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Toda a informação. Jornal das 5, com Miguel Videira. Miguel, o candidato presidencial Marques Mendes afirma que no caso do acidente do elevador da Glória, a culpa não pode morrer solteira.
É preciso apurar responsabilidades técnicas e políticas, mas, opinha também Luís Marques Mendes, sem precipitações.
O que aconteceu foi muito mau. O Estado voltou a falhar. E sendo assim, é preciso que com tranquilidade e com rigor, sejam apuradas todas as causas e todas as responsabilidades, porque a culpa não pode morrer solteira, por um lado, e também não pode impor-se uma ideia de impunidade. Mas fazê-lo com o rigor que as coisas exigem. Ainda ninguém sabe exatamente porque é que aconteceu aquele acidente gravíssimo, aquela tragédia. Vamos esperar e depois assumir responsabilidades, claro que sim.
Ideia defendida por Marques Mendes, convidado da iniciativa Campos da Liberdade 2025, que decorre no Montijo e que conta também com a presença de outro candidato a presidencial, António José Seguro.
À posição dos candidatos presidenciais, junta-se a declaração hoje proferida pelo presidente em funções.
Marcelo Rebelo de Sousa considera que devem ser os eleitores a fazerem um juízo sobre a responsabilidade política do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no caso deste acidente do elevador da Glória, numa altura em que algumas vozes pedem a demissão de Carlos Moedas.
Estar a debater a responsabilidade política e dizer que isso implica a demissão, quando se está a um mês de eleição, é não perceber que o juízo sobre a responsabilidade política em cargos eletivos é dos eleitores. E os eleitores, se houver eleições daí a um mês, daí a dois, daí a seis, daí a sete, é oito, é 10. E tiveram a oportunidade, por exemplo, em relação ao governo, que eu não exonerei, de se pronunciar reafirmando a confiança.
A palavra aos eleitores. O Presidente da República foi também questionado, ao início da tarde, sobre se considera ajuizada a decisão de Carlos Moedas de não aceitar o pedido de demissão do presidente da Carris.
Eu acho que o senhor presidente da Câmara Municipal fez bem, no momento em que decidiu, porque não havia nada de nada apurado. No termo do apuramento, se verá se, sim ou não, é uma daquelas circunstâncias em que, mesmo sem haver culpa subjetiva, apesar de tudo, é um sinal de natureza administrativa, objetiva, de responsabilidade objetiva, tomar uma decisão relativamente a responsáveis de uma entidade pública.
Acertada, na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, a decisão do presidente da Câmara de Lisboa de não aceitar o pedido de demissão do presidente da Carris.
E Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel, reagiu também ao relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários, conhecido ontem ao final da tarde.
Que conclui, de forma preliminar, que o cabo não partiu, antes soltou-se da carruagem acidentada. Adianta também que o sistema de freios acionado de forma automática ou manual não tem capacidade para fazer parar o elevador e que a inspeção diária feita de forma visual não permite detetar o problema da ligação do cabo à carruagem. Face a estas primeiras conclusões, as perguntas do Presidente da República.
Por que é que não há uma instituição encarregada de fiscalizar? Teoricamente, há competência de várias instituições sobre este domínio. A segunda: por que é que se soltou no ponto de fixação numa cabine, o cabo? Terceira dúvida que deixa: por que é que a redundância não existe ou não funcionou? Isto é, a matéria da travagem. Por que é que acionados por quem devia acionar os dois sistemas, o automático e o manual, por que é que o sistema de redundância aparentemente não funcionou?
As dúvidas do Presidente da República suscitadas pelo relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários conhecido ontem.
E tal como o Presidente da República, também o secretário-geral do PS considera que não há razões para pedir a demissão de Carlos Moedas na sequência deste acidente com o elevador da Glória.
Ao contrário do antecessor Pedro Nuno Santos, que nos últimos dias tem apontado a porta de saída o atual presidente da autarquia lisboeta. Ora, para José Luís Carneiro, são os eleitores que devem fazer um juízo sobre a atuação do autarca da capital.
