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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador, jornal das 17h, com edição do Miguel Vilela Dias.
O primeiro-ministro marca presença esta tarde no arranque da Volta a Portugal em bicicleta, que começou na Praça do Império, em Lisboa, com um prólogo de 6 km. Ao todo vão ser 11 etapas com 1500 km. O primeiro-ministro marcou presença no arranque da edição deste ano e fez questão de estar na meta a cumprimentar uma das estrelas da prova, o português Rui Oliveira, atual campeão olímpico de ciclismo de pista, marca presença na Volta a Portugal e assim que acabou a etapa, teve Luís Montenegro a cumprimentá-lo.
Você vê sempre os momentos que eu estou.
Não é que contar ao Cândido, quando terminei a prova, o compromisso que tive por causa do João.
Obviamente, é muito especial o primeiro-ministro estar aqui a acompanhar a volta. Já tinha estado quando tinha ganho a medalha de ouro em Paris. Foi uma surpresa vê-lo aqui, mas acho que é muito bom para o ciclismo, para o desporto e ainda consigo falar mais nada.
Rui Oliveira, mesmo no fim desta primeira etapa do prólogo, com Luís Montenegro, com o ciclista português a mal ter tempo para descansar. A acompanhar este arranque da Volta a Portugal em bicicleta e também a presença do Primeiro-Ministro, está o jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, Luís Montenegro limitou-se a falar de ciclismo, a política ficou à porta?
Sim, foi um discurso focado no desporto, na promoção de Portugal e na união dos portugueses durante esta altura tão importante do ano do desporto. Luís Montenegro falou aos jornalistas depois de Rui Oliveira, como disseste, ter saltado para o primeiro lugar da geral, ainda à condição. Rui Oliveira, que foi campeão olímpico nos Jogos de 2024, e o primeiro-ministro destacou precisamente esta conquista, sublinha o plano de desenvolvimento do governo na área do desporto. Mas Luís Montenegro considera também que a Volta a Portugal é o momento da união dos portugueses.
E tem sido, ao longo dos anos, um motivo de união e mobilização do povo português junto de todos os territórios.
Luís Montenegro, que lembra também a diáspora portuguesa e os turistas que visitam o país nesta altura do ano. Uma altura perfeita, diz o chefe do Governo, para transmitir a portugalidade e valorizar o desporto.
São dias que vão mobilizar não só aqueles que vivem em Portugal, mas muitos dos nossos emigrantes, que já têm na sua rotina das férias também poder acompanhar este momento, e muitos outros visitantes que vêm a Portugal por esta altura, que são os turistas que nos visitam e que também aproveitam para sentir um pouco da portugalidade que esta prova acaba por transmitir. É uma oportunidade para darmos a conhecer o nosso país, é uma oportunidade para aproximarmos as pessoas e é uma oportunidade também para valorizarmos o desporto.
Uma valorização que o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo agradece. Cândido Barbosa sublinha os apoios do governo na área do ciclismo, tanto nas verbas disponíveis como no restauro do velódromo de Anadia e deixa um apelo durante a época mais importante para o ciclismo nacional.
Um apelo a todos os portugueses, um convite para nos visitar às estradas, para nos visitar a todos os sítios ícones do ciclismo de toda a vida e um apoio aos atletas que são os verdadeiros campeões e a todas as famílias que os acompanham.
O apelo de Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, durante o prólogo da Volta a Portugal. Os ciclistas, Miguel, continuam a pedalar pelos 6,5 km que começam e acabam aqui na Praça do Império. Às 15h, Luís Montenegro inaugurou a edição número 87 da Volta a Portugal. O primeiro ciclista a sair foi Joshua Leebol. O último vai ser o português Rafael Reis, que já venceu o prólogo por sete vezes. Arranca daqui a mais ou menos 20 minutos. Neste momento, o ciclista mais rápido continua a ser o campeão olímpico Rui Oliveira, da UAE Emirates. O tempo a bater são 7min16s.
O jornalista Miguel Pina Andrade a acompanhar o arranque da Volta a Portugal em bicicleta, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, neste prólogo que marca o arranque desta volta e que amanhã segue para Sintra, dia em que estará também presente a ministra da Cultura, Juventude e Desporto.
A Iniciativa Liberal quer ouvir na Assembleia da República o empresário amigo do ministro Luís Neves.
