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E começa agora o jornal das 14h, edição do jornalista Miguel Vider. E Miguel, já vamos detalhar o que de mais importante foi dito na conferência de imprensa de Paulo Rangel e Marco Rubio, que terminou há instantes. Mas começamos este jornal com o tema do orçamento do Estado.
Orçamento que foi aprovado esta manhã na reunião de Conselho de Ministros. O documento vai agora ser entregue, daqui a pouco, em mãos pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Um cerimonial que acontece a cada ano e que vai ser acompanhado aqui, em direto, na antena do Observador. Na Assembleia da República já está o jornalista Vasco Maldonado Correia, preparado para nos relatar esse momento. Pergunto, Vasco, agora aqui em direto, se o ministro das Finanças já está no Parlamento?
É isso mesmo, Miguel. Já chegou ao Parlamento, passou aqui bem perto há instantes, acompanhado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares. Chegou cerca de 15 minutos antes da hora marcada para a entrega dessa proposta do orçamento do Estado por parte do governo e, por isso, presumimos, foi fazer tempo aqui para bem perto dos Passos Perdidos para a sala do governo, onde, presumimos também, daqui a menos de 15 minutos, irá sair para se encontrar com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, para esse momento, que é um momento simbólico, momento em que o governo entrega aquilo que noutros tempos foi uma pasta. Hoje em dia costuma ser também basicamente uma pen que contém os detalhes da proposta para o orçamento do Estado. Isso deverá acontecer, como dizia, às 14h15, mas será um momento relativamente breve, um momento simbólico, até porque depois, e aí sim, o ministro das Finanças irá partir para o ministério, onde irá detalhar todas essas propostas que fazem parte do que está previsto no orçamento do Estado para o próximo ano, proposta que também já tem a viabilização praticamente garantida, isto com a abstenção do Partido Socialista. Será, por isso, uma longa tarde para Joaquim Miranda Sarmento, primeiro aqui na Assembleia da República, depois no Ministério das Finanças, neste que é um dia particularmente importante para a vida política do país. É este o documento que serve de orçamento para todas as opções políticas do governo ao longo do próximo ano.
Momentos que vão ser acompanhados aqui na antena do Observador pelo repórter Vasco Maldonado Correia. A discussão do orçamento na generalidade está agendada para os próximos dias 27 e 28 de outubro. Segue-se o debate na especialidade. O processo orçamental vai ficar concluído com a votação final global marcada para 24 de novembro. Sobre este tema, falou esta manhã o presidente da República e formulou um desejo.
Desejo que seja um bom debate, um debate profícuo, sempre com propósito: melhorar a vida das pessoas, sobretudo numa altura muito difícil, em que muitos portugueses passam por dificuldades.
É a expectativa de António José Seguro, expectativa e desejo manifestado pelo presidente da República, que esta manhã participou numa conferência sobre relações internacionais.
E agora sim, Miguel, vamos regressar ao Palácio das Necessidades, onde decorreu a conferência de imprensa de Paulo Rangel e Marco Rubio.
Terminou há instantes essa conferência de imprensa dos chefes da diplomacia de Portugal e Estados Unidos, momento que acompanhámos aqui em direto, com a ajuda do repórter do Observador, Miguel Cordeiro, que volta a juntar-se a este jornal. Miguel Cordeiro, boa tarde. Vamos lá então às notas essenciais destas declarações conjuntas dos chefes de diplomacia dos dois países.