Naturalmente que o escrutínio tem que ser feito. Já está, a partir de agora, em sede de variação municipal e também da candidata à Câmara Municipal, realizarem esse escrutínio, mas é um escrutínio que vai ser feito no dia 12 de outubro. Esse é mesmo o grande escrutínio político que se faz daqueles que são os eleitos. É o escrutínio político.
A posição assumida por José Luís Carneiro. Nestas declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PS remeteu para Alexandra Leitão o esclarecimento sobre qual o sentido de voto dos deputados municipais socialistas na Assembleia de Lisboa quando for votada a moção de censura apresentada pelo CHEGA.
Do PS para a Iniciativa Liberal. A presidente do partido Mariana Leitão critica o que define como aproveitamento político que está a ser feito do acidente do elevador da Glória.
É cedo, salienta a presidente dos liberais.
Parece prematuro estar já a tirar grandes conclusões. É algo que não é desejável. Nós devemos ter bom senso nestas questões, aguardar pelas conclusões das investigações e depois, sim, tirar conclusões, tomarmos posicionamentos e, obviamente, exigirmos responsabilidades de quem tiver de prestar essas responsabilidades, no fundo.
A posição de Mariana Leitão, confrontada com as primeiras conclusões que resultam da investigação em curso ao acidente desta semana.
Miguel, seguimos com a primeira declaração das autoridades russas sobre o ataque desta madrugada em larga escala a vários pontos do território ucraniano.
Duas pessoas morreram, 15 ficaram feridas e pela primeira vez desde o início da guerra, a Rússia atingiu um edifício governamental em Kiev. Ora, esta tarde, através de uma nota divulgada pela agência Reuters, o Ministério da Defesa russo vem afirmar que os alvos do ataque foram alvos militares, como fábricas de drones ou edifícios que abrigavam militares e mercenários estrangeiros. O ataque desta madrugada com recurso, por exemplo, a mais de 800 drones, coincidiu com a presença em território ucraniano dos enviados especiais do Observador Rui Pedro Antunes e João Porfírio. O Rui Pedro Antunes relata-nos os momentos vividos às primeiras horas deste domingo em Lviv, onde estão o Rui e o João Porfírio.
As sirenes aqui começaram a tocar às 6h em ponto, eram 4h em Portugal. Nós recebemos os avisos através de um pequeno alto-falante que existe nos quartos, tanto eu como o João Porfírio. Depois até falámos os dois e fomos ver a aplicação, o que se estava a passar e percebemos que era um ataque global a todo o território da Ucrânia, ou pelo menos todo o território estava debaixo desses mesmos alertas, uns mais graves do que outros. Percebemos depois que um dos maiores estragos e também onde houve vítimas foi na capital, em Kiev, ou seja, bastante longe da zona onde nós nos encontramos. Mas com uma curiosidade, que foi a primeira vez que um edifício governamental foi diretamente atingido. Não significa que seja a primeira vez que é um alvo, mas que é atingido. E a própria primeira-ministra ucraniana lembrou isso. O que é curioso também, embora não seja fundamental para o curso da guerra, é que de facto nós ontem estivemos com a primeira-ministra, nós e também alguns portugueses, numa delegação que veio com a Comissão Europeia e também com a Agência Erasmus, e a própria primeira-ministra ucraniana fez questão de conviver com os portugueses e também de puxar pelos valores da Europa. Um outro detalhe é que está prevista uma entrevista do Observador com a primeira-ministra, que acabou por não acontecer. Ela mesmo a cinco ou 10 minutos da última marcação para a entrevista, disse que não tinha agenda e que tinha mesmo que seguir para Kiev. E isto foi exatamente horas antes deste ataque que atingiu o edifício governamental. Naturalmente, à hora em que foi o ataque, não teria lá ninguém, nenhum ministro, e portanto, não é disso que se trata, mas foi de facto um ataque muito violento, que não se sentiu propriamente em Lviv, onde nos encontrávamos, mas que é um dos maiores e de larga escala deste ano.
