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Maldonado Correia. Começamos este jornal com José Luís Carneiro, garante que não vai ser pelo PS que Portugal volta a ter uma crise política.
Com a ameaça de uma possível moção de censura do Chega em cima da mesa, o secretário-geral do PS acusa André Ventura de estar a fazer uma manobra política para ocupar o espaço mediático, mas não avança com o posicionamento do partido em relação a essa eventual iniciativa parlamentar.
Temos de aguardar e saber o que é que ela diz e avaliar aquilo que essa moção dirá. O que é certo é que foi prometido para terça, hoje é quarta, que foi também prometido avançar com uma comissão de inquérito. Ou seja, isto faz parte de uma ocupação do espaço mediático, como aliás, se vê nas perguntas que me estavam a fazer. Nós contribuiremos para a estabilidade política do país e não será pelo PS que haverá crise política em Portugal.
José Luís Carneiro insiste que o primeiro-ministro tem de assumir responsabilidades na polêmica em torno de Luís Neves.
O primeiro-ministro é o primeiro e mais importante responsável por tudo quanto tem a ver com o Governo. Só ele convida, só ele exonera. E o primeiro-ministro tem que ter consciência do que se tem vindo a passar, tem vindo a degradar a confiança dos cidadãos nas suas instituições políticas e ele tem deveres, tem uma responsabilidade que não pode alienar, nem pode entregar aos outros. Ele próprio tem de assumir essa responsabilidade.
Secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que termina hoje uma visita a Moçambique.
André Ventura anuncia hoje à tarde a decisão do Chega sobre a moção de censura ao Governo.
Notícia confirmada por fonte oficial do partido, numa nota enviada às redações, André Ventura vai fazer uma declaração na sede do Chega a partir das 16h30 e vai anunciar se afinal avança ou não com essa moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, motivada pelas várias polêmicas em torno do ministro da Administração Interna, que garantiu ontem que não vai sair do Executivo. Também ontem à noite, André Ventura assumiu, em entrevista, que está mais perto de dar luz verde a essa iniciativa.
16h30, vamos acompanhar essa declaração aqui em direto na Rádio Observador. O antigo deputado socialista Sérgio Sousa Pinto alerta para a politização das forças de segurança, levada a cabo por Luís Neves no discurso de ontem na Madeira.
O ministro da Administração Interna falou numa cerimônia dedicada às polícias para se defender dessas polêmicas em que está envolvido. Esta manhã, no Realpolitik, Sérgio Sousa Pinto fala num discurso com pouco sentido de oportunidade.
É um discurso razoável. Agora, não percebi foi a circunstância escolhida. Quer dizer, aquilo parecia uma ação de politização das forças de segurança. Porque quem é que estava lá? Quem era o auditório? Eram as forças de segurança. Qual é o sentido estar a fazer aquela preleção diante das forças de segurança? Portanto, acho que o contexto foi um pouco ponderado. Agora, quanto ao resto, defendeu-se politicamente, que é o que lhe compete fazer.
O Chega anuncia hoje se vai ou não avançar com essa moção de censura ao Governo. Sérgio Sousa Pinto tem algumas dúvidas sobre o sucesso dessa iniciativa parlamentar.
Causa-me muita impressão que uma cruzada liderada pelo líder do partido de extrema-direita derrube um ministro que é o representante do poder político democrático, porque o Luís Neves está no Governo porque foi convidado pelo partido a quem os portugueses deram a maioria.
Análise de Sérgio Sousa Pinto esta manhã no Realpolitik da Rádio Observador.
Foram identificados dois suspeitos com ligações a Moscovo no caso do ataque híbrido ao aeroporto de Leipzig, na Alemanha, no último mês.
