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Para atualizares a informação. Jornal das quatro, com edição do Miguel Videira e começamos com o controle apertado dos adeptos do Benfica que se deslocaram a Madrid por parte da polícia espanhola. Os encarnados jogam frente ao Real Madrid, o acesso aos oitavos de final da competição.
É um jogo marcado pelo episódio da primeira mão. Press Diani foi acusado de proferir um insulto racista dirigido a Vinicius Junior. A UEFA confirmou há pouco a suspensão provisória do atleta por um jogo. Não é opção de José Mourinho para o encontro que está agendado para às 20:00. O enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, nas últimas horas tem estado junto aos adeptos do Benfica e testemunhado a vigilância próxima das autoridades.
Na Plaza de Olavide, cerca de quatro horas do início do jogo entre Real Madrid e Benfica, quase duas centenas de benfiquistas enchem as esplanadas. Há camisolas do Benfica em toda a parte, há pratos com tapas à mesa, há cerveja e ainda muita polícia. Cinco viaturas e cerca de 20 agentes da Polícia Municipal de Madrid, à beira das esplanadas, controlam o comportamento dos adeptos do Benfica de forma apertada. Posso dizer que já vi alguns adeptos serem identificados por estarem a cantar nestas esplanadas. Há, para este jogo, um dispositivo de quase 2 mil polícias por causa do clima de tensão que se vive neste encontro. Estão em vários pontos da cidade e daqui a pouco vão também concentrar-se nos arredores do Bernabéu. Aproveito para falar com alguns adeptos nesta Plaza de Olavide. Boa tarde. Confiante para o jogo de hoje?
Sim, confiante. Vai ser um jogo difícil. Acredito que se fecharmos bem na primeira parte, acredito que na segunda parte vai cair para nós e vamos ter de ter um bocado de sorte, nos momentos de finalização conseguirmos marcar logo o gol. Confiante, acredito que o resultado final poderá ser um 2 x 0 para nós ou possivelmente 1 x 0 e depois um prolongamento e cair para nós.
Estou aqui nestas esplanadas com vários adeptos do Benfica. Chegaram hoje, pelo que eu percebi. Sente-se clima de tensão nesta deslocação dos adeptos do Benfica?
Tensão não diria. Estamos aqui na esplanada. Por acaso estávamos a cantar e chegou a polícia, o que fez encerrar o bar, mas os adeptos do Benfica não estavam a fazer mais nada do que apoiar o seu clube e portanto acho que é uma pena, porque o futebol é isto, a festa do futebol é isto e acaba por complicar as coisas.
Muito obrigado. Vou tentar falar aqui com outro adepto. O que espera para o jogo logo à noite?
Espero um jogo difícil, mas acho que o Benfica tem hipóteses. Sabemos que a primeira mão não foi fácil e vamos enfrentar um adversário ainda mais reforçado, apesar das limitações. Nós também temos uns jogadores de fora, nomeadamente o Press Diani, mas acho que temos todas as capacidades e o apoio que temos cá é a prova disso.
E o que espera para o clima no estádio perante tudo o que aconteceu?
Acho que vai estar uma bela plateia do lado do Benfica. Temos alguns adeptos que vamos estar no lado do Real Madrid e portanto estamos um bocadinho infiltrados. Acho que o estádio vai estar um bocadinho hostil com o que se passou semana passada, com o clima que está à volta do jogo, mas acho que vai haver respeito em cima de tudo e estamos prontos para o jogo.
Muito obrigado. Por enquanto, ainda um clima de festa ameno, também devido a esse forte controle policial que se faz nas ruas de Madrid, mas os adeptos do Benfica aguardam com alguma ansiedade esse duelo frente ao Real Madrid, daqui a pouco, às 20:00, hora de Portugal, 21:00 em Madrid.
E nós vamos acompanhar tudo aqui na antena do Observador. Há uma emissão especial que arranca logo depois da síntese das 19:30. O Miguel Cordeiro vai trazer-nos o relato deste Real Madrid-Benfica. Os encarnados procuram recuperar de uma desvantagem de um gol.
E seguimos com o plenário na Assembleia da República. Estão a ser discutidos e votados apoios às regiões afetadas pelo mau tempo.
Numa sessão requerida pelo Bloco de Esquerda. Miguel Vítor Dias, agora aqui em direto do Parlamento. O deputado único dos bloquistas, Fabian Figueiredo, retomou uma crítica feita no último debate quinzenal com o Primeiro-Ministro.
