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Quatro conselhos. Jornal das quatro com edição do Luís Soares. O primeiro-ministro israelita convocou o Conselho de Segurança para uma reunião esta noite. Em causa, a decisão de suspender os ataques de retaliação contra o Irão.
Reunião marcada para às nove da noite, hora local, no rescaldo da intensificação dos ataques com o Irão e o Hezbollah. É o que adianta uma fonte do gabinete de um dos ministros do Conselho ao jornal israelita Times of Israel. Um alto responsável israelita tinha avançado que Israel decidiu suspender os ataques contra o Irão na sequência de pressões da Casa Branca, mas o diário israelita nota que ainda não foi tomada nenhuma decisão definitiva. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, terão conversado esta manhã ao telefone. A chamada terá acontecido ainda antes de Donald Trump publicar nas redes sociais que Israel e o Irão estavam a procurar um cessar-fogo imediato. Donald Trump terá ligado a Netanyahu para o convencer a não retaliar após os primeiros ataques do Irão. Já o New York Times adianta que o primeiro-ministro israelita terá ordenado às Forças Armadas do país para que suspendessem os preparativos para um novo ataque ao Irão hoje. Isto depois da reação negativa do presidente Trump à escalada de tensões com o Irão.
Ainda antes de Israel, as Forças Armadas do Irão anunciaram o fim das operações militares contra o país.
E dizem que os ataques mostram que o Irão mantém um elevado nível de preparação militar, tanto para operações defensivas como ofensivas. Num comunicado citado pela Agência de Notícias Iraniana, Teerão declarou que Israel foi alvo de ataques pesados, precisos, inteligentes e com impacto significativo durante uma operação que classificou como bem-sucedida. O Irão acrescenta que vai continuar a enfrentar quaisquer ameaças, sendo que o país promete não ceder perante os adversários. As Forças Armadas Iranianas avisam ainda que qualquer nova ação hostil poderá provocar uma nova resposta ainda mais forte. Já o presidente do Irão assegura que o país vai continuar a defender os interesses e a segurança, garantindo que nunca abandonou as negociações para um cessar-fogo.
É um tema em destaque, já a seguir no gabinete de guerra, com a análise de Nuno Gouveia, especialista em política americana. Vamos avançar neste jornal. Por cá, o ministro da Economia garante que a esmagadora maioria dos pedidos de apoio para as populações afetadas pelas tempestades vão ser analisados a tempo.
Um número que pode chegar a 90% dos casos. Manuel Castro Almeida lembra que não há nenhum prazo legal. O prazo de 30 de junho foi um consenso estabelecido entre o governo, as CCDRs e também as comunidades intermunicipais. O objetivo foi definir um prazo indicativo e Manuel Castro Almeida garante que só não vai ser possível cumprir esse prazo em três ou quatro conselhos.
Procuramos estabelecer uma meta e a meta estabelecida, por consenso entre as CCDRs e as comunidades intermunicipais, foi 30 de junho como sendo a data em que deveriam estar concluídos todos os processos de análise. Já há bastante tempo, chegamos à conclusão que em três ou quatro conselhos, esse objetivo pode ser difícil, mas na esmagadora maioria dos conselhos, o objetivo continua de pé e creio que vai ser alcançado.
Quanto aos poucos conselhos onde não vai ser possível analisar todos os pedidos de apoio a tempo e horas, Leiria é um deles, assim como a Marinha Grande. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, lembra o elevado número de candidaturas que é preciso analisar, mas ressalva que estes conselhos são a exceção à regra.
Basta dizer que só o município de Leiria tem praticamente um terço das situações. Tem mais de 10 mil candidaturas e, portanto, é compreensível que em Leiria possa demorar. Mas é exceção, não é regra. Na regra, muito mais do que a regra, eu diria mais do que 90% das situações, vão ficar resolvidas até o dia 30 de junho.
Declarações do ministro da Economia à margem da apresentação de uma campanha lançada hoje para sensibilizar para os riscos associados à publicidade ao jogo ilegal. Hoje, o Jornal de Notícias noticiava que há milhares de lesados pelo mau tempo na zona centro do país que não vão receber o apoio para reerguer as casas até o final do mês de junho. Ora, o ministro da Economia diz então que esse prazo era apenas indicativo e que não era uma obrigação legal.
O secretário-geral do PS sente que existe instabilidade no governo regional dos Açores, mas assegura que o Partido Socialista contribui para a estabilidade na região e na República.
O governo regional nos Açores, que junta PSD, CDS e PPM, de visita aos Açores, José Luís Carneiro diz que observa instabilidade política na região, mas diz que como na República, o PS contribui para a estabilidade.