O relato do Rui Pedro Antunes, que com João Porfírio está na Ucrânia e que acompanhou este ataque em larga escala por parte das autoridades russas e que atingiu pela primeira vez, como ouvimos o Rui sublinhar, um edifício governamental.
E os barcos da Flotilha Solidária de Ajuda Humanitária a Gaza, que integram ativistas portugueses, chegam hoje à Tunísia.
Em declarações à Agência Lusa, Miguel Duarte, um dos ativistas, fez um ponto de situação da flotilha humanitária que partiu de Barcelona no domingo passado rumo à Faixa de Gaza, onde segue também a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua. Os navios fazem hoje uma paragem em Tunes para recolher mais ajuda humanitária e fazer reparações.
Nós vamos essencialmente fazer uma paragem com os vários navios da flotilha para reabastecer de água e de provisões, para recolher mais ajuda humanitária e para fazer pequenas reparações que entretanto percebemos que são necessárias por causa das condições que enfrentamos ao longo deste troço da viagem.
O ativista indica ainda que a chegada da flotilha à Gaza vai sofrer alguns atrasos, chegada essa que estava inicialmente agendada para meados deste mês de setembro.
Sempre que há problemas técnicos no navio, isso é suficiente para atrasar a flotilha inteira. Então é difícil prever, mas o plano, que originalmente era chegar a meados de setembro, agora terá um atraso de uns poucos dias, não lhe sei dizer exatamente quantos ainda.
É isso que diz Miguel Duarte, um dos ativistas que segue rumo a Gaza. Depois da paragem na Tunísia, a flotilha vai encontrar-se em mar alto com embarcações italianas.
Miguel, passamos ao desporto. Tudo na mesma. Está concluída a 15ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta.
Assim é. João Almeida terminou integrado no pelotão, tal como o líder da Vuelta, Jonas Vingegaard. Assim sendo, o corredor português mantém a segunda posição na geral, está a 48 segundos do camisola vermelha, símbolo da liderança na Volta a Espanha. Destaque também para o 11º lugar de Ivo Oliveira. Nesta etapa, ganha pelo dinamarquês Mads Pedersen.
E Max Verstappen venceu o Grande Prêmio de Itália de Fórmula 1.
O piloto da Red Bull ficou à frente dos dois McLaren, de Lando Norris e Oscar Piastri. No Mundial de Pilotos, tudo a mesma. Tudo a mesma, não. O Piastri continua a liderar, e aí tudo na mesma, mas agora com uma vantagem inferior. Tem 34 pontos de vantagem para o companheiro de equipa, Lando Norris.
E fechamos em duas rodas. Miguel Oliveira conseguiu o melhor resultado da época do Mundial de MotoGP.
O piloto de Almada foi nono no Grande Prêmio da Catalunha de MotoGP. A prova foi ganha por Alex Márquez, ficou à frente o irmão e líder do Mundial, Marc Márquez, a fechar o pódio, o italiano Enea Bastianini. Ora, a Sport TV falou com Miguel Oliveira no final da prova, que estava naturalmente satisfeito pelo melhor resultado desta temporada.
Sim, foi uma boa corrida, muito suada, porque as condições hoje eram superdifíceis, acho que ainda piores do que ontem a nível de aderência. O arranque, infelizmente, hoje foi pior do que aquele de ontem. Tentei fazer a mesma estratégia de estar um bocadinho por fora na curva um, mas assim que há algum efeito dominó por dentro, o piloto que está de fora, foi o meu caso, acaba por sofrer mais e depois tentei usufruir ali de algumas batalhas.
Miguel Oliveira, nono classificado neste Grande Prêmio da Catalunha em MotoGP e tal como Miguel Oliveira, vrum-vrum. Fui.
Vais vrum-vrum daqui para fora, não é, Miguel Oliveira? Desporto a fechar este Jornal das Cinco na Rádio Observador.