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Jornal das duas, com Miguel Videira. Miguel, é uma crítica comum ao governo feita pelo PCP e também pelo Livre. Lamentam que as linhas gerais do orçamento, que hoje ficaram a ser conhecidas, não prevejam medidas para fazer face ao aumento do custo de vida.

A porta-voz do Livre acusa o governo de falta de abertura. Isabel Mendes Lopes adianta que a proposta do Executivo não prevê aumentos além da inflação e fala num orçamento de expediente. Miguel, que garante Isabel Mendes Lopes, a porta-voz do Livre. Os ministros Miranda Sarmento, das Finanças, e Carlos Abreu Amorim, dos Assuntos Parlamentares, receberam também uma delegação do PCP. Foi, de resto, o último encontro da parte da manhã. A líder parlamentar comunista, Paula Santos, acusa o Executivo de aprofundar as desigualdades. A líder do grupo parlamentar do PCP, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, depois desse encontro com os ministros Miranda Sarmento e Carlos Abreu Amorim. Esta manhã, os dois membros do governo começaram por receber os líderes parlamentares de PSD e CDS. Hugo Soares e Paulo Núncio alinharam num apelo à oposição para que seja responsável, tendo em conta o contexto internacional particularmente difícil. As reuniões com o Executivo são retomadas daqui a pouco, daqui a menos de uma hora. Às 15h, é recebido o Bloco de Esquerda. Ao final da tarde, o governo reúne com o JPP, o deputado único do Juntos pelo Povo. Para amanhã está agendada a reunião com a Iniciativa Liberal. O orçamento tem de ser entregue na Assembleia da República até o próximo dia 10 de outubro.

E a Presidente da República promulgou o diploma do governo que estabelece o pagamento de um bónus aos pensionistas.

Anunciado pelo Primeiro-Ministro durante o debate da moção de censura apresentada pelo Chega. Assim, os pensionistas que recebem até €537 por mês vão ter mais €200 no final do ano. Quem recebe até €1.074, recebe mais €150 e quem ganha até €1.611, o suplemento é de €100.

Miguel, seguimos com o arranque do ano letivo. Há 400 horários completos que continuam por preencher nas escolas públicas.

Número avançado ao final da manhã pelo Ministro da Educação, durante a sessão de apresentação do relatório da OCDE, Education at a Glance. Ainda há, no total, 664 horários por preencher, 60% estão completos. O primeiro ciclo é o que apresenta os números mais elevados, com mais de 300 horários por preencher. Fernando Alexandre, o ministro, diz que este número só é preocupante por estar concentrado na zona de Lisboa.

Se isto fosse no país todo, eu não mostrava isto, que isto era totalmente irrelevante. É mesmo assim. No país todo, isto é irrelevante, porque 400 horários no país, não é um problema para ninguém. Nenhum ministro se preocuparia com isto, com este número, nem que fosse o dobro, se estivesse distribuído homogeneamente pelo país. Qual é que é o problema? É que destes 408 horários completos, 305 são aquele 45, que é o QZP de Lisboa, basicamente. É um problema que as pessoas no Norte e no Centro não percebem a discussão que existe sobre os alunos sem aulas.

Quanto às causas, por que estes horários ainda não foram preenchidos, o Ministro da Educação diz que o problema está relacionado com a ineficácia do sistema de recrutamento.

Eu não tenho dúvidas nenhumas que a principal razão para os alunos estarem sem professores em Portugal tem a ver com a ineficiência deste sistema, porque o sistema é mastodôntico, é enorme e era superineficiente. Já não é tão ineficiente, já vos vou dizer, já está muito melhor. Mas entre identificar uma necessidade, um professor que se reformou, que ficou doente, e haver um professor que se candidata, que está interessado, que é colocado e que chega à sala de aula, eram semanas e semanas.

"Há um problema com o sistema de recrutamento", diz o ministro da Educação, Fernando Alexandre, a propósito do número que também avançou ao final desta manhã. Ainda há 400 horários por preencher nas escolas públicas.

Os diretores escolares querem mais participação das famílias para travar o aumento dos crimes nas escolas. O alerta surge a propósito dos dados do programa Escola Segura, da Polícia de Segurança Pública.