Os liberais avançaram hoje com o pedido de audição do ministro da Administração Interna, do empresário da Constrobarcelos, responsável pelas obras na casa do ministro, bem como do atual diretor nacional da Polícia Judiciária. Rui Rocha justifica este requerimento, que deu entrada na Comissão de Assuntos Constitucionais, com a falta de esclarecimentos que ainda existem sobre este caso.
Foi tentado que Luís Neves fosse ouvido na Comissão Permanente. Isso não foi permitido pelo PS e pelo PSD. Há uma comissão de inquérito, mas ela demora tempo a começar a funcionar e, portanto, o que nós queremos é que isto esclareça, já que não é possível antes, pelo menos em setembro, e que Luís Neves, a atual ministra da Justiça, o empreiteiro em causa, vão à Comissão e finalmente respondam às perguntas que os deputados, mas também os portugueses, têm sobre esta matéria.
Rui Rocha, o antigo presidente da Iniciativa Liberal e deputado do partido, à Rádio Observador, que entende que o ministro não tem condições para continuar no cargo. O deputado liberal diz que, no limite, Luís Neves deve demitir-se no final do período dos incêndios e relembra que o primeiro-ministro já assumiu esta pasta noutros momentos.
Ter um ministro fragilizado, que não presta explicações, com versões absolutamente infantis sobre questões concretas que lhe são colocadas, eu também não sei se é a melhor solução, mas enfim, no limite dos limites Eu diria que terminado o período crítico da época de incêndios, Luís Neves não tem condições, de facto, para estar em funções, admitindo eu que já não as tenha neste momento, porque um ministro descredibilizado não é também uma solução. E eu lembro que o primeiro-ministro, já numa situação similar, assumiu a própria pasta da Administração Interna.
Neste requerimento, o partido não define qualquer data, pede apenas urgência nestas audições, que vão ser sujeitas a votação, não têm qualquer caráter potestativo.
O Tribunal de Contas detectou uma série de infrações associadas ao período em que Luís Neves desempenhou as funções de diretor nacional da Polícia Judiciária, mas não houve castigo, Miguel.
Não houve. Houve apenas uma conclusão favorável com reservas. A auditoria reporta a 2023. Em causa estão, sobretudo, contratos para a compra de combustíveis e viagens. O Tribunal de Contas concluiu que estes contratos não respeitaram as regras da contratação pública. Foram ainda levantadas dúvidas em relação a situações consideradas irregulares, por exemplo, na utilização de cartões de crédito ou na atribuição de telemóveis. De acordo com o relatório da auditoria a que o Observador teve acesso, o veredicto sobre as contas da PJ foi favorável com reservas, ou seja, o Tribunal de Contas aprovou a gestão financeira, mas com reparos e recomendações. Estas infrações poderiam ter dado origem a sanções. Não deram. O jornalista do Observador, João Paulo Godinho, que tem acompanhado este caso que envolve Luís Neves, explica que o perdão foi concedido com base numa disposição da lei que implica o cumprimento de três condições.
É quando há negligência, quando nunca tinha havido uma recomendação anterior e quando se trata da primeira falha, por assim dizer, do visado. Em suma, se não havia uma falha prévia, nós deixamos passar esta a primeira. É um pouco esse o espírito da lei. E com isso, tendo em conta que esta também foi, se eu não me engano, a primeira auditoria do Tribunal de Contas e até de um órgão de controle sobre a PJ, pelo menos durante o mandato do Luís Neves, estava sempre salvaguardado desse ponto de vista.
Porque ele não tinha sido ainda fiscalizado, digamos assim, por esta entidade.
Nos argumentos, eles próprios invocam isso, que era a primeira vez que a sua conduta estava a ser questionada e que só isso já atestava a sua boa fé e a sua probidade e o seu rigor na gestão.
As explicações do jornalista do Observador, João Paulo Godinho, na história do dia da Rádio Observador.
A Polícia Judiciária já apreendeu mais droga só este ano, que leva oito meses, do que na totalidade do ano passado.
A informação foi avançada aos jornalistas na conferência de imprensa sobre a operação Sky Drop, que apreendeu cinco toneladas de cocaína. A Polícia Judiciária avança que só até ao mês de agosto já foi apreendida uma quantidade significativamente maior do que no ano passado.
