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Vamos às notícias. Jornal das Quatro, na Rádio Observador, uma edição do jornalista José Rafael Lopes. Começamos com o ministro da Administração Interna, José, que deixou um apelo aos condutores para que façam em segurança a viagem de regresso a casa esta Páscoa.
A altura da Páscoa é sinônima de milhares de portugueses nas estradas, em viagens para celebrar esta quadra, e o ministro Luís Neves apela a uma condução segura e atenta, sem distrações. Pede ainda para os portugueses evitarem conduzir sob o efeito de álcool. O apelo chega numa altura em que já morreram 18 pessoas nas estradas portuguesas durante a Operação Páscoa da GNR e também da PSP. Há ainda a registrar mais de dois mil acidentes. O número de mortes não passou em branco para o ministro da Administração Interna, que deixou também uma nota de condolências aos familiares das vítimas.
E também a GNR reforça esse apelo e pede aos condutores que façam planos com antecedência.
De modo a assegurar que todas as condições de segurança estão a ser cumpridas. A GNR registou perto de 600 acidentes, dos quais resultaram 12 mortes. É o balanço ainda provisório, uma vez que a Operação Páscoa, que começou há dois dias, só vai acabar amanhã. A GNR alerta para o elevado número de carros que vão estar hoje, ao final do dia, na estrada. À Rádio Observador, Joana Machado, da Divisão de Comunicação da GNR, fala em quase 200 detenções. São dados provisórios ainda da Operação Páscoa.
Foram fiscalizados mais de 22 mil condutores, tendo sido detidas 199 pessoas por condução sob o efeito do álcool e ainda 59 por condução sem habilitação legal. No âmbito da fiscalização rodoviária, foram registadas 3619 contraordenações, destacando-se 669 por excesso de velocidade, 129 por uso indevido do telemóvel durante a condução e 97 por excesso de álcool.
Este ano, a sinistralidade na estrada aumentou durante o período da Páscoa. São já 18 mortes confirmadas, mais do dobro do que se registou em 2025. Isto de acordo com as informações divulgadas quer pela GNR, quer pela PSP. Joana Machado, da GNR, diz que não se consegue encontrar uma justificação concreta para o aumento da sinistralidade.
Não conseguimos dar uma justificação cabal para esse tipo de aumento de números. Temos, sim, uma preocupação muito acrescida, tendo em conta o elevado número de vítimas mortais que temos este ano, 12 vítimas mortais, que é um número muito elevado, muito aquém daquilo que tínhamos previsto como aceitável para esta época festiva.
Joana Machado, capitã da Guarda Nacional Republicana, a fazer um balanço provisório da Operação Páscoa, que termina apenas amanhã, mas que já dá conta desse aumento da sinistralidade rodoviária.
E José, depois de um fim de semana de Páscoa com temperaturas a fazer lembrar o verão, amanhã está de regresso a chuva e também o frio.
E atenção também para as poeiras. Nas últimas semanas, poeiras vindas do deserto do Saara têm pintado de laranja os céus de vários países da Europa. Em Portugal, esse não deverá ser o cenário, como explica a meteorologista do IPMA, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Patrícia Marques.
O episódio de poeiras será pouco significativo neste momento. As poeiras vão estar integradas numa situação de ocorrência de aguaceiros. Ou seja, a concentração que houver de poeiras terá tendência a ser diluída, por assim dizer, na precipitação que ocorrer. Portanto, o que poderemos ter é ficarmos com vestígios de lama nos carros. Em termos de concentração de poeiras, não será o mais importante e o mais significativo.
A partir de amanhã, Portugal vai estar sob o efeito de uma depressão que vai afetar o território continental e também a Ilha da Madeira. O IPMA prevê vento, chuva e também a descida das temperaturas.
A temperatura máxima começa a descer já amanhã. Terá uma descida mais acentuada na região Sul, mas depois terá uma descida acentuada em todo o território. A temperatura máxima pode descer até 11 graus, principalmente na região Norte e Centro, e essa descida será mais notória na terça-feira. A temperatura mínima também desce na terça e depois na quarta, e isso é o que será mais significativo esta semana, para além da precipitação.
As previsões da meteorologista Patrícia Marques, do IPMA, para a semana que começa amanhã. A precipitação deverá manter-se até o final da semana. Já as temperaturas começam a subir já a partir de quinta-feira.
E a sabedoria popular sabe tudo. Abril águas mil, chega amanhã essa chuva, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Seguimos neste domingo de Páscoa com as declarações, José, do Papa Leão XIV, que apela aos que têm poder de iniciar guerras para que escolham a paz. Um apelo que surge no momento em que está a acontecer a guerra no Irão.
