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Começa agora o Jornal das 5 com o Luís Soares. Luís, começamos pela Madeira este jornal. A pouco mais de uma semana das eleições regionais, a crise política a nível nacional veio baralhar a campanha eleitoral em curso.

Nomeadamente no que toca à presença de líderes nacionais na campanha regional, há algumas, mas poucas certezas. No terreno fazem-se também contas à forma de dar a volta à crise política. Junta-se a este Jornal das 5 a jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha, que está a acompanhar a campanha na região. Boa tarde, Mariana. Com os líderes nacionais preocupados com as legislativas antecipadas, já pelo menos uma ausência confirmada aí na Madeira.

Boa tarde, Luís. É verdade. Uma ausência que não foi o próprio líder, estamos aqui a falar de Luís Montenegro, que confirmou, foi a mesma estrutura regional que dispensa a presença de Luís Montenegro, aparentemente. Estávamos aqui a tentar perceber que líderes nacionais é que estariam aqui na Madeira para a campanha, sendo que vários deles já cá estiveram, nomeadamente os partidos mais pequenos, ou estiveram ou estão neste momento. Por exemplo, Rui Rocha está cá, Paulo Raimundo esteve cá ontem e ainda voltará. No caso de Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, ainda não houve nenhuma visita. Quando perguntámos ao governo, não havia ainda informação sobre isto, mas aqui na estrutura do PSD da Madeira, no PSD regional, a resposta foi muito direta e foi: "Não virá". Miguel Albuquerque já tinha, de resto, dito que não precisa de bengalas, que bengalas são para líderes fracos e, portanto, que Luís Montenegro se quisesse vir, seria bem-vindo, mas que ele dispensava essa presença e que quer valer por si. Ou melhor, quer que o PSD Madeira, na verdade, valha por si, porque com Miguel Albuquerque aqui no centro do caos político que está instalado na Madeira, o PSD Madeira tem optado até por fazer cartazes que nem sequer incluem o próprio líder para se afastar um bocadinho das polémicas e dos casos judiciais. Pedro Nuno Santos também não tem a dever um plano definido. O PS diz que será difícil, mas que ainda vai tentar dar aqui um saltinho à Madeira. Mas a verdade é que esteve presente na Madeira há pouco tempo, quando Paulo Cafôfo foi reeleito líder do PS Madeira aqui em Congresso Regional, e nessa altura Pedro Nuno Santos deixou palavras de apoio ao líder, que agora servem a Paulo Cafôfo de arma de arremesso. Ainda hoje de manhã estivemos com o Cafôfo numa ação de campanha e ele acusava Miguel Albuquerque de nem sequer conseguir trazer o próprio líder à campanha e de não ter o apoio do PSD nacional. E, portanto, a presença ou ausência dos líderes nacionais já está a servir como argumento de campanha aqui na Madeira.

E de resto, Mariana, com estas duas crises a cruzarem-se, a nacional e a regional, isso baralha de alguma forma as contas na campanha aí na Madeira?

Baralha, desde logo, nesta frente, na frente da própria agenda e dos próprios planos dos partidos, porque de repente, boa parte da conversa aqui nas caravanas partidárias é sobre a complicação, primeiro, de organizar duas campanhas tão seguidas e depois de conseguir que os recursos e que os líderes nacionais consigam envolver-se e estar presentes na campanha. E depois, há um cruzamento até de argumentos de campanha, porque há um paralelismo que é muito fácil de fazer entre as duas. Porque temos dois governos que no fundo perderam a confiança dos respectivos parlamentos, um que foi chumbado porque chumbou uma moção de confiança, o outro porque foi aprovada uma moção de censura, no caso aqui de Miguel Albuquerque. Temos dois líderes dos governos que estão a ser questionados por suspeitas, obviamente, de naturezas muito diferentes. No caso de Miguel Albuquerque, ele é arguido, isso não acontece no caso de Luís Montenegro. E também, em ambos os cenários, temos muitas dúvidas sobre a governabilidade e sobre o que se segue, e muitas dúvidas que as eleições possam trazer alterações de fundo num cenário em que é muito difícil conseguir maiorias estáveis. E, portanto, até o discurso de campanha acaba por ser muito influenciado e acabamos por ouvir tanto os candidatos de cá como os líderes nacionais a fazer o paralelismo e a atacar da mesma maneira, por exemplo, Luís Montenegro e Miguel Albuquerque, como se estivessem quase numa situação com os mesmos moldes.

