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Jornal das duas com o José Rafael Lopes e começamos no desporto. O treinador do Porto quer entrar com o pé direito no campeonato. Francesco Farioli fez ao início da tarde a antevisão da partida de amanhã frente ao Alverca, onde já falou do título.

Para dar conta de que a conquista do ano passado ficou no passado e que de nada vale para as contas do campeonato, que arranca este fim de semana. O Futebol Clube do Porto Alverca está marcado para às 18h. Em conferência de imprensa, Francesco Farioli falou ainda do mercado de transferências para deixar uma garantia: Rodrigo Mora não expressou o desejo de sair do Futebol Clube do Porto.

Tive apenas um jogador que veio ter comigo questionando sobre a possibilidade de sair. Digamos que um falou diretamente comigo, outro sei que também manifestou esse interesse. Nenhum dos envolvidos é Rodrigo Mora.

A garantia do técnico dos azuis e brancos que amanhã vai orientar a equipe na estreia do campeonato frente ao Alverca.

O Benfica joga com o Académico de Viseu no arranque do campeonato. Marco Silva lamenta que o jogo seja à porta fechada e espera dificuldades.

O Clube da Luz apadrinha o regresso do Académico de Viseu à Primeira Liga. O jogo está marcado para as 20h30 de amanhã. Na conferência de imprensa antes do jogo, Marco Silva diz que a equipe está pronta para o arranque do campeonato e que o Académico de Viseu tem um novo treinador, que deixa incógnitas ao técnico do Benfica.

Naturalmente, irão ter uma estratégia, uma forma de tentar contrariar. Neste momento, para mim, é difícil dizer qual será a forma, se irão tentar com um bloco mais alto tentar pressionar de uma forma diferente. Isso para mim é complicado neste momento. Interessa-nos a nós estar preparados para qualquer que seja a situação e a forma como o adversário irá tentar contrariar aquilo que é a nossa forma de jogar e a nossa forma de atacar.

O Benfica vai jogar à porta fechada, cumpre castigo por arremesso de pirotecnia por parte de adeptos encarnados em 2023. Uma situação que não agrada a Marco Silva e que, no entender do técnico do Benfica, faz pouco pelo bem do futebol.

Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, é ao próprio espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.

As palavras de Marco Silva antes do jogo com o Académico de Viseu, primeira jornada do campeonato. Hoje há mais três jogos da Primeira Liga. O Estrela da Amadora recebe o Sporting às 20h30. Às 15h30, Marítimo e Casa Pia medem forças e há ainda o Vitória-Arouca às 18h.

Quer o Benfica-Académico de Viseu, quer o Futebol Clube do Porto-Alverca vão contar com relato e análise amanhã na Rádio Observador. Hoje há emissão especial de desporto também para acompanhar. O Estrela da Amadora-Sporting está marcado para as 20h30. José, o presidente do Benfica submeteu à Assembleia da República uma petição que pede a suspensão do modelo de centralização dos direitos de TV.

A informação é dada pelo Clube da Luz. Além da suspensão, o Benfica quer também a revisão do modelo. De acordo com a iniciativa, o Benfica quer colocar um travão no modelo até ser realizada uma avaliação técnica, econômica e jurídica independente. Entre os argumentos apresentados no comunicado do clube, está a transformação do mercado audiovisual e a ausência de reformas estruturais para valorizar o futebol português. O Benfica diz ainda que há um risco de perda de valor econômico. A iniciativa sustenta que qualquer alteração deve salvaguardar as receitas, a capacidade de investimento e a sustentabilidade dos clubes.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação revela que ainda há algumas dezenas de pedidos de avaliação de exames da primeira fase que não estão fechados.

Os resultados deveriam ter sido conhecidos ontem, sem avançar com o número concreto, Alexandre Homem Cristo diz na Rádio Observador que nalguns casos simplesmente não foi possível.

Estamos a falar de casos também de uma dimensão muito reduzida.

Quantos casos é que são neste universo de mais de 20 mil?

Estamos a falar de algumas dezenas, abaixo de 0,5%. Importa salientar é que qualquer aluno, independentemente do momento em que receba a classificação ou mesmo, neste caso aqui, a reapreciação, tem igual condição para aceder no seu processo de candidatura ao ensino superior e, portanto, todos os prazos para esses alunos contarão a partir do momento em que recebem as suas classificações ou as suas reapreciações.

Não ficarão impossibilitados de se candidatarem à primeira fase do acesso.

De maneira nenhuma.

Sobre as razões que impediram a divulgação destas reapreciações, Alexandre Homem Cristo avança com alguns exemplos.

Por exemplo, faltar algum item ou pelo menos faltar alguma folha, ou haver alguma necessidade de rever a digitalização, mas na maior parte dos casos, estamos a falar de situações mais administrativas, que é algum elemento da documentação que não estava devidamente submetido ou mesmo submissões tardias. Por exemplo, houve até escolas que sinalizaram ao Júri Nacional de Exames terem, por lapso, não enviado as reapreciações para o júri.

