Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Do continente. Jornal das três, com José Rafael Lopes. José, o ministro da Educação diz que não há mais alunos a entrar no ensino superior devido a um aumento de notas nas reapreciações dos exames.

Em entrevista à RTP, Fernando Alexandre faz um balanço positivo dos números divulgados da primeira fase de candidaturas ao ensino superior. Diz o ministro que a porcentagem de alunos com notas melhores depois das reapreciações não foi muito diferente dos anos anteriores e que, por isso, a subida do número de estudantes que entraram no ensino superior não se deve aos problemas nas correções dos exames.

Nas reapreciações, aquilo que aconteceu, embora fossem mais do que no ano anterior, três vezes mais do que no ano anterior, a taxa dos alunos que subiram a sua classificação foi próxima daquilo que acontecia. Foi um pouquinho mais alta, foi de 76%, se não me engano, e costumava ser de 70%. Mas é preciso dizer, com este sistema de avaliação que agora temos, acontece algo que não acontecia anteriormente. É que agora nós tivemos alunos que tiveram 9,4, por exemplo, enquanto que nos anos anteriores essa nota não costumava existir.

Os estudantes continuam a identificar a habitação como um dos maiores problemas no acesso ao ensino superior. O ministro da Educação garante que neste ano letivo há um aumento do número de camas nas residências e maiores apoios ao pagamento de rendas.

Quando nós temos uma duplicação do número de camas nas residências e temos, ao mesmo tempo, um apoio à deslocação que corresponde ao custo estimado de alojamento, nós estamos a dar as condições aos estudantes deslocados. E, de facto, o alojamento é o custo mais restritivo neste momento para o acesso ao ensino superior. Nós estamos a criar as condições para que ninguém deixe de frequentar o ensino superior por razões econômicas.

Fernando Alexandre reitera que o anúncio das colocações de primeira fase representou o fim de um período complicado para a comunidade escolar.

O PS diz que o estudo encomendado pelo governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social serviu apenas para criar medo nos portugueses.

Em conferência de imprensa, André Móscaldas diz que o executivo está a criar o pânico, particularmente nas gerações mais novas, e acusa os autores do relatório de construírem uma narrativa a favor dos sistemas privados de Segurança Social.

Colocar medo às pessoas é aquilo que o governo fez ao encomendar um relatório precisamente a quem sabia que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de Segurança Social e contra a Segurança Social pública. Isso é que é criar medo. O que o governo fez na semana passada gera o pânico das pessoas relativamente à possibilidade de manterem as pensões que estão a pagamento e, muito em particular, nas gerações mais jovens, da possibilidade de construírem uma pensão que lhes permita ter uma vida digna nas fases mais adiantadas da sua vida. Isso sim, é meter medo.

André Móscaldas, aqui num registo da Agência Lusa. O governo já garantiu que não vai fazer nenhuma reforma estrutural na Segurança Social nesta legislatura. O PS quer, por isso, saber com que intuito é que o governo encomendou este estudo.

O Partido Socialista quer a garantia do governo de que não o fará e quer, acima de tudo, que o governo explique por que razão é que encomendou e divulgou um estudo, se não tinha nenhuma intenção nesta legislatura de tomar medidas na Segurança Social, porque isso, constatarão, é, de facto, causa de perplexidade.

André Móscaldas sublinha ainda a necessidade de ouvir esclarecimentos diretamente da ministra do Trabalho. Nesse sentido, o PS pretende ouvir Maria do Rosário Palma Ramalho no Parlamento.

A Ordem dos Médicos está preocupada com a situação do INEM e pede que seja feita uma reforma estrutural centrada nos doentes.

Em causa os resultados do relatório de atividade do Instituto Nacional de Emergência Médica, onde se pode ler que mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados. Em 2025, ano em que a taxa de paragem das ambulâncias melhorou, embora tenha ficado ainda assim acima de 38%. Em comunicado, a Ordem dos Médicos sublinha que o país precisa de um INEM forte e resiliente para ser capaz de responder às necessidades das pessoas. Por isso, defende a Ordem dos Médicos, medidas focadas na resposta aos incidentes, afastando-se das questões relacionadas com o funcionamento do instituto.

Os bombeiros que ficaram feridos no incêndio de Arouca na semana passada estão a recuperar.

Informação avançada pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Sérgio Azevedo, à Agência Lusa. Em causa, um despiste de um carro de combate a incêndios que deixou quatro operacionais feridos na madrugada de quarta-feira em Arouca. Um deles já teve alta e está a recuperar em casa. Quanto aos outros três, considerados feridos graves, um foi submetido a uma cirurgia que correu bem e continua a ser acompanhado pela equipe médica. Os outros dois já saíram dos cuidados intensivos e estão agora nas enfermarias de ortopedia e de cirurgia, ainda com algumas dores, é o que diz o comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

Vai começar em setembro o julgamento dos dois agentes da PSP de Olhão, acusados de matar um imigrante.

