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Jornal das quatro com Vasco Maldonado Correia. Vasco, é daqui por meia hora que André Ventura anuncia essa decisão do partido Chega sobre uma moção de censura ao Governo.
O presidente do Chega vai fazer uma declaração na sede do partido a partir das 16h30 e vai anunciar se, afinal, o Chega avança ou não com essa moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, motivada pelas várias polêmicas em torno do Ministro da Administração Interna, que garantiu ontem que não vai sair do Executivo. Ontem à noite, na CNN Portugal, André Ventura assumiu que estava mais perto de avançar com essa moção de censura. Vamos ficar a saber já daqui a meia hora.
A tarde política começa mais cedo para acompanhar também em direto essa declaração de André Ventura. Entretanto, José Luís Carneiro assegura que, se depender do PS, não vai haver crise política em breve.
Com a ameaça dessa moção de censura ao Governo por parte do Chega em cima da mesa, o secretário-geral do PS diz apenas que André Ventura está a fazer uma manobra política para ocupar o espaço midiático.
O primeiro-ministro é o primeiro e mais importante responsável por tudo quanto tem a ver com o Governo. Só ele convida, só ele exonera. E o primeiro-ministro tem que ter consciência do que se tem vindo a passar, tem vindo a degradar a confiança dos cidadãos nas suas instituições políticas e ele tem deveres, tem uma responsabilidade que não pode alienar nem pode entregar aos outros. Ele próprio tem de assumir essa responsabilidade.
Aqui ouvíamos José Luís Carneiro insistir que o primeiro-ministro tem de assumir responsabilidades na polêmica em torno de Luís Neves. Agora sim, vamos ouvir o secretário-geral do PS acusar André Ventura de estar a fazer essa manobra política para conseguir mais espaço midiático, mas a não avançar com o posicionamento do partido em relação a essa moção de censura.
O primeiro-ministro é o primeiro e mais importante responsável por tudo quanto tem a ver com o Governo. Só ele convida, só ele exonera. E o primeiro-ministro tem que ter consciência do que se tem vindo a passar, tem vindo a degradar a confiança dos cidadãos nas suas instituições políticas e ele tem deveres, tem uma responsabilidade que não pode alienar nem pode entregar aos outros. Ele próprio tem de assumir essa responsabilidade.
Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que termina hoje uma visita a Moçambique.
Essa decisão do Chega sobre a moção de censura vai ser conhecida então daqui a pouco. O Ministério Público espera fechar o inquérito sobre o descarrilamento do Elevador da Glória até março do próximo ano.
De acordo com uma nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República, a investigação não parou nas férias judiciais e as peritagens técnicas só devem terminar em novembro. Só depois é que segue a análise de indícios e responsabilidades criminais pelo acidente que matou 16 pessoas. Miguel Pina-Andrade.
Sim, o inquérito do Ministério Público decorre de forma independente em relação à investigação do gabinete que está responsável por investigar acidentes com aeronaves e acidentes ferroviários, o GPIAAF. Ainda assim, o Ministério Público aponta vários pontos de convergência entre ambas as partes, mas sem deixar de apontar objetivos diferentes. A parte criminal cabe ao Ministério Público e as questões técnicas e de prevenção cabem ao GPIAAF. Na nota, é também destacada a elevada complexidade técnica das perícias em curso. O inquérito está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e a PGR já especificou também algumas das áreas que pretende esclarecer, como as características do funcionamento e o comportamento do cabo de tração e de fixação do veículo, também a condição e o comportamento dos sistemas de travagem, tal como o estado das condições de aderência dos freios aos carris e às rodas. A Procuradoria quer também esclarecer o estado em que estava o sistema elétrico do veículo e qual é que era a relação que tinha com os sistemas de frenagem e com o cabo de tração. Por fim, a PGR quer esclarecer os processos de manutenção e validação de segurança dos equipamentos feitos pela Carris.
Jornalista Miguel Pina-Andrade, com este ponto de situação ao inquérito sobre o descarrilamento do Elevador da Glória, que só deve ser conhecido no final de março do próximo ano. Este desastre provocou 16 mortos e 24 feridas. Faz amanhã um ano desse acidente.
A Associação Nacional de Municípios quer rapidez na identificação das obras que precisam de financiamento depois do PRR. O ministro da Economia disse estar ansioso para prestar esclarecimentos no Parlamento.
A Associação Nacional de Municípios Portugueses deixa esse apelo para acelerar a identificação dos investimentos municipais que precisam de financiamento por não terem ficado concluídos no prazo previsto. Pedro Pimpão apela à rapidez e à eficácia dos mecanismos de ajuda a investimentos que, sublinha, até podem transitar para o movimento Portugal 2030.
Estamos a falar de investimentos que podem transitar para o Portugal 2030 ou que podem ser integrados também no âmbito do Orçamento de Estado para o próximo ano. E aquilo, naturalmente, que nós apelamos é para que esses mecanismos sejam céleres e eficazes para que as obras que estão em execução possam continuar e para que os municípios também, que decidiram avançar e tiveram esse arrojo de avançar com essas obras, não fiquem prejudicados também nesse investimento.
Apelo do presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Pedro Pimpão, sendo que esta tarde o ministro da Economia disse que tem vontade de ir ao Parlamento para prestar contas sobre o PRR.
O Partido Socialista quer ouvir-me com urgência, mais urgência tenho eu em falar. Estou ansioso por poder dar esses esclarecimentos. Aliás, já ouvi essa notícia anteontem e hoje fui ver, creio que o pedido ainda não chegou, porque eu tenho interesse em ir lá o mais rapidamente possível.
