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Notícias. Jornal das quatro com a Laura Figueiredo. Laura, depois do pedido do líder do PS, o presidente dos socialistas, Carlos César, garante que o partido está em concordância com José Luís Carneiro quanto à viabilização do orçamento do Estado.

José Luís Carneiro propôs hoje oficialmente aos socialistas uma viabilização do orçamento através da abstenção. No final da Comissão Nacional do partido, que decorreu esta manhã e que visava analisar a proposta de orçamento, Carlos César admite que há unanimidade entre a bancada socialista.

Entre mais de quatro dezenas de oradores e cerca de 200 pessoas presentes, não houve uma única que não tivesse expressado a sua concordância com aquilo a que o Partido Socialista se propõe, que no essencial é uma clareza em matéria de abordagem da questão orçamental.

O presidente do Partido Socialista garante também que a abstenção não inibe o partido de apresentar propostas na especialidade.

O secretário-geral anunciou a intenção de propor ao Partido Socialista que se abstivesse na votação do orçamento com base naquilo que eu já conhecia, dos compromissos do governo em matérias essenciais, nas quatro questões essenciais que formulou então. E também não nos inibe, na especialidade, de fazer o que vamos fazer, que é o de procurar que o orçamento de Estado, ou do ponto de vista programático ou do ponto de vista quantitativo, mas no respeito pelas possibilidades que enformam o equilíbrio orçamental, responda às questões do custo de vida.

Carlos César, presidente do PS, em declarações aos jornalistas no final da Comissão Nacional do partido. Carlos César, que tal como o secretário-geral dos socialistas, reitera que o PS não concorda com a proposta de orçamento do Estado.

Antes, José Luís Carneiro garantiu que ia propor ao partido a abstenção na votação do orçamento do Estado, mas admite que convicções mais profundas levariam ao voto contra.

O PS esteve hoje reunido na Comissão Nacional para analisar a proposta do governo do orçamento para o próximo ano. Apesar de considerar que o executivo apresentou um mau orçamento, José Luís Carneiro explica que o partido faz oposição ao governo e não a Portugal e, por isso, pediu aos socialistas para se absterem.

A razão de ser fundamental desta nossa Comissão Nacional, desta vez, tem muito que ver com a proposta que eu tenho para vos apresentar de abstenção em relação à proposta do orçamento do Estado. Faço por razões ponderosas. As nossas convicções mais profundas levar-nos-iam mesmo para essa ideia do voto contra o orçamento. Nós fazemos oposição ao governo, mas nós não fazemos oposição a Portugal.

Ainda assim, José Luís Carneiro adianta que vai apresentar propostas para que o orçamento possa dar respostas ao aumento do custo de vida.

Na especialidade, vamos apresentar as nossas propostas. Propostas para que o orçamento possa dar respostas ao aumento com o custo de vida. Manteremos essa linha de coerência. E mais, vamos procurar apresentar propostas para responder ao aumento dos custos com os combustíveis, com o gás, com a eletricidade, com os bens alimentares essenciais. E sejamos claros, e quero ser claro, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas e mantendo a responsabilidade com as futuras gerações.

José Luís Carneiro, na abertura da Comissão Nacional do PS, uma reunião dos socialistas com o objetivo de analisar a proposta de orçamento para 2027.

O secretário-geral da UGT desafia o primeiro-ministro a rever o acordo de valorização salarial.

Desafio lançado por Mário Mourão, na abertura do 15º congresso da UGT, que decorre hoje na Figueira da Foz.

Quero aqui lançar um repto ao senhor primeiro-ministro. A UGT tem como objetivos a melhoria dos salários e do rendimento dos trabalhadores. Senhor primeiro-ministro, sente-se conosco à mesa da concertação social para rever o acordo salários e rendimentos. Faça-se que o salário mínimo chegue aos mil euros em janeiro e dê mais força à negociação coletiva.

Mário Mourão, que alerta ainda que qualquer alteração à legislação laboral terá de reforçar a contratação coletiva.

Antes, a ministra do Trabalho mostrou-se disponível para voltar a negociar a reforma laboral com patrões e trabalhadores.

A legislação laboral terminou sem acordo na concertação social e a proposta de lei foi depois rejeitada no Parlamento. Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o governo está sempre disponível para negociar e, por isso, afirma que a legislação laboral pode ser um tema a voltar à mesa das negociações.

O governo é um negociador. Sempre foi um negociador, aliás, não pode deixar de o ser. Negociei com os parceiros sociais, negociei no Parlamento. Portanto, como eu tive a oportunidade de dizer ali, o governo está obviamente aberto a novos compromissos em todas as questões que sejam relevantes e que estejam em cima da mesa. A legislação laboral, naturalmente, também é uma delas.

Declarações da ministra do Trabalho esta manhã, à margem do 15º congresso da UGT, na Figueira da Foz. Também Santana Lopes, presidente da Câmara, discursou. Entre elogios à UGT, deixou críticas indiretas à CGTP.

Eu não posso deixar de dizer e prestar a minha homenagem a quem é sindicalista da UGT, até porque, sem dúvida nenhuma, deve ser muito mais difícil. Deve ser mais fácil Pertencer a uma central sindical que já se sabe que está sempre contra, do que pertencer a uma central sindical cujos militantes também ideologicamente estão alinhados com partidos que se alternam ou se têm alternado no poder.

Declarações de Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, onde decorre hoje o 15º congresso da UGT. Cristiano Ronaldo está suspenso e com processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Em causa o abandono do estágio da seleção a 30 de setembro, antes do jogo frente à Dinamarca. O processo, que visa apurar a eventual relevância disciplinar dos acontecimentos, foi declarado urgente. A federação decidiu também aplicar a Cristiano Ronaldo uma suspensão preventiva não automática. Uma vez que o capitão da seleção assumiu o erro no comunicado que divulgou há uns dias, o quadro de uma sanção entre um e seis meses pode ser reduzido para metade. O editor do Desporto do Observador, Bruno Roseiro, explica o que está em causa neste processo.

Por um lado, está confirmada a suspensão preventiva de Cristiano Ronaldo da seleção, ou seja, confirma que a partir do momento em que abandonou a seleção, Cristiano Ronaldo passou a estar automaticamente suspenso. Era uma dúvida que existia, agora está dissipada. Atribui caráter de urgência a este processo e envia agora a questão para a Comissão de Instrução Disciplinar da Federação, que vai conduzir toda a instrução. Em termos práticos, o que isto significa? O processo está a andar, o relógio está a contar, ou seja, nesta altura sobram 25 dias até haver o anúncio da convocatória de Jorge Jesus para os próximos jogos da seleção na Liga das Nações, com a Dinamarca e com a Noruega. E tudo vai depender agora da celeridade desta instrução.

O editor do Desporto do Observador, Bruno Roseiro, explica ainda que Cristiano Ronaldo pode ter atenuantes e ver o nome já na próxima convocatória.

Confirmando-se que existe uma atenuante para metade da possível sanção, por Cristiano Ronaldo já ter admitido os factos em causa, aquilo que pode acontecer é, num cenário de suspensão mínima dentro desse enquadramento, ter apenas uma suspensão de duas semanas e isso permitiria que ainda integrasse essa convocatória que, em princípio, será conhecida no dia 6 de novembro.

Bruno Roseiro, editor do Desporto do Observador, a analisar o processo instaurado pela Federação Portuguesa de Futebol a Cristiano Ronaldo. Laura Figueiredo com o Jornal das Quatro.