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Começamos com André Ventura. O líder do Chega acusou o ministro da Administração Interna de agir de forma arrogante.

André Ventura diz que Luís Neves afasta toda gente que exija transparência no ministério. São críticas à margem de um protesto de agricultores na Assembleia da República. André Ventura insiste em apontar ao ministro Luís Neves numa altura em que está cada vez mais perto a Comissão Parlamentar de Inquérito ao trabalho do agora ministro, quando era diretor nacional da Polícia Judiciária.

Talvez as pessoas com isto comecem a abrir os olhos para quem é Luís Neves, para a forma como atua, quer no governo, quer fora. Nós, em democracia, não podemos ter medo de poder nenhum. Quarta-feira nós vamos dar um passo muito importante na constituição de uma comissão de inquérito para mostrar que precisamente não temos medo nenhum. Mas esta atuação de Luís Neves mostra como sempre que alguém se lhe mete na frente e exige transparência ou exige verdade, ou afasta, ou intimida, ou tenta condicionar.

As críticas de André Ventura a Luís Neves, o ministro da Administração Interna. O líder do Chega assegura que não tem receio de enfrentar o ministro.

Ministro da Administração Interna que designou o major-general Nuno Miguel Parreira da Silva para o cargo de secretário-geral deste ministério.

Decisão conhecida pouco depois de ser anunciada a saída de Ricardo Carrilho, que estava em função nesse cargo. Nuno Miguel Parreira da Silva, comandante da escola da GNR desde 2024, dirigiu o departamento de Recursos Financeiros da Guarda Nacional Republicana. Foi também representante português no Conselho de Administração da Agência Europeia para a Formação Policial. Fica agora com o posto que era de Ricardo Carrilho, que saiu devido a uma reorganização da Secretaria-Geral. É a justificação do ministério liderado por Luís Neves. A saída foi anunciada depois do semanário Expresso ter avançado que o clima de tensão entre Luís Neves e Ricardo Carrilho terá atingido um ponto crítico que ditou a ruptura, devido às divergências profundas sobre o controle do SIRESP. Ricardo Carrilho ter-se-á recusado a autorizar uma transferência de 26 milhões de euros ao SIRESP com contrato caducado, sem ter autorização escrita por parte do ministro.

A Confederação dos Agricultores de Portugal pede ao governo que proteja a competitividade do setor.

Vários dirigentes da CAP estiveram reunidos com os partidos na Assembleia da República e com o chefe de gabinete do primeiro-ministro. Exigem um pacote de 140 milhões de euros para fazer face ao aumento dos combustíveis e para terem condições de competirem com produtos de outros países. À saída dessas reuniões, o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, informa que o governo fez uma promessa de averiguar se estas medidas cabem no próximo orçamento, sem ferir o equilíbrio das contas públicas.

Prometeu levar à consideração do primeiro-ministro as nossas reivindicações e prometendo que olhariam para elas, procurando acomodá-las dentro da flexibilidade que o governo entende dispor. Portanto, teriam que analisar essa margem que têm. Da nossa parte, o que nós salientamos foi que as nossas reivindicações em nada conflituam com a ideia do equilíbrio orçamental.

O líder da Confederação realça a perda de competitividade dos produtos portugueses face a outros concorrentes, caso estas medidas não sejam adotadas.

Entretanto, o ministro da Agricultura reagiu a estes protestos. José Manuel Fernandes diz que tudo o que pode ser feito, já está a ser feito.

O ministro lembra os efeitos das tempestades no início do ano e a forma como contribuíram de forma negativa para a situação atual dos agricultores. Em Arco de Valdevez, José Manuel Fernandes rejeita a ideia de que faltem apoios e assegura que o governo está atento e a pensar nos fundos disponíveis.

Nós tivemos um comboio de tempestades. Houve um esforço adicional, 250 milhões de euros do Orçamento de Estado e também de fundos europeus no valor de 200 milhões. Não desfaço as linhas de crédito, onde as linhas de crédito com garantias nossas em 2026, este ano, já são também mais de 430 milhões de euros. Estamos a fazer o máximo, mas eu percebo que há agricultores em dificuldade.

É as palavras de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, que é um registo da RTP Notícias a dar conta das dificuldades do setor da agricultura e sublinhar que só no próximo ano é que há a possibilidade de haver 162 milhões de euros para a competitividade do setor.

A Rádio Universidade de Coimbra garante que as deputadas do Chega e os restantes elementos do partido só abandonaram o estúdio depois da chegada da polícia. Houve este episódio hoje. Elementos do Chega interromperam um programa de debate político que estava a ser transmitido em direto.