Sim, a dizer que é imoral que se corte o salário dos trabalhadores que sofreram danos por causa das tempestades do último mês. Fabian Figueiredo, que é um dos autores da proposta que chama aquele decreto-lei sobre o pagamento do layoff a 100% aqui ao Parlamento. O objetivo dos partidos à esquerda, e que vão contar com o apoio do Chega para isso, é o de que o salário seja mesmo pago na totalidade, ao contrário do decreto aprovado pelo Governo, que prevê apenas o pagamento de dois terços. Na apresentação deste debate e das propostas que o Bloco trouxe aqui à Assembleia da República esta tarde, Fabian Figueiredo falou em crueldade.
Alguém neste Parlamento consegue explicar a lógica de cortar o salário a quem acabou de perder a casa? Alguém percebe a crueldade em pôr cortes a partir do salário mínimo a famílias que enfrentam agora despesas extraordinárias para reerguer as suas vidas por causa da catástrofe? O impacto orçamental de garantir a totalidade destes ordenados é absolutamente residual para as contas públicas.
E por isso, diz o deputado único do Bloco de Esquerda, o Governo deve manter o que disse a 2 de fevereiro, que o pagamento do salário era mesmo a 100%. O PSD respondeu pela deputada Carla Barros, diz que Fabian Figueiredo esteve reunido com o Governo, podia ter esclarecido tudo, perguntou de forma retórica se era preciso ajuda para esclarecer No debate desta tarde e falou em propostas assistencialistas por parte dos bloquistas. O que é certo é que, à direita, o Chega vai viabilizar esta iniciativa dos partidos à esquerda do PS, com críticas de André Ventura, que diz que este recuo do Executivo não é a forma correta de governar. Não se pode voltar com a palavra atrás aos portugueses.
Miguel Vítor Dias, a acompanhar esta sessão plenária na Assembleia da República, dedicada aos apoios a famílias e empresas, às regiões afetadas pelo mau tempo.
Ao mesmo tempo que se discutem estes apoios no Parlamento, o Primeiro-Ministro recebe na residência oficial os representantes dos diferentes partidos com assento na Assembleia da República. Em cima da mesa, o PTRR.
O plano de recuperação das zonas atingidas pelas diferentes tempestades que afetaram o país. Já foi recebido da parte da manhã o JPP, foi o primeiro partido a ser recebido. Filipe Sousa defendeu a criação de um fundo de catástrofe. O PAN quer que seja criada uma Secretaria de Estado para as Alterações Climáticas. O Bloco de Esquerda propôs a antecipação da meta da neutralidade carbónica para 2045. O PCP chamou a atenção para um tema que está a ser discutido a esta hora no Parlamento, como aqui ouvimos, a necessidade de avançar para o layoff a 100%. O último partido a ser recebido da parte da manhã foi o LIVRE. Rui Tavares manifestou aos jornalistas preocupações com o envelope financeiro que acompanha este programa de recuperação, mas também sobre a forma como o apoio vai ser concedido a famílias e empresas.
Ter, desde logo, um envelope financeiro que seja à escala, porque senão a economia sofre o embate e produz menos do que poderia produzir e acabamos a perder dinheiro pelo receio de não gastar ou de gastar a mais no início. E tem que ter uma agência que seja publicamente responsabilizável por aquilo que está a acontecer e que seja temporária e, portanto, que dure de três a seis anos.
Rui Tavares, em declarações aos jornalistas depois do encontro com Luís Montenegro. Já terminou, entretanto, a reunião que juntou o primeiro-ministro e também a comitiva da Iniciativa Liberal, liderada por Mariana Leitão. Aguarda-se a qualquer instante que a presidente da Iniciativa Liberal dê conta aos jornalistas do resultado deste encontro.
Ainda sobre o mau tempo, o presidente da Brisa confirma que os custos da reparação do troço da A1 destruído na sequência do colapso do Dique do Rio Mondego vai custar € 3 milhões.
Sim, não apenas o custo desta intervenção, mas também as receitas que a Brisa perdeu com o encerramento temporário deste troço da A1. António Pires de Lima confirmou que vai ser a Brisa a pagar as obras.