A primeira sessão está marcada para amanhã, dia 8 de setembro, e deverá ocorrer durante todo o dia. Em causa, o julgamento de dois agentes da PSP de Olhão. Foram acusados em 2025 pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de um homem marroquino que esteve internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias. O caso aconteceu em março de 2024, quando o carro-patrulha onde se encontravam estes dois arguidos recebeu uma ocorrência de desacatos num supermercado em Olhão. Um dos intervenientes não se conseguiu defender por estar algemado e acabou por morrer com danos na cabeça como resultado das agressões. O Ministério Público considera que estes agentes agiram livre e conscientemente no momento em que agrediram as pessoas.

Volodymyr Zelensky afirma que nenhuma pausa na guerra deve pôr em causa a independência da Ucrânia.

A Ucrânia, que assinala hoje 35 anos de independência enquanto país. A celebração acontece num contexto de guerra, numa altura em que os ataques russos à Ucrânia se têm intensificado. A cerimônia decorreu há pouco, contou com discursos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e também do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Zelensky diz que ainda há esperança de encontrar uma paz digna para a Ucrânia e deixa um agradecimento a todo o apoio internacional que tem sido dado à Ucrânia ao longo do conflito.

Existe sempre o risco de tentar pacificar esta guerra à custa da nossa independência e da vida do nosso povo. Não enfrentamos este risco sozinhos, não fortalecemos o nosso povo sozinhos e acreditamos que conseguiremos, sem dúvida, alcançar uma paz digna para o nosso país, juntamente com os nossos amigos e os nossos parceiros. A nenhuma nação bastariam apenas as próprias armas numa guerra como esta, nenhuma nação conseguiria fazer face a ataques tão violentos sem a ajuda da comunidade internacional.

As palavras de Volodymyr Zelensky nestas celebrações dos 35 anos de independência da Ucrânia. Também António Costa, presidente do Conselho Europeu, discursou na cerimônia para dizer que a União Europeia vai intensificar a pressão sobre Moscovo e que a Rússia está a esgotar os recursos que tem para manter um conflito.

A Rússia não vai prevalecer. Após mais de quatro anos de guerra em grande escala, a Rússia não alcançou os objetivos. Este verão, mais do que nunca, podemos ver que a guerra está a esgotar os recursos da Rússia. As nossas sanções, sem precedentes, também estão a ter impacto. Iremos intensificar a pressão até que a Rússia ponha fim à matança e demonstre um compromisso genuíno com a paz.

António Costa, na Ucrânia. Já o primeiro-ministro britânico assegura que a Ucrânia vai continuar a contar com o apoio do Reino Unido e afirma que o regime de Putin está a perder a guerra.

Vamos às notícias de âmbito local.

Começamos no Porto. Os stands da Feira do Livro estão fechados devido ao mau tempo. As atividades previstas vão ser, sempre que possível, transferidas para o auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett. O acesso ao recinto faz-se pela entrada de mobilidade condicionada, junto à entrada principal dos Jardins do Palácio de Cristal. Em Almada, algumas zonas da Caparica e da Trafaria vão ficar sem água entre amanhã e quinta-feira. Os trabalhos de ligação à rede pública vão obrigar à interrupção do abastecimento entre as 9h e as 17h. Esta intervenção abrange a Rua das Quintas, a Travessa das Quintas e a Rua da Bela Vista. Em Sintra, começaram hoje as obras de requalificação dos pavimentos em várias ruas de Rio de Mouro. Os trabalhos vão estar a decorrer durante cerca de uma semana nas ruas Máximo Silva e António José de Luz, entre as 8h e as 18h. A intervenção inclui a reparação e repavimentação das vias, bem como a reposição da sinalização horizontal. E na Azambuja, a Unidade de Saúde Familiar de Modelo B de Aveiras de Cima vai entrar em funcionamento até o final do ano, embora em condições precárias. É o que avança a vereadora da Saúde da Autarquia ao jornal O Mirante. A vereadora fala em condições deficitárias e avança que o município vai instalar contentores para os médicos. Em Santa Maria da Feira, a Câmara Municipal vai comprar um terreno por €20 mil para permitir a futura ampliação do Zoo de Lourosa. O terreno, com mais de 1300 metros quadrados, fica junto ao Parque Ornitológico e deverá ser integrado na estratégia de requalificação daquele espaço. A autarquia admite também utilizar a área para responder a necessidades de estacionamento. E fechamos em Leiria com a chegada de um barco viking a Peniche, que está dependente do estado do tempo e do mar. A réplica de um navio dragão viking que está a percorrer a costa portuguesa numa viagem inédita deve passar por Peniche nos próximos dias, mas a entrada no porto só acontece quando estiverem reunidas condições seguras para a navegação. A chegada a Peniche é aguardada, mas fica sujeita à evolução das condições meteorológicas e marítimas.