As deputadas do Chega, Rita Matias e Madalena Cordeiro, entraram nos estúdios da RUC acompanhadas por vários elementos do partido. A comitiva do Chega entrou nas instalações da rádio durante um debate político transmitido em direto que acabou por ser interrompido. O Chega está impedido de entrar nas instalações da Associação Académica de Coimbra desde fevereiro, mas tinha sido convidado a participar no debate à distância. Um convite que o partido recusou por considerar ofensivas as condições de participação que foram oferecidas. Na Rádio Observador, Jaime Nunes, redator e membro da administração da RUC, que estava em direto no momento da invasão, conta como tudo aconteceu. Explica que a emissão teve que ser interrompida depois de Rita Matias ter roubado um dos microfones do estúdio.

Estávamos a ter uma conversa sobre as questões, sobre o Orçamento de Estado para 2027, sobre a questão das propinas, entre outros temas. Uma conversa descontraída entre jovens em tom de debate. Por volta das 9h30 da manhã, entra então a Rita Matias, acompanhada de cerca de nove, 10 pessoas do Chega, dentro dos estúdios, dentro do nosso estúdio de emissão. Ao início, não intervieram logo, mas passados dois, três minutos, então a Rita Matias aproximou-se do microfone e interveio. Eu o que fiz foi baixar então o microfone para tentar manter a ordem dentro do estúdio, visto que tal não estava a acontecer

Jaime Nunes explica que os elementos do Chega se recusaram a abandonar os estúdios, apesar dos vários pedidos nesse sentido, e que só saíram com a chegada da PSP. O redator da RUC diz que Rita Matias terá sido identificada pelas autoridades.

O que eu pedi foi que abandonassem o estúdio para que nós pudéssemos conversar de forma tranquila, de forma ordeira, fora das nossas instalações, fora do nosso estúdio de emissão. Eles recusaram-se a abandonar o estúdio principal e o que disseram foi que só se levantariam do estúdio, só sairiam do estúdio, assim que aparecessem as forças de segurança. Entretanto, chegaram outros membros da rádio. Chegou também a direção geral da Associação Académica de Coimbra. Pedi-lhes que abandonassem o estúdio repetidamente. Tal não aconteceu. Por volta das 9h55 chega a polícia e retira os membros do Chega e a nossa emissão pode voltar à normalidade.

Tiveram de ser identificados, algo do gênero, por parte da polícia?

Eu penso que a Rita Matias foi identificada.

As explicações de Jaime Nunes, redator da Rádio Universidade de Coimbra. Numa conversa com o jornalista Ricardo Lopes, Jaime Nunes testemunhou a entrada de Rita Matias e de Madalena Cordeiro, acompanhadas por vários elementos do Chega, nos estúdios de rádio para interromper um programa de debate político.

O presidente da República apela à eleição de líderes políticos que tenham como prioridade a resolução pacífica dos conflitos.

António José Seguro esteve no encerramento de uma aula dada pelo antigo chefe de Estado de Moçambique, Joaquim Chissano, em Lisboa, e numa intervenção em que lamentou a persistência dos conflitos violentos no planeta, usou o exemplo do fim da guerra civil moçambicana para responsabilizar os eleitores pelas escolhas que fazem nas urnas.

Por que não se põe fim à guerra? Por que as armas não se calam? Por que não se encontram sentados, como aconteceu em Moçambique, soluções de paz e que sejam soluções duradouras para que as pessoas possam, no fundo, ter direito a ter uma vida digna, uma vida sem sofrimento. E em momentos em que os conflitos se alastram, em que teimam em persistir, é importante voltar a frisar que todos nós temos a capacidade, o dever, de contribuirmos para que possamos escolher líderes que queiram colocar no topo das suas prioridades a defesa da paz como condição para o nosso desenvolvimento.

António José Seguro, num discurso na Universidade Europeia em Lisboa, ao lado de Joaquim Chissano, o presidente da República volta a sublinhar a importância da relação com Moçambique, país que descreve como um parceiro prioritário.

Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, avisa que qualquer atraso na aprovação do orçamento da União Europeia vai ter repercussões graves. António Costa lembra que as negociações para o novo orçamento estão a entrar numa fase decisiva. O antigo primeiro-ministro português realça que qualquer atraso tem consequências na vida dos agricultores, das empresas, dos investigadores, dos estudantes e também nas cidades. Pedro Sánchez foi vaiado em Madrid durante as cerimónias da Festa Nacional de Espanha. Com eleições antecipadas à porta, o primeiro-ministro espanhol foi recebido com insultos por centenas de pessoas à chegada ao local onde se realizou o desfile militar. A assistir na tribuna estiveram todos os líderes partidários, à exceção de Santiago Abascal, presidente do Vox, o partido de extrema-direita espanhol, que foi até Ceuta criticar a política migratória de Sánchez. O Papa Leão XIV vai ser internado amanhã, vai ser submetido a uma operação para retirar um nódulo no pulmão. A cirurgia vai decorrer no Hospital Gemelli, em Roma. Informação confirmada pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé. Ontem foi o próprio Papa que anunciou que iria ser submetido a esta cirurgia nos próximos dias. A recuperação do líder da Igreja Católica deve durar cerca de uma semana.