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Jornal das cinco, com o jornalista Luís Soares. O Ministério da Educação garante que está a decorrer um processo de verificação de qualidade e validação do sistema de correção dos exames nacionais. Nesse processo, no entanto, Luís, foram detectadas várias falhas.

Folhas de resposta mal digitalizadas por estarem com dobras, também folhas de enunciado ou de continuação de item que não foram de todo digitalizadas ou até provas que não foram inicialmente entregues pelas escolas às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional da Casa da Moeda, tendo sido remetidas posteriormente. São algumas falhas detectadas nesse processo de validação que já começou na semana passada. Em comunicado, o Ministério da Educação explica que esse processo tem por objetivo garantir que os itens entregues aos professores para classificação estão completos e correspondem às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel. Os professores classificadores têm até amanhã para corrigir todos os itens dos exames que lhes foram atribuídos, através dessa plataforma de correção. Três dias depois, na sexta-feira, as escolas têm que afixar as notas.

Os partidos da oposição não poupam nas críticas ao governo por causa dos problemas relacionados com a correção dos exames nacionais. O primeiro-ministro mantém, no entanto, a confiança no ministro Fernando Alexandre.

Mas vamos começar com as críticas. O PS quer explicações do governo por causa de uma reportagem da SIC que revelava que vários membros do ministério acederam ao espaço onde estão guardados os exames nacionais. O dirigente do PS, André Mochaidas, considera que estes acessos podem pôr em causa a credibilidade do processo.

Nós esperamos, a todo momento, um desmentido prontamente da parte do Ministério da Educação, porque caso esse desmentido não chegue, está irremediavelmente quebrada a confiança no processo de avaliação dos exames. Por isso, é cada vez mais inevitável que o PS se aproxime do acompanhamento de medidas de inquérito parlamentar, se o governo não responder cabalmente a todas as inquietações que as famílias portuguesas, os estudantes e os professores neste momento estão a viver.

Sobre os pedidos de demissão do ministro Fernando Alexandre, André Mochaidas diz que para já, o importante é garantir que o ministro resolva o problema. A saída do executivo só depois deve ser ponderada.

E sobre este caso, a presidente da Iniciativa Liberal diz que vem mostrar que o governo é fraco a comunicar.

E Mariana Leitão aponta o dedo ao primeiro-ministro, mas também ao ministro da Educação.

Há um problema claro neste governo e que esta questão dos exames demonstra mais uma vez, que é um problema de comunicação. Sucessivas vezes surgem situações e decorrem narrativas por uma questão de falhas de comunicação. E este caso dos exames, obviamente que há inúmeros problemas, mas houve um problema também muito crítico de comunicação por parte do senhor ministro. E agora de ausência de comunicação por parte do senhor primeiro-ministro.

As críticas de Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, esta manhã no Parlamento.

O tema deverá ser debatido esta sexta-feira na Assembleia da República, a pedido do PCP.

PCP que pediu um debate de urgência potestativo, ou seja, obrigatório, sobre os exames nacionais e quer mesmo a presença do ministro da Educação, quer que o debate seja na sexta-feira, o dia da divulgação dos resultados dos exames do ensino secundário. O PCP quer que Fernando Alexandre explique quais as medidas adotadas para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo de avaliação, que o partido classifica de caótico.

Inestado a comentar tudo isto e perante as críticas da oposição, o primeiro-ministro reafirma a confiança no ministro.

E de resto, Luís Montenegro não percebe porque motivo não deveria ser assim, sublinhando que o importante nesta altura é resolver os problemas.

Os ministros, como os secretários de Estado, como o primeiro-ministro, estão no governo para resolver problemas, não é para se queixarem dos problemas. Nem é para esmorecerem quando eles aparecem. E hoje é o ministro da Educação, amanhã é outro ministro. Todos estão sob uma pressão quotidiana, diária, e estando no governo é porque têm, naturalmente, competência para encontrar as soluções para os problemas.

Declaração do primeiro-ministro que marcou presença esta manhã na assinatura do auto de consignação de uma via rodoviária em Castelo de Paiva.

Hoje o ministro da Educação pediu desculpa aos professores pelos constrangimentos, garante que 92% dos exames estão corrigidos.

Fernando Alexandre pediu desculpa aos professores, por exemplo, por terem sido obrigados a corrigir mais do que uma vez o mesmo exame, em alguns casos. Revela que mais de 90% das provas já estão corrigidas.

Quando eu sai era 92%, estamos a caminho dos 93%, certeza a esta hora. A cadência é muito elevada. Como eu vos disse, o processo teve muita entropia inicialmente, os professores tiveram muitas dificuldades causadas pelo sistema informático. Elas têm vindo a ser corrigidas, mas os professores têm mostrado ao longo de todo este processo um enorme comprometimento com o cumprimento do prazo. É isso que nós vemos nos dados.

Declaração do ministro da Educação esta manhã, no final de uma reunião com o Conselho de Escolas. Já esta tarde tem estado reunido com os diretores escolares, a quem anunciou que o nível de correção dos exames já atingiu os 95%, como explica Carlos Louro, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares.