Boa tarde, Miguel, novamente. Sim, notas essenciais. É um apelo à cooperação e uma garantia de que há um estreitar desta relação entre Portugal e Estados Unidos da América. Ora, Paulo Rangel, foi na última pergunta, mesmo na última resposta que deu à imprensa, que definiu exatamente o que foi discutido neste encontro. Disse Paulo Rangel: o menu orientado para este encontro foi o negócio, o turismo, o comércio e alguns temas internacionais, mais concretamente, algo que Luís Montenegro disse que ia estar em cima da mesa, essa situação atual no Estreito de Ormuz e o impacto que está a ter para a vida econômica portuguesa e da União Europeia. Temas que poderiam estar em cima da mesa e que, de acordo com Marco Rubio e de acordo com Paulo Rangel, não estiveram: a situação na base das Lajes. Sabemos que está a decorrer uma investigação da Procuradoria-Geral da República ao que aconteceu com essa utilização da Base das Lajes no início da operação dos Estados Unidos da América no Irão. Garantiu Paulo Rangel que a ligação, o acordo que os Estados Unidos da América e Portugal têm para a Base das Lajes não esteve em discussão neste encontro com Marco Rubio. Garantiu até que existe uma plataforma, uma comissão permanente que discute isso o tempo inteiro com os Estados Unidos da América e que não há necessidade de discutir com a presença de Marco Rubio. E sobre isso, Marco Rubio disse apenas que essa utilização da Base das Lajes é importante para os Estados Unidos da América e que também não esteve em cima da mesa. Quanto ao negócio que Portugal tem para a Força Aérea, a necessidade de modernizar a frota que tem nesta altura de caças de F-16, disse Paulo Rangel que esse é um assunto que não cabe ao Ministério dos Negócios Estrangeiros comentar, que sim, que Portugal vai ter de fazer esse investimento, de reforçar essa frota, de modernizar essa frota. Há hipóteses na Europa, há hipóteses nos Estados Unidos da América. Essa é uma decisão ainda por tomar. Marco Rubio disse que não iria interferir, mas nesta conferência de imprensa defendeu os caças norte-americanos e disse que são os melhores do mundo. É uma decisão que cabe a Portugal, mas disse que os F-35 são os melhores do mundo. Houve também questões sobre o conflito na Ucrânia e sobre a ligação à China, entre Portugal e China Sobre o conflito na Ucrânia, ambos defendem um acordo para o final desse conflito, que se deve chegar a um entendimento para terminar esse conflito. Sobre a ligação à China, concordou Marco Rubio que os países devem ter diferentes ligações, não devem estar dependentes de apenas um país. E Paulo Rangel explicou que a ligação de Portugal à China tem mais de 500 anos e que é uma ligação para manter, apesar de Portugal tentar diversificar essas ligações. Muito falaram também de cabos submarinos. É importantíssimo Portugal, essa porta de entrada da tecnologia norte-americana para a Europa e da necessidade de defender em condições esses cabos submarinos. E essencialmente falaram sobre a economia, do estreitar do investimento norte-americano em Portugal e do aumentar da comunidade norte-americana em Portugal. Tanto Paulo Rangel como Marco Rubio falaram disso, de Portugal estar a ser um país onde está a crescer cada vez mais a comunidade norte-americana. Por fim, uma nota: Marco Rubio elogiou Portugal por ser um país importante no combate ao narcotráfico. Deixou alguns números, a quantidade de toneladas que Portugal tem conseguido travar junto à costa portuguesa e elogiou bastante esse esforço que Portugal tem feito para travar o narcotráfico e essa porta de entrada para a Europa.
Miguel Cordeiro, jornalista do Observador, aqui com o resumo das declarações de Paulo Rangel e Marco Rubio nesta conferência de imprensa conjunta. O secretário de Estado norte-americano termina em Portugal um périplo por três países europeus. Começou na Islândia, passou pela Grécia, agora em Portugal, com o objetivo anunciado na rede social X de reforçar os laços económicos com estes três países.
E em França, Miguel, mais um dia de protestos.
Sim, mais um dia de protestos. Várias escolas continuam hoje encerradas. Disso mesmo dão conta os vários órgãos de informação franceses. Um pouco por todo o país estão, de resto, a decorrer manifestações promovidas por jovens do ensino secundário. O ministro da Educação francês já anunciou entretanto que vai receber os três principais movimentos de estudantes do país. Nada que afaste estes estudantes das ruas. É o que acontece, por exemplo, a esta hora em Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu, onde está o jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias. Miguel, está para começar ou já terá começado mais uma manifestação em Estrasburgo.
Sim, para já ainda sem problemas de maior. Os incidentes aconteceram durante a manhã. Cinco estudantes foram detidos numa escola secundária aqui em Estrasburgo e os colegas, os manifestantes, acabaram por se concentrar em frente à sede da polícia, à sede regional da Polícia Nacional Francesa aqui na cidade. Mas isto tudo antes do arranque formal da manifestação, que começou há cerca de 30 minutos e que vai percorrendo algumas ruas da cidade. Para já, vê-se um reforço do dispositivo policial um pouco por toda a cidade, sobretudo em zonas de pontes, junto a locais como universidades ou escolas secundárias, mas para já sem qualquer incidente a registar depois desses problemas que aconteceram durante a manhã. Aqui, ao contrário do que acontece em Paris, o protesto arrancou mais tarde, por isso está também ainda numa fase inicial e daí também, para já, os ânimos estarem ainda controlados.
É isso que testemunha o jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias, por estes dias em Estrasburgo. De saída desta edição das 14h, dar-lhe ainda conta que há registo de um ciberataque que expôs na internet dados não classificados das secretas portuguesas. Um ciberataque a uma empresa que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa, o SIRP, permitiu a piratas informáticos obter dados não classificados das secretas do SIRP e de outras entidades, por exemplo, o Serviço de Informações, o SIS, e também o Serviço de Informações de Defesa. Disso mesmo dá conta o SIRP, que avança também que já deu a informação deste ciberataque à Procuradoria-Geral da República. Uma notícia que desenvolvemos em futuros espaços informativos.
E é assim que fechamos o jornal das 14h, edição do jornalista Miguel Vileira. Daqui a pouco vamos até à Assembleia da República para a discussão do Orçamento de Estado.