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Na Rádio Observador. Jornal das Duas da Rádio Observador com José Rafael Lopes. E começamos com o Congresso do CDS. Nuno Melo diz que o partido não acabou e está a ganhar força. É o que afirma Nuno Melo, que garante que não tem medo de ir a votos sozinho.
Admite mesmo ficar de fora da coligação com o PSD. Vamos em direto até Alcobaça, onde está a decorrer o Congresso do CDS. Vasco Maldonado Correia, apesar desta ideia deixada por Nuno Melo, o discurso do presidente do partido passou também por uma defesa das conquistas da AD.
Isto numa altura em que é desafiado precisamente a ir a votos sozinho pelos críticos internos, até pela própria juventude partidária. Melo puxa pelo currículo para garantir que não tem medo de o fazer, mas só se assim tiver de ser.
À vossa frente está alguém que já foi a votos muitas vezes sozinho. Em 2009, a começar, para o Parlamento Europeu, quando se dizia que o CDS ia desaparecer, quando tínhamos sondagens de 1,7%. Dei o peito às balas pelo nosso partido. Zero eurodeputados transformaram-se em dois eurodeputados. Foi sempre assim, porque nunca nada nos foi dado. O que conquistamos foi lutando, foi com trabalho. Não se diga que temos medo de ir a votos, que se há alguém que nunca teve medo de ir a votos, sou eu, somos nós, são cada um de vós. Vamos é a votos sozinhos quando temos de ir sozinhos e vamos a votos em coligação quando achamos que temos que ir coligados.
Este é o tempo para estar na coligação, garante Nuno Melo, que tem dado frutos tanto ao PSD como ao CDS. Nuno Melo que lembra as celebrações do 25 de Novembro, também a proibição do uso de telemóvel em escolas ou mesmo os avanços, os apoios conquistados para militares e forças de segurança, como prova de que o partido não só está vivo, como tem muita influência na governação. E para quem diz que a voz do CDS não se faz ouvir, tem também uma mensagem.
E já agora, meus amigos, eu digo-lhes onde é que o CDS não se notava. O CDS não se notava quando não estava na Assembleia da República. O CDS não se notava quando não estava no governo. O CDS não se notava quando não podia, através da política do partido, transformar a vida das pessoas. O CDS não se notava quando alguns diziam que o CDS tinha acabado. Não acabou. Estamos aqui.
Avisos de Nuno Melo, que apresentou há pouco a moção que traz a este congresso, que na prática, sendo aprovada, significa a reeleição para um terceiro mandato. Diz o presidente do partido que esta direção salvou o CDS. Daqui a pouco, depois do almoço, será a vez de Nuno Correia e Silva apresentar a sua moção. Ele que é o único opositor a Nuno Melo neste congresso.
A reportagem do Vasco Maldonado Correia, em direto de Alcobaça, onde foi feita agora essa pausa para almoço no Congresso do CDS. Os trabalhos são retomados às 15h.
E o governo vai reduzir o desconto extraordinário do imposto sobre os produtos petrolíferos no gasóleo e aumentar na gasolina.
É o que consta da portaria publicada pelo governo ontem à noite, tendo em conta a evolução dos preços dos combustíveis na próxima semana, de uma descida dos preços do gasóleo rodoviário e de um aumento dos preços da gasolina sem chumbo. O governo decidiu ajustar o desconto extraordinário e temporário no imposto sobre os produtos petrolíferos. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Automóvel Clube Portugal, as previsões do setor apontam para uma descida de €0,01 no preço do gasóleo e para o aumento de €0,04 na gasolina.
O secretário-geral do PS volta a insistir na questão dos combustíveis, mas para atacar o governo.
E fala também no IVA da restauração. José Luís Carneiro insiste que o governo deve tomar medidas no sentido de combater o aumento do custo de vida dos portugueses.
