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As notícias às 14h. Olá, Luís.
Começamos com as declarações do presidente da República, que ainda não viu as imagens da operação policial do Martim Moniz, em Lisboa, mas quer saber se houve equilíbrio por parte da intervenção da polícia. Marcelo Rebelo de Sousa foi confrontado pelos jornalistas com a polêmica em torno da atuação da PSP ontem no Martim Moniz. O presidente admite que a segurança deve ser feita com recato, mas explica que quer saber até que ponto houve equilíbrio na intervenção.
A segurança é muito importante para a vida das pessoas e para a estabilidade da situação social, econômica e política. Que a segurança deve ser exercida respeitando as regras constitucionais e legais e que deve ser exercida, quer a segurança, quer a ação judicial, sem riscos de se considerar que a publicidade ou a utilização de formas de cobertura dos acontecimentos enquanto eles decorrem, retira significado e caráter pedagógico que deve ter essa intervenção.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações esta manhã em Cascais, registadas pela Sic Notícias. O presidente da República quer perceber até que ponto houve equilíbrio na intervenção da PSP ontem no Martim Moniz.
O secretário de Estado da Administração Interna considera que as críticas dos partidos à esquerda sobre a atuação da PSP não fazem sentido.
Ainda assim, Telmo Correia reconhece que a discussão faz parte do debate político.
Na minha opinião, não fazem sentido, mas isso é o debate político e é o debate democrático. Há sempre quem se queixe de falta de polícia, há sempre quem se queixe quando aparece a polícia. Portanto, isso faz parte. A polícia faz o seu trabalho, tem todo o apoio do governo e tem toda a confiança.
A garantia deixada por Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, em declarações à Agência Lusa, à margem de uma cerimônia da GNR em Portalegre.
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, acusa Luís Montenegro de liderar o governo mais extremista das últimas décadas.
O secretário-geral socialista critica a operação de ontem no Martim Moniz, em Lisboa, aponta o dedo ao presidente da autarquia, Carlos Moedas, por promover, diz Pedro Nuno Santos, a agenda da extrema-direita. Mas quanto a Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos diz que o primeiro-ministro promove ações policiais que ultrapassam os limites.
E digo, sem qualquer hesitação, que nós temos, neste momento, em Portugal, o governo mais extremista que nós tivemos nas últimas décadas da nossa democracia. Uma ação como a de ontem, nós nunca assistimos em Portugal. E se fosse uma ação reativa, se fosse uma ação de fiscalização que tivesse resultados, que comprovassem a proporcionalidade da ação, mas isso não aconteceu. Um detido e um detido português. Mas a mensagem que estão a passar aos portugueses, a mensagem que se está a passar às nossas crianças, é que elas devem temer quem tem uma cor diferente e quem tem uma origem diferente. E isso é inaceitável.
Pedro Nuno Santos, que dá também conta de que o PS quer ouvir no Parlamento a Ministra da Administração Interna e também o diretor nacional da PSP.
O Bloco de Esquerda considera também que esta foi uma ação inédita em Portugal.
Mariana Mortágua, que já tinha reagido ontem à operação da PSP, hoje reforçou essas críticas. A coordenadora do Bloco diz que esta não foi só mais uma ação policial, mas sim uma operação com características inéditas.
Depois desta ação ter acontecido e ter sido filmada e testemunhada, o primeiro-ministro faz uma conferência de imprensa em que assume que se trata de uma operação política, para aumentar a visibilização das ações das forças policiais. E o que acho que é preciso dizer neste momento é que o que se passou ontem não foi mais uma ação policial. O que se passou ontem não foi mais uma conferência de imprensa do primeiro-ministro. O que se passou ontem foi um ato inédito em democracia.
As críticas de Mariana Mortágua em resposta aos jornalistas numa conferência de imprensa nesta tarde na Assembleia da República.
Já o líder do CHEGA, André Ventura, defende que as operações do gênero da que aconteceu ontem no Martim Moniz deviam existir mais vezes e ir mais longe.
André Ventura afirma que as autoridades estavam apenas a cumprir mandados e, por isso mesmo, considera que a operação foi legítima. Defende até que devia acontecer mais vezes.
Portugal tem sido dos países em toda a Europa que menos têm mostrado na rua a capacidade e a força da autoridade e a manifestação da autoridade da polícia. Portugal até tem sido, digamos assim, tolerante demais nessa matéria, porque tem permitido que nasçam e se desenvolvam bolhas de insegurança, bolhas de instabilidade, bolhas de impunidade, não só à volta de Lisboa, como à volta do Grande Porto, como enfim, numa série de zonas do país. E, portanto, eu acho que estas operações até deviam ir mais longe, deviam acontecer mais frequentemente.
O presidente do CHEGA, a reagir também à operação da PSP no Martim Moniz, André Ventura defende que este tipo de controle devia existir mais frequentemente nas zonas problemáticas da cidade.