Declarações do Ministro da Economia e Coesão Territorial, esta tarde, à margem da cerimônia de entrega do título de exploração industrial das duas fábricas do projeto Alba de Repsol em Sines.
O especialista em história militar, Francisco Proença Garcia, explica que o ataque híbrido atribuído à Rússia no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, tem sido habitual em várias partes da Europa nos últimos anos.
Mas alerta para consequências políticas importantes. Para Francisco Proença Garcia, a diferença entre este e outros ataques é que pela primeira vez houve um país, a Alemanha, a apontar o dedo à Rússia.
Não é nada de novo. Vamos lá ver, estes ataques daquilo que chamam de guerra não cinética, ou a componente híbrida da propaganda, da desinformação, da sabotagem E dos cyber ataques têm sido frequentes. Há a documentação publicada já este ano, por exemplo, do Congresso Norte-Americano ou do Instituto de Estudos Estratégicos Ingleses, que nos identifica e tem enumerado, por exemplo, sabotagens em Espanha, sabotagens em França. Isso está tudo elencado, não é nada de novo, mas o que é de novo é que há um país, e logo a Alemanha, um país com a importância que tem para a Europa e dentro da NATO, vir dizer: "Não, nós atribuímos a autoria à Rússia". Isto tem consequências políticas importantíssimas e espero que não tenha consequências militares.
Francisco Proença Garcia considera também que o momento atual deve obrigar a uma reflexão em Portugal sobre o serviço militar obrigatório.
A nossa perceção, estamos muito longe da linha da frente, é que não é necessário. Mas aqueles países que estão encostados à Rússia já mudaram a sua perceção. De maneira que eu não digo que tínhamos que implementar, mas temos que começar a refletir em outro modelo de serviço militar. Mas as Forças Armadas são profissionais nossas e, para já, precisamos de mais efetivos e de completar aquilo que são os seus quadros na área dos profissionais. Depois, em princípio, se a situação evoluir, temos que pensar noutras medidas que outros países já estão a pensar. Nós parece que é tabu pensarmos nisso. Refletir não faz mal a ninguém.
Fica esse apelo à reflexão de Francisco Proença Garcia, especialista e acadêmico em história militar. Foi o convidado desta tarde do Gabinete de Guerra.
A Organização das Nações Unidas avisa que o aquecimento global vai ultrapassar o limite de um grau e meio nos próximos anos, mas a tendência ainda pode ser revertida. A associação ambientalista Zero está convicta de que esse limite vai mesmo ser ultrapassado.
Subida que está contemplada no mais recente relatório do programa das Nações Unidas para o ambiente. A ONU acredita, mesmo assim, que ainda é possível reduzir as temperaturas e atingir as metas do Acordo de Paris. Mas à Rádio Observador, o presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, diz que não acredita nessa previsão. Antes vê uma subida de temperatura do planeta.
Os vários cenários que estão em cima da mesa que nós vamos ultrapassar este aumento de grau e meio. A questão agora é saber qual é que será o pico, e nós neste momento estamos numa tendência para 1,8 °C, e durante quanto tempo é que estaremos acima de um grau e meio. E depois arrefecemos a atmosfera para voltar a um grau e meio.
Para isso é preciso tomar medidas, assim como as Nações Unidas. Francisco Ferreira sublinha que é preciso dobrar esforços e adotar políticas sustentáveis que reduzam o uso de combustíveis fósseis.
Reduzir muito fortemente e depois esperar pela resposta climática no que respeita à queima de combustíveis fósseis, gás natural, carvão e petróleo. É isso que fará toda a diferença. É isso que nós não estamos a conseguir e em que a tendência continua a ser de aumento. Para além de que espera que tenhamos a capacidade do ponto de vista das florestas e do ponto de vista de outros mecanismos de captura de carbono, para também ajudar a baixar o teor de dióxido de carbono na atmosfera.
Francisco Ferreira, presidente da Associação Ambientalista Zero, em declarações à Rádio Observador, diz também, em linha com a ONU, defende uma resposta imediata ao problema do aquecimento global.
Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.
O ministro da Agricultura garante que o apoio extraordinário autorizado pela Comissão Europeia para agricultores e pescadores já foi pago. A Comissão Europeia tinha anunciado hoje a aprovação de um regime português de auxílios estatais de 30 milhões de euros, dirigido às empresas dos setores agrícola, da pesca e também da aquacultura, devido aos impactos económicos da crise no Médio Oriente. À margem do Dia de Campo Inov Milho, em Coruche, José Manuel Fernandes revelou ainda à Lusa que o governo está a preparar novos apoios que podem elevar para 60 milhões de euros a verba destinada aos fertilizantes. A cotação do gás natural está no máximo de mais de três anos, está a rondar os 74 € por megawatt-hora, isto depois dos ataques da última noite entre os Estados Unidos e o Irão no Médio Oriente, que influenciaram o preço do gás natural. Entretanto, o preço do barril de petróleo Brent já está também a superar o limiar de US$ 95, uma subida de 0,5% desde o dia de ontem. Morreu o ator brasileiro Gracindo Júnior, aos 83 anos, uma carreira de mais de cinco décadas. Destacou-se no teatro, no cinema e na televisão brasileira. Participou em várias produções de sucesso, como "A Rainha da Sucata". O autor participou em 1965 na inauguração da TV Globo. Morreu hoje, aos 83 anos.