Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Na Rádio Observador.

Jornal das duas com o Luís Soares. O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, garante estar tranquilo com a auditoria à Polícia Judiciária. O antigo diretor nacional recusa que exista algo de pessoal no pedido feito pela Ministra da Justiça.

O Ministério da Justiça determinou a realização de uma auditoria da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça à Polícia Judiciária, e também uma avaliação interna à liderança exercida por Luís Neves enquanto diretor nacional da instituição. O Ministro da Administração Interna reagiu na tarde de viva voz a estas auditorias. Afirma que todas as averiguações são bem-vindas. Afirma também que está tranquilo e igualmente desejoso que a auditoria seja feita e que os resultados sejam conhecidos. Em declarações em Gouveia, Luís Neves recorda algumas medidas que implementou enquanto diretor da PJ.

Fizemos um trabalho extraordinário, que foi receber as pessoas do SEF, que tinham sido maltratadas e que foram instaladas e acolhidas. Tivemos obras em tudo o que é edifício da Polícia Judiciária e, por isso, estou absolutamente tranquilo e até desejoso que essa auditoria seja feita e seja conhecida.

Questionado sobre se tem condições para continuar no governo, Luís Neves afirma que está entusiasmado para continuar no cargo.

O que eu quero dizer é que estou muito enobrecido de exercer estas funções, tal qual fiz há mais de 30 anos enquanto servidor público. Dar tudo ao país, dar tudo à população, dar tudo às pessoas. É esse o meu trabalho, é esse o meu compromisso. Estou entusiasmado e é isso que vai acontecer.

Declarações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, em Gouveia. Declarações transmitidas pela RTP, nas quais Luís Neves garante que está tranquilo e desejoso de que sejam conhecidos os resultados desta auditoria pedida pela Ministra da Justiça.

A Ministra da Justiça, Luís, que assegura que vai pedir uma auditoria, ou seja, que pedir uma auditoria é natural e que não está em causa a investigação de um ministro por parte de outro ministro.

Garantia deixada aos jornalistas à entrada para uma cerimónia na sede da PJ, em Lisboa. Rita Serracão Joly garante que o objetivo das investigações à atuação da PJ é proteger a instituição e assegura independência nessas averiguações.

Não está em causa a investigação de um ministro por outro ministro. Não está em causa a averiguação político-pessoal de uma determinada pessoa. O que está aqui em causa é a averiguação, uma auditoria administrativa a uma determinada matéria no âmbito da Polícia Judiciária, que será verificada e que será analisada para perceber. E aliás, é um procedimento normal dentro das instituições democráticas e dentro do funcionamento do Estado.

Esta posição não deixa de ser desconfortável para si?

Eu não tenho esses estados de alma. A minha preocupação é defender as instituições, defender a Polícia Judiciária, que é uma entidade essencial do funcionamento do Estado. É essencial que a confiança que os portugueses têm e continuam a ter na Polícia Judiciária seja mantida e inatacável.

Admito que ficou fragilizada.

E por isso, é muito importante que essas entidades sejam auditadas e sejam verificadas, como aliás é natural que assim seja.

A garantia da Ministra da Justiça, que, no entanto, não se compromete com qualquer prazo para o fim destas averiguações.

Entretanto, o primeiro-ministro diz que as auditorias à Polícia Judiciária vão desfazer todas as dúvidas sobre o que foi feito nos últimos anos.

Declarações de Luís Montenegro esta manhã em Fafe. Pela primeira vez falou sobre essas averiguações relativas à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária. Em declarações aos jornalistas, Luís Montenegro sublinha que as auditorias servem para credibilizar as entidades públicas.

E eu espero que todos entendam que é precisamente tirando a limpo tudo aquilo que são situações que têm vindo a público, que nós podemos credibilizar as instituições e a vida do país. Honestamente, eu creio que estamos numa altura da nossa vida, enquanto comunidade, em que devemos ver as coisas com espírito um pouco mais consensual. Eu creio que o que seria estranho era que não houvesse fiscalização, que não houvesse auditorias cujo objetivo é clarificar.