Vi mesmo na atitude do PS dos Açores, a mesma atitude que tem existido no PS nacional em relação ao governo da República. Nós somos pela estabilidade política, nomeadamente na República, mas é evidente que compete aos governos a quem o povo deu o poder para executar as políticas, compete-lhes ser o garante da estabilidade e garantir que essa estabilidade serve os interesses, neste caso, da região e no continente, serve os interesses do país.
José Luís Carneiro, que falava hoje de manhã em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. O secretário-geral do PS considera também que o apelo feito pelo presidente da República e pelo primeiro-ministro ao regresso de imigrantes e lusodescendentes foi uma homenagem ao programa Regressar, criado quando foi secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Questionado pela Lusa nos Açores, José Luís Carneiro lembra que foi ele quem desenvolveu esse programa.
Devo dizer que me sinto naturalmente honrado, que me sinto satisfeito com o facto de se reconhecer que essa política, lançada em 2017, 2018, é hoje vista como uma política que deve ser alargada nos seus propósitos. Essa política tinha mecanismos de apoio fiscalTinha mecanismos de apoio financeiro ao transporte e à logística do regresso e tinha também incentivos à empregabilidade e ao investimento de quem voltava ao nosso país.
José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, nos Açores, no arranque de uma iniciativa sobre economia do mar. O secretário-geral do PS considera também que os Açores merecem uma atenção especial do poder político e a União Europeia deve olhar para Portugal como uma grande plataforma de afirmação da Europa relativamente à valorização dos oceanos.
As associações que representam os agentes da PSP e os militares da GNR apontam a falta de efetivos como um dos motivos que levam a um aumento do número de crimes contra as forças de segurança.
Em reação aos números divulgados hoje pelo Diário de Notícias relativos aos crimes contra elementos das forças de segurança. De acordo com o jornal, todos os dias seis agentes ou militares são alvo de agressões, um número que voltou a subir no ano passado. À Rádio Observador, o presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, Paulo Santos, critica os últimos governos pela falta de ação e diz que mudar a moldura penal não é a solução.
A moldura penal é uma ínfima parte da resolução. Temos que perceber como é que os polícias estão a ser colocados no terreno. Se faz sentido termos um polícia isolado no terreno, se faz sentido termos dois polícias num carro de patrulha a responder a desordens com 10 indivíduos. Temos que ver o que é que está a falhar do ponto de vista do policiamento de proximidade. Ou seja, há aqui um conjunto de dimensões que eu julgo que os últimos governos não têm acautelado, desde logo a questão do efetivo, o número de polícias nas esquadras.
Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, lembra também a importância de pôr em uso as bodycams. Diz que podem ser uma solução para dissuadir os agressores. Também César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda, partilha da mesma opinião, considera que é insuficiente o número de profissionais.
Posso falar com primazia, porque eu sou patrulheiro, ando todos os dias na rua e ando normalmente com mais um camarada meu. E em situações com o maior número de indivíduos e que estejam propensos a enfrentar a autoridade, logicamente que dois é sobejamente insuficiente e vaiado até que se virem mais rapidamente aos agentes da autoridade.
Relativamente à alteração da moldura penal, que foi efetuada recentemente, César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda, diz que é preciso que a lei seja efetivamente aplicada, mas as associações da PSP da GNR sublinham essa ideia de que é a falta de efetivos que motiva a um aumento do número de crimes contra as forças de segurança.
Quatro horas, oito minutos. A esta hora, Luís Soares, há ainda outras notícias em destaque.
O presidente da República manifestou-se hoje solidário e enviou condolências às famílias das vítimas do sismo que atingiu o sul das Filipinas. Na mensagem que envia ao presidente filipino, António Guterres seguro deseja ainda a rápida recuperação dos feridos. As autoridades do país atualizaram para 31 mortos e uma dezena de desaparecidos o balanço provisório do forte sismo de magnitude de 7.8 no sul do país. A autoridade de gestão e de desastres contabiliza também mais de 130 feridos. O tempo máximo de espera nas chegadas às zonas de fronteira nos aeroportos de Lisboa e do Porto era superior a uma hora esta manhã. De acordo com os dados divulgados pela PSP em comunicado em Lisboa, o tempo máximo de espera era de 65 minutos nas chegadas, no Porto era de 70 minutos. Também nas partidas, o tempo máximo de espera era maior no Porto, mais de meia hora. Em Lisboa, era de apenas nove minutos. A Federação Nacional de Professores quer saber quantos dos lugares disponibilizados nos concursos interno e externo ficaram por ocupar após a colocação dos professores. O sindicato argumenta que só assim é possível avaliar as necessidades permanentes das escolas. As listas definitivas dos concursos interno e externo de colocação de docentes de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário foram publicadas na sexta-feira. Foram colocados mais de 19 mil professores, dos quais cerca de 5500 em zonas com maior carência.
Voltamos a atualizar as notícias com Luís Soares, às 16h30.