O governo aumentou os impostos sobre os combustíveis. Agora, o ministro das Finanças veio dizer que foi um erro reduzir o IVA da restauração. Significa que, então, no entender dele, deve aumentar-se o IVA da restauração. E o primeiro-ministro deve esclarecer o país se acompanha ou não as declarações do Ministro das Finanças ou se não acompanha. Do nosso ponto de vista, é um erro grave aquilo que ele disse e será um erro grave se o governo aumentar os impostos sobre a restauração, porque, como se sabe, é um setor que está a sentir já as dificuldades, nomeadamente o aumento do custo de vida. O governo deve responder ao aumento do custo de vida.
Uma posição do secretário-geral do Partido Socialista que surge depois do ministro das Finanças ter criticado a descida do imposto feita em 2016. Joaquim Miranda Sarmento afirma que a redução do IVA da restauração é um erro crasso e uma medida populista.
José Luís Carneiro aponta também a Base das Lajes, diz que o governo colocou o país numa situação lamentável.
Em causa estão declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que elogiou Portugal por alegadamente ter aceitado a utilização da Base das Lajes antes de saber qual era o pedido dos Estados Unidos. Esta declaração foi desmentida por Paulo Rangel, através de um comunicado do Ministério Português dos Negócios Estrangeiros, que disse que o pedido a Portugal para a utilização da Base das Lajes só foi feito já depois do ataque ao Irão, sendo que o governo português só autorizou mediante determinadas condições. É o que se pode ler nesse comunicado. José Luís Carneiro diz que um dos dois governantes está a faltar à verdade, ou Marco Rubio ou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e fala numa situação lamentável.
Lamento que o governo tenha colocado Portugal nesta posição lamentável. É uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros que desmente uma declaração do secretário de Estado norte-americano. Um dos dois está a faltar à verdade. Vamos aguardar pela ida do ministro dos Negócios Estrangeiros à Assembleia da República.
Palavras de José Luís Carneiro. Paulo Rangel, que foi chamado ao Parlamento a pedido do PS para prestar esclarecimentos sobre a utilização da Base das Lajes por parte dos Estados Unidos da América.
O aeroporto de Lisboa está a registar atrasos, a ultrapassar uma hora. Em causa estão dificuldades técnicas no controle de fronteiras.
São informações da PSP e da Aeroportos de Portugal. A área das partidas do Aeroporto Humberto Delgado está neste momento com longas filas, segundo a ANA. A situação está, ainda assim, a melhorar. O controle de fronteiras na zona das chegadas do aeroporto está sem constrangimentos.
E o que está a ser feito pelas autoridades para lidar com este problema?
Segundo um porta-voz da PSP, todos os esforços para repor os tempos de referência na zona de partidas. A ANA está a colaborar com as equipas nos aeroportos para apoiar os passageiros e também está a colaborar com as autoridades responsáveis pelo controle de fronteiras para aliviar os constrangimentos causados na operação aeroportuária.
E José, já terminaram os jogos de hoje da segunda divisão e os lugares de topo já estão decididos.
Com destaque para o Académico de Viseu, que 37 anos depois está de regresso ao principal escalão do futebol português, e o Torriense vai jogar o playoff de subida frente ao antepenúltimo classificado da Primeira Liga, jogo esse que só fica decidido hoje, sendo que ainda há dúvidas sobre que equipa da Primeira Liga é que vai estar nessa posição. Em cima da mesa está o Nacional da Madeira, o Estrela da Amadora, o Casa Pia e o Tondela, que vão decidir hoje, durante a tarde, quem é que desce e quem é que vai a esse playoff. No segundo escalão, já se conhecia o vencedor do campeonato, o Marítimo, que se sagrou campeão a duas jornadas do fim. O Académico de Viseu confirmou hoje a subida, depois de empatar a zero com o Sporting B. Em terceiro lugar está então o Torriense, que apesar de somar os mesmos pontos que o Académico de Viseu, fica no lugar de playoff por estar em desvantagem no confronto direto. Hoje é dia também de emoções fortes no futebol, com as decisões da Primeira Liga, numa emissão especial de desporto, especial na Rádio Observador, que arranca depois das 15h.
É isso mesmo. E é assim que fechamos o Jornal das Duas, edição do jornalista José Rafael Lopes. Daqui a pouco temos nova edição de Conversas do Fim do Mundo. Até já.
Até já.