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O Miguel Cordeiro.
Edição das quadras, o Miguel Cordeiro. O fim das obras de José Saramago como leitura obrigatória no 12º ano ainda não está decidido.
Quem garante isto é o Ministro da Educação. Falou sobre este assunto durante esta tarde. Falou aos jornalistas para desvalorizar a polêmica e dizer que está ainda tudo em aberto.
A consulta pública que está a decorrer sobre as aprendizagens essenciais no português, mas também na matemática, em todas as disciplinas, é uma primeira fase, é absolutamente técnica, é o resultado de uma avaliação técnica que não entrará em vigor no próximo ano letivo, apenas em 2027, 2028.
Fernando Alexandre, num registro captado pela Sic Notícias. As obras de José Saramago, o "Mural do Convento" e "O Ano da Morte de Ricardo Reis", podem deixar de ser de leitura obrigatória no 12º ano. De acordo com o novo documento das aprendizagens essenciais, os professores de português vão ter de escolher entre um dos dois romances do Nobel português e outro do autor Mário de Carvalho, neste caso, "Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde", que entra agora para o leque de opções dos docentes. O governo propõe uma revisão do documento de aprendizagens essenciais para o ensino básico e secundário. Esse documento está em consulta pública até o dia 28 de abril.
E Miguel, a Fundação José Saramago questiona o critério para a retirada do autor das obras obrigatórias e pergunta também se abrange outros autores.
Em comunicado, a fundação escreve que vai ter sempre uma posição de agregar e não de colocar em comparação ou oposição. E, portanto, pede que a discussão não seja uma escolha entre José Saramago ou Mário de Carvalho. Querem que seja "e" em vez de "ou". No comunicado pode ler-se: "A posição da Fundação José Saramago será sempre a de agregar e não de colocar em comparação ou oposição. Daí que deixemos à comissão responsável por esta alteração na lista de livros de leitura obrigatória para 12º ano, a sugestão de trocar a palavra 'ou' pela palavra 'e', juntando a José Saramago o escritor Mário de Carvalho, merecedor de toda a admiração e abrindo assim a porta a que outras e outros escritores participem também na formação de novas gerações de leitores". Para além disto, a fundação questiona qual o critério que esteve na origem desta proposta de alteração e se vai abranger outros autores que integram o cânone da literatura portuguesa, colocando-os como de leitura sugerida e não de leitura obrigatória.
O primeiro-ministro considera que o pacote europeu para as florestas vai tornar o país ainda mais resiliente e preparado para o futuro.
Luís Montenegro escreve isto na rede social X: "A Comissão Europeia aprovou um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais, especificamente para o setor florestal em Portugal. Isto é um dinheiro que é válido, Portugal deve utilizar até o final de 2029, com o objetivo de reflorestar as áreas afetadas por catástrofes e para compensar os proprietários com subvenções". Para Luís Montenegro, esta ajuda europeia, neste caso, para recuperar as florestas, é uma boa notícia.
O primeiro-ministro, que está satisfeito com o plano para as florestas, mas o ministro da Administração Interna antecipa um ano complicado em matéria de incêndios florestais.
O primeiro-ministro está satisfeito com o plano para as florestas, mas o ministro da Administração Interna antecipa um plano complicado no que toca aos incêndios florestais.
Prevemos um ano complicado e, como disse, e bem, não é só o momento do combate, o momento do combate é aquele que há de sempre existir. Portanto, foco muito na esfera da segurança interna, em toda ela, não só nesta esfera da proteção civil. A preparação, a proatividade, estamos, de facto, exercitados para responder esses desafios. E este ano, como sabem, por via da calamidade que tivemos no mês de janeiro e depois de fevereiro, há muito material lenhoso no terreno. Portanto, é um combustível fácil, em que colocarão novos desafios do ponto de vista climático, tudo aquilo que já é do nosso conhecimento e estamos a trabalhar no sentido de procurar minimizar esse risco acrescido.
As palavras de Luís Neves, que diz também que dentro dos próximos dias vai fazer uma comunicação muito específica sobre o SIRESP. Acrescenta que está confiante que o SIRESP vai dar uma resposta diferente daquela que deu no passado.
Na atualidade internacional, Donald Trump voltou a deixar uma ameaça ao Irão. Agora diz que vai destruir as centrais elétricas do país se não houver um acordo sobre o Estreito de Ormuz.
