescimento da economia. O aumento de 2,5% em termos homólogos foi também confirmado esta manhã pelo INE, traduz uma subida de 0,1 pontos percentuais em relação aos números do primeiro trimestre. Entretanto, na aceleração do PIB em cadeia fixa-se apenas nos 0,8%. As exportações voltaram a contribuir de forma mais positiva para este crescimento, mas o contributo da procura interna diminuiu e o da procura externa continua negativo.

E termina hoje o prazo para Portugal executar o PRR, o Plano de Recuperação e Resiliência. O bastonário da Ordem dos Economistas faz um balanço positivo, mas avisa que é preciso esperar para ver os resultados a longo prazo.

Na sexta-feira passada, num balanço aos jornalistas sobre a aplicação do PRR, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, garantiu que estão totalmente concluídas as 44 reformas a que Portugal se comprometeu com Bruxelas e com a conclusão destas metas, Portugal assegura assim os mais de 16 mil milhões de euros de subvenções atribuídas a Portugal. Ora, à Rádio Observador, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, aplaude, mas pede uma visão mais estratégica para o país.

Acho que é extremamente positivo e, como eu disse há pouco, os responsáveis políticos e económicos estão de parabéns pelo facto de terem conseguido cumprir as metas a que se tinham proposto em matéria de mobilização dos financiamentos. Resta esperar para saber, efetivamente, se estes investimentos se traduzem ou não em modificações estruturais que são fundamentais. E também julgo que é fundamental reintroduzir a perspectiva estratégica, a visão estratégica, esta coerência de políticas de médio e longo prazo.

António Mendonça, bastonário da Ordem dos Economistas, em declarações à Rádio Observador, pede mais investimento público.

E foi prolongada até ao final de setembro a greve dos guardas da prisão do Vale de Judeus, em Alcoentre.

O protesto, que começou há cinco meses, no dia 10 de março, por falta de condições de segurança, que levaram à fuga de cinco reclusos em 2024, devia terminar hoje, mas a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais aceitou a proposta do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional para a renovação dos serviços mínimos. É o que anuncia à Rádio Observador o presidente do sindicato, Frederico Morais, que avisa que enquanto os principais problemas apontados pelos guardas não forem resolvidos, a greve vai continuar.

Enquanto isto não estiver concretizado, a greve vai continuar. Vai continuar por outro motivo: é que os meus colegas, neste momento, conseguem trabalhar em segurança. Por incrível que pareça, nós conseguimos provar, através da greve, que no dia da fuga

Se estivéssemos em greve, a fuga não acontecia, porque os presos estavam limitados, estavam controlados, estariam fechados nas celas e só teriam duas horas de céu aberto, vigiados pelo corpo da guarda prisional, porque havia guardas suficientes para os vigiar.

Frederico Morais explica que continuou por cumprir a exigência de colocar redes nos pátios da prisão.

No domingo faz dois anos que fugiram os presos de Vale de Deus e ainda hoje não temos os pátios tapados. Era a limpeza do mato à volta do estabelecimento prisional, esse foi concretizado. A reparação da rede elétrica também foi concretizada e os inibidores de sinal que ainda hoje não estão a funcionar por haver problemas com a instalação dos mesmos. Ou seja, nós estamos aqui a falar que em dois anos não se conseguiu fazer aquilo que foi considerado crucial na altura da fuga, que era estes pontos que eu lhe disse, ainda não os fizemos em dois anos.

Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, aqui em declarações à Rádio Observador.

E o presidente da Rússia já chegou à Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que se realiza no Quirguistão e que arranca amanhã.

A Cimeira realiza-se na capital do país, Bishkek, vai contar ainda com a presença do presidente chinês, Xi Jinping, do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e também do presidente iraniano, que também já chegou ao Quirguistão. A agenda da Cimeira está marcada principalmente pelos conflitos em curso, como a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente. Um dos outros objetivos deste encontro prende-se também com a tentativa de descongelar as relações diplomáticas entre a China e a Índia, depois de vários anos marcados por tensões na fronteira entre os dois países. Para hoje está marcado um encontro bilateral entre Vladimir Putin, Xi Jinping e o presidente do Irão. O especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, explica que a Cimeira demonstra a estratégia da China em colocar-se como uma potência mundial em igualdade com os Estados Unidos.

Demonstra, acima de tudo, que existe uma linha pensada por parte da China relativamente ao projeto que está a levar, que é ficar e igualar-se, em termos de potência mundial, olhos nos olhos nos Estados Unidos. E esta reunião, acima de tudo, veio demonstrar que existe aqui uma linha estratégica e que essa linha estratégica, por mais dificuldades que vá passando, seja na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, seja também na questão do Médio Oriente, mas que a China tem este projeto e que este projeto vai seguindo o seu caminho.

Miguel Baumgartner, especialista em Relações Internacionais, ouvido esta manhã no gabinete Guerra da Rádio Observador, na sequência desta reunião de organização liderada pela Rússia e pela China, foi criada há 25 anos.

Uma hora e oito minutos, Vasco, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

Pedro Sánchez descarta a participação das autoridades de Marrocos na entrada massiva de migrantes em Ceuta. O presidente do governo espanhol deu hoje uma entrevista à rádio Cadena Ser, de Espanha, para sublinhar a boa cooperação entre Madrid e Rabat. Diz que Ceuta vai sair desta crise mais preparada para o futuro, graças ao trabalho conjunto dos dois países. O custo com os combustíveis levou a TAP a registar um prejuízo de perto de € 100 milhões na primeira metade do ano. Os dados financeiros da companhia aérea portuguesa são referentes ao primeiro semestre do ano e foram conhecidos hoje. A TAP teve um prejuízo de €99.200.000, mais 40% face ao mesmo período do ano passado. Um dos vulcões mais ativos da Indonésia entrou hoje em erupção, após vários dias de intensa atividade. O Centro de Vulcanologia e Mitigação de Desastres Geológicos explica que o vulcão expeliu uma enorme nuvem de cinzas a cerca de 3500 metros acima do cume. A Agência de Busca e Salvamento da Indonésia não emitiu ordens de evacuação para a área próxima do monte, embora tenha relatado que alguns residentes estão a abandonar as casas voluntariamente devido a esta erupção.