Temos confiança naquilo que nos foi transmitido, nomeadamente, atendendo ao número de provas que já estão classificadas neste momento, muito próximo dos 95% das provas e os números que hoje de manhã nos eram apresentados eram 92%. Portanto, significam um crescimento. E há o compromisso e a confiança de que, até à data, os alunos terão acesso, nesta fase tão importante da vida deles, àquilo que é a classificação pela qual lutaram e pela qual poderão fazer a transição para o ensino superior.

Carlos Louro, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, confiante que o processo vai terminar da melhor forma, apesar dos constrangimentos que têm existido. Acredita que os alunos terão acesso às notas na próxima sexta-feira. A esta hora, decorre a reunião do Ministério da Educação com a Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

E para quem vai na estrada, o IP3 esteve cortado ao trânsito entre os nós de Tondela e Santa Comba Dão. Agora circula-se de forma alternada naquela rota

Esteve cortado devido a um incêndio entre os nós de Tondela e Santa Comba Dão. A GNR explica que um veículo pesado foi causando vários focos de incêndio ao longo do IP3, aquando das travagens, mas já instantes à Rádio Observador, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões explica que as chamas já foram extintas. A circulação do IP3 está a ser realizada de forma alternada entre os nós de Tondela e Santa Comba Dão.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 13 de julho.

O presidente norte-americano anuncia que os Estados Unidos vão restabelecer o bloqueio naval ao Irão. Washington vai também cobrar 20% de compensação para proteger os navios que circulam e transitam pelo estreito de Ormuz. Foi numa mensagem publicada na rede social Truth Social, em que Donald Trump não adianta grandes detalhes sobre a forma como este bloqueio vai acontecer, mas é de recordar que há algumas semanas Marco Rubio referiu que nenhum país pode cobrar tarifas para circular em águas internacionais. Ainda antes desta mensagem, um porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana disse que os Estados Unidos puseram em risco a segurança global das reservas de gás e petróleo ao interferir no estreito de Ormuz. Na análise, Jorge Rodrigues considera que nem o Irão nem os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz, mas explica que este é um ponto que se tornou central nas negociações graças ao Irão.

Há aqui duas rotas, uma rota que o Irão de alguma forma pretende e uma outra rota que os Estados Unidos insistem que seja utilizada pelos navios com algum tipo de proteção. E este ponto, muito por mérito do Irão, conseguiram transformá-lo no ponto central. E como já vimos, pouco se fala agora das outras componentes, nomeadamente a questão nuclear dos mísseis, a mudança de regime, a defesa dos direitos humanos no Irão e, portanto, tudo isto ficou para segundo plano para se transformar aqui na arma nuclear.

Jorge Rodrigues, no Gabinete de Guerra, coordenador de risco geopolítico da Porto Business School. O chefe do governo de Espanha promete apoiar a reconstrução das zonas afetadas pelo grande incêndio de Almeria, incêndio que fez 13 mortos, a maioria estrangeiros, o que já é considerado o fogo mais mortífero no país das últimas duas décadas. Pedro Sánchez visitou esta manhã as zonas mais afetadas e avisa que vem aí um verão difícil.

Já o disse em várias ocasiões, a emergência climática mata. Estamos a constatá-lo em toda a Europa, infelizmente também em Espanha. Temos pela frente um verão difícil e exigente, que requer de todos nós a máxima vigilância e prontidão para que possamos responder com a maior rapidez possível a qualquer situação imprevista que possa surgir.

Declarações de Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, em visita às zonas afetadas pelo incêndio de Almeria, voltou também a apresentar as condolências às famílias das vítimas mortais. O avançado do Sporting, Francisco Trincão, está a caminho do Al-Ahli. O jogador ruma à Arábia Saudita a troco de 45 milhões de euros, mais dois ou três mediante o cumprimento de objetivos. À espera do internacional português está um contrato no valor de 11 a 15 milhões de euros por ano. O Observador sabe que a Arábia Saudita pode ser também o destino de Pedro Gonçalves. E Ricardo, às vezes sentimos que andam a mexer nas nossas coisas, que está tudo remexido, mas não temos bem exatamente como provar. Nos Estados Unidos, um homem alertou as autoridades precisamente porque sentia que alguém andava a mexer nos objetos dele, porque havia várias coisas a mudar de sítio dentro de casa.

Dentro de casa?

Dentro de casa.

E havia aí mão de larápio?

Havia, mais ou menos. Ele chamou a polícia, que foi tentar perceber o que se passava, e o certo é que a polícia conseguiu apanhar realmente uma pessoa que tentava, nessa altura em que a polícia apareceu, entrar em casa do homem pela janela. E a suspeita era nada mais, nada menos do que uma mulher que o homem tinha conhecido numa aplicação de encontros online. O certo é que depois de terminar a relação, a mulher estava a tentar, nesta altura que foi apanhada pela polícia, entrar em casa do homem pela janela com uma garrafa de vinho para supostamente preparar uma noite romântica. Foi apanhada com a boca na botija. A mulher foi detida.

Neste caso, na garrafa.

Na garrafa. E acusada de perseguição, invasão de propriedade e também de assédio, mas afinal só queria uma noite romântica.

Exatamente. Lá se pode condenar uma pessoa por procurar o amor.

Não.

Não é? Pronto. Obrigado, Luís, por partilhares esta história connosco. Voltas às 17h30, está bem?

Volto.