A reação de Luís Montenegro ao anúncio da auditoria à Polícia Judiciária, que terá como objeto a atuação de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, quando era diretor nacional da Polícia Judiciária.

Já o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, garante que todas as responsabilidades vão ser apuradas.

Sejam responsabilidades internas, sejam individuais, independentemente das pessoas, assegura Carlos Cabreiro.

Estamos a falar de investigações que têm o seu ritmo. Algumas que são de índole interno, outras que correm termos em investigações criminais, como sabem, e como é do vosso conhecimento, há também uma investigação a decorrer no Ministério Público. E é algo que se irá apurar nesse inquérito. Todas as responsabilidades, quer internas, quer individuais. Independentemente das pessoas. Independentemente das pessoas.

O diretor nacional da PJ garante ainda que, apesar das notícias que têm vindo a público, a Polícia Judiciária não fica manchada porque, diz Carlos Cabreiro, é uma instituição com provas dadas.

E Luís, já que ouvimos as declarações do primeiro-ministro sobre as averiguações à Polícia Judiciária, Luís Montenegro também reagiu aos reparos do Presidente da República.

Reparos que considera naturais. O Presidente da República exigiu este fim de semana ao governo que seja mais eficaz na prevenção e que cumpra as promessas de anos anteriores. Luís Montenegro afirma que o governo está a investir na prevenção de incêndios e explica que respeita a opinião manifestada pelo chefe de Estado.

Todos têm um dever de contato permanente com as pessoas, com a sociedade, com a comunidade, e o senhor Presidente da República, naturalmente, independentemente do conteúdo das conversas que nós temos todas as semanas, como diz Tem também a competência e a responsabilidade de falar com o país, como faz também o primeiro-ministro. Portanto, só podemos ver isso com muita naturalidade, com muito respeito e, francamente, com muita convergência também de posições.

A garantia deixada pelo primeiro-ministro, que recorda também que o Executivo tem mudado a estratégia para enfrentar os fogos. Nestas declarações aos jornalistas em Fafe, Luís Montenegro sublinhou também que Portugal atravessa uma boa fase e promete que o país vai superar outra vez as expectativas económicas este ano.

O eclipse que acontece já esta quarta-feira vai reduzir em quase 50% a produção da energia solar durante cerca de duas horas e para fazer face a esta redução, a REN vai mobilizar reservas de energia hídrica e térmica.

A operadora da Rede Elétrica Nacional estima que o eclipse provoque uma perda na produção solar equivalente a 7% do consumo nacional previsto para as duas horas em que vai durar o fenômeno. A REN está a trabalhar com a rede elétrica de Espanha para preparar a resposta para esta redução de energia solar de 45%, que pode mesmo passar pela mobilização de reservas adicionais com geração hídrica e térmica. A REN refere em comunicado que o impacto do fenômeno será minimizado pela hora que vai acontecer, ou seja, o final da tarde de quarta-feira, quando a produção solar já está em queda.

E são agora 14h07, Luís. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Um sismo de magnitude 3,3 na escala de Richter foi registado à 12h30 nas estações de rede sísmica no continente. Segundo o comunicado do IPMA, o epicentro localizou-se a cerca de 10 km a sudeste da freguesia de Cadaval. De acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais, mas é o segundo sismo a ser sentido em Portugal nas últimas 24 horas, depois de um abalo sentido de madrugada em Odemira, Almodôvar e Santiago do Cacém. Já está na estrada a etapa cinco da Volta a Portugal em Bicicleta. A tirada de hoje, contra-relógio de 17 km entre Nadia e Águeda. Nas contas de classificação geral, o francês Alexis Guerin vai vestir a camisola amarela pela primeira vez. O ciclista parte com uma vantagem de 1 minuto e 26 segundos sobre o companheiro de equipa Artem Niž. Nos Europeus de Atletismo, as portuguesas Auriol Dongmo, Jéssica Enxuto e Elena Bandeira já estão qualificadas para a final do lançamento do peso, provas que decorrem em Birmingham, na Inglaterra. A final do lançamento do peso realiza-se mais logo, a partir das 19h.

Boa sorte para as atletas portuguesas. Fica por aqui o Jornal das Duas com o Luís Soares.