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Dar a informação. Jornal das cinco com José Rafael Lopes e começamos com o incêndio num restaurante português na Suíça. Subiu para quatro o número de mortes.

Informação dada pela polícia local em comunicado, depois de no sábado terem sido encontrados dois corpos nos escombros. Hoje foram encontrados mais dois, o que aumenta para quatro o número de mortes neste incêndio. Na sexta-feira, a polícia tinha dito que estavam cinco pessoas desaparecidas, uma delas foi encontrada, entretanto, com vida. A polícia suíça diz que a identificação das vítimas mortais não está concluída ainda. Este incêndio causou ainda oito feridos, dois dos quais em estado grave. Entre os feridos, há dois portugueses. Um é um dos feridos graves, o outro tem ferimentos ligeiros, é o que informa o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros.

A Noruega e Dinamarca vão reforçar o apoio financeiro na área da defesa aérea à Ucrânia.

O primeiro-ministro norueguês anunciou um apoio financeiro à Ucrânia no valor de quase oito milhões de euros. Fez-lo em conferência de imprensa, após a reunião desta manhã, que juntou dirigentes dos oito países nórdicos e bálticos da Europa em Kiev. Segundo o primeiro-ministro da Noruega, esse financiamento vai servir para despesas militares e humanitárias. Também em declarações aos jornalistas, a primeira-ministra da Dinamarca, que tem apoiado desde sempre as necessidades da Ucrânia, anunciou que o país está a comprometer-se com um novo sistema de defesas com mísseis que vai ser desenvolvido com a Ucrânia.

Nos Estados Unidos, Donald Trump acusa o Canadá de querer ter os benefícios de um estado norte-americano. Os dois países estão em guerra comercial.

Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump escreve que o Canadá quer obter benefícios do mercado norte-americano de forma abusiva e que o país vizinho tem sujeitado os agricultores norte-americanos a muitas tarifas durante largos anos. É a reação de Donald Trump ao anúncio de que o Canadá vai avançar com tarifas de 50%, o mesmo valor imposto pelos Estados Unidos na manhã de ontem, depois do falhanço das negociações entre os dois países. A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, diz que esta nova guerra de tarifas pode ter consequências para Donald Trump e também para o Partido Republicano.

Este aumento das tarifas por ambos os lados pode também ter consequências políticas dos dois lados da fronteira. E naturalmente, que também poderá prejudicar Donald Trump relativamente às eleições que terá em breve, as midterm elections, que o próprio Partido Republicano também começa a contestar, não o próprio presidente, mas algumas das medidas, sobretudo do ponto de vista económico, que terão reflexo inevitavelmente nos bolsos dos norte-americanos. Pode efetivamente também contribuir para um desgaste, não apenas do presidente, mas também do Partido Republicano.

A análise de Liliana Reis no Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

O Presidente da República diz que cada órgão de soberania tem de assumir responsabilidades.

Resposta de António José Seguro quando questionado sobre as mais recentes polémicas em torno do Ministério da Administração Interna. Foi questionado pelos jornalistas à margem de uma visita à Bienal Internacional de Arte em Vila Nova de Cerveira, onde o chefe de Estado diz que cada órgão de soberania tem efetivamente de assumir responsabilidades e que todas as investigações em curso sejam concluídas o mais rapidamente possível.

Eu reafirmo aquilo que já disse. Eu sou um presidente muito atento aos factos. Falo com quem devo, onde devo e quando entendo que devo falar. E respeito também muito as instituições. E a nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania. E aquilo que eu desejo é que cada um assuma a sua responsabilidade. E também desejo outra coisa, que os inquéritos, as auditorias, as investigações que estão a ser feitas decorram o mais rapidamente possível para nós conhecermos as conclusões.

António José Seguro, em declarações aos jornalistas em Vila Nova de Cerveira, o presidente da República aproveitou esta ocasião para dizer que um país coeso não se mede pela força da capital, mas sim pela vitalidade de todos os territórios.

O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior diz estar preocupado com o número de estudantes mais pobres com colocação na primeira fase do concurso nacional de acesso.

