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É 4 horas em ponto. E temos notícias na Rádio Observador com o jornalista João Lourenço. João, a polícia marroquina já interceptou quase 150 migrantes que tentavam atravessar para Ceuta e prendeu mais de 60 pessoas por incitamento à entrada ilegal.
A entrada em massa foi convocada para este sábado nas redes sociais. As autoridades marroquinas conseguiram interceptar a chegada de 148 migrantes e prenderam 61 pessoas por incitamento à entrada ilegal em Ceuta. Segundo as autoridades, 128 dos migrantes são de países da África Subsaariana e 20 eram cidadãos marroquinos. De acordo com a agência espanhola Efe, estas pessoas foram impedidas de atravessar a fronteira em Castillejos, cerca de três quilômetros da fronteira com o enclave espanhol. Esta manhã, a polícia marroquina já tinha utilizado gás lacrimogêneo para dispersar os migrantes, contando com o auxílio de helicópteros. Algumas horas antes, cerca de 30 pessoas tentaram atravessar a fronteira para a cidade de Ceuta, uma tentativa que as forças de segurança marroquinas conseguiram impedir.
E seguimos com as notícias. Um tiroteio numa universidade dos Estados Unidos provocou pelo menos cinco feridos.
O incidente ocorreu nesta madrugada, perto de edifícios anexos à Universidade Estadual da Virgínia, que se encontra encerrada devido ao sucedido. Em comunicado, a instituição diz que o tiroteio envolveu vários atiradores e que aconteceu fora das instalações da universidade. Cinco pessoas ficaram feridas, uma delas está em estado crítico e as autoridades estão a investigar o caso, mas até agora nenhum suspeito foi detido ou identificado.
Na atualidade nacional, o presidente da República pede uma cultura de responsabilidade nas estradas e diz que Portugal não pode aceitar que conduzir seja uma fatalidade.
Numa altura em que muitas famílias aproveitam a segunda quinzena de agosto para viajar de carro para destinos de férias, António José Seguro pede cautela na estrada. Num discurso nesta manhã, nas comemorações do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Semurissenses, o chefe de Estado recorda os números dramáticos dos acidentes rodoviários do ano passado e deste ano e pede por isso responsabilidade.
Não podemos aceitar que morrer na estrada continue a ser uma fatalidade. Cada morte é uma família destruída, um projeto de vida interrompido. Apelo, pois, a uma cultura de responsabilidade nas estradas portuguesas. Em 2025, morreram 589 pessoas nas estradas portuguesas. Já este ano, cerca de 300 mortos. São números dramáticos que não podemos aceitar. Temos todos o dever de agir, de parar esta tragédia.
Os conselhos do presidente da República, numa altura em que o número de mortes nas estradas portuguesas aumentou em relação ao mesmo período do ano passado e, por isso, o chefe de Estado a apelar uma cultura de responsabilidade dos cidadãos neste período de férias.
E atenção a quem vai de férias para o sul do país. A GNR alerta para constrangimentos de trânsito na estrada, sobretudo na zona do Algarve.
E como já referimos, este é um fim de semana de mudança de quinzena de agosto, ou seja, é geralmente uma altura em que muitas famílias vão ou voltam das férias. Ouvido pela Rádio Observador, o major António Maio, da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, chama a atenção para eventuais constrangimentos nas estradas portuguesas e deixa recomendações.
Tem-se notado já no dia de hoje grande movimento, acima de tudo em direção ao sul, onde há já um grande constrangimento aqui na zona da Marateca. E acima de tudo, o conselho que a Guarda Nacional Republicana dá aos condutores é que façam um planejamento da sua viagem com antecedência para evitar estas situações de maior constrangimento de trânsito e façam as suas verificações de mecânica e o estado geral da viatura, a carga também com que esse veículo circula. Neste período de férias, normalmente tenta-se sempre levar mais do que aquilo que é o normal.
Os conselhos da Unidade Nacional de Trânsito da GNR para a parte, neste caso, mecânica do carro e para a carga a levar nas férias. As palavras do major António Maio, em declarações à Rádio Observador, ouvido pelo jornalista Diogo Varela.
E na política, o CHEGA acusa Luís Montenegro de estar desfasado da realidade. Já o PS diz que o discurso do líder do PSD passa ao lado do futuro do país.
São as críticas dos dois partidos da oposição, neste caso, aos 50 minutos do discurso de Luís Montenegro na Festa do Pontal, na rentrée política do PSD. Na análise, o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusa o líder social-democrata de fazer um discurso a lembrar os tempos de António Costa.
Luís Montenegro é um primeiro-ministro completamente desfasado da realidade. Aliás, ao ouvir ontem Luís Montenegro, fez-me lembrar os tempos de António Costa, quando discursava e quando pintava um país cor-de-rosa. Neste caso, Luís Montenegro pintou um país cor-de-laranja, um país que só para ele e para a elite do PSD é que existe, porque não existe para o português comum. Os portugueses comuns, nenhum deles se revelou, certamente, no discurso de Luís Montenegro. Quando fala apenas das grandes obras do futuro do país, nós percebemos claramente que Luís Montenegro não percebe o que é que custa aos portugueses ir meter combustível ou gasolina. Percebemos que não vai ao supermercado e não sabe quanto é que custa o cabaz alimentar.
Já o vice-presidente da bancada parlamentar do PS, António Mendonça Mendes, diz que o discurso de Luís Montenegro passa ao lado dos desafios para o futuro do país.
É uma intervenção que não tem nenhum futuro. É uma intervenção autojustificativa, defensiva, uma intervenção que passa ao lado daquilo que são os desafios que o país tem para o futuro. Portanto, não me parece que este discurso tenha sido muito bem-sucedido e principalmente porque é um discurso que nos traz mais perguntas do que propriamente respostas. Vou lhe dar o exemplo. Foi anunciada uma recompra da participação na REN. Eu não tenho muita certeza que o melhor sítio para se fazer esse anúncio seja num comício partidário.
As dúvidas de António Mendonça Mendes, do PS. Também o LIVRE reagiu a este discurso de Luís Montenegro. O deputado Paulo Muacho considera que a intervenção do líder do PSD mostra, sobretudo, um governo que está esgotado.
E na resposta, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, recusa que o discurso de Luís Montenegro tenha sido vazio de anúncios.
Também no Explicador, Sebastião Bugalho recusa as críticas da oposição.
Não se pode dizer que haja um desfasamento da realidade do discurso do primeiro-ministro, porque ele foi essencialmente sustentado em números. E se o escutarmos, entendemos isso. A mim parece-me relevante, por exemplo, quando falamos das matérias da habitação, e aí concordamos os três que é uma matéria que deve ser prioritária e que aflige grande parte da população portuguesa neste momento, pareceu-me ser um número bastante positivo o facto de, ao dia de hoje, já terem sido concluídas 28.700 das casas do PRR que estavam previstas. Parece-me que também é positivo, mantendo-nos nos números, o facto de mais de 100 mil pessoas já terem beneficiado das políticas de habitação jovem do governo, como a isenção de imposto sobre o IMT.
A resposta do vice-presidente do PSD, Sebastião Bugalho, às críticas da oposição ao discurso do primeiro-ministro nesta sexta-feira na Festa do Pontal.
E é assim que fechamos o Jornal das 4 da tarde, edição do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 16h30. Até já.
Até já.