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É um aviso do secretário-geral da NATO, que esteve hoje em Lisboa. Portugal está a ser ameaçado pela Rússia.

De que forma? Por via marítima, alerta Mark Rutte.

"Navios russos e bombardeiros de longa distância ameaçam a costa portuguesa. A frágil estrutura submarina de Portugal está claramente na esfera de interesses de Moscovo. Enquanto lidamos com a ameaça russa, temos que considerar as ameaças, mas também as oportunidades para o sul da Europa."

Os apelos do secretário-geral da NATO no dia em que Portugal antecipou o calendário, o governo quer chegar aos 2% de investimento na defesa mais rápido do que o previsto. Mesmo assim, não chega. É o que avisa Mark Rutte.

"Precisamos de esforços neste momento. Isto significa que temos de aumentar o nosso investimento em defesa. Eu aplaudo o recente aumento no investimento no setor da defesa em Portugal, mas tenho de admitir que o objetivo de 2%, estabelecido há uma década, não é suficiente para os desafios do futuro. A ameaça da Rússia pode parecer distante, mas não é."

Os avisos do secretário-geral da NATO, ao mesmo tempo que o chefe de governo promete alcançar o mínimo exigido pela aliança, os 2% do PIB, antes do previsto, ou seja, antes de 2029. Luís Montenegro vinca que é um compromisso exigente para Portugal.

Significa para Portugal um esforço financeiro grande. A antecipação no ano para 2029 deste objetivo requer uma aceleração de uma trajetória que, infelizmente, nos últimos anos, nem sempre conseguimos atingir aquele que era o objetivo.

Metas definidas pelo primeiro-ministro português e aplaudidas pelo secretário-geral da NATO em São Bento, que avisa que mesmo assim é insuficiente perante os desafios globais suscitados pela guerra na Ucrânia.

Mariana Mortágua reconhece que o Bloco de Esquerda precisa de rever procedimentos internos no contacto com funcionários.

É uma necessidade admitida em plenas jornadas parlamentares dedicadas a direitos laborais em Coimbra, numa altura em que o partido tem estado debaixo de polêmica por causa de duas mulheres que despediu em 2022 e que eram recém-mães.

Mariana Mortágua rejeita que este caso possa prejudicar o partido nas urnas, ao mesmo tempo que agora, de viva voz, assume as falhas.

A situação é dura e é difícil, e compreendendo que parte de decisões muito duras e muito difíceis que foram tomadas, o Bloco cometeu também erros e que aprendeu com eles. Acho que as pessoas, os votantes, os simpatizantes, os militantes, conhecem todo o património que o Bloco tem em todas as lutas pela justiça, pelo trabalho, pelo feminismo.

O Bloco quer agora rever a forma de contacto com os funcionários do partido, sobretudo em momentos de entrada e de saída. Mariana Mortágua critica, por outro lado, nestas jornadas parlamentares, a mudança de posição do PS sobre o tema da imigração.

Assumindo que a manifestação de interesse tem um efeito de chamada, Pedro Nuno Santos atirou ao lado. O problema da manifestação de interesse foi da incompetência do governo quando criou uma AIMA, que foi incapaz de dar uma resposta aos pedidos de regularização da lei que tinha feito.

Foi o governo socialista que, na altura, não criou condições administrativas para que a lei pudesse surtir efeito. É isso que diz Mariana Mortágua.

E depois do Bloco de Esquerda, Miguel, também o Chega exige o afastamento do secretário de Estado do Ordenamento do Território.

Ernani Dias, suspeito de ter tirado partido da lei dos solos em benefício próprio, depois de ter criado duas empresas do ramo imobiliário, que podem beneficiar das mudanças propostas relativamente a este diploma. Se no fim de semana foi a vez dos bloquistas pedirem a demissão, agora é o Chega, pela voz de André Ventura, que vem dizer que o governante tem de ser afastado.

É corrupção aos olhos de todos. É o fenômeno do conluio de interesses à vista de todos. Esse secretário de Estado não tem nenhumas condições para continuar em funções. O Chega acompanhará, por isso, o pedido que venha ao Parlamento rapidamente, se não se demitir entretanto ou se não for, por isso, demitido.

