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Jornal das 5, com Luís Soares. Os tempos de espera na linha SNS 24 estão a subir desde o início do ano. O número de chamadas aumentou, mas o serviço não está a ter capacidade de resposta.

A utilização da linha é obrigatória para quem se quer dirigir a uma urgência de um hospital no Serviço Nacional de Saúde, mas a situação não é fácil para alguns utentes. O jornalista do Observador, Tiago Caeiro, explica que a realidade está pior desde o início do ano.

Ao longo deste ano, portanto, desde fevereiro até este verão, por tais ideia, o tempo médio de espera aumentou muito. Rondava um minuto em fevereiro, agora já são cinco minutos e não temos dados mais recentes. Os últimos dados que temos são os de junho. Há pessoas que esperam mesmo muito tempo para serem atendidas. Como disseste, há pessoas que esperam 30, 40 minutos, mas depois também temos relatos de enfermeiros que nos dizem que há pessoas que chegam a esperar uma ou duas horas, sobretudo naqueles períodos em que há maior procura, como os finais de tarde, e portanto, isto é um problema que se está a agudizar.

Tempos de espera longos para os utentes do SNS, que são obrigados a utilizar esta linha. O jornalista Tiago Caeiro explica também as razões que levam a estes números preocupantes.

Há cada vez mais chamadas, como dizias agora, porque praticamente todos os hospitais do país já têm implementado esse sistema do ligante salve vidas, que prevê que as pessoas liguem para esta linha antes de irem às urgências. Portanto, há muito mais chamadas por via disso e depois as pessoas também se foram habituando a ligar quando têm alguma dúvida de saúde ou algum problema menor para esta linha. E depois, há falta de enfermeiros, que não chegam para responder à procura.

O jornalista do Observador, Tiago Caeiro, que tentou também obter mais informações junto dos serviços partilhados do Ministério da Saúde, que realçam que até ao fim de setembro foram atendidas mais de cinco milhões de chamadas e que a taxa de atendimento se fixa nos 89%, com tempo médio de espera de três minutos.

Este é o tema que está em manchete no Observador e vai estar também em análise, já daqui a pouco, no Explicador, logo a seguir este Jornal das Cinco. O advogado de Rui Pinto aplaude a decisão de anular a retirada do record, o programa de proteção especial. Francisco Teixeira da Mota considera que, desta forma, foi corrigido o que chama de ato inaceitável.

O Ministério da Justiça revelou esta tarde que a Comissão de Programas Especiais de Segurança decidiu reverter a decisão de retirar Rui Pinto do programa por uma questão formal. O pirata informático não foi notificado dos fundamentos da decisão que levaram a que deixasse de estar abrangido por este programa de proteção de testemunhas. Não foi, assim, garantida a possibilidade de exercer o contraditório e por isso Francisco Teixeira da Mota elogia a postura da Ministra da Justiça perante uma situação que classifica como um absurdo.

O que eu entendo é que a forma como tinha sido feito tudo era inaceitável, era um terrorismo. De repente, uma decisão que tinha sido tomada há três meses, em julho, agora era notificada dez dias antes, que era extinto o processo de proteção, ficava-se em casa, já deixaram de lhe dar aquela remuneração que tinha. Quer dizer, era uma atitude absolutamente absurda e num Estado de direito, inaceitável. Nós recorremos para a senhora Ministra da Justiça e ela aí bem interveio, e a Comissão repensou tudo o que tinha feito.

O processo volta agora à estaca zero e vai ser feita uma nova apreciação, mas o advogado de Rui Pinto não quer antecipar um desfecho.

O que eu posso dizer é que, ainda recentemente, houve a decisão relativamente ao Manchester City que, de alguma forma, vem agravar os eventuais riscos da situação do Rui Pinto. Se isso foi tido em consideração ou não pela Comissão, não sei. Não parece provável, porque a decisão da Comissão de extinguir foi tomada em julho, parece. Não sei se vão manter a mesma decisão, portanto, não vale a pena antecipar.

Francisco Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, ouvido pela Rádio Observador. Até nova decisão, Rui Pinto volta a beneficiar de medidas de proteção especial.

O primeiro-ministro está pouco confiante sobre o desfecho da negociação do próximo programa de fundos comunitários.

Isto depois de ter deixado recados aos países frugais na intervenção que fez no Parlamento Europeu. Luís Montenegro revelou hoje, no debate preparatório do Conselho Europeu, na Assembleia da República, que está pouco confiante para a negociação do próximo quadro comunitário. Luís Montenegro diz aos deputados que existem vários fatores que ainda não permitem garantir que Portugal vai manter o mesmo volume de fundos.

Não estamos em posição de estar demasiado otimistas. Há muitas dificuldades. Há dificuldades que advêm da circunstância de se estar a diminuir o peso dos fundos de coesão e da política agrícola face à totalidade do orçamento e face ao crescimento, que é exponencial, praticamente 100% do fundo de competitividade. Essencial, não obstante, para que a Europa possa ter uma posição comercial no mundo mais forte, mais robusta e, por via disso, também conseguir atingir coesão e atingir todas as atividades econômicas.

O primeiro-ministro, no debate que antecede o Conselho Europeu de 15 e 16 de outubro, voltou também a pedir respostas comuns para o aumento generalizado do custo de vida, em particular, no que diz respeito ao preço dos combustíveis.

E por falar em combustíveis, é sexta-feira, sexta-feira à tarde, aquele dia em que perguntamos, Luís Soares, como vai estar o sobe e desce da próxima semana.

Ora, sabemos que na próxima semana o preço da gasolina sobe, o do gasóleo desce, mas muito ligeiramente, meio cêntimo é a descida do preço do gasóleo na próxima semana. No caso da gasolina, há uma subida de 4,5 cêntimos. São dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e que contam já com o ajuste feito pelo governo ao imposto sobre os produtos petrolíferos. De resto, também hoje o Parlamento aprovou, por unanimidade, uma proposta do governo que prolonga até o fim do ano esse desconto no ISP sobre os combustíveis.

E voltando ao Parlamento, amanhã foi de debate quinzenal com o primeiro-ministro e nesse debate ouviram-se críticas da oposição ao governo por causa do aumento do custo de vida e da crise na habitação.

Foram alguns dos temas do debate esta manhã, que também não passou à margem da polêmica em torno das verbas pagas de forma indevida a pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, Miguel Vítor Dias.

Na ressaca da entrega do orçamento, foi o erro com o pagamento de cerca de 3000 pensões que levou Luís Montenegro a irritar-se. Chega e Bloco acusaram o governo de cortar nas reformas e o Primeiro-Ministro pediu a defesa da honra.

Senhor Presidente, o governo e o Primeiro-Ministro foram falsamente atacados na sua honra com a afirmação segundo a qual o governo se prepara para cortar o valor de qualquer pensão. Isso é manifestamente falso.

Luís Montenegro, que aproveitou para uma pré-apresentação do orçamento, com destaque para os impostos.

Tomámos posse pela primeira vez faz hoje 920 dias. São 920 dias sem um único aumento de um imposto.

Mas André Ventura tirou outra conclusão.

Não precisam. As portagens vão ter cobrança recorde, o IVA vai ter cobrança recorde, os impostos sobre os combustíveis vão ter cobrança recorde. Quer dizer, não aumentam os impostos, mas vão sacar de forma recorde.

Já o líder do PS procurou duas garantias adicionais que o levaram a deixar em aberto mudar o sentido de voto no final da discussão na especialidade.

Tem a ver com os investimentos pós-PRR e tem a ver com as respostas das tempestades. Queira, por favor, ser claro nesta assembleia se esses compromissos são ou não para honrar.

Não há nenhuma matéria sobre isso.

As garantias de Montenegro, que quis ainda descansar Mariana Leitão, da IL, quanto ao aumento da despesa pública.

Estamos numa situação completamente equilibrada.

E atirou a Mário Centeno.

Há uma personalidade em concreto que falhou todas as previsões.

Também Paulo Núncio comparou Centeno ao professor Chibanga com Paulo Raimundo, do PCP, a criticar a dança do Primeiro-Ministro entre a esquerda e a direita.

Senhor Primeiro-Ministro é, de facto, um bailarino, que vira-se para o Chega e aprova com o Chega a lei dos suspeitos. Vira-se para o Partido Socialista e aprova com o Partido Socialista este orçamento.

Bailarico no Parlamento, em vésperas do arranque da discussão do orçamento do Estado para 2027.

Miguel Vitor Dias com resumo do debate quinzenal esta manhã no Parlamento. Também hoje os deputados aprovaram a redução intercalar das taxas de IRS para este ano.

E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 9 de outubro.

Os Estados Unidos da América anunciaram um novo pacote de sanções contra o Tribunal Penal Internacional. Decisão tomada horas depois de uma antiga juíza ter vencido o Prêmio Nobel da Paz. Navi Pillay foi galardoada este ano num prêmio que Donald Trump nunca escondeu que deseja vencer. Num comunicado do Departamento de Estado, Marco Rubio indica que Donald Trump nunca vai permitir que o Tribunal Penal Internacional investigue norte-americanos e decidiu banir transações com a TPI, cortar os recursos e paralisar a capacidade de operar deste tribunal. Pelo menos 21 pessoas foram detidas durante distúrbios no centro de Bruxelas, após uma manifestação contra cortes e medidas de contenção orçamental do governo belga. Treze dos detidos são menores. As autoridades estimam entre 30 e 50 mil pessoas o número de participantes na manifestação, que começou na estação central da capital belga. No futebol, o Porto regressa amanhã ao campeonato, depois da vitória no Dragão à frente ao Benfica, defronta amanhã o Marítimo na Madeira. E na antevisão do encontro, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, disse que as condições do relvado, que são difíceis, não devem servir de desculpa.

"Vai ser um jogo desafiante por razões diferentes. O relvado é um tema já falado várias vezes. Espero que nesta pausa tenham feito tudo para que esteja da melhor forma possível. Penso que eles esperam ter um campo bom para jogar toda a época e esperamos que esteja bom. Se não estiver, não há desculpas e temos de usar outras ferramentas para passar por cima disso".

O treinador do Porto diz que a pausa para compromissos internacionais contribuiu para a recuperação de alguns jogadores lesionados. O apito inicial deste Marítimo-Porto está marcado para as 18h de amanhã, mas a jornada oito arranca hoje com dois jogos, o Moreirense-Vitoriente às 18h45 e o Braga-Sporting às 20h15, este com relato e comentário em direto aqui na Rádio Observador. E Ricardo, foi um grande susto em pleno concerto de Celine Dion em Paris.

O que aconteceu?

A cantora caiu em palco, o que deixou os fãs assustados, mas levantou-se imediatamente para continuar a atuação e sem perder o ritmo. Foi um momento que aconteceu na quarta-feira, na Planet Hollywood Arena em Paris. Foi filmado por vários fãs que elogiaram a postura da cantora.

Mas imagina o susto, porque a Celine Dion tem tido gravíssimos problemas de saúde. Este regresso é mesmo uma reinvenção perante os problemas que tem tido.

E para responder a isso também. Celine Dion foi diagnosticada em 2022 com síndrome da pessoa rígida, uma doença neurológica rara que provoca rigidez muscular e espasmos dolorosos. Ainda assim, tem regressado aos palcos e neste concerto fez questão de tranquilizar o público. Caiu, mas continuou de pé e esta atuação.

Caiu, mas levantou-se.

Exatamente.

É isso que interessa. E o Luís Soares vai regressar às 17h30.