José Moreira diz que representam apenas 3% dos quase 50 mil colocados na primeira fase de acesso ao ensino superior e que o contexto socioeconômico das famílias continua a determinar o acesso de muitos jovens às faculdades, em particular aos cursos mais competitivos, diz José Moreira.

Há uma correlação direta nos últimos anos entre aquelas formações que exigem uma nota de entrada mais elevada e a classe socioeconômica dos alunos que entram para estas formações. Portanto, isto quer dizer que estamos a ter aqui um filtro que tem a ver com a capacidade econômica das famílias. O que é preciso é encontrar modelos de funcionamento da escola pública em que os alunos sejam estimulados e as aprendizagens sejam estimuladas na escola pública, sem ser necessário recorrer a ajudas externas, como é o caso das explicações.

José Moreira diz ainda que esta é uma situação alarmante e que os alunos precisam de mais apoio por parte do ensino secundário.

Eu diria que, de facto, este é o número mais alarmante. Esse número tinha diminuído. Este ano subiu, mas subiu marginalmente, sobretudo quando comparamos com o número de candidatos que foram colocados. E nós cremos que isso acontece sobretudo pelo facto de o ensino secundário não estar a dar as respostas mais adequadas a estes estudantes. E o que eu quero dizer com isto? Não quer dizer com isto que as escolas e os profissionais das escolas não tentem fazer e não façam com sucesso em alguns casos, mas é preciso reforçar o apoio à qualidade do ensino secundário

Palavras do presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, a dar conta da importância do contexto socioeconômico para que os alunos possam entrar no ensino superior. Aqui um registro da Agência Lusa. As colocações da primeira fase já foram conhecidas. Os estudantes têm até 27 de agosto, os que foram colocados, para realizar a matrícula. As candidaturas à segunda fase do ensino superior decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro. Há perto de 7 mil vagas ainda disponíveis.

A adesão à greve dos trabalhadores da REN Atlântico é de 100% nos primeiros dois turnos do protesto. A informação foi dada à Agência Lusa por uma fonte oficial.

Os trabalhadores que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito de Sines iniciaram hoje um protesto para exigir uma pré-reforma que compense o desgaste de trabalho por turnos. De acordo com Rogério Silva, da estrutura Intersindical, a adesão até agora é total, uma greve que vai durar até à próxima terça-feira. Entre as reivindicações, além do acesso à pré-reforma, está também a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções. A estrutura sindical sustenta que a REN tem condições econômicas e financeiras para responder a estas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

Destaque agora para o mau tempo. Quatorze distritos estão hoje em aviso amarelo por risco de aguaceiros e trovoada. A chuva vem para ficar.

Durante toda a semana, apenas Beja, Évora, Faro e Portalegre escapam a esse aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. É uma mudança significativa das condições meteorológicas depois do calor do verão, motivada por uma depressão que está a atingir o continente. A meteorologista Patrícia Gomes explica que este cenário se vai manter nos próximos dias.

Vamos continuar sempre com precipitação, que não significa que seja uma precipitação persistente. Não estará sempre a chover, mas chove todos os dias, por assim dizer, com períodos em que não ocorre precipitação. Tudo indica que essa precipitação será essencialmente, ou em especial, nas regiões Norte e Centro. A região Sul sempre com quantidades menores de precipitação e o vento com alguma intensidade apenas nas terras altas.

Explicações da meteorologista Patrícia Gomes, à Rádio Observador. O IPMA prevê chuva que pode ser acompanhada de trovoada e granizo, com vento forte. O sol só deve voltar no final de agosto.

Na Fórmula 1, Lando Norris venceu o Grande Prêmio dos Países Baixos.

O piloto da McLaren foi o primeiro a cortar a meta em Zandvoort. É a segunda vitória de Lando Norris esta temporada, sendo que partiu da pole position. Kimi Antonelli foi segundo, ao volante de um Mercedes. George Russell, também num Mercedes, fechou o pódio nos Países Baixos. Com esta combinação de resultados, Kimi Antonelli mantém-se na liderança do Campeonato do Mundo de Pilotos de Fórmula 1.

Notícia de fecho do Jornal das Cinco.