As palavras de Alexandre Homem Cristo no explicador da Rádio Observador a dar conta de que os problemas na educação não impedem uma avaliação global positiva da segunda fase dos exames.

Luís Neves vai ser julgado no Tribunal de Contas na sequência do pagamento de viagens ao Brasil.

O Observador revela que a PJ levou 23 elementos ao Rio de Janeiro por suspeitas de corrupção do consulado português e com o alegado envolvimento De grupos de crime organizado. O caso é referente a 2023, resultou em mais de uma centena de diligências entre Portugal e Brasil e teve direito a cooperação internacional com a Polícia Federal brasileira. Luís Neves já tinha justificado a despesa com as viagens devido a uma operação urgente para combater o crime organizado. O ministro chegou a dizer que a decisão poupou milhares de euros ao Estado. O Observador revela agora que se tratou da Operação Agendodromo, que levou 23 elementos da Polícia Judiciária ao Brasil. Estavam em causa suspeitas da alegada prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, bem como participação econômica em negócio, peculato e abuso de poder. O Observador sabe também que os argumentos utilizados pelo ministro em relação ao julgamento no Tribunal de Contas estão em linha com o contraditório da Polícia Judiciária na auditoria no Tribunal de Contas.

E na análise a estas polêmicas em torno do ministro da Administração Interna, Rogério Alves considera que é inevitável a saída do ministro do governo.

O advogado diz que começam a faltar argumentos para manter o Luís Neves no Executivo e que há demasiados problemas em torno do ministro da Administração Interna.

Independentemente da maior venialidade ou culpa das pessoas, etc, o problema que se está aqui a criar é objetivo. Quer dizer, tem raiz subjetiva, tem raiz em comportamentos subjetivos, mas objetivamente está a inviabilizar a ação do ministro. Quer dizer, neste momento, o tempo do ministro, as alusões ao ministro, a razão pela qual se fala do ministro, o espaço público dedicado ao ministro, tem tudo a ver com patologia. Portanto, começa a ser difícil, objetivamente, creio eu, e até subjetivamente, que ele esteja concentrado e focado na missão para a qual foi colocado.

O advogado Rogério Alves, na edição de hoje de "E o Vencedor É", da Rádio Observador, a dar conta da ausência de condições para que Luís Neves se mantenha no governo.

Falamos agora do envio da nova Lei do Retorno para o Tribunal Constitucional. O Chega fala numa decisão irresponsável e que não respeita a dignidade humana.

Que é precisamente um dos alertas deixados ontem pelo Presidente da República, na justificação desse envio do diploma que consagrava a nova Lei do Retorno para o Tribunal Constitucional. Em comunicado, o Chega deixa críticas à decisão que considera um ato político irresponsável. Na Rádio Observador, o deputado do Chega e jurista Rodrigo Tacha levanta questões sobre a leitura feita por António José Seguro.

Mas alguém acha, alguém que me está a ouvir considera que com estes fluxos migratórios que a Europa já não consegue absorver, está respeitada a dignidade humana, não só de quem vem, como daqueles que já cá estão? Alguém acredita que a dignidade humana é respeitada quando muita gente nesta Europa enfraquecida continua a prometer uma falsa promessa às pessoas que entram, que encontrarão uma vida melhor do que aquela que têm, quando nós já não conseguimos dar uma vida melhor aos nossos? Isso é que é a falta de dignidade humana.

Rodrigo Tacha, do Chega, escutado na Rádio Observador, a reagir à decisão de ontem do Presidente da República. Numa nota deixada no site da presidência, António José Seguro confessa que tem reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal no território português. O período aumenta para o máximo de 180 dias, mas pode ser prolongado por outros 180. Em sentido inverso, António José Seguro promulgou a prestação social única, ainda assim com avisos ao Executivo por parte do Presidente da República. António José Seguro diz que nenhum processo de simplificação pode resultar na diminuição da proteção social.

Noutros temas, uma pessoa morreu após a queda de uma avioneta no aeródromo de Portimão.

A vítima mortal é o piloto, um jovem de 28 anos, que era o único ocupante da avioneta. A informação é dada à Rádio Observador pelo comandante dos Bombeiros de Portimão. Tratava-se de uma avioneta que transportava uma faixa publicitária que se terá enrolado na aeronave, o que provocou a queda e a morte do piloto.

A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou hoje que a reabertura do Estreito de Ormuz depende dos Estados Unidos aceitarem em plenas condições de Teerão.

As autoridades iranianas exigem ainda que os norte-americanos deixem de interferir na região e nas conversas entre Irão e Omã sobre a navegação no Estreito de Ormuz. O alto responsável militar do Irão sublinhou a relevância do estreito para o país e considera Ormuz muito mais do que apenas uma rota de importância econômica. Segundo as autoridades iranianas, o país chegou nos últimos dias a um acordo com Omã sobre as características de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz. Está na fase final da escrita de uma declaração conjunta sobre esse entendimento. De acordo com a versão iraniana, a nova rota temporária vai atravessar águas iranianas e do Omã e vai permitir o trânsito de navios comerciais, segundo um novo modelo de gestão.

Notícia de fecho do Jornal das Duas.