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Observador. Começa agora o Jornal das 5, edição da jornalista Laura Figueiredo. E Laura, depois do PS ter responsabilizado o governo pelo ódio contra imigrantes, Luís Montenegro responde. Diz que a oposição não conhece a realidade.
O presidente do PSD fechou o discurso no Chão da Lagoa, na Madeira, com o tema da imigração e com uma resposta a José Luís Carneiro. Montenegro reitera que é preciso atrair e integrar bem os imigrantes e sublinha que se os outros partidos veem as políticas de imigração do governo com maus olhos, é porque desconhecem a realidade do país.
Para termos uma economia pujante, precisamos de ter bons recursos humanos. Precisamos de reter aqui os nossos jovens mais talentosos e precisamos também de atrair e integrar bem os nossos imigrantes. E quando os outros olham para nós e veem que uma política de regulação e dignificação da imigração, para eles, significa ódio, eles não sabem a realidade que têm pela frente. E aqueles que não sabem a realidade que têm pela frente, mostram que não estão ao nível de ter responsabilidades de governo em Portugal.
Em resposta ainda às críticas socialistas, Luís Montenegro rejeita uma intenção eleitoralista nas medidas para os pensionistas. Diz que os partidos da oposição podiam ter optado por saudar o equilíbrio das contas públicas, em vez de criticarem as medidas apresentadas, que diz que ajudam quem tem mais dificuldades.
A oposição, em vez de saudar o governo, por nós termos um equilíbrio nas nossas contas públicas e utilizarmos o resultado desse equilíbrio para ajudarmos aqueles que têm maior dificuldade, de criticarem o governo e de verem nisso uma intenção eleitoralista. Não, a intenção não é eleitoralista, a intenção é de justiça social.
Luís Montenegro sublinhou ainda o sentido da justiça social do governo e dirigida a Miguel Albuquerque, presidente do governo regional, fica a promessa de que o executivo tudo fará para trabalhar numa nova lei de finanças regionais e também prometeu o fim da construção do Hospital Universitário do Funchal.
E as respostas de Luís Montenegro surgem na sequência das críticas de José Luís Carneiro ao executivo. Num artigo de opinião no jornal Público, José Luís Carneiro diz que o executivo tem as prioridades trocadas para a resolução de problemas no país.
Para o líder do PS, no topo da agenda, devia estar a habitação, a saúde e o crescimento económico. José Luís Carneiro aponta que o governo colou-se à agenda da extrema-direita, essa fala de imigração, isto numa altura em que os preços das casas dispararam no primeiro trimestre deste ano e também quando há cada vez mais urgências encerradas. O secretário-geral do PS diz que o executivo da AD assim começa mal, acredita que o não é não ao Chega já lá vai e pede explicações ao primeiro-ministro pelo que considera ser esta colagem à direita radical. Uma traição aos eleitores do PSD, é o que diz José Luís Carneiro.
Também o PCP quer respostas do governo para o que considera ser o drama da habitação.
À margem de uma reunião da Juventude Comunista Portuguesa, na Amora, no Seixal, Paulo Raimundo realça que nenhum município consegue resolver sozinho os problemas da habitação e diz que é urgente que exista uma resposta pública a nível nacional. O líder do PCP considera ainda que a demolição de barracas em Loures foi incorreta por deixar pessoas sem-teto e aponta o tratamento desumano dado aos moradores do bairro do Talude Militar. Ainda no Seixal, o PCP revelou que já pediu uma audiência ao presidente da República sobre a situação do país, que o partido considera estar preso por arames. Paulo Raimundo aponta que o setor da saúde precisa de uma intervenção urgente e destaca que com sete urgências fechadas, a prioridade do governo, depois do debate do Estado da Nação, foi avançar com a lei da nacionalidade. Diz Paulo Raimundo que com isto ficou muito claro o verdadeiro estado do país.
Os partidos LIVRE, Bloco de Esquerda e PAN usam o tema da imigração para acusar o governo de promover políticas oportunistas.
Os três partidos apresentaram hoje oficialmente a candidatura conjunta à Câmara Municipal de Cascais para as próximas autárquicas. Durante a cerimônia, os líderes não pouparam nas críticas ao executivo. Rui Tavares rejeita um sistema que culpa os imigrantes pelos problemas do país.