É o que informa o jornal alemão Süddeutsche Zeitung. Ontem a Alemanha acusou formalmente a Rússia de ser responsável pelo ataque híbrido no aeroporto de Leipzig, onde foram detectados drones com explosivos. De acordo com o jornal, os investigadores estão certos de que identificaram dois suspeitos, um homem russo com passaporte da Letônia e um outro da Bielorrússia com passaporte russo. Este desenvolvimento na investigação surge horas depois da conferência conjunta da NATO e da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão, afirma que esta tentativa de ataque em Leipzig não vai ser tolerada. Diz que está solidária com a Alemanha, garante que a solidariedade com a Ucrânia também vai permanecer, tal como a pressão sobre a Rússia.
Nós não vamos tolerar este tipo de ataques. Estamos completamente solidários com a Alemanha. Se a intenção era fazer com que deixássemos de apoiar a Ucrânia, isto só fortaleceu a nossa causa. A intimidação não vai resultar. Estamos unidos. A Europa e a NATO não vão apenas manter a pressão, vamos aumentá-la. Não vamos parar até que a Rússia pare de bombardear, de matar crianças, homens e mulheres inocentes da Ucrânia.
Presidente da Comissão Europeia, que anuncia que a Europa tem equipas de intervenção rápida para responder no terreno e sanções prontas para responder economicamente.
Temos de considerar as nossas infraestruturas do dia a dia como alvos da frente de guerra e temos de os proteger, tendo em conta isso. Vamos apoiar qualquer Estado membro que seja alvo de ataques russos. A Europa já tem equipas de resposta rápida capazes de responder a este tipo de ataques dentro ou fora da União. As nossas sanções enfraqueceram a economia russa e podem ser aumentadas, estão prontas para ser usadas e quaisquer que sejam as lacunas que a Rússia esteja a explorar, vamos impedi-las.
Declarações de Ursula von der Leyen em conferência conjunta com a NATO, onde também esteve presente, claro, o secretário-geral da Aliança Atlântica. Mark Rutte diz que está tudo a ser feito para garantir a segurança dos membros da aliança, sublinha a união entre Europa e a NATO.
"A Rússia está cada vez mais imprudente. Enquanto continua uma guerra terrível contra a Ucrânia, vemos cada vez mais drones e mísseis a passar pelo nosso espaço aéreo, o que aumenta o risco. Os exemplos são muitos, os perigos que a Rússia apresenta são claros. Estamos a trabalhar para garantir que estamos preparados para manter o nosso povo seguro. Se a Rússia pensa que estamos divididos ou que deixaremos de apoiar a Ucrânia, está enganada. A nossa unidade é inabalável".
Garantia de Mark Rutte deixada esta manhã em conferência de imprensa conjunta com Ursula von der Leyen.
No Médio Oriente, o Irão acusa os Estados Unidos de ter cometido um crime de guerra depois de um ataque com mísseis, do qual resultou a morte de quatro pessoas num casamento na região sul do país.
O porta-voz do Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que o ataque norte-americano a esse casamento em Sirik mostra a verdadeira face do crime de guerra. Fala ainda numa luta desesperada dos Estados Unidos para ocultar o fracasso no conflito com o Irão. A última noite voltou a ser marcada por ataques entre Estados Unidos e Irão de parte a parte. Washington lançou uma nova ofensiva, a segunda em 48 horas. As autoridades iranianas dão conta de 18 mortos no total. Foi uma resposta a tentativas de ataques contra navios mercantes no estreito de Ormuz por parte do Irão. É no mínimo o que afirmam os Estados Unidos. Isto porque as autoridades iranianas retaliaram com o lançamento de mísseis contra infraestruturas norte-americanas em vários países do Golfo Pérsico.
Vamos ainda neste jornal a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo. Subiu para 1,59%. Já o montante de novas operações de depósito atingiu um máximo histórico, mais de 13 bilhões de euros no mês de julho, dados divulgados pelo Banco de Portugal. A cotação do gás natural está no máximo de mais de três anos. Está a rondar os €74 por megawatt-hora, em causa os ataques desta noite entre os Estados Unidos e Irão no Médio Oriente, numa altura em que o preço do barril de petróleo Brent já está também a superar o limiar de US$95, uma subida de 0,5 desde ontem.