O relatório referente ao ano passado e que hoje foi divulgado revela que o número de crimes, de ofensas corporais e de armas cometidos nas escolas no último ano letivo foi o maior dos últimos cinco anos. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional que representa os diretores das escolas públicas, afirma que os estabelecimentos de ensino precisam de mais técnicos especializados para combater este tipo de situações, mas não é a única solução para o problema. As famílias têm de estar presentes.

Cada vez mais importante a existência de maior número de técnicos especializados. Eu digo psicólogos, assistentes sociais e educadores sociais. É verdade que nos últimos anos este esforço foi feito, mas eventualmente em algumas regiões do país, e falo sobretudo nas grandes regiões, Lisboa e Porto, é necessário em algumas escolas reforçar o número destes técnicos especializados. Mas isto sem as famílias colaborarem Não vamos lá. Eu tenho a certeza que há algumas famílias, eu não digo que é a maioria, até acho que é uma minoria, mas que de fato não colaboram com a escola neste tipo de situação.

Tem um papel importante a desempenhar no combate a este fenômeno da violência em contextos escolares, famílias, é o que defende Filinto Lima, presidente da associação que representa os diretores das escolas públicas.

Atualidade internacional, o secretário-geral da NATO e o primeiro-ministro da Lituânia acusaram a Rússia de intensificar as ações hostis contra vários países europeus.

Mark Rutte e Mintaugas Sinkevičius estiveram reunidos esta manhã em Bruxelas. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, fala em drones, sabotagem, ciberataques. Diz que estas ações fazem parte de uma campanha mais ampla para desestabilizar os países europeus e testar a NATO. As acusações surgem duas semanas depois de um drone ter violado o espaço aéreo da Lituânia, foi abatido por caças da NATO. O chefe do governo lituano diz que a resposta da Lituânia e dos demais países da NATO só pode ser uma.

Manter o apoio à Ucrânia, porque é a melhor resposta a qualquer ação nessa zona cinzenta que a Rússia está a desenvolver. Em vez de reduzir esse apoio, porque no final, o que eles querem é dividir-nos, fazer-nos perder o foco e começar a discutir entre nós o que está a acontecer e como tudo isso se combina.

É preciso manter o apoio a Kiev, receita do primeiro-ministro da Lituânia, entre acusações dirigidas à Rússia de querer desestabilizar a Europa e os países da Aliança Atlântica.

Agora 14h08, Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento celebrados no segundo trimestre do ano aumentou 10,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor do metro quadrado atingiu os €10,17. As rendas mais elevadas foram registadas na Grande Lisboa e também na Região Autónoma da Madeira. Em Espanha, os partidos de governo chegaram a acordo para aprovar o decreto Mari Carmen, que visa proteger os inquilinos mais vulneráveis. O governo de Sánchez, através da conta da rede social X, anuncia a suspensão dos despachos de moradias até 2030 e a renovação automática dos contratos de arrendamento, a fim de conter a crise imobiliária que atinge o país. De saída, os escândalos de uma revolucionária é o novo podcast Plus do Observador e o terceiro episódio já está disponível.

É isso mesmo, Miguel. E narra a história da filha única do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais, em 1965. Ani, como era conhecida, abandonou tudo, incluindo o marido diplomata, para se juntar à revolução cubana.

Apesar da distância, Ani nunca perdeu contato com a família, sempre foi muito próxima do pai. A relação com a mãe era consideravelmente mais complicada.

Armanda e Ani não se veem desde que a filha deixou Portugal para rumar a Cuba com Ramon. Estão cheias de saudades. Trocam abraços e sorrisos e choram agarradas uma à outra. Depois destes minutos iniciais, a convivência entre as duas só vai piorar. Ani chega ao aeroporto com Milo Gonzaga, a embaixatriz portuguesa em Havana. A mãe vai ficar instalada na residência dos embaixadores e não em casa da filha. O apartamento é pequeno e a relação entre ambas nunca foi perfeita. E além disso, está decidido a nível superior.

"Aqui o papá não manda nada" é o título do terceiro episódio do novo podcast Plus do Observador, já está disponível.

A atriz Bárbara Branco é narradora desta série e conta com música original de Frankie Chavez. A investigação e os guiões são da jornalista Inês André Figueiredo.