E sendo certo que a culpa não é nossa, a Brisa Concessão Rodoviária, BCR, e todos os seus acionistas, são entidades socialmente, profundamente responsáveis e comprometidas com a nossa nação. Não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada na A1. Não queremos, nesta hora de calamidade e atendendo à materialidade, penalizar os contribuintes portugueses.
Pires de Lima diz também que a intervenção está concluída amanhã.
Daremos a obra como finalizada amanhã, quinta-feira, dia 26 de fevereiro, às 19h. Pediremos então ao IMT que inicie o processo de verificação das condições de total segurança para a reabertura. Esperamos que nos dias seguintes. Reabertura da total circulação na A1, sublanço Coimbra Sul, Coimbra Norte.
António Pires de Lima, o presidente da Brisa. Também ontem, sobre este tema, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou que, em princípio, a circulação nas quatro vias deste troço da autoestrada vai ser retomada na próxima sexta-feira. Já que lhe dei conta, a presidente da Iniciativa Liberal foi há pouco recebida pelo primeiro-ministro, na residência oficial do primeiro-ministro. Em cima da mesa, o plano de recuperação das zonas atingidas pelo mau tempo. Mariana Leitão já fala aos jornalistas para dar conta do que aconteceu neste encontro. Vamos escutar o que diz a presidente da IL.
É um momento de nos unirmos todos e de conseguirmos ir ao encontro dos anseios das pessoas no imediato, mas também ajudarmos a construir o futuro do país, a preparar melhor o país e por isso mesmo também apresentámos um conjunto de propostas, nomeadamente de ordenamento do território, para se poder rever os PDMs no sentido de garantir que as zonas mais críticas são identificadas e há contenção de construção. Também para garantir que, por exemplo, ao nível da Proteção Civil e das Forças Armadas, essa coordenação funciona melhor no terreno. E mais um conjunto de propostas nesse sentido, porque é importante prepararmos o país para fenômenos que vão continuar a ocorrer e aquilo que é importante é garantir que a reconstrução é feita tendo isso em atenção, para responder melhor, mas também que a própria resposta do Estado é célere e eficaz nesses momentos.
Não é significativo que a resposta tenha que ter preparamento
O senhor Primeiro-Ministro, no cômputo geral, as nossas propostas foram bem acolhidas, terão também de ser devidamente analisadas pelo senhor Primeiro-Ministro. Mas a reunião nesse aspecto foi bastante produtiva, houve muita abertura por parte do Governo. Agora é muito importante é que essa abertura depois traga consequência no sentido em que se consiga efetivamente ter um plano não só para responder no imediato às populações e às empresas, mas também nesta preparação muito relevante do futuro do país. Em relação ao retificativo, o senhor Primeiro-Ministro não exclui totalmente essa hipótese, mas há um calendário, há um conjunto de valores que ainda estão a ser apurados, que serão apresentados, segundo o que nos foi dito, durante o mês de março, e só nessa altura é que, eventualmente, se tomará essa decisão, ou pelo menos o Governo tomará essa decisão.
De resto, à semelhança daquilo que havia anunciado o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, durante o último debate quinzenal na Assembleia da República, escutávamos aqui Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal. Foi recebida há pouco pelo chefe de Governo. Luís Montenegro está a auscultar os diferentes partidos com representação parlamentar, quer ouvir os contributos desses mesmos partidos para a elaboração do PTRR, o plano para fazer face aos estragos provocados pelo mau tempo.
A fechar, Miguel, mais temas em destaque.
Desde 2014 que está a aumentar o número de queixas contra a atuação da PSP e GNR, mas muitas dessas queixas são arquivadas. Durante o ano passado, a Inspeção-Geral da Administração Interna recebeu 1722 queixas. É um dado avançado por Pedro Figueiredo, Inspetor-Geral da Administração Interna, que esteve hoje no Parlamento a ser ouvido na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. O tema central desta audição foi o caso de violência policial na Esquadra do Rato, em Lisboa, que envolveu dois agentes da Polícia de Segurança Pública. As mulheres recebem, em média, uma pensão 25% inferior à dos homens na União Europeia. De acordo com os dados do Eurostat, Portugal está mais ou menos a meio da tabela e em linha com a média europeia. As maiores disparidades acontecem em Malta, com mais de 40% de diferença, nos Países Baixos e na Áustria, acima dos 35%. Estónia, Eslováquia e Hungria são os países onde as pensões que homens e mulheres recebem estão mais próximas. Mesmo assim, há uma diferença que varia entre os 5% e os 9%.