Mariana Lima Cunha, obrigado por ter estado em direto neste Jornal das 5. Jornalista de política do Observador, a acompanhar a campanha para as regionais da Madeira, marcadas para de amanhã a uma semana.

Pode ler mais no artigo que faz manchete a esta hora no nosso site, assinado pela Mariana Lima Cunha. Luís, depois da cimeira que juntou esta manhã 25 líderes ocidentais, o presidente ucraniano diz que o cessar-fogo já podia ter acontecido na região.

E Volodymyr Zelensky responsabiliza mesmo a Rússia, diz que Moscovo está a fazer de tudo para evitar o fim do conflito. Numa longa mensagem nas redes sociais, o presidente ucraniano acusa Vladimir Putin de mentir e de adiar de propósito a entrada em vigor desse cessar-fogo de 30 dias, nos termos da proposta norte-americana. No entender de Zelensky, é possível neste momento ver claramente quem é que está a atrasar tudo e a impedir a paz. Escreve que Putin está a mentir a toda a gente, nomeadamente sobre a situação no terreno, sobretudo sobre o que está a acontecer na região de Kursk.

O primeiro-ministro britânico diz que é altura de colocar pressão máxima sobre Vladimir Putin e avisa que é tempo de ação no conflito da Ucrânia.

Keir Starmer sublinha que mais cedo ou mais tarde, Putin vai ter que se juntar em negociações de paz. O primeiro-ministro britânico sublinha que é tempo de calar as armas e que chegou o momento de terminar com palavras vazias.

Acordamos que temos de acelerar a nossa intervenção prática para apoiar um potencial acordo de paz. Estamos a entrar numa fase operacional. As nossas chefias militares vão reunir-se em Londres na quinta-feira para desenhar planos robustos para garantir uma paz duradoura e a segurança da Ucrânia. Houve um consenso ainda maior noutro aspeto, em torno do "sim, mas" da Rússia sobre as propostas de cessar-fogo. E nós fomos claros: não é suficiente. Decidimos que vamos coletivamente pressionar a Rússia a assinar um acordo de paz com a Ucrânia. Estamos a criar um momento político e militar importante para acabar o conflito. E para além de toda esta questão, concordamos ainda num ponto: a Europa tem de se rearmar.

Keir Starmer sublinha que os esforços de apoiar a Ucrânia têm que continuar. Diz também que o país está preparado para ser parte da solução e sublinha ainda que esses esforços de paz têm que ser feitos em conjunto com os Estados Unidos.

Também presente na reunião, o presidente do Conselho Europeu defende que a Rússia tem de mostrar vontade para acabar com o conflito na Ucrânia.

Real vontade política para acabar com a guerra, é o que escreve António Costa na rede social X. Escreve também que a Europa quer garantir que os ucranianos tenham uma posição forte em futuras negociações. Sublinha que a União Europeia contribui de forma ativa para fortalecer a Ucrânia e aumentar a capacidade de defesa do país, através de apoio político, financeiro e militar, para alcançar uma paz completa, justa e duradoura.

António Costa participou nesta reunião de cerca de duas horas por videoconferência em Lisboa, no Ministério da Defesa Nacional, onde esteve também o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

Que salienta que Portugal estará ao lado dos aliados para garantir a paz e a segurança hoje e no futuro. Foi numa mensagem publicada na rede social X. Já a primeira-ministra italiana informou os outros líderes europeus que o governo de Roma não tenciona participar com tropas italianas numa potencial força de paz para a Ucrânia.

No Médio Oriente, o Hamas denuncia o que diz ser uma violação flagrante da trégua na Faixa de Gaza.