O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo considera que a operação policial no Martim Moniz contribui para aumentar o sentimento de segurança. Mas Francisco Rodrigues admite que faria a intervenção noutros moldes.
O presidente do OSCOT explica que quase todas as intervenções policiais são direcionadas e contribuem para criar um sentimento de segurança. À Rádio Observador, Francisco Rodrigues realça que não se quer pronunciar sobre a forma como foi levada a cabo essa operação, por não ter todos os detalhes, mas admite que a faria em moldes diferentes.
É um controle perfeitamente normal na rua, em que as pessoas seriam identificadas, em que se procuraria, naturalmente, recolher as informações necessárias
E que, porventura, estariam na base ou que estiveram na base do lançamento desta operação e, no caso de haver suspeita por parte de algum cidadão que motivasse uma intervenção um pouco diferenciada, era feita essa intervenção diferenciada.
Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que se a polícia fez a operação com estes contornos é porque teve razões para o fazer. Discorda também do presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, que considera que a operação devia ter sido feita durante a noite e longe do aparato mediático.
Se a polícia ou as polícias lançam operações diurnas, é porque o motivo que esteve por trás do lançamento da operação diurna justificava exatamente que fosse lançado nesse período. Durante a noite, não existe tanta circulação de pessoas, foi no espaço público, o que levava também as próprias polícias, neste caso a PSP, a não ter o alcance que ela procurou dar a esta operação.
Declarações de Francisco Rodrigues, o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, que critica também o que diz ser o aproveitamento político feito com esta operação policial.
O presidente da República condena o ataque russo que atingiu a zona da embaixada portuguesa em Kiev, diz ser uma violação do direito internacional.
Em causa, um ataque de Moscovo a Kiev que causou danos materiais em diversas missões diplomáticas, incluindo na portuguesa, mas não causou feridos. O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou de forma veemente estes ataques, chamou o encarregado de negócios da Rússia em Portugal para ser apresentado um protesto formal contra a Federação Russa. Em reação, Marcelo Rebelo de Sousa condena o ataque e afirma que Portugal não tinha outra solução que não fosse agir.
Objetivamente, fruto do ataque russo, houve danos e houve o atingir aquilo que é território português em plena Ucrânia. Nesse sentido, o senhor ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros entendeu, em conjunto com o senhor prime ministro e também comigo, que devia ser feita uma diligência junto do país em causa. Portugal não tinha outra solução senão reagir, e reagir com firmeza e imediatamente, porque é um precedente que se traduz numa violação de regras de direito internacional.
Marcelo Rebelo de Sousa disse também que foi contactado por Paulo Rangel ao início da manhã a informar desse ataque. No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não se pode considerar que o míssil tenha sido dirigido contra a embaixada portuguesa em Kiev.
O primeiro-ministro exige o estrito respeito pelo direito internacional e agradece a solidariedade europeia depois do ataque russo a Kiev.
O impacto sobre as instalações diplomáticas portuguesas, que Luís Montenegro classifica de intolerável. Numa publicação na rede social X, Montenegro agradece a solidariedade manifestada pela presidente da Comissão Europeia e pela alta representante para a política externa, Ursula von der Leyen. Considera que o desrespeito de Putin pela lei internacional atinge um novo patamar. Também Kaja Kallas condena o ataque, que classificou de bárbaro.
O embaixador António Martins da Cruz concorda com o protesto formal contra a Rússia. Diz que o governo pode exigir a Moscovo que pague uma indemnização.
Análise do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros ao ataque russo que danificou a embaixada portuguesa em Kiev. Martins da Cruz pede um protesto forte contra as autoridades russas e sugere que se apresente a conta pelos danos causados ao Kremlin.
Em primeiro lugar, elevar um protesto veemente e forte junto das autoridades da Federação Russa, através da embaixada que eles têm em Lisboa. E em segundo lugar, num momento posterior, depois de fazer as reparações que têm que ser feitas, apresentar a conta ao governo da Federação Russa e exigir uma indemnização.
António Martins da Cruz, ouvido esta manhã na Rádio Observador, o diplomata insiste que caso outras embaixadas tenham sido atingidas, Portugal pode avançar para uma diligência conjunta com outros países da União Europeia.
São 14h09. Luís, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
O governo de Espanha e duas centrais sindicais chegaram a acordo para reduzir a semana de trabalho das 40 para 37 horas e meia. O acordo prevê a redução no horário de trabalho sem um corte nos salários. A medida não obteve o apoio dos empresários, depende agora da aprovação do Parlamento Espanhol. O Parlamento Português aprovou por unanimidade um voto de saudação pelo fim da carreira da judoca Telma Monteiro, pedido apresentado pela Comissão do Desporto. Telma Monteiro anunciou o fim da carreira no início do mês. Conquistou mais de uma dezena de medalhas, com destaque para o bronze nos Jogos Olímpicos de 2016.