Este ano, 2026, apesar de estarmos só em início de agosto, ou seja, temos uns meses pela frente até ao fecho do ano, já foi apreendida uma quantidade de cocaína superior ao total apreendido durante todo o ano de 2025.
São até agora perto de 30 toneladas, a quantidade de droga apreendida em 2025. A Polícia Judiciária interceptou ontem um porta-contentores a mais de mil quilómetros de Lisboa, vinha da América do Sul, seguia com destino ao porto de Marrocos, mas o destino final da cocaína não é conhecido. Nesta operação em que resultaram três detidos, já foram ouvidos por um juiz. Nela foram apreendidas estas cinco toneladas de cocaína, com a Polícia Judiciária a suspeitar que um dos detidos fizesse parte da tripulação do navio.
No caso em concreto, sim, havia alguns indicadores que apontavam para a possibilidade de haver alguém da tripulação que estava conivente, que estava a colaborar com esta estrutura criminosa, que fez chegar a bordo a cocaína, que contaminou, num primeiro momento, um contentor que era transportado. E, portanto, esse elemento da tripulação foi identificado por nós, foi detido.
Foram ao todo três os homens detidos, um de nacionalidade indiana, outros de nacionalidade italiana e colombiana. O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, João Oliveira, sublinha a cooperação internacional e nacional nestas diligências, que juntaram não só a PJ, mas também a Marinha, a Força Aérea e as autoridades espanholas e inglesas.
O Exército instaurou um processo disciplinar contra o antigo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde, o tenente-coronel Gandra de Almeida.
O militar deixou a direção-executiva do SNS pelo próprio pé, na sequência de uma reportagem sobre a acumulação de funções públicas e privadas enquanto esteve à frente do INEM do Norte. Fonte oficial do Exército confirma agora à Agência Lusa que o processo teve origem no relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sobre este caso. A IGAS conclui que Gandra de Almeida não cumpriu as normas do Instituto de Emergência Médica relativas à acumulação de funções, nem as regras de impedimentos enquanto era diretor-executivo do SNS. No entanto, o militar nunca chegou a ser sancionado por integrar os quadros das Forças Armadas e não estar abrangido pela Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
E há outras notícias a marcar esta quarta-feira, 5 de agosto.
No Reino Unido, uma mulher foi detida após esfaquear quatro homens no centro de Londres. A suspeita do ataque tem 47 anos. A informação foi confirmada pela Polícia Metropolitana de Londres. Já segundo a Sky News, os homens têm entre 34 e 52 anos. Foram todos transportados como feridos graves, ao que adiantam os serviços de emergência de Londres. As autoridades montaram também um perímetro de segurança no local, mas não são para já conhecidas as motivações deste ataque. O governo de Navarra está disponível para acolher os menores que chegaram a Ceuta. A estimativa é de que cerca de 500 crianças ainda estejam na cidade. Já o número de mortos subiu para 79, de acordo com o mais recente balanço. Entretanto, pode estar a ser preparada uma nova entrada em massa de migrantes já daqui a 10 dias. É, pelo menos, o que começa a ser divulgado nas redes sociais. São cada vez mais as informações que estão a ser espalhadas sobre uma possível nova tentativa de migração em massa de marroquinos para Ceuta. Mesmo assim, muitos acreditam que estas mensagens são falsas e que não há ainda confirmação oficial por parte dos governos espanhol e marroquino sobre a existência de um plano organizado. No futebol, Marco Silva espera que o fator casa, apesar de esta não ser uma fase decisiva, tenha impacto positivo no jogo frente ao Hearts. Na conferência de imprensa, o treinador do Benfica fez a antevisão do jogo de amanhã, na primeira mão da terceira preliminar de acesso à Liga Europa. Marco Silva não perde a esperança de um primeiro jogo em casa ser uma força adicional para os encarnados, mas diz também que nada ficará decidido já amanhã.
Numa decisão a dois jogos, acaba por ser diferente nesse aspecto. O fator casa, num momento decisivo, que é sempre na segunda mão, não o teremos, mas acreditar que o impacto do fator casa, seja ele no primeiro jogo, também estará bem presente. É esse o nosso objetivo, jogar também com isso. Uma equipa diferente, na minha opinião, tem algumas características similares a uma equipa diferente na abordagem que faz o jogo e a ambição é claramente ganhar o jogo. E poderemos sim ir mais confiantes para o segundo jogo, independentemente do que fizermos no primeiro, mas só isso, porque nada ficará decidido, certeza, amanhã.