Denúncia feita depois dos ataques israelitas em Beit Lahia, que fizeram nove mortos, incluindo vários jornalistas, de acordo com os serviços de emergência. O porta-voz do movimento islamita Hamas diz, em comunicado, que Israel cometeu um massacre horrível no norte da Faixa de Gaza ao atacar um grupo de jornalistas e trabalhadores humanitários, numa violação flagrante do acordo de cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro. A Defesa Civil de Gaza confirma este ataque e atribui-o ao exército israelita, que por seu lado confirma dois ataques, primeiro contra dois terroristas que operavam um drone na cidade e depois contra um veículo que transportava outros terroristas que vieram recuperar esse drone.

No desporto, a futebolista internacional portuguesa Jéssica Silva vai parar por tempo indeterminado por causa de um problema oftalmológico.

Sofreu um traumatismo no olho direito, que a deixou de momento sem visão e por isso Jéssica Silva vai parar por tempo indeterminado. Nas redes sociais, a atual jogadora das norte-americanas do Gotham explica que levou com uma bola na cabeça, perdeu a visão do lado direito e por isso está agora a tomar medicação para ajudar na recuperação. A indicação médica é de que a retina está afetada, mas que não descolou, o que será pelo menos um bom sinal.

No futebol masculino, a jornada 26 do campeonato já decorre. Daqui a uma hora começa o Porto Aves.

Jogo no Estádio do Dragão, que está marcado para arrancar às 18h. É lá que está o Pedro Fernandes. Pedro, já são conhecidos os 11 iniciais das duas equipas?

Boa tarde, Luís. Afirmativo, já são conhecidos os 11 tanto do Futebol Clube do Porto e Aves, num final de tarde nebuloso em que os adeptos do Porto esperam que a sua equipa consiga finalmente a primeira vitória no ano 2025. Há 77 dias que o Porto não conhece a vitória no Estádio do Dragão. A última foi em dezembro do ano passado frente à equipa do Boavista e, da mesma forma, Martín Anselmi ainda não teve a oportunidade de festejar qualquer vitória aqui no Estádio do Dragão. Porto vem de uma derrota em Braga, inclusive deixou-se apanhar na tabela classificativa pelos arsenalistas e por isso também algumas alterações no 11 da equipa do Porto para a partida frente ao Aves. Destacar também o regresso de Pepe, que esteve lesionado desde o encontro contra o Vitória de Guimarães e hoje será titular na equipa do Futebol Clube do Porto. Quanto ao Aves, orientado por Luís Ferreira, faz quatro alterações em relação à última vitória perante a equipa do Arouca. Vamos então ao 11 do Porto. Diogo Costa é o guarda-redes, o trio de centrais com Neóperes, Ivan Marcano e Otávio Ataíde. À esquerda, Francisco Moura, à direita, João Mário. No meio-campo, Stephen Eustáquio e Alan Varela. À esquerda, Fábio Vieira, à direita, Pepe. Samu será o ponta de lança da equipa do Futebol Clube do Porto. Quanto ao Aves, entrará na baliza esse eterno Guilherme Ochoa, o mexicano, será o guarda-redes da equipa Aves. Depois, lado direito, Tomás Tavares, à esquerda, Eric Vaiga. No centro da defesa, Christian D'Avenici, Inácio Rodrigues. Meio-campo agora sim com Vasco Lopes, Jaime Craw, Lucas Fernandes e John Mercado. Lucas Piazón no apoio ao ponta de lança José Luís. Quanto ao árbitro, Fábio Veríssimo, árbitros assistentes Pedro Martins e Hugo Marques. O VAR estará entregue a Daniel Narciso e Vasco Marques. Enquanto estamos sensivelmente a 50 minutos do início do encontro, o Estádio do Dragão ainda despido de público para este encontro.

Pedro Fernandes em direto do Estádio do Dragão, que nos vai trazer o relato deste Porto Aves. A esta hora há dois jogos em andamento. O Santa Clara vai vencendo o Gil Vicente por 1 x 0 e o Braga vence o Farense também por 1 x 0.

Ponto final neste jornal com edição do Luís Soares.