A batalha que se aproxima é muito simples. Queremos um país desconfiado, queremos um país desavindo, queremos um país em que o pobre está zangado com o desgraçado, que está zangado com o miserável, que está zangado com o vizinho do outro lado da rua, todos eles zangados com o imigrante. Queremos esse país em que nos querem convencer que nós deveríamos andar todos zangados uns com os outros ou queremos um país que é Portugal no seu melhor, que é também Cascais no seu melhor, um país da entreajuda, um país da responsabilidade mútua, em que todos somos responsáveis pelo nosso futuro.
Na mesma linha, Mariana Mortágua acusa o governo de ir à boleia das ideias da extrema-direita e de ignorar os problemas mais urgentes.
Não falam da imigração para resolver o problema da saúde. Não falam da imigração para resolver o problema dos serviços públicos. Não falam das supostas ocupações de casas para resolver o problema real, que é das pessoas que não têm casa ou que estão a empobrecer porque não conseguem pagar a sua casa. Não falam, certamente, dos incendiários para resolver o problema do abandono do território ou do aquecimento global ou da completa desestruturação da nossa floresta. A direita fala dos temas da extrema-direita porque quer poder, porque se quer manter no poder.
Já Inês de Sousa Real foca-se nas políticas promovidas no Conselho de Cascais para criticar a autarquia de Carlos Carreiras em matéria de habitação.
Este município sempre se opôs a que as pessoas pudessem viver a cidade. Aquilo que partiu de um orçamento participativo, temos hoje não só
A nível nacional, o ministro da Habitação e das Infraestruturas, a ter sido pela sua mão também que mais houve oposição a um espaço que parte daquilo que é participação cidadã, a um espaço que se construiu por si próprio em comunidade com diferentes gerações, com diferentes pessoas, em que não se olha a status sociais e menos ainda a nomes para quererem destruir, porque falam tanto na construção de uma faixa de circulação, mas muito provavelmente para aquilo que é aptidão se construir ali também mais uma habitação de luxo.
Os três líderes partidários participaram na apresentação da candidatura da Coligação Futuro em Comum para a Câmara de Cascais, uma candidatura liderada por Alexandre Abreu, deputado municipal do Bloco de Esquerda.
E na saúde, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica pede a demissão do presidente do INEM. Em causa está a ausência de reformas estruturais no instituto.
Em comunicado, a associação diz que a situação no INEM é grave, assim como a ausência de mudanças estruturais. Pede, por isso, a saída de Sérgio Janeiro como sinal de responsabilidade institucional e recuperação da confiança pública no trabalho do Instituto Nacional de Emergência Médica. A associação considera que, em nome do interesse público, da dignidade da atividade pré-hospitalar e da segurança dos utentes no SNS, qualquer inércia ou complacência nesta matéria será moralmente indefensável e institucionalmente negligente.
Na atualidade internacional, fonte da Casa Branca critica os recentes ataques israelitas à Síria.
Citada pela imprensa internacional, uma fonte anônima da Casa Branca diz que Benjamin Netanyahu agiu como um louco ao atacar a Síria. A mesma fonte aponta que estas ações do primeiro-ministro israelita podem minar os esforços do presidente norte-americano para estabilizar a situação no Médio Oriente. Um outro alto funcionário norte-americano deixa também críticas ao ataque israelita à Igreja da Sagrada Família em Gaza, a única igreja católica no enclave com a qual o papa Francisco, antes de morrer, mantinha um contacto telefónico diário. Este ataque levou mesmo o presidente Donald Trump a ligar a Netanyahu para exigir explicações.
E Laura, a fechar, Vladimir Putin recebeu o conselheiro sênior do líder supremo do Irão no Kremlin.
Uma informação avançada pelo porta-voz russo, Dmitry Peskov, diz aos jornalistas que o conselheiro transmitiu a Putin a avaliação sobre a situação no Médio Oriente e também sobre o programa nuclear iraniano. Citado pela agência RIA, Peskov revela que a Rússia apela à estabilização da situação na região. Pede também uma solução política para as questões relacionadas com o programa nuclear de Teerão.
E assim fechamos o Jornal das Cinco, edição da jornalista Laura Figueiredo.