O Papa Leão XIV celebrou hoje a sua primeira missa de Páscoa perante uma multidão de 50 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano. O líder da Igreja Católica aproveitou para pedir o fim da guerra através do diálogo.
Quem tem armas nas mãos, que as deponha. Quem tem o poder de desencadear uma guerra, escolha a paz. Não uma paz alcançada pela força, mas sim pelo diálogo. Não movida pelo desejo de dominar o outro, mas pela vontade de o encontrar. Estamos a habituar-nos à violência. Resignamo-nos diante dela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Vive-se uma globalização da indiferença cada vez mais acentuada
A primeira Semana Santa e a Páscoa de Leão XIV decorre em plena guerra do Irão. O líder da Igreja Católica convocou para o próximo sábado uma vigília de oração pela paz.
E o padre João Basto considera que o papa aproveitou a mensagem religiosa deste domingo de Páscoa para aplicá-la mais concretamente à vida política.
Segundo o padre João Basto, é habitual nestes discursos cerimoniais dos papas, esse tipo de aproveitamento. Leão XIV citou várias vezes o papa Francisco para falar numa globalização da diferença. Há, ainda assim, no entender do padre João Basto, continuidade no discurso dos diferentes papas.
O Papa Leão XIV aproveitou hoje, como o Papa Francisco, como os seus antecessores também tinham aproveitado, para aproveitar a mensagem teológica e religiosa, quer de Natal, quer hoje da Páscoa, para aplicá-la à vida concreta e muitas vezes à vida política atual. E é por isso que o Papa Leão XIV pegando na ideia de que o Cristo ressuscitado é o Cristo da paz, hoje retoma essa imagem para que num mundo cheio de violência, ele seja capaz de dizer que Cristo ressuscita por uma força que não é violenta e que, infelizmente, nos estamos a habituar à violência.
A análise do padre João Basto ao discurso de Leão XIV. O papa celebrou a primeira missa de Páscoa desde que se tornou no líder da Igreja Católica.
E também a marcar este domingo, José Rafael Lopes, o primeiro-ministro israelita, que felicitou Donald Trump pelo resgate do piloto americano que estava no caça, que foi abatido pelo Irão na sexta-feira.
Benjamin Netanyahu fala numa operação que decorreu da melhor forma e diz que se trata de uma vitória norte-americana sobre forças opressoras.
"Esta operação de salvação fortalece um princípio sagrado: ninguém é deixado para trás. Este é um valor compartilhado e demonstrado mais uma vez na história dos nossos países. Presidente Trump, Donald, meu querido amigo, a tua liderança decisiva trouxe outra grande vitória para a América. Eu saúdo-te, todos nós."
As declarações de Benjamin Netanyahu surgem depois de Donald Trump ter revelado que os Estados Unidos levaram a cabo uma operação de resgate. O presidente norte-americano fala em centenas de forças especiais que resgataram o piloto do avião abatido na sexta-feira, que estaria numa zona de acesso complicado nas montanhas do Irão.
E ouvido na Rádio Observador, o especialista em defesa, Rui Vilar, descreve esta operação como uma demonstração do poder norte-americano.
Sobretudo devido ao controle do espaço aéreo do país. Rui Vilar fala em supremacia norte-americana nos céus, o que facilitou o resgate deste piloto norte-americano.
Esta missão é uma missão, de facto, de uma demonstração de força, mais uma vez americana, muito grande, mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de pilotos altamente treinados para este tipo de cenários. Eu olho para isto de uma forma muito pragmática e sem laivos. Olho para isto na ótica da estratégia que cada país está a ter em termos militares. Há uma supremacia absoluta no espaço aéreo iraniano por parte dos Estados Unidos, com apenas um caça abatido. Neste tempo todo de intervenção, demonstra que o espaço aéreo é completamente controlado por parte dos americanos e esta extração também demonstra esta capacidade.
Rui Vilar foi convidado do Gabinete de Guerra esta manhã, nas manhãs 360 da Rádio Observador de fim de semana, a destacar estas centenas de forças especiais que resgataram o piloto do avião abatido pelo Irão, um F-15, que foi abatido na sexta-feira.
Ponto final nesta edição das G4 com o jornalista José Rafael Lopes, que está de regresso às G4 e meia neste domingo de Páscoa aqui na Rádio Observador, para atualizar as notícias. Um abraço, José. Até já!
Até já!