Está focado na Ilha de Kharg. Donald Trump diz que vai destruir essa Ilha de Kharg, importantíssima para o setor energético, tanto a nível interno como a nível de exportação no Irão. O presidente dos Estados Unidos da América quer a reabertura do Estreito de Ormuz, que está condicionado desde 28 de fevereiro, quando começou o conflito no Irão. Para já, o Irão tem se mostrado inflexível nesta questão e Donald Trump volta assim a ameaçar com novos ataques a infraestruturas energéticas no Irão. Donald Trump diz que ainda estão a decorrer negociações para tentar desbloquear o Estreito de Ormuz e para colocar um ponto final neste conflito, mas, por sua vez, o Irão diz que não há negociações em curso. Volta a repetir essa declaração. Hoje foi o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão a dizer que não há nenhuma negociação em curso.
E Miguel, foram lançados hoje os primeiros seis satélites da Constelação Lusíada.
E têm nomes de autores portugueses. Camões, Pessoa, Saramago e Agustina estão a caminho do espaço. Pouco passava do meio-dia quando foram lançados estes novos satélites, sendo que houve um evento no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, onde esteve presente o ministro da Economia. Jornalista Hugo Oliveira, conta-nos que satélites são estes Para que servem, que trabalho vão fazer no espaço e também o que quer Portugal com esta nova aventura a nível espacial.
12h02min em Portugal, 4h da manhã em Vandenberg, na Califórnia. Nasce uma nova constelação, diferente do habitual, uma constelação de satélites. Camões, Agustina, Pessoa e Saramago são quatro dos seis satélites lançados hoje para o espaço, os primeiros de uma dúzia que juntos vão formar o Waze dos oceanos, como explica o CEO da LusoSpace, Ivo Vieira.
Vamos permitir que qualquer navio no meio do mar possa ter comunicações a um preço muito acessível. Então, assim sim, conseguimos ter uma rede de internet marítima para podermos partilhar os dados que há no mar, como alertas de piratas, meteorologia, pessoas que estão a precisar de apoio, icebergs à deriva, derrames de petróleo e muito mais.
A descolagem foi acompanhada em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. À saída, o ministro da Economia, Castro Almeida, descreveu o dia como marcante e o início de uma nova era na relação entre Portugal e o espaço.
Mas é apenas o início, porque atrás destes satélites virão outros ainda este ano e vamos ter o nosso próprio lançador de satélites nos Açores, que também não há de demorar muito tempo. E, portanto, é um caminho novo que estamos a abrir. É uma era nova na ligação de Portugal com o espaço, porque o espaço vai gerar grandes oportunidades no plano científico, no plano económico e no plano militar.
Os primeiros dados recolhidos pelos satélites deverão estar disponíveis dentro de três meses. O serviço só estará totalmente operacional em 2027. Cada satélite leva uma frase. Fernando Pessoa chega assim ao espaço com: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Grandes oportunidades para Portugal. Castro Almeida fala numa nova aposta agora no espaço. Portugal lançou hoje quatro satélites para uma constelação que estará a funcionar ainda durante esta década.
Uma altura em que passam 08h08, Miguel Cordeiro, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
A Unidade Nacional de Contra-Terrorismo está a investigar um ataque com um coquetel molotov contra a Marcha pela Vida, nas imediações da Assembleia da República. É esta unidade que está a investigar esse acidente. O atacante foi detido pela PSP, foi deixado depois em liberdade, sujeito a apresentações diárias nas autoridades. A PJ confirmou hoje à Rádio Renascença que é o Departamento Central de Investigação e Ação Penal a delegar esta investigação à Unidade Nacional de Contra-Terrorismo, que está articulada com o Ministério Público. Falamos também de um líder de uma organização criminosa que estava a ser procurado por Espanha e que foi detido em Lisboa. A informação é hoje avançada pela PJ. Estamos a falar de um homem de 38 anos, que tinha sido condenado em Espanha a uma pena de prisão de seis anos e seis meses por crimes de tráfico de droga e associação criminosa, o que levou a Justiça espanhola a emitir um mandado de detenção europeu. Este detido é presente ao Tribunal da Relação de Lisboa para ficar a conhecer as medidas de coação.