O treinador dos encarnados não adiantou muito sobre o 11 inicial, mas quando questionado sobre os capitães, revelou que tendo em conta as saídas recentes e também a lesão de Órdenes, não será difícil perceber quem será o líder da equipa encarnada.
Dois do grupo dos cinco capitães saíram do Benfica, um no final da época, a questão do António também há praticamente uma semana ou cinco dias. Portanto, desse mesmo grupo de cinco, três continuam conosco e farão parte daquilo que é o grupo de capitães. Em relação ao jogo de amanhã, não há muitas dúvidas. Acho que o trabalho está facilitado para vocês. O Frederico estará fora do jogo. É fácil vocês calcularem quem poderá ser o capitão ou não.
Sobra, por isso, o Pavlidis. Marco Silva, em antevisão da primeira mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa, o jogo que poderá acompanhar amanhã, a partir das 20h, na Rádio Observador. Um pouco antes, joga o Sporting Braga, frente ao Dinamo Minsk. Os bracarenses jogam em casa e na antevisão do jogo, Carlos Viçães desvalorizou a chegada do Braga às meias-finais da edição do ano passado, diz que agora só importa o presente.
Ganhar amanhã. Não importa ter chegado às semifinais da Liga Europa e ter estado a um gol de chegar lá no segundo jogo. Não serve de nada, porque é como está estruturado o futebol europeu. E por isso há que ganhar o direito de estar no playoff. Isso é o que devemos começar a fazer amanhã.
Treinador do Sporting Braga, Carlos Viçães, na antevisão do jogo de amanhã, às 19h30. Os óculos gratuitos para observação do eclipse solar estão esgotados. A informação foi avançada pela Agência Ciência Viva à Lusa. Yvonne Fachada, da direção da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, diz que neste momento não há nenhuma ótica que tenha óculos disponibilizados de forma gratuita. Podiam ser reservados em qualquer zona do país. O estoque que tinha sido reforçado ontem à tarde já esgotaram novamente. Yvonne Fachada reconhece que não sabe se voltará a existir estoque disponível.
Eu aconselho as pessoas ainda durante o dia de hoje a verificarem se em algumas daquelas 660 óticas não haverá ainda algum reforço de estoque. Pode acontecer. Diria às pessoas para estarem atentas, porque estes seriam gratuitos. Alguns centros de Ciência Viva estão a oferecer alguns óculos na compra de um bilhete de família. Também é uma questão de verificarem, dos 22 centros de Ciência Viva, quais é que podem estar a oferecer.
A responsável da Agência Ciência Viva, em declarações à Agência Lusa. O eclipse, que começa por volta das 16h30, termina às 20h30, dia 12 de agosto. Ainda assim, há óculos que podem ser adquiridos em farmácias, nalgumas lojas online, também em supermercados, por um valor a rondar os €3. E a fechar, multiplicam-se as várias iniciativas para assistir ao eclipse, um pouco por todo o país. Vamos falar disso também a seguir, não é, Ricardo?
Exatamente.
Com os municípios e as organizações a criarem iniciativas com o melhor que têm para oferecer. Em Almeirim, não vai haver sopa da pedra.
E não?
Não vai haver, mas a Câmara Municipal vai criar um lounge de observação do eclipse, que vai ser junto à Adega Cooperativa.
Isso parece-me uma ótima proposta.
Sim, sobretudo porque a Adega vai estar de portas abertas.
Vai estar aberta.
É mesmo para garantir que todos conseguem ver o eclipse, mesmo aqueles que não olham para o céu.
Mas convém olhar a segurança primeiro e depois, se calhar, provar os néctares provenientes de Almeirim. Estão bem bons.
A ideia é criar um momento onde se possa observar este fenômeno em segurança, portanto, num local em que vão ser disponibilizados óculos, e desfrutar também de uma prova de vinhos da Adega de Almeirim. A iniciativa vai decorrer dia 12, a partir das 17h30.
Estando aqui na presença de dois amantes de Almeirim, a nossa saudação para Almeirim.
Uma excelente iniciativa.
Um grande abraço e também para a Adega Cooperativa de Almeirim.