André Ventura, em declarações na sede do Chega, aqui no registo da RTP, o líder do partido deixa ainda um desafio a Luís Montenegro.

Num caso 100 mil vezes mais grave, que envolve contrapartidas no exercício de funções públicas, que envolve benefício próprio do processo de legislação, se vai tomar a mesma atitude que eu tomei em relação a um deputado ou se só vale para o Chega mesmo, a crítica, e se só vale para o Chega mesmo, a exigência.

O desafio de André Ventura, que anunciou ainda que o Chega vai participar formalmente contra o secretário de Estado à Comissão de Transparência e pedir um parecer sobre a situação de Ernani Dias.

Agora é oficial, está publicado o decreto do Presidente da República que dissolve a Assembleia Legislativa da Madeira e marca novas eleições.

Vão ser a 23 de março, ato eleitoral antecipado por causa do chumbo do orçamento e da moção de censura enfrentada pelo governo de Miguel Albuquerque.

É a segunda vez que Marcelo Rebelo de Sousa dissolve o Parlamento regional. A última foi há pouco mais de um ano, em março de 2024.

Cinco horas, cinco minutos. Está na altura de conhecermos outras notícias que estão a marcar a atualidade.

80 anos desde que terminou o Holocausto em Auschwitz. Estão reunidos os líderes europeus para celebrar a libertação do campo de concentração perto de Cracóvia, na Polónia.

A cerimônia conta com representantes de 40 países. Portugal faz-se representar pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro. Esta manhã, o chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou a solidariedade com as vítimas do Holocausto, uma memória que vários líderes europeus apelam a que não desapareça para que não se repita.

Marcelo Rebelo de Sousa não foi a Auschwitz, mas fez questão de assinalar a data numa mensagem no site da presidência. O chefe de Estado apela à memória coletiva no que toca ao antissemitismo e outras formas de ódio para que não se repitam.

No texto publicado pelo presidente, pode ler-se que nesta data marca o representativo do fim do Holocausto, Marcelo Rebelo de Sousa associa-se às celebrações do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, prestando uma sentida homenagem a todas as vítimas da barbárie nazi.

Também o secretário-geral das Nações Unidas enviou hoje uma mensagem para assinalar esta data. Na Assembleia Geral da ONU, António Guterres frisa que o mundo atual está fraturado e perigoso. Considera que exemplo disso é a negação do Holocausto.

O líder da ONU afirma que o antissemitismo ainda está presente, alimentado pelas mesmas mentiras e ódio que tornaram possível o genocídio nazi.

Um ódio que está a aumentar com o também aumento da discriminação.

À margem da cerimônia para assinalar o fim do Holocausto na Polônia, Volodymyr Zelensky esteve reunido com o presidente francês Emmanuel Macron e também com António Costa.

O presidente do Conselho Europeu promete apoio constante à Ucrânia e insiste que o país deve prosseguir no caminho da adesão à União Europeia. No Medio Oriente, oito dos reféns que iam ser libertados pelo Hamas na primeira fase do cessar-fogo morreram.

O anúncio foi feito hoje pelo porta-voz do governo israelita. Significa que dos 26 reféns que se previa fossem devolvidos e libertados nesta fase do acordo, só 18 estão vivos.

A passagem da tempestade Herminia por Portugal continental já causou mais de 700 ocorrências esta segunda-feira. A atualização é feita à Rádio Observador pela Proteção Civil. Estão no terreno mais de 2500 operacionais.

O litoral norte e centro do país são as regiões mais afetadas. Nove distritos de Portugal continental estão em alerta vermelho entre o meio-dia e às 21h00, por causa da agitação marítima.

No futebol, Martín Anselmi é o novo treinador do Futebol Clube do Porto. Foi apresentado no Museu dos Dragões, ao lado do presidente André Villas-Boas. O argentino sucede a Vítor Bruno, chega à Invicta depois de uma passagem pelo Cruz Azul do México.

Martín Anselmi assinou um contrato válido por uma época e meia. É o quinto treinador argentino da história do Futebol Clube do Porto.