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São 5 horas. Está a começar o Jornal das Cinco, com edição do Miguel Gato. Miguel, as novas diretrizes da DGS para o vírus Ebola são normais e servem apenas de prevenção. É o que garante o infectologista Fernando Maltez.
A DGS atualizou hoje os procedimentos hospitalares para casos suspeitos de Ebola, indicou hospitais de referência para possíveis casos do vírus, o Hospital Curry Cabral e o Dona Estefânia, em Lisboa, e o Hospital São João, no Porto. O infectologista Fernando Maltez diz que a nota publicada hoje pela DGS serve para haver uma maior preparação dos hospitais, caso surjam casos suspeitos de Ebola em Portugal. Disse-o hoje aqui na Rádio Observador.
O alerta tem, fundamentalmente, o objetivo de estes centros estarem preparados no que diz respeito a recursos humanos, no que diz respeito a recursos técnicos, a fazerem treinos na utilização de equipamentos de proteção individual. Estamos a lidar com uma doença para a qual não existe terapêutica eficaz, para a qual não existe uma vacina eficaz e, portanto, temos que tomar medidas de suporte e medidas de isolamento adequadas. As normas da Direção Geral de Saúde são também uma chamada de atenção para essa necessidade.
Em entrevista esta tarde aqui na Rádio Observador, Fernando Maltez, infectologista, descarta ainda que o Ebola se torne uma pandemia.
O risco de uma pandemia à escala global, a pandemia é sempre uma coisa à escala global, é mínimo. O risco de chegarem cá casos, eu diria que é muito pequeno. Mas de facto, isto obriga a que nós estejamos também preparados nos nossos locais de trabalho e nos nossos países, a termos a preparação necessária para a eventualidade de virmos a receber algum caso.
A seleção portuguesa vai defrontar a República Democrática do Congo na fase de grupos do Mundial de Futebol, que começa já daqui a cerca de duas semanas. A República Democrática do Congo, que é um país onde já há 18 mortes confirmadas associadas ao Ebola e ainda centenas outras em que há suspeita de infecção com este vírus após um surto. Mas Fernando Maltez indica que o risco de infecção para jogadores e adeptos é praticamente nulo.
De acordo com aquilo que foi decretado pela Organização Mundial de Saúde, todas as pessoas que saírem neste momento por qualquer tipo de fronteira da República Democrática do Congo, do Uganda ou de qualquer outro país que neste momento ainda não, mas que possa vir a ser também afetado pela epidemia, terão que ser objeto de rastreio à saída dos respectivos países e, portanto, deverá ser respeitado, com certeza, também o período de incubação adequado para que os que cheguem aos Estados Unidos da América não estejam a correr qualquer risco de poderem estar infetados e, portanto, não haverá risco para as pessoas.
A nota divulgada hoje pela Direção Geral da Saúde sobre o vírus Ebola dá conta também de sintomas aos quais a população deve estar atenta, caso tenha estado em áreas com circulação do vírus: febre acima dos 38 graus, vômitos, diarreia, dor abdominal e ainda hemorragias.
E Miguel, um novo relatório médico divulgado hoje pela Casa Branca indica que o presidente dos Estados Unidos está de excelente saúde.
O presidente norte-americano, de 79 anos, obteve resultados quase perfeitos no exame de rotina efetuado ao início desta semana. Na rede social Truth, Donald Trump escreve que teve um resultado quase perfeito no relatório divulgado pela Casa Branca e citado pela NBC News. O capitão da Marinha e médico particular de Trump escreve que o presidente demonstra forte capacidade cardíaca, pulmonar, neurológica e física. No entanto, os médicos recomendam dieta cuidada e exercício físico a Trump perante a iminência de obesidade. Donald Trump, que completa 80 anos na próxima semana.
E Benjamin Netanyahu considera que estamos num ponto de viragem decisivo na guerra com o Líbano. Israel está num ponto de viragem decisivo na guerra com o Líbano, após o país ter tomado hoje, Miguel, uma fortaleza no sul do Líbano.
Falamos do castelo medieval de Beaufort, um importante ponto estratégico que fica a cerca de 15 km da fronteira com Israel. Numa mensagem publicada na rede social X esta tarde, Benjamin Netanyahu fala numa mudança dramática para o conflito. O primeiro-ministro de Israel diz ainda que a expansão de Israel no Líbano é para manter.
E no seguimento desta ofensiva israelita no Líbano, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
E explica o porquê.
"Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nada pode justificar o prolongamento das operações militares israelitas no Líbano e a ocupação cada vez mais profunda do território libanês. Este prolongamento das operações militares, este avanço no território libanês, não é só contrário aos compromissos de Israel, uma vez que desde 17 de abril que temos um cessar-fogo no Líbano, como é contrário ao direito internacional e a todas as resoluções que preveem que o Líbano deve dispor da plena integridade territorial, mas é também contrário aos interesses e à segurança de Israel, pois cada aldeia bombardeada, cada civil morto, reforça o Hezbollah a longo prazo."
Nada justifica a ocupação cada vez mais alargada do território libanês por parte das forças de defesa israelitas. É o que diz Jean-Noël Barrot, que anunciou pedido de reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. Um ataque israelita num hospital no sul do Líbano fez 13 feridos hoje, é o que informou a Agência Nacional de Notícias Libanesa, que cita o Ministério da Saúde do país. O ataque causou também danos graves no hospital, que já tinha sido afetado por ataques israelitas anteriormente. O primeiro-ministro libanês acusou hoje Israel de estar a procurar uma política de terra queimada no sul do Líbano. Acusa o país de estar a levar a cabo um castigo coletivo a todos os cidadãos libaneses, com a justificação de estar apenas a perseguir membros do Hezbollah.
Cinco horas e seis minutos. Miguel, os jogadores do PSG são hoje recebidos nos Campos Elísios, em Paris, pelo presidente Emmanuel Macron, mas ontem a noite foi marcada por desacatos na capital francesa.
E desacatos violentos. Os festejos do título de campeão europeu do Paris Saint-Germain resultaram num morto, vários feridos graves e quase 1000 detenções. Um homem morreu na madrugada de hoje ao chocar com uma mota em blocos de betão colocados pela polícia, a propósito dos festejos. A vítima era um jovem na casa dos 20 anos. A Procuradoria de Paris acrescenta que um outro jovem, também no âmbito das celebrações, acabou por ser esfaqueado com gravidade. É um dos oito feridos graves que resultam destas celebrações do Paris Saint-Germain, campeão europeu, dos mais de 200 feridos que resultaram precisamente destas celebrações. No que toca a detenções, a polícia francesa realizou 300 em Paris, 800 em todo o território gaulês, um aumento de mais de 30% face às detenções feitas no ano passado, igualmente nos festejos do PSG, que foi campeão europeu o ano passado e voltou a vencer a Liga dos Campeões também esta temporada, após uma vitória ontem frente ao Arsenal, um resultado que foi obtido depois de grandes penalidades. Perante este cenário violento, o ministro francês do Interior, Laurent Nunez, considera que a situação em geral esteve controlada e expressou gratidão pela atuação da polícia sempre que houve distúrbios. Hoje, os jogadores do Paris Saint-Germain são recebidos por Emmanuel Macron, o presidente francês, e também pelo presidente da Câmara de Paris. Vão festejar esta conquista da Liga dos Campeões. Esperemos que hoje de forma menos violenta.
Esperemos que sim. É o ponto final do Jornal das Cinco, com edição do Miguel Gato.