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As notícias. Miguel Vider com o Jornal das Três. Miguel, o presidente do Futebol Clube do Porto comentou há instantes a polêmica em torno da acusação de coação que foi feita pelo árbitro Fábio Veríssimo. Já vamos a esse assunto, mas para já, a homenagem a Cavaco Silva e a afirmação de que há erros que não podem ser escondidos.
No Palácio de São Bento, palco da cerimônia promovida pelo atual governo, o antigo primeiro-ministro e presidente da República passou a pente fino os feitos e os desafios que enfrentou durante os 10 anos de governação. Foi primeiro-ministro entre 1985 e 1995 e terminou com uma conclusão: as falhas e os erros não são alheios à política.
É impossível evitar falhas e erros. Como costumo dizer: "Nobody is perfect." Em política, os erros cometidos por um governo, mesmo que tal seja humano, não podem ser escondidos. E às vezes, os erros são mesmo inventados para serem notícia com estrondo. Em política, tal como no futebol, abundam os treinadores de bancada.
Cavaco Silva lembrou ainda a remodelação governativa que fez na passagem do ano de 89 para 1990, quando teve de substituir cinco ministros. Diz que foi um dos aspectos mais negativos da governação. Antes de Cavaco Silva, fez uso da palavra Luís Montenegro. Dias depois de se afirmar como sacrerneirista, Montenegro assegura que é, na verdade, um cavaquista.
Que do ponto de vista da inspiração governativa, da forma de estar, lidar e executar a tarefa de coordenação do governo, a nossa e a minha referência e inspiração é precisamente Aníbal Cavaco Silva. E como ele, hoje sentimos a responsabilidade de sermos um farol para dar ao país uma orientação para o rumo que queremos seguir, como fez Cavaco Silva há 40 anos.
O exemplo de Luís Montenegro, o primeiro-ministro inspirado pelo trabalho de Cavaco Silva, defende que há um país antes e depois do ex-primeiro-ministro. Esta cerimônia e muito em particular a declaração de Cavaco Silva, são pretexto para a vinda aqui a estúdio do editor adjunto da editoria política d'O Observador, Miguel Santos Carrapatoso. Miguel, boa tarde. Obrigado pela tua disponibilidade. Diz Aníbal Cavaco Silva que os erros cometidos por um governo não podem ser escondidos. Que interpretação fazes desta afirmação? Tem algum destinatário em particular, o atual governo?
Cavaco Silva é conhecido por escolher com muito cuidado as palavras que utiliza em cerimônias públicas. Isso é um princípio básico para qualquer tipo de análise que se possa fazer às intervenções do antigo presidente da República. E, na verdade, o que Cavaco Silva fez foi escolher dois momentos da sua governação, o momento mais difícil e o momento mais positivo. Quando decide falar sobre aquele que foi o seu momento mais difícil, Cavaco Silva fala da remodelação que fez e que o obrigou a dispensar cinco ministros. Disse até que foi um momento de profunda solidão, mas que sentiu que o teria de fazer, em que altura do ano, algures entre dezembro e janeiro, à altura das festas. Coincidência ou não, é para lá que caminhamos a passos largos. E depois Cavaco Silva junta a essa conclusão ou essa mensagem de que foi difícil fazer aquela remodelação, uma outra mensagem: "Foi difícil, mas mesmo assim, mesmo depois dessa crise governativa, eu consegui ter maioria absoluta em 91." Portanto, o que Cavaco Silva, que é, insisto, conhecido por escolher com muito cuidado as palavras que usa neste tipo de intervenções públicas, o que Cavaco Silva parece querer dizer é que às vezes decisões difíceis tomadas a tempo traduzem-se em bons resultados mais à frente. E acho que foi isso que Cavaco Silva fez questão de dizer nesta cerimônia. Se tinha ou não como destinatário o governo em funções, deixo a cada um tirar essa conclusão. A minha é que sim, é que tinha como destinatário Luís Montenegro.
Sendo que tu esta semana escrevias precisamente que o governo apontou um prazo para reavaliar a continuidade da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no atual executivo. Dezembro. Também sublinhaste aqui que o exemplo dado por Aníbal Cavaco Silva foi precisamente a remodelação governamental que teve que fazer em período final do ano.
Parecem coincidências a mais, não é? E de fato, são muitas coincidências. O período temporal referido por Cavaco Silva, aquele que parece ser o prazo limite para Ana Paula Martins tomar uma decisão sobre a sua continuidade ou não, ou então esperar que Luís Montenegro decida remodelá-la. Portanto, são coincidências a mais e Cavaco Silva, como ouvimos há instantes, termina o seu discurso, e foi a nota final do seu discurso, dizendo que em política ninguém é perfeito e em política os erros não se escondem. Portanto, eu acho que foi o mais longe que Cavaco Silva se permitiu ir a falar sobre ou fazer uma crítica a um governo de alguém que assume abertamente ser herdeiro de si próprio.
Agradeço-te, Miguel Santos Carrapatoso, a leitura que aqui nos ajudaste a fazer destas palavras de Aníbal Cavaco Silva, o antigo primeiro-ministro e presidente da República, que foi hoje homenageado a pretexto dos 40 anos da posse do primeiro governo. Cavaco Silva, que governou Portugal entre 85 e 95, com duas maiorias absolutas.
Vamos ao mau tempo das últimas horas. Há um novo balanço feito pela Proteção Civil.
Foram registadas quase 800 ocorrências até ao meio-dia associadas à chuva e vento fortes. Há um desalojado em Paço de Arcos por causa dos danos provocados na habitação. Na Ericeira, duas pessoas foram resgatadas do mar e transportadas para o hospital. Lisboa e Vale do Tejo foi a região mais atingida pelo mau tempo.
Associado ao mau tempo, Portugal registou mais de 40 mil descargas elétricas atmosféricas nas últimas 24 horas.
A meteorologista do IPMA, Paula Leitão, explica que este número, 40 mil descargas, é um número elevado e fora do vulgar.
São números bastante elevados. Não são extraordinários. Este tipo de situação meteorológica acontece com alguma frequência, principalmente nesta altura do outono, em que o ar ainda está quente, o mar está com a água bastante quente. São números que são interessantes do ponto de vista de quem gosta de observar estas coisas. Já não são os números mais vulgares, são números que mostram alguma intensidade.
Paula Leitão, entrevistada pela jornalista Nadine Soares. O IPMA, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, apela à população que evite deslocações desnecessárias e, em casa, que esteja longe de janelas e desligue também os aparelhos elétricos.
André Villas-Boas não confirma a acusação feita pelo árbitro Fábio Veríssimo, que denunciou uma tentativa de coação por parte do Futebol Clube do Porto. O presidente dos azuis e brancos diz que vai averiguar.
À chegada da equipa ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro para a viagem até aos Países Baixos para defrontar amanhã o Utrecht, em jogo a contar para a Liga Europa, o presidente do Porto, em declarações aos jornalistas, falou sobre a questão das imagens no balneário e garante que o clube vai fazer uma averiguação interna sem confirmar os factos revelados por Fábio Veríssimo.
O Futebol Clube do Porto foi o último a ser comunicado relativamente a esse relatório. Um relatório que é simples, no qual vamos ajudar os órgãos competentes na sua avaliação. O Futebol Clube do Porto também fará a sua averiguação interna relativamente aos factos e a partir daí tomará as devidas considerações.
E mais notícias, André Villas-Boas. O presidente do Porto aproveitou para responder às críticas feitas pelos candidatos à presidência do Benfica.
Relativamente ao Benfica, compreendo que estejam em campanha eleitoral, compreendo que os dois candidatos se queiram gladiar insultando o Futebol Clube do Porto. O Futebol Clube do Porto não tem nada a ver com as eleições do Benfica. Agora eu recomendo aos dois que se preocupem um pouco mais com o seu rival da Segunda Circular, porque há muito tempo que o Sporting tem o presidente do Benfica no bolso.
André Villas-Boas na zona de partidas do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Os Dragões viajam hoje para Utrecht, nos Países Baixos. O Porto defronta amanhã a equipa da cidade do Utrecht, jogo a contar para a Liga Europa.
E que vai poder acompanhar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Temos agora as notícias de âmbito local.
Já no próximo sábado, pode participar na jornada cultural de Santarém. A iniciativa pretende valorizar o património histórico e artístico da cidade e conta com a participação de vários especialistas na área cultural. Durante a tarde estão ainda previstas visitas guiadas. E sábado, também em São João da Madeira, recebe o Oliva Market, um mercado para dar palco a marcas portuguesas de moda, bijuteria e decoração. Decorre entre as 10h e as 19h. A entrada é gratuita. Estão quase esgotadas as reservas para o Festival de Sopas no Carriço, em Pombal. Para além de comida, o evento conta também com animação musical. A 13ª edição acontece este sábado. As portas abrem às 19h. Um dia depois, no domingo, arranca a Festa da Gastronomia do Seixal. É neste dia que decorre o Magusto. Para além do workshops e sessões de show cooking com chefs de renome, pode ainda inscrever-se no concurso de doçaria e habilitar-se a ganhar um prémio. O evento decorre até ao próximo dia 14 de dezembro. De novo a norte, o município da Póvoa de Varzim e a Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro juntaram-se para sensibilizar a população para a necessidade de implementar em Portugal o rastreio do cancro do pulmão, essencial para diminuir a taxa de mortalidade da doença. A campanha decorre até ao final do mês. Em Odivelas, arranca o projeto municipal Reciclarte. Os participantes vão poder criar os próprios objetos a partir de plástico usado. Uma iniciativa que decorre nos dias 15